* PRÉMIO 2012 "NINGUÉM HÁ-DE CALAR A VOZ DA CLASSE OPERÁRIA"
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30 December 2013
05 January 2013
02 January 2013
2012 - MÚSICA: PORTUGUESES
Abztraqt Sir Q - Warmony
Gaiteiros de Lisboa - Avis Rara
B Fachada, Minta e João Correia - Os Sobreviventes
Laia - Sogra
Abztraqt Sir Q - Warmony
Gaiteiros de Lisboa - Avis Rara
B Fachada, Minta e João Correia - Os Sobreviventes
Laia - Sogra
01 January 2013
2012 - EM FRENTE, PARA O PASSADO
Em Regresso Ao Futuro, Marty McFly/Michael J. Fox, a bordo de um DeLorean DMC-12 convertido em máquina de viajar no tempo, recua até Novembro de 1955 e, pelo meio de mil peripécias, alterando o rumo dos acontecimentos e a relação entre diversas personagens, não só procura evitar desastres futuros, como, de caminho, realiza o seu sonho de ser músico de rock’n’roll, criando "Johnny B. Goode" e o "duckwalk" e oferecendo, de bandeja, a Chuck Berry “that new sound you’re looking for”. A 10 de Dezembro último, o Google Doodle do dia (variações gráficas sobre o logo do Google com o objectivo de celebrar efemérides, eventos políticos, desportivos ou culturais, e aniversários de figuras marcantes) evocava Lady Ada Lovelace (1815 – 1852): filha de Lord Byron, e pioneira da computação (sonhava com a construção de um modelo matemático capaz de explicar como os pensamentos se formam no cérebro), a “máquina analítica”, precursora dos computadores, que o seu amigo Charles Babbage inventara e para a qual ela conceberia o primeiro algoritmo destinado a ser processado mecanicamente, fascinava-a a tal ponto que, em 1842, assegurava que ela “poderia compor músicas elaboradas e científicas em qualquer grau de complexidade e extensão". Mas, sensatamente, sublinhava que "a máquina analítica não tem quaisquer pretensões de originar coisa alguma. Pode apenas executar seja o que for que saibamos mandá-la fazer".
Dir-se-ia que, em 2012 (prosseguindo, teimosamente, o rumo por que a década anterior já enveredara), a cultura pop – com as honrosas excepções habituais – optou, em definitivo, por repetir a viagem de Marty Mc Fly. Mas, ao contrário dele, que tirou partido do passo atrás para forçar os acontecimentos a dar vários em frente, preferiu transportar na bagagem o equivalente contemporâneo da máquina do doutor Babbage e, sem “quaisquer pretensões de originar coisa alguma” (ainda que proclamando o oposto), entreteve-se a gerar infindáveis duplos e cópias a partir do catálogo de estilos e géneros passados. Confortavelmente empantufados nas décadas de 60, 70 e 80 (a de 90 já se perfila para entrar em cena também), aos Marty Mc Fly actuais não ocorre sequer a ideia de que é possível alterar as coordenadas em que se alojaram e fazer delas trampolim para um salto no futuro: Ariel Pink, Tame Impala, Lana Del Rey ou Beach House (para referir apenas alguns dos mais proeminentes nomes das numerosas tropas do cerco retromaníaco), conscientemente ou não, o que fizeram foi levar a sério uma entrevista, de 1995, de Brian Eno à “Wired”, na qual ele especulava sobre a hipótese de concepção de sistemas de software capazes de "criar" mais música "original" de Shostakovich, de Brahms, ou dele próprio.
Sharon Van Etten - "Magic Chords"
A consequência foi uma colheita musical em que, fora do perímetro cercado, apenas é possível identificar pouco mais de duas dezenas de gravações sem cheiro a mofo nem enjoativa sensação de "déjà vu" (para além da lista de 10, é importante referir, igualmente, Mr. M, dos Lambchop, Tramp, de Sharon Van Etten, Life Is People, de Bill Fay, Shields, dos Grizzly Bear, Wrecking Ball, de Bruce Springsteen, Who’s Feeling Young Now?, dos Punch Brothers, Long Black Cars, dos Wave Pictures, Tempest, de Bob Dylan, e mais três ou quatro) e, inclusivamente, no que à música portuguesa diz respeito, para além do fado à boleia da UNESCO, espírito verdadeiramente aventureiro só foi possível detectar na improbabilíssima aliança luso-grega de Amélia Muge e Michales Loukovikas, na continuação da saga dos Gaiteiros e na geometria em movimento dos Abztraqt Sir Q. O futuro segue (?) dentro de momentos.
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31 December 2012
MÚSICA 2012 - INTERNACIONAL (II)
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
David Byrne & St. Vincent - Love This Giant
Paul Buchanan - Mid Air
Dirty Projectors - Swing Lo Magellan
Efterklang - Piramida
Field Music - Plumb
Fiona Apple - The Idler Wheel...
The Monochrome Set - Platinum Coils
Scott Walker - Bish Bosch
Andrew Bird - Break It Yourself
Leonard Cohen - Old Ideas
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
David Byrne & St. Vincent - Love This Giant
Paul Buchanan - Mid Air
Dirty Projectors - Swing Lo Magellan
Efterklang - Piramida
Field Music - Plumb
Fiona Apple - The Idler Wheel...
The Monochrome Set - Platinum Coils
Scott Walker - Bish Bosch
Andrew Bird - Break It Yourself
Leonard Cohen - Old Ideas
Até que uma revisão constitucional desbloqueie a possibilidade de, como disco do ano, ser eleita uma coerente colecção de singles apenas disponível via-Net, a lista de 2012 é tal como aqui se apresenta. Entretanto, enquanto isso não sucede e para que conste, o que deveria encabeçar este top 10 seriam as sete canções/vídeos das Pussy Riot ("Kill the Sexist", "Release the Cobblestones", "Kropotkin Vodka", "Death to Prison, Freedom to Protest", "Putin Got Scared", "Mother of God, Drive Putin Away" e "Putin Lights Up the Fires"), reunidas no álbum virtual Ubey Seksista. “A única banda que realmente importa", como foi classificada por altura do julgamento-farsa estalinista de Agosto que condenou Nadejda Tolokonnikova, Maria Alekhina e Ekaterina Samutsevitch a dois anos de prisão (as duas primeiras permanecem encarceradas em dois dos mais brutais centros de detenção da Rússia), ousou desafiar o czar Putin e o mundo solidarizou-se com ela. Em Portugal, do Parlamento à Presidência, nem uma sílaba foi pronunciada. Ali em cima deve ler-se: “Liberdade para as Pussy Riot!”
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
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2012 - PRÉMIO "Pour punir la trahison, la haute rapine, voilà pour qui l'on a fait ce dont on connaît l'effet, c'est la guillotine! *
BPN
* Prémio atribuído por unanimidade e aclamação (extracto da acta do júri).
MÚSICA 2012 - INTERNACIONAL (I)
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
Bob Dylan - Tempest
Lambchop - Mr. M
Sharon Van Etten - Tramp
The Magnetic Fields - Love At The Bottom Of The Sea
Punch Brothers - Who’s Feeling Young Now?
The Wave Pictures - Long Black Cars
Regina Spektor - What We Saw From The Cheap Seats
Saint Etienne - Words And Music By Saint Etienne
Bill Fay - Life Is People
Grizzly Bear - Shields
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 20)
Bob Dylan - Tempest
Lambchop - Mr. M
Sharon Van Etten - Tramp
The Magnetic Fields - Love At The Bottom Of The Sea
Punch Brothers - Who’s Feeling Young Now?
The Wave Pictures - Long Black Cars
Regina Spektor - What We Saw From The Cheap Seats
Saint Etienne - Words And Music By Saint Etienne
Bill Fay - Life Is People
Grizzly Bear - Shields
* a ordem é razoavelmente arbitrária...
15 November 2012
Ena, parece que a coisa entrou, oficialmente, para o top...
"A maior carga policial desde o início dos anos 1990" (Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia)
Recordando, a propósito, o pequeno-Lenine com nome de cantor romântico brasileiro: "O tempo dirá se Portugal imita violência na Grécia"
07 November 2012
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