CINEMA 2008
Haverá Sangue - Paul Thomas Anderson
O Segredo de Um Cuscuz - Abdellatif Kechiche
Corações - Alain Resnais
Persépolis - Marjane Satrapi & Vincent Paronnaud
Este País Não É Para Velhos - Joel & Ethan Coen
I'm Not There - Todd Haynes
Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste - Sidney Lumet
The Darjeeling Limited - Wes Anderson
Mamma Mia! - Phyllida Lloyd
Destruir Depois De Ler - Joel & Ethan Coen
A Turma - Laurent Cantet
O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford - Andrew Dominik
Bem-Vindo Ao Norte - Dany Boon
Indiana Jones E A Caveira De Cristal - Steven Spielberg
(2008)
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29 December 2008
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08 June 2008
HIPER REALISMO
Noites de bola em momento de transe patriótico, são belas oportunidades para ter uma sala de cinema praticamente em exclusivo para nós. E La Graine Et Le Mulet/O Segredo de um Cous Cous valeu por mil ronaldos. Sendo que o "ronaldo", evidentemente, está a caminho de substituir o € como unidade monetária com que se enche o depósito. Esse é, pelo menos, de certeza, o sonho húmido da camarilha governante que, em matéria de sonhos húmidos, é até onde consegue chegar.
Muito apropriadamente, este Couscous, mergulha de cabeça na famigerada "crise", nos despedimentos por "inadaptação ao posto de trabalho", nas "deslocalizações", nas comunidades emigrantes. Mas, tão ou mais importante do que isso, é cinema. No interior do qual, Abdellatif Kechiche quase se pode afirmar que inventa o hiper realismo - dos grandes planos sobre os rostos, dos movimentos de câmara que perseguem em turbilhão a sobreposição dos diálogos em espaços exíguos, do esticar até ao limite do tolerável - sem chegar a pisar o risco - a duração em real time dos diálogos e das sequências (mesmo quando em montagem alternada). Azar o da comunidade tunisina emigrante em Sète, não ter os bolsos cheios de "ronaldos" para poder olhar a crise de cima do cavalo...

(2008)
Noites de bola em momento de transe patriótico, são belas oportunidades para ter uma sala de cinema praticamente em exclusivo para nós. E La Graine Et Le Mulet/O Segredo de um Cous Cous valeu por mil ronaldos. Sendo que o "ronaldo", evidentemente, está a caminho de substituir o € como unidade monetária com que se enche o depósito. Esse é, pelo menos, de certeza, o sonho húmido da camarilha governante que, em matéria de sonhos húmidos, é até onde consegue chegar.
Muito apropriadamente, este Couscous, mergulha de cabeça na famigerada "crise", nos despedimentos por "inadaptação ao posto de trabalho", nas "deslocalizações", nas comunidades emigrantes. Mas, tão ou mais importante do que isso, é cinema. No interior do qual, Abdellatif Kechiche quase se pode afirmar que inventa o hiper realismo - dos grandes planos sobre os rostos, dos movimentos de câmara que perseguem em turbilhão a sobreposição dos diálogos em espaços exíguos, do esticar até ao limite do tolerável - sem chegar a pisar o risco - a duração em real time dos diálogos e das sequências (mesmo quando em montagem alternada). Azar o da comunidade tunisina emigrante em Sète, não ter os bolsos cheios de "ronaldos" para poder olhar a crise de cima do cavalo...
(2008)
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