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17 May 2026

Albums That Should Exist (VII):

 DE UMA VEZ POR TODAS
 
 
John Sebastian Sr. (nascido John Sebastian Pugliese numa abastada família italiana de banqueiros em Filadélfia, na qual o pai era presidente de um banco) foi um músico e compositor norte-americano conhecido como "o Paganini da harmónica". Foi o primeiro a adoptar um repertório inteiramente erudito e consolidou a harmónica como instrumento respeitável na música clássica. Foi pai do cantor e compositor John B. Sebastian, um dos fundadores na década de 60, de The Lovin' Spoonful Zalman Yanovsky era filho de Avrom Yanovsky, um caricaturista político nascido na Ucrânia, e de Nechama Yanovsky, uma professora de ascendência polaca. Com tão precioso pool genético impurissimamene americano, não espanta que, naquela noite de Fevereiro de 1964, quem se encontrasse no apartamento novaiorquino de (Mama) Cass Elliot fossem John e Zalman, em transe perante a estreia televisiva americana dos Beatles, no Ed Sullivan Show. (daqui; segue para aqui)
 

04 February 2026

Sandy Denny & Fotheringay - "Nothing More"/"Gypsy Davy"/"John the Gun"/"Too Much of Nothing"

19 January 2026

"Gun in Every Home" (versão integral de Nebraska '82: Expanded Edition aqui)
 
(sequência daqui) Como é hábito acontecer com todas as relíquias, o mito é frequentemente desmontado pela realidade: a decisão de abdicar das versões com a E Street Band gravadas na Power Station de Nova Iorque, no final de Abril de 1982, demonstrou estar certa. "É impossível compreender por que motivo uma gravação parece estar a falar no idioma certo e outra não", reflecte Springsteen na "Mojo". “Mas eu sabia, sem sombra de dúvida, que naquele momento da minha vida, as gravações caseiras das canções de 'Nebraska' eram as certas. Não havia outra opção. Eram melhores que as versões elétricas? Essa questão nem se colocava. As gravações caseiras mexiam comigo de uma forma que nenhuma outra versão das canções parecia conseguir. Essa era a única medida que podia considerar”.

15 January 2026

 
(sequência daquiA verdade, porém, é que, embora as oito faixas gravadas com a E Street Band constituam um documento histórico fascinante, quando, em 1998, Springsteen afirmou: "Entrei no estúdio, trouxe a banda, regravámos, remisturámos e conseguimos tornar tudo ainda pior", não só não estava a ser inteiramente auto-depreciativo como a versão definitiva (e "oficial") de Nebraska continuaria a ser a que gravou em casa, em Colts Neck, em Janeiro de 1982, com uma guitarra acústica, um TASCAM PortaStudio e um Echoplex. O disco Electric Nebraska contém versões da faixa-título de Nebraska, bem como de "Atlantic City", "Mansion on the Hill"', "Johnny 99", "Open All Night" e "Reason to Believe". Também estão incluídas as canções "Downbound Train"  e "Born in the USA", em versões diferentes das do álbum Born in the USA de 1984, que marcaria o regresso de Springsteen aos estúdios de gravação e resultaria no maior sucesso da sua carreira. A "Expanded edition" inclui uma remasterização do álbum original; um disco de outtakes das sessões de Colts Neck; as lendárias sessões do "Electric Nebraska"; e novas versões das canções de Nebraska, gravadas no Count Basie Theatre, de New Jersey, na Primavera de 2025 e filmado em Blu-Ray por Thom Zimny. (segue)

13 January 2026

Se recuperasse estas memórias e outro material "vintage" de propaganda...
... talvez o "adjuntivo"ainda se pudesse safar...
AFINAL EXISTE
Em Junho do ano passado, Springsteen conversou com um jornalista da "Rolling Stone", que, no final, lhe perguntou: “E novidades em relação a Electric Nebraska?” Sem pestanejar, Bruce respondeu: “Não tenho nenhuma memória de que tenha existido. E posso assegurar-lhe que não há nada no nosso arquivo que, aparentemente, lhe corresponda". A questão parecia ter ficado resolvida, até que, após a publicação da entrevista, o jornalista recebeu uma mensagem com um número de New Jersey. O texto dizia: "Aqui, Bruce Springsteen... Investiguei o nosso arquivo e afinal há um 'Electric Nebraska', embora não tenha todas as músicas!" Mais tarde, confessaria à "Mojo": "Não sabia que aquelas fitas existiam. Fiquei surpreendido quando descobri que o Electric Nebraska era real e que tínhamos ido tão longe. Mas andámos para trás e encontrámos as fitas. Foi um choque e uma surpresa para mim. E penso que também para os fãs". (daqui; segue para aqui)

24 December 2025

 Bob Dylan met Manitas de Plata in St.Maries de la Mer

"Legend tells of a boat that washed up on the shores of Saintes Maries de la Mer shortly after the crucifixion of Christ. The boat contained Mary Magdalen, Mary Jacobe and Mary Salome, the three Marys after whom the town is named, along with their Egyptian handmaiden, Sara. Close disciples of Christ, the boat’s occupants were hounded and arrested following his death, then placed in a small skiff without oars and set adrift on the Med. When the boat safely reached land, Lazarus, Martha and Mary Magdalen continued on their journeys to teach the scriptures; Martha to Tarascon, Mary Magdalen and Lazarus to Marseilles. The other two Marys and Sara remained in Saintes Maries.

Never recognised by the church, Sara is said to have dedicated her life to protecting the children of the French gypsies, or Gitans, from persecution as a result of which she was adopted by the Gitan as their Patron Saint. Since the 12th century, during the Gitan Pilgrimage in conjunction with the Patron Saints’ Day of the three Marys on 25th May, tens of thousands of Gitan, Romany, Manouche and Tzigane Gypsies descend upon the town to carry the statue of Sara down to the sea on their shoulders the day before the Saints arrived so that she can wait to welcome their arrival to the shores of Saintes Maries" (aqui + "Meet Sara-la-Kali, the patron saint of displaced people)

"The album version of "One More Cup of Coffee (Valley Below)" was recorded on July 30, 1975, and released on Desire in January 1976. Dylan said the song was influenced by his visit to a Romani celebration at Saintes-Maries-de-la-Merin France on his 34th birthday  (aqui; ver aqui)

15 December 2025

08 December 2025

(sequência daqui) Porém, no centro de tudo o que já foi escrito ou venha ainda a escrever-se acerca de Jeff Buckley, estará sempre a sua voz incomparável - um dos instrumentos mais extraordinários da música moderna - com uma extensão de 4 oitavas, capaz de se entregar à interpretação de baladas folk, ópera, jazz, gospel e rock com sobrenatural à vontade e que tinha ainda a particularidade de, ao contrário do que é habitual, quanto mais se embrenhava nos extremos das frequências agudas, mais reforçava a sua intensidade. À época, houve quem escrevesse que a voz de Jeff era uma prova definitiva da existência divina. Jeff, invocando a memória do pai, limitava-se a, pouco entusiasmadamente, declarar que "aquela voz" não era senão uma herança genética que, de geração em geração, era passada entre os homens da família, como expressão do seu estado emocional. Apesar de, para David Bowie, o assunto ter ficado praticamente encerrado à primeira tentativa - "Grace é o melhor álbum alguma vez gravado" -, tanto por via da pressão editorial como pela necessidade de provar a si mesmo que Grace não fora um feliz produto dos acasos, o perfeccionismo e o comprometimento emocional de Buckley impulsionaram o processo de criação do que viria a transformar-se numa peça de referência, coesa e profundamente pessoal, do rock e da música alternativa.  (segue para aqui)

01 December 2025

 

"Lover, You Should've Come Over"

(sequência daqui) Um dos eixos principais do documentário é justamente o relacionamento de Jeff com a mãe que desempenha um papel central de narradora ao longo do filme. As entrevistas de Guibert oferecem um olhar profundamente pessoal sobre os anos de formação de Buckley, revelando traços do seu caráter e do intenso mundo emocional que ele habitava e que o habitava. Já em 2000, quando, a propósito da publicação de Mistery White Boy (colecção de actuações as vivo), conversámos em Paris, era absolutamente notório que ela tinha assumido por inteiro o papel de ferocíssima guardiã do legado artístico do filho. Senão mesmo de guia espiritual que, superiormente, lhe orientara o percurso: "Quando ele tinha 3 ou 4 anos, dediquei-me ao estudo da metafísica. Daí que, sempre que ele me fazia o género de perguntas que as crianças fazem, lhe tenha procurado transmitir o conceito de que cada um de nós é uma partícula de deus, da mesma forma que uma gota de água faz parte do oceano e que o nosso objectivo consiste em gozar a vida na sua plenitude. Quando descobriu o poeta sufi, Rûmi, foi como se tivesse encontrado uma luz naqueles poemas". E, estabelecendo a relação entre todos esses fios de sentido, "Foi isso que o conduziu até Nusrat Fateh Ali Khan e ao modo de vida sufi que é completamente o oposto de uma atitude ascética e monástica de rejeição do mundo material: viver a vida, casar-se, ter filhos, trabalhar, e, ao mesmo tempo, cultivar o amor pela vida. É muito fácil descobrir a iluminação num mosteiro mas já não é tão fácil fazê-lo numa autoestrada". Berg combina essas reflexões com a narrativa mais ampla da vida de Buckley, mostrando como a sua sensibilidade e turbulência interiores desempenharam um papel crucial na formação de sua expressão artística. (segue para aqui)