O príncipe do Havai é bom mas o russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos Gulags da Sibéria é muito melhor
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28 May 2025
20 July 2024
"Contra todas as censuras, velhas e novas - Livros suprimidos, filmes mutilados, palavras interditadas" (sequência daqui)
(não sei se fui só eu a ficar surpreendido com a dedicatória: "À Ana Cristina Leonardo, ao António Araújo, ao Francisco José Viegas, ao João Lisboa e ao João Pereira Coutinho. Porque, sem saberem, me ajudaram a escrever este livro"; a propósito do uso da palavra "nigger", ver aqui)
24 May 2024
Tal como prometido, Leopardo junta-se às hostes empenhadas em explicar às massas que "a palavra 'trabalho' vem do latim tripalium que, por sua vez, resulta da junção de tri (três) com palum (madeira). O tripalium era um utensílio de três pernas que servia para imobilizar animais enquanto os marcavam com ferros em brasa ou lhes punham ferraduras. Evoluiu (e ainda há defenda que a evolução é sempre boa…) para instrumento de tortura a que se sujeitavam os escravos ou os indigentes, incapazes de pagar impostos, tornando-se assim 'trabalhar' sinónimo de 'ser torturado'"
19 November 2022
14 September 2022
Leopardo tem toda a razão quando cita Pérez Reverte ("Vejam, a guerra é a mesma. De Troia à Ucrânia. A forma técnica de fazer a guerra, de matar e destruir, mudou. Mas o ser humano é o mesmo. Assim, na guerra ucraniana, que é a guerra mais recente que todos nós temos, todos vimos na internet imagens dos dois lados a fazer atrocidades e a fazer coisas heroicas. Os russos fazem coisas terríveis e belas, e também vimos prisioneiros mortos, prisioneiros russos mutilados por ucranianos ou ucranianos mutilados por russos. Esse é o ser humano. Assim, é claro, a guerra é o ser humano levado ao extremo da sua bondade e do seu mal"). O que, apesar de rigorosamente verdadeiro, não resolve o problema de fundo: sendo evidente que, quando atacados, dar a outra face não resulta, como fazer?
09 July 2022
01 October 2021
Bravo Leopardo cita os clássicos
"(...) Para abreviar, tenho para mim que nenhum dos parágrafos anteriores esclarece devidamente a derrota do ex-presidente (para mais itens, pode consultar-se o blogue do crítico João Lisboa, 'Provas de Contacto', onde este chegou a publicar uma lista exaustiva de “22 razões (pelo menos) para não votar Medina”). (aqui)
(nota: 22 razões e mais uma)
06 August 2021
"(...) dei por mim a ouvir a cantora Mariza, mandatária de Fernando Medina para a Câmara Municipal de Lisboa, discorrer sobre a visão dela para a cidade. Num vídeo disponível no Youtube com a duração de dois minutos e treze segundos, a palavra que mais se destaca é o adjectivo 'típico'. 'Lisboa típica', Lisboa dos 'bairros típicos', das 'marchas populares típicas', Lisboa das 'pessoas mais típicas' … ('as pessoas mais típicas', arriscamos depreender, habitam 'os bairros típicos'). Ela própria, Mariza, canta fado, que é uma música típica, e vem de um bairro típico. Apesar de vir de um bairro típico, viajou muito, conheceu mundo, 'tantas cidades do mundo'. Sabe por isso o que é a modernidade (se não tivesse viajado, tinha-se ficado pelo típico, o que seria uma grande perda para ela… e para o mundo). Apesar de abraçar de coração a tradição e o 'very typical', a mandatária acha que Lisboa deve entrar na Europa (a parte de que já estamos na Europa há bué, pelo menos desde 1143 que antes disso não existíamos, parece ter-lhe escapado... (...)" (Ana Cristina Leonardo)
10 September 2018
Raul "Tamanqueiro", personagem secundária, porém, necessária, na história do russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos Gulags da Sibéria
30 August 2018
A aranha que teceu a teia à volta do russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos Gulags da Sibéria, a dizer coisas, outra vez:
(daqui)
17 July 2018
Francisco Fernandes Lopes, excêntrico, desafectado e genial olhanense, renascentista desgarrado do século XX, esse médico de quem se diz que “sabia de tudo até de medicina”, personagem da história do russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos Gulags da Sibéria
... e, talvez, pioneiro da ideia "Why Med Schools Are Requiring Students to Take Art Classes, and How It Makes Med Students Better Doctors"
12 July 2018
Captain Zorra, personagem secundária mas nada menor na história do russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos Gulags da Sibéria
04 July 2018
25 June 2018
"Boris Skossyreff e outras 'figuras fora do baralho' em Olhão" (entrevista com Ana Cristina Leonardo sobre O Centro do Mundo)
O russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos gulags da Sibéria (a propósito, recordar Sofka Dolgorouky)
23 June 2018
É tão, tão, tão bom...
"Apesar da ‘nobre indiferença muçulmana pelo autoclismo, o esgoto, a árvore frondosa e a ânsia de ar das ruas novas’ de que falava Aquilino dando razão a Boris, e da falta de pergaminhos que já em 1758 era notada pelo prior Sebastião de Sousa, Olhão mantém um lastro de glória. Industriais, pescadores e vates contrabandistas continuam a partilhar o desrespeito pela lei e o culto do Senhor dos Aflitos, numa vila pródiga em dândis e espanholas, estrangeiros e aventureiros, sardinhas e anarquistas, operários e fedor. Tresanda, resume Raul Brandão. Não exagera o simbolista. Ao peixe que apodrece sob o calor africano junta-se a matéria fecal que escorre a céu aberto, húmus pestilento que Captain Zorra nunca conseguiu olvidar, memória primeva que nos conduz, um pouco abruptamente, é certo, a Marilyn Monroe, actriz que nunca veio a Olhão" (Ana Cristina Leonardo - O Centro do Mundo: Retrato Imaginário do Russo Apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, Agente dos Ingleses e Oficial da Wehrmacht, Preso e Condenado aos Gulags da Sibéria)
23 July 2016
Quando a ACL e eu pusemos termo ao diálogo na caixa de comentários deste post, faltava meia hora para nos ser oferecida nova matéria de reflexão (+ aqui)
09 October 2011
MEDITAÇÃO NA PADARIA

"(...) Aparentemente, estamos mais tolerantes e até a Arábia Saudita acaba de reconhecer o direito de voto às mulheres (desde, claro, que os respectivos maridos, pais ou irmãos assim o entendam...). Sublinho, porém, o aparentemente porque, muitas vezes (desconfio) é a pressão social e não a convicção pessoal que nos leva a contemporizar com certos valores aceites, sendo raros aqueles que, de facto, comungam da abertura de espírito da mulher 'que, aquando do julgamento de Oscar Wilde, disse que não se importava com o que faziam, desde que não o fizessem na rua e não assustassem os cavalos' (Brendan Behan, Nova Iorque).
A minha desconfiança confirma-se. A padaria da minha rua fica paredes meias com uma série de after hours. Abre agora ao domingo e serve uma multidão de noctívagos que, de óculos escuros, lá vai aviar carcaças por volta do meio-dia. No último domingo, enquanto pagava, comentei: 'Tem pouco movimento. Será da crise?'. A simpática padeira segredou-me, cúmplice e agradada: 'Não. É que dantes eram pretos. Agora são gays. Está muito mais calmo!'". (post integral aqui)
(2011)
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