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01 January 2009

MÚSICA 2008 - REEDIÇÕES


Karen Dalton - "It Hurts Me Too"

Karen Dalton - In My Own Time e Green Rocky Road
Bill Fay - Bill Fay
Laura Nyro - More Than A New Discovery
Marianne Faithfull - Come My Way
Weekend - Live At Ronnie Scott’s
Fairport Convention - What We Did In Our Holidays e Unhalfbricking
GNR – Independança
Caetano Veloso - Tropicália
Caetano Veloso – Caetano Veloso
Caetano Veloso - Araçá Azul
Laurie Anderson - Big Science


(2008)

31 December 2008

MÚSICA 2008 - PORTUGAL



Camané – Sempre de Mim
Tiago Guillul – IV
Cramol – Vozes de Nós
João Coração - Nº 1 Sessão de Cezimbra
Os Pontos Negros - Magnífico Material Inútil


(2008)

30 December 2008

COM REGRAS DE JOGO IDÊNTICAS,
OS MELHORES FILMES VISTOS EM 2008:



The Big Combo (real. Joseph H. Lewis, 1955)



Kiss Me Deadly (real. Robert Aldrich, 1955)

(2008)


(sem nenhuma ordenação particular)

Silje Nes - Ames Room
Cat Power – Jukebox
Dawn Landes – Fireproof
Eric Matthews - The Imagination Stage
Jonny Greenwood - There Will Be Blood (BSO)
Nick Cave & The Bad Seeds - Dig, Lazarus, Dig!!!
Devotchka - A Mad And Faithful Telling
Evangelista - Hello, Voyager
Chicha Libre - Sonido Amazónico
Foals - Antidotes
Phoebe Killdeer & The Short Straws - Weather’s Coming
Portishead – Third
Joan As Police Woman - To Survive
Silver Jews - Lookout Mountain, Lookout Sea
Tricky - Knowle West Boy
Stereolab - Chemical Chords
Fleet Foxes - Fleet Foxes
David Byrne - Big Love: Hymnal
Randy Newman - Harps & Angels
Patti Smith & Kevin Shields - The Coral Sea
David Byrne & Brian Eno - Everything That Happens Will Happen Today
Jolie Holland - The Living And The Dead
She & Him - Volume One
Lonely Drifter Karen - Grass Is Singing
Joan Baez - Day After Tomorrow
High Places - 03/07-09/07
The Notwist - The Devil, You + Me
Hector Zazou & Katie Jane Garside - Corps Electriques
Hector Zazou & Swara - In The House Of Mirrors
The Welcome Wagon - Welcome To The Welcome Wagon
Sufjan Stevens - Astral Inter Planet Space Captain Christmas
Erik Halldén - Memories, Oh, The Memories

(2008)

29 December 2008

MÚSICA 2008 - INTERNACIONAL


My Brightest Diamond - "From The Top Of The World"
(real. Ryan Foregger)

My Brightest Diamond - A Thousand Shark’s Teeth

Ego Plum & The Ebola Music Orchestra - The Rat King

High Places - High Places

Bonnie ‘Prince’ Billy - Lie Down In The Light

The Burning Hell - Happy Birthday

Bob Dylan - Tell Tale Signs: Bootleg Series Vol 8

American Music Club - The Golden Age

Marianne Faithfull - Easy Come, Easy Go

Micah P. Hinson - Micah P. Hinson & The Red Empire Orchestra

Vampire Weekend - Vampire Weekend

Terá sido, provavelmente, um dos anos em que mais difícil foi eleger um indiscutível “top 10”e, nele, “o melhor”. Não porque escasseassem os muito bons e excelentes mas porque, de entre uma qualidade média francamente elevada, não surgiu nenhum que, de modo claro e evidente, marcasse distâncias, fizesse adivinhar rumos futuros ou, por contraste e nítida ruptura, se destacasse. Na “shortlist” final, facilmente, noutro dia e a outra hora, poderiam ter entrado os pelo menos trinta que ficaram de fora e saído boa parte dos incluídos. Mas, “numerus clausus oblige”, doeu especialmente afastar discos como Hello Voyager, dos Evangelista, o terceiro dos Portishead, Harps & Angels, de Randy Newman, The Devil, You + Me, dos Notwist, In The House Of Mirrors, de Hector Zazou & Swara, The Evangelist, de Robert Forster, @#%&*! Smilers, de Aimee Mann ou Weather’s Coming, de Phoebe Killdeer & The Short Straws. Mas também nunca ninguém nos disse que o mundo era um lugar bom e justo.

(2008)
CINEMA 2008



Haverá Sangue - Paul Thomas Anderson

O Segredo de Um Cuscuz - Abdellatif Kechiche

Corações - Alain Resnais

Persépolis - Marjane Satrapi & Vincent Paronnaud

Este País Não É Para Velhos - Joel & Ethan Coen

I'm Not There - Todd Haynes

Antes Que O Diabo Saiba Que Morreste - Sidney Lumet

The Darjeeling Limited - Wes Anderson

Mamma Mia! - Phyllida Lloyd

Destruir Depois De Ler - Joel & Ethan Coen

A Turma - Laurent Cantet

O Assassínio De Jesse James Pelo Cobarde Robert Ford - Andrew Dominik

Bem-Vindo Ao Norte - Dany Boon

Indiana Jones E A Caveira De Cristal - Steven Spielberg

(2008)

28 December 2008

FUTURO AQUI?



Enquanto o mundo, primeiro, invisivelmente, depois, de forma estrondosa, assegurava que, de uma vez por todas, atribuíssemos o verdadeiro sentido a “It’s The End Of The World As We Know It” (sem que, no entanto, fossemos capazes de, imperturbavelmente, lhe pronunciar o anexo “and I feel fine”...), uma canção dos R.E.M. com 21 anos, no admirável universo da música era apenas “business as usual”. Um “business” que, sem dúvida, “as we knew it”, caminha, inexoravelmente, para o seu declínio – a queda nas vendas de fonogramas físicos aprofunda-se, muito insuficientemente compensada pelas vendas legais “online” e em gigantesca devantagem face aos “downloads” ilegais – mas que nem assim se sentiu verdadeiramente estimulado para, perante a hecatombe, mudar radicalmente de processos. Enquanto indústria e enquanto manifestação estética, em 2008, a música pareceu continuar a viver estranhamente isolada no interior de uma bolha impermeável aos abalos externos, reciclando-se infinitamente, rapando o último fundo aos catálogos, persistindo em métodos de uma idade bem anterior à emergência da Internet, continuando a publicar-se belíssima música (e, naturalmente, também excremento sonoro em abundância) mas nada a partir de onde se pudesse enxergar sinais de futuro. Negro ou luminoso, mas, pelo menos, futuro.



Curiosamente, num cenário onde, entre legiões de melancólicos aspirantes a descendentes de um “one night stand” de Woody Guthrie com June Carter numa cabana das Apalaches e sucessivos e vertiginosos revivalismos, o único fenómeno genuinamente inesperado – a relativamente nova “cena de Brooklyn”, dos Vampire Weekend aos High Places, parece ter potencial renovador mas Nova Iorque sempre foi terreno reconhecidamente fértil –, deste ponto de vista onde nos situamos, foi o que eclodiu nos subúrbios de um diminuto lugar periférico, à beira de mais outra fatal depressão. A saber, Portugal, de Queluz a S. Domingos de Benfica, das caves de Igrejas Baptistas para um circuito alternativo ao alternativo, compondo, em português, “panque-roque” e tosco “folque” artesanal, com epicentro em editoras como a FlorCaveira e AmorFúria e protagonistas de nome Tiago Guillul, Pontos Negros, Samuel Úria, João Coração ou B Fachada. Pop “povera” e a que repugnam os “valores de produção”, vivendo de um excesso de convicção e, por aí mesmo, sinal dos tempos e matéria de proclamações, provocações e manifestos. Por uma vez, se surpresas houve, nasceram aqui e não sabemos como evoluirão. E isso é muito bom. Porque o destino de quase todo o resto não poderia ser mais previsível.

(2008)