Para Jorge Coelho, chega um
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13 December 2013
13 February 2012
PÔR A RENDER
Vários - Fado Património Imaterial da Humanidade (4 CD)
Não é absolutamente indispensável ser vidente para enxergar que, por muito que se exaltem as virtudes do pastel de nata como via redentora da economia lusa, nos próximos tempos, o que irá, inevitavelmente, ser posto a render será o fado. A canonização pela UNESCO não assinalará, sem dúvida, o princípio do fim da crise (ainda que, pelo soar das trombetas, em Novembro, quase parecesse que sim), mas, por ela devidamente estimulada, não haverá editora ou distribuidora grande, pequena ou média, que não trate de engendrar um qualquer esperançoso plano de publicações – com ou sem a aposição do selinho “Fado Património da Humanidade”, mas, de preferência, com -, fruto de escavações arqueológicas em catálogos próprios ou alheios, dedicado ao superior desígnio nacional que, sob o alto patrocínio de futebolistas e outros académicos, nos intima a “orgulhar-nos”. No estado actual das coisas, será um pouco como aquelas pessoas que gostam de repetir que “lá na terra, éramos oito irmãos, andávamos andrajosos e descalços e só havia uma sardinha para dividir por todos, mas... tenho muito orgulho na minha aldeia!”. Sendo assim, mais vale, então, orgulharmo-nos de uma edição como esta que – ao contrário da desastrosa anterior Fado Portugal/200 Anos de Fado – oferece um panorama compreensivo (e compreensível) do género: dois CD de clássicos (de Marceneiro e Amália a Carlos Ramos e Teresa de Noronha, com passagem por José Afonso), outro dedicado à guitarra portuguesa (de Armandinho a Paredes e Ricardo Rocha) e um último aos novos (Camané, Cristina Branco, Carminho, Ana Moura...). Não menos interessante é o texto de José Alberto Sardinha onde expõe a tese sobre as raízes do fado no romanceiro tradicional, desenvolvida no seu livro de 2010, A Origem do Fado.
18 January 2012
"THE WOMEN AND THE LUST AND SIN NECTAR"
Vários - Fado Portugal/200 Anos de Fado (2 CD + livro)
A inclusão do fado na lista do património imaterial da humanidade no âmbito da UNESCO poderá, como afirmou Rui Vieira Nery, “assegurar-lhe uma exposição pública internacional que é o meio mais valioso que podemos ter”. Porém, mesmo dando de barato que daí poderá advir algo mais do que tudo aquilo que, desde Amália, os fadistas que deram o fado a conhecer ao mundo alcançaram, uma coisa é indiscutível: edições como Fado Portugal/200 Anos de Fado não lhe poderiam agrafar pior reputação.
Em formato de livro/disco (cerca de 200 páginas em que se procura abordar dois séculos de fado, das várias hipóteses explicativas sobre as origens à actualidade), os dois CD são de natureza diversa: o primeiro, dedicado ao reportório e intérpretes tradicionais/clássicos, é minimamente equilibrado e representativo; o segundo, virado para o “fado contemporâneo”, para além da gritante ausência de Camané, inclui (ao lado de Cristina Branco, Ana Moura ou Mísia) a estreia de uma série de supostos “novos talentos” cuja presença, neste contexto, é bizarra.
Muito pior, contudo, é o verdadeiro desastre da tradução do texto para inglês. É praticamente impossível ler um parágrafo em que o idioma de Shakespeare não seja esquartejado: da terminologia musical (“compassos”, por exemplo, é traduzido por “beats”) a descobertas como a “marine origin” (no original, “marítima”), a “umbigada” convertida em “encounter of belly-buttons”, as "cantigas de amigo" em “friends’ songs”, a magnífica explicação da sedução da aristocracia pelo fado “attracted by the women and the lust and sin nectar”, a inigualável descrição da voz “of lyrical tune” de António Menano ou a utilíssima informação de que “fado has attended assiduously in Portuguese cinema”, é um festival. Suspeito que os consumidores anglófonos irão imaginar o fado como um género humorístico.
(2012)
02 October 2011
HISTÓRICO, SIM
(sequência daqui)

Fernando Alvim & Vários - Fados & Canções do Alvim
Abusa-se desvairadamente da classificação de “histórico”. Mas, se existe caso a que ela se aplique sem qualquer relutância, é o de Fernando Alvim e deste seu primeiro álbum em nome próprio. Aos 76 anos, e após uma trajectória em que, durante 24, acompanhou Carlos Paredes e, antes, durante e depois, se cruzou com o fado, o jazz, a bossa-nova e praticamente todos os nomes da música portuguesa que contam, num jorro único, publica dezoito fados e dezassete canções e entrega-os às vozes daquilo que se poderia correctamente designar como um "who’s who" da música popular portuguesa contemporânea. Um pouco à maneira de A Guitarra e Outras Mulheres (1998), de António Chainho – mas sem a cláusula de género desse e com o triplo da extensão –, em que Alvim também participou, Fados & Canções do Alvim arruma, num primeiro disco, fados propriamente ditos (embora livres de tiranias “puristas”) e, no segundo, bossas, boleros, tangos e, genericamente, canções de bilhete de identidade fluído.
O primeiro (essencialmente, Fernando Alvim, os guitarristas Bernardo Couto e Ricardo Parreira e as diversas vozes) é, literalmente, umas melhores colecções de fados e exemplares interpretações dos últimos anos, com o clã Moutinho – Pedro, Hélder e Camané – em forma imperial, Ana Moura, Cristina Branco, Ricardo Ribeiro, Carminho, Ana Sofia Varela e Gisela João enquanto monumental guarda de honra e os clássicos Carlos do Carmo, Rodrigo e Vicente da Câmara lançando a ponte sobre a tradição. Do outro lado, em “Fim de Tarde a Sonhar”, Cristina Branco assiste ao "rebirth of the cool", Amélia Muge, “De Mim Para Mim”, nacionaliza o bolero, Marta Dias swinga num cais “Luminoso” e, com os restantes (Fafá de Belém, Filipa Pais, Vitorino... podem atirar um nome à sorte, é bem provável que lá esteja), abrem a cortina sobre o lado mais soalheiro de Fernando Alvim. Histórico, sim.
(2011)
(sequência daqui)
Fernando Alvim & Vários - Fados & Canções do Alvim
Abusa-se desvairadamente da classificação de “histórico”. Mas, se existe caso a que ela se aplique sem qualquer relutância, é o de Fernando Alvim e deste seu primeiro álbum em nome próprio. Aos 76 anos, e após uma trajectória em que, durante 24, acompanhou Carlos Paredes e, antes, durante e depois, se cruzou com o fado, o jazz, a bossa-nova e praticamente todos os nomes da música portuguesa que contam, num jorro único, publica dezoito fados e dezassete canções e entrega-os às vozes daquilo que se poderia correctamente designar como um "who’s who" da música popular portuguesa contemporânea. Um pouco à maneira de A Guitarra e Outras Mulheres (1998), de António Chainho – mas sem a cláusula de género desse e com o triplo da extensão –, em que Alvim também participou, Fados & Canções do Alvim arruma, num primeiro disco, fados propriamente ditos (embora livres de tiranias “puristas”) e, no segundo, bossas, boleros, tangos e, genericamente, canções de bilhete de identidade fluído.
O primeiro (essencialmente, Fernando Alvim, os guitarristas Bernardo Couto e Ricardo Parreira e as diversas vozes) é, literalmente, umas melhores colecções de fados e exemplares interpretações dos últimos anos, com o clã Moutinho – Pedro, Hélder e Camané – em forma imperial, Ana Moura, Cristina Branco, Ricardo Ribeiro, Carminho, Ana Sofia Varela e Gisela João enquanto monumental guarda de honra e os clássicos Carlos do Carmo, Rodrigo e Vicente da Câmara lançando a ponte sobre a tradição. Do outro lado, em “Fim de Tarde a Sonhar”, Cristina Branco assiste ao "rebirth of the cool", Amélia Muge, “De Mim Para Mim”, nacionaliza o bolero, Marta Dias swinga num cais “Luminoso” e, com os restantes (Fafá de Belém, Filipa Pais, Vitorino... podem atirar um nome à sorte, é bem provável que lá esteja), abrem a cortina sobre o lado mais soalheiro de Fernando Alvim. Histórico, sim.
(2011)
05 May 2010
TEORIA & PRAXIS MUSICAIS PORTUGUESAS (III)
Carlos Bastos
Muito antes de Ana Moura. Muito antes de a "world music" saber que existia: Carlos Bastos.
(2010)
Carlos Bastos
Muito antes de Ana Moura. Muito antes de a "world music" saber que existia: Carlos Bastos.
(2010)
20 December 2009
LONGE DO DITO E NÃO DITO

Amélia Muge - Uma Autora: 202 Canções
Não é “best of”. Não é “ao vivo”. Não é “unplugged”. Não é “compilação” embrulhada à pressa, a pôr-se a jeito para as oferendas rituais, por ocasião do aniversário de Osíris, Mithra, Diónisos e do tardio Jeshua. Nas palavras da própria Amélia Muge, trata-se, sim, da escolha de “um sortido em carteira”, de onde “se vão retirando estas e não aquelas, consoante os locais de concerto, o número de músicos, os convidados, os espaços e os tempos disponíveis”. O ovo de Colombo conceptual começou a ser chocado há dois anos, e foi planeado para eclodir durante o concerto que se realizou em Dezembro de 2008, no Centro Cultural de Belém: o título (do álbum e do concerto), Uma Autora: 202 Canções, referia-se ao número de obras de Amélia registadas, até àquela data, na Sociedade Portuguesa de Autores e, evidentemente, não a nenhuma performance na modalidade maratona-de-palco. O resultado, porém, foi uma proliferação de (em quase todos os casos) radicalmente novas releituras de canções criadas para os álbuns anteriores, de recuperações de temas escritos para outros intérpretes como Camané, Mafalda Arnauth, Mísia, Mariana Abrunheiro e Ana Moura, e três inéditos que, por arrasto, se deixaram incluir facilmente incluir no cânone. E tão fértil o formato se revelou que “tomou forma de chão por onde se pode ir caminhando, paralelamente a outros novos e futuros trabalhos que possam aparecer”.

Caminhando, então, para onde? Se Bob Dylan nos avisou I’m Not There, Amélia quase lhe fez eco declarando Não Sou Daqui. E, agora, muito mais ainda se desterritorializa, retirando, uma a uma, as pedrinhas que deveriam marcar o caminho, na canção de despedida ("Hora de Ir Embora"): “Toca a andar que está na hora, isto é um aviso d’alerta! Já há caminhos no céu e nebulosas na terra, toca a andar p’ra bem longe, longe da paz e da guerra, longe do dito e não dito, do que se está mesmo a ver, da regra das audiências, do quem havia de dizer”. E a geografia vai pegando fogo (“Longe da bolsa em Berlim, das quedas em Nova Iorque, dos diários de Luanda e dos jogos em Banguecoque, do canivete suíço, do chá das 5 da tarde, das rendas todas de Flandres e do petróleo que em nós arde, dos terramotos na Índia, do pechisbeque chinês, do ouro branco do Chade, do destino português”), latitudes e longitudes incineradas, uma a uma, em dolorosamente irónico ternário. As restantes treze – embaladas em formato-livro bilingue de 68 páginas, com ilustrações/fotos de Amélia Muge e textos –, por entre fumos mais ou menos jazzy, impressionismos harmónicos de aquário, pegadas de Robert Wyatt e Laurie Anderson, acordeões, violoncelos, Áfricas imaginárias, sopros, piano e braguesa, seguem-lhe o (des)caminho, errando, magnificamente, por aí.
(2009)
Amélia Muge - Uma Autora: 202 Canções
Não é “best of”. Não é “ao vivo”. Não é “unplugged”. Não é “compilação” embrulhada à pressa, a pôr-se a jeito para as oferendas rituais, por ocasião do aniversário de Osíris, Mithra, Diónisos e do tardio Jeshua. Nas palavras da própria Amélia Muge, trata-se, sim, da escolha de “um sortido em carteira”, de onde “se vão retirando estas e não aquelas, consoante os locais de concerto, o número de músicos, os convidados, os espaços e os tempos disponíveis”. O ovo de Colombo conceptual começou a ser chocado há dois anos, e foi planeado para eclodir durante o concerto que se realizou em Dezembro de 2008, no Centro Cultural de Belém: o título (do álbum e do concerto), Uma Autora: 202 Canções, referia-se ao número de obras de Amélia registadas, até àquela data, na Sociedade Portuguesa de Autores e, evidentemente, não a nenhuma performance na modalidade maratona-de-palco. O resultado, porém, foi uma proliferação de (em quase todos os casos) radicalmente novas releituras de canções criadas para os álbuns anteriores, de recuperações de temas escritos para outros intérpretes como Camané, Mafalda Arnauth, Mísia, Mariana Abrunheiro e Ana Moura, e três inéditos que, por arrasto, se deixaram incluir facilmente incluir no cânone. E tão fértil o formato se revelou que “tomou forma de chão por onde se pode ir caminhando, paralelamente a outros novos e futuros trabalhos que possam aparecer”.
Caminhando, então, para onde? Se Bob Dylan nos avisou I’m Not There, Amélia quase lhe fez eco declarando Não Sou Daqui. E, agora, muito mais ainda se desterritorializa, retirando, uma a uma, as pedrinhas que deveriam marcar o caminho, na canção de despedida ("Hora de Ir Embora"): “Toca a andar que está na hora, isto é um aviso d’alerta! Já há caminhos no céu e nebulosas na terra, toca a andar p’ra bem longe, longe da paz e da guerra, longe do dito e não dito, do que se está mesmo a ver, da regra das audiências, do quem havia de dizer”. E a geografia vai pegando fogo (“Longe da bolsa em Berlim, das quedas em Nova Iorque, dos diários de Luanda e dos jogos em Banguecoque, do canivete suíço, do chá das 5 da tarde, das rendas todas de Flandres e do petróleo que em nós arde, dos terramotos na Índia, do pechisbeque chinês, do ouro branco do Chade, do destino português”), latitudes e longitudes incineradas, uma a uma, em dolorosamente irónico ternário. As restantes treze – embaladas em formato-livro bilingue de 68 páginas, com ilustrações/fotos de Amélia Muge e textos –, por entre fumos mais ou menos jazzy, impressionismos harmónicos de aquário, pegadas de Robert Wyatt e Laurie Anderson, acordeões, violoncelos, Áfricas imaginárias, sopros, piano e braguesa, seguem-lhe o (des)caminho, errando, magnificamente, por aí.
(2009)
07 December 2008
NO BANCO DE URGÊNCIAS


Amélia Muge & Ana Moura
Não deverá haver muita gente que, ao dirigir-se, hoje, ao CCB para o concerto de Amélia Muge intitulado “Uma autora: 202 canções”, possa ir ao engano, à espera de ouvir, de facto... 202 canções. Mesmo assim, convirá esclarecer que se trata de apontar para um reportório de canções registadas e, ao mesmo tempo, focar um pouco melhor ao microscópio uma parcela particular: “É a segunda vez que participo num projecto cujo ponto de partida é um pedido de outros. O primeiro foi o Maio Maduro Maio: nem sozinha nem acompanhada, me passaria pela cabeça fazer um disco com as canções do Zeca Afonso. Desta vez, a agência Uguru convenceu-me a suspender a trilogia que tinha em curso e entregar-me a este projecto. Trata-se de fazer um ponto da situação e dar uma ideia de percurso baseada numa coisa muito simples que são as canções. Como dizia a Rosa Ramalho das suas cerâmicas, é como se eu estendesse as minhas canções todas numa carreirinha para ver até onde cheguei. E as 202 não são as canções todas, são só as registadas na SPA. Essa ideia levou-me à das canções que escrevi para outros”.
Falha estatística (aliás, facilmente corrigível): o número de canções gravadas por Amélia é equivalente, maior ou menor do que o das que ofereceu? “Suponho que é maior mas, para dizer a verdade, não tenho a certeza... escrevi para a Mísia, Camané, Moçoilas, Ana Moura, Mafalda Arnauth, Gaiteiros de Lisboa, Cristina Branco, Pedro Moutinho, Vozes Búlgaras, Navegante, Uxia, Elena Ledda, Ester Formosa, Rui Júnior, Lucilla Galeazzi, Camerata Meiga... Isto também serve para provar que nunca se deve dizer nunca: tinha assente que nunca iria cantar canções escritas expressamente para outros, que tinham a cara dessas pessoas. Curiosamente, a primeira que me pediu um tema foi a Mísia, o 'Ainda Que Mal', do Drummond, que começou por ser um tema que eu achava que podia cantar muito bem...”. Se é perfeitamente natural que, ao reapossar-se dessas canções, Amélia Muge as queira reinventar musicalmente, a verdade é que, nela, sempre pareceu existir uma quase aversão a cantar a mesma canção, da mesma forma, com a mesma vestimenta: “Não é aversão, é uma defesa da minha sanidade mental. Nos discos, cria-se uma situação particular que nunca é possível reproduzir exactamente em palco. As pessoas, se calhar, não se apercebem de como é difícil a alguém cujo estatuto é demasiado errante para o gosto de muita gente – não é fado, não é popular, não é canção de texto – ter condições materiais para conseguir, num concerto, fazer o que ficou no disco. É preciso recriar aquele espaço, interrogando as canções à medida dos meios que se tem. Estar em palco, neste tipo de situações, é como o banco de urgências no hospital, há sempre imprevistos a que é preciso acorrer. Neste caso, foi como que uma volta ao mundo em oitenta dias, tive três meses para montar este projecto”.
Amélia Muge & Ana Moura
Mas essa reencenação permanente das canções não poderá dificultar a nitidez da percepção que o público tem de um autor? “Sim, talvez, mas acho difícil que, a partir do momento em que começo a cantar, alguém diga '’À Janela’, I presume?...' São canções muito centradas na palavra, ela é sempre um elemento poderosíssimo de identificação. Mas as canções são como as pessoas: nós também cortamos o cabelo, não andamos sempre com o mesmo fato, nuns dias andamos de sapatilhas e, noutros, de salto alto. Claro que existe a possibilidade alguém dizer 'Ah, gostei mais do livro do que do filme...'" Qual é o filme? O disco ou o concerto? Pausa. “... o filme é o concerto, pelo menos, há mais imagens...”. No processo de selecção das canções, terá havido baixas, canções que, pelo caminho, se sentiram mal e morreram, outras que foram decaíndo nos afectos? “Se calhar, só algumas coisas do Múgica... foi mais fácil recorrer a umas do que a outras. Se tivesse optado por um concerto só de voz e piano, de certeza que as canções não seriam as mesmas. Este trabalho, no entanto, acaba por retomar à ideia que tinha do Múgica como cartão de visita: de Bach aos bombos de Lavacolhos, é possível existir uma música planetária para lá daquilo que são os estilos”.
(2008)
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