Foram homens como ele que nos permitiram evoluir e melhorar a qualidade de vida numa República Democrática em vez de nos afundarmos numa qualquer República Popular como queriam homens como Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Cunhal, Jerónimo e tantos outros que agora sob a batuta de Soares revivem esses longínquos dias do poder na rua como forma de intimidação do Governo democrática e legalmente eleito.
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2013/11/25
25 de Novembro, para que ninguém esqueça!
E nestes dias que tanto fazem lembrar esse Verão quente, ao ver a postura de Eanes (o grande obreiro desse dia e primeiro PR eleito) com a postura de Soares (outro vencedor desse dia que tanto se bateu então contra a mesma extrema-esquerda e militares que agora reúnem consigo na Aula Magna e segundo PR eleito) percebo que a idade actua de forma diferente sobre as pessoas: na maior parte dos casos, como com Eanes, refina as suas qualidades; nalguns casos, como com Soares, acentua os seus defeitos...
O meu agradecimento ao General Ramalho Eanes por esse dia e pelo comportamento cívico e moral irrepreensível que tem tido nestes dias tão difíceis, como o teve nessa longínqua época de 1975.
Foram homens como ele que nos permitiram evoluir e melhorar a qualidade de vida numa República Democrática em vez de nos afundarmos numa qualquer República Popular como queriam homens como Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Cunhal, Jerónimo e tantos outros que agora sob a batuta de Soares revivem esses longínquos dias do poder na rua como forma de intimidação do Governo democrática e legalmente eleito.
Foram homens como ele que nos permitiram evoluir e melhorar a qualidade de vida numa República Democrática em vez de nos afundarmos numa qualquer República Popular como queriam homens como Vasco Lourenço, Vasco Gonçalves, Cunhal, Jerónimo e tantos outros que agora sob a batuta de Soares revivem esses longínquos dias do poder na rua como forma de intimidação do Governo democrática e legalmente eleito.
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Nuno Leal
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2013/09/17
Macau [14] - Eleições
É uma região autónoma diferente daquela que deixamos em 31 de Dezembro de 1999.
Desde logo, porque as eleições são diferentes. Ao contrário do que deixamos, a eleição pelos cidadãos dos eleitos, hoje os representantes dos cidadãos na Assembleia Legislativa não são todos eleitos pelos cidadãos. Mais grave, nem sequer são todos eleitos.
Como se pode ler na página da internet, há 3 tipos de deputados.
Uns são aqueles que este domingo foram eleitos pelos cidadãos que quiseram ir votar.
Outros são aqueles que os sindicatos elegem, numa distorcida e algo sindicalista/corporativista visão da sociedade.
Por fim, uma terceira categoria são os deputados indicados pelo próprio Governo da Região Autónoma Especial de Macau (RAEM) que, por sua vez, não é eleito mas indicado pelo Governo Central de Pequim...
Ou seja, dos 33 deputados, apenas 14 são eleitos pelo Povo (nem metade...) numa visão algo distorcida do conceito de Democracia que impera no ocidente. Não fosse a China, apesar da famosa máxima de "um país, dois sistemas", um país comunista!
Em todo o caso, a campanha foi animada e com muita polémica, esclarecedora para quem esteve atento à mesma.
E um orgulho para a comunidade portuguesa. Não só porque vários candidatos eram portugueses, como se expressam em português e, cereja no topo do bolo, foram eleitos dois portugueses, um deles por eleição directa, José Pereira Coutinho, sendo que este alargou em muito e melhorou a sua base de votos em relação às eleições de 2009.
Este advogado de origem goesa é o único que se expressa sempre em português no parlamento (e relembro que o português é uma língua oficial da RAEM) e que, pelo menos a mim pessoalmente, me dá um prazer e orgulho imenso ver este deputado a usar a nossa língua e o nosso país tantas vezes como termo de comparação daquilo que há a melhorar em Macau.
Parabéns ao José Pereira Coutinho, um nobre defensor da nossa herança cultural neste cantinho do outro lado do mundo!
Desde logo, porque as eleições são diferentes. Ao contrário do que deixamos, a eleição pelos cidadãos dos eleitos, hoje os representantes dos cidadãos na Assembleia Legislativa não são todos eleitos pelos cidadãos. Mais grave, nem sequer são todos eleitos.
Como se pode ler na página da internet, há 3 tipos de deputados.
Uns são aqueles que este domingo foram eleitos pelos cidadãos que quiseram ir votar.
Outros são aqueles que os sindicatos elegem, numa distorcida e algo sindicalista/corporativista visão da sociedade.
Por fim, uma terceira categoria são os deputados indicados pelo próprio Governo da Região Autónoma Especial de Macau (RAEM) que, por sua vez, não é eleito mas indicado pelo Governo Central de Pequim...
Ou seja, dos 33 deputados, apenas 14 são eleitos pelo Povo (nem metade...) numa visão algo distorcida do conceito de Democracia que impera no ocidente. Não fosse a China, apesar da famosa máxima de "um país, dois sistemas", um país comunista!
Em todo o caso, a campanha foi animada e com muita polémica, esclarecedora para quem esteve atento à mesma.
E um orgulho para a comunidade portuguesa. Não só porque vários candidatos eram portugueses, como se expressam em português e, cereja no topo do bolo, foram eleitos dois portugueses, um deles por eleição directa, José Pereira Coutinho, sendo que este alargou em muito e melhorou a sua base de votos em relação às eleições de 2009.
Este advogado de origem goesa é o único que se expressa sempre em português no parlamento (e relembro que o português é uma língua oficial da RAEM) e que, pelo menos a mim pessoalmente, me dá um prazer e orgulho imenso ver este deputado a usar a nossa língua e o nosso país tantas vezes como termo de comparação daquilo que há a melhorar em Macau.
Parabéns ao José Pereira Coutinho, um nobre defensor da nossa herança cultural neste cantinho do outro lado do mundo!
2013/08/14
Abrangência
A coligação Juntos por Guimarães é mais do que apenas um candidato. Ou mais do que apenas uma equipa. É uma coligação, de facto. Que se apresenta com 3 partidos que habitualmente concorrem isolados - e que até poderiam ter sido mais, caso o interesse demonstrado por pelo menos mais uma força política tivesse sido concretizado.
É positivo perceber que 3 partidos, normalmente oponentes, conseguiram encontrar uma plataforma comum de entendimento e apoiar o candidato André Coelho Lima na corrida à Câmara Municipal.
É, sem dúvidas, o candidato da abrangência. E isto explica porque só agora os partidos surgem nos cartazes da coligação - a coligação, desde o principio, foi um processo em crescimento e movimento, que não se fechou em si mesma e concretizou-se com a junção recente do Movimento Partido da Terra, após o CDS-PP ter sido o primeiro a formar a coligação com o PSD.
Juntos por Guimarães cada vez mais se assume como tal, não só do ponto de vista retórico do slogan, mas do ponto de vista factual: são vários partidos que se juntam, por Guimarães, em torno do melhor candidato, André Coelho Lima.
Conheço o André há 16 anos. Vi-o completar o curso, dar os primeiros passos como dirigente desportivo do Vitória, crescer nas estruturas da JSD e depois do PSD, desenvolver diversas actividades e cargos em várias associações de Guimarães. Participei, com ele e na mesma equipa, em muitas destas actividades. Sei bem da sua preparação, carinho pela sua terra, dedicação sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ajudar a sua terra, as suas associações, as suas pessoas.
Sei bem das pontes e da abrangência que consegue construir nos projectos onde se envolve, da competência com que desempenha as suas funções, do estudo exaustivo que faz de cada assunto que tem de tratar, das profundas reflexões que faz para cada tema que tem em mãos. Por isso não me admira que tenha conseguido abranger 3 partidos tão diferentes entre si, na sua candidatura. Por isso, apoio o André e a coligação "Juntos por Guimarães"!
É positivo perceber que 3 partidos, normalmente oponentes, conseguiram encontrar uma plataforma comum de entendimento e apoiar o candidato André Coelho Lima na corrida à Câmara Municipal.
É, sem dúvidas, o candidato da abrangência. E isto explica porque só agora os partidos surgem nos cartazes da coligação - a coligação, desde o principio, foi um processo em crescimento e movimento, que não se fechou em si mesma e concretizou-se com a junção recente do Movimento Partido da Terra, após o CDS-PP ter sido o primeiro a formar a coligação com o PSD.
Juntos por Guimarães cada vez mais se assume como tal, não só do ponto de vista retórico do slogan, mas do ponto de vista factual: são vários partidos que se juntam, por Guimarães, em torno do melhor candidato, André Coelho Lima.
Conheço o André há 16 anos. Vi-o completar o curso, dar os primeiros passos como dirigente desportivo do Vitória, crescer nas estruturas da JSD e depois do PSD, desenvolver diversas actividades e cargos em várias associações de Guimarães. Participei, com ele e na mesma equipa, em muitas destas actividades. Sei bem da sua preparação, carinho pela sua terra, dedicação sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ajudar a sua terra, as suas associações, as suas pessoas.
Sei bem das pontes e da abrangência que consegue construir nos projectos onde se envolve, da competência com que desempenha as suas funções, do estudo exaustivo que faz de cada assunto que tem de tratar, das profundas reflexões que faz para cada tema que tem em mãos. Por isso não me admira que tenha conseguido abranger 3 partidos tão diferentes entre si, na sua candidatura. Por isso, apoio o André e a coligação "Juntos por Guimarães"!
2013/07/28
Leituras [76] - A Mão do Diabo, de José Rodrigues dos Santos
Em pouco mais de 15 dias li este "A Mão do Diabo" do nosso José Rodrigues dos Santos, um livro bem pensado, bem escrito, envolvente e que toca no ponto fulcral dos nossos dias: a crise que nos assola e os seus responsáveis.
Não sendo um livro político, é um livro que aponta aos políticos e às suas políticas e prioridades o dedo acusador - não só aos de hoje, mas acima de tudo aos dos últimos 30 ou 40 anos que, como eu já aqui escrevi bastas vezes - são quem nos trouxe até à situação presente.
É um livro, como o próprio autor reforça no final, que não traz (quase) nada de novo, apenas colige informação diversa e dispersa através dos personagens e tira conclusões sobre a crise e o que nos trouxe até ela.
Só fica no ar a questão do enigmático DVD com gravações acusatórias entre um hipotético primeiro-ministro português e o seu ministro das finanças, entre outras, que se queria destruído. O autor fala em "ficção" com aspas e reforça as aspas em comentário na última frase do livro (pág. 589). Eu, até pela frase em que ele coloca um personagem a dizer que "poderemos arranjar um qualquer presidente de um Supremo Tribunal que, alegando não haver nada de relevante nesse disco, dê ordens para o destruir" (pág. 565), encontro notáveis semelhanças com um caso bem real que se passou neste rectângulo e que envolveu o anterior primeiro-ministro e um DVD com escutas que o presidente do Supremo Tribunal quis destruir (mas não tenho certezas sobre o sucesso da intenção face à teimosia do juiz do processo em não o fazer) à tesourada...
Coincidências? I don't think so...
Como cita JRS no final, "para que o mal triunfe basta que os homens bons nada façam" (Edmund Burke), razão maior porque não consigo deixar de continuar a participar activamente na política...
Não sendo um livro político, é um livro que aponta aos políticos e às suas políticas e prioridades o dedo acusador - não só aos de hoje, mas acima de tudo aos dos últimos 30 ou 40 anos que, como eu já aqui escrevi bastas vezes - são quem nos trouxe até à situação presente.
É um livro, como o próprio autor reforça no final, que não traz (quase) nada de novo, apenas colige informação diversa e dispersa através dos personagens e tira conclusões sobre a crise e o que nos trouxe até ela.
Só fica no ar a questão do enigmático DVD com gravações acusatórias entre um hipotético primeiro-ministro português e o seu ministro das finanças, entre outras, que se queria destruído. O autor fala em "ficção" com aspas e reforça as aspas em comentário na última frase do livro (pág. 589). Eu, até pela frase em que ele coloca um personagem a dizer que "poderemos arranjar um qualquer presidente de um Supremo Tribunal que, alegando não haver nada de relevante nesse disco, dê ordens para o destruir" (pág. 565), encontro notáveis semelhanças com um caso bem real que se passou neste rectângulo e que envolveu o anterior primeiro-ministro e um DVD com escutas que o presidente do Supremo Tribunal quis destruir (mas não tenho certezas sobre o sucesso da intenção face à teimosia do juiz do processo em não o fazer) à tesourada...
Coincidências? I don't think so...
Como cita JRS no final, "para que o mal triunfe basta que os homens bons nada façam" (Edmund Burke), razão maior porque não consigo deixar de continuar a participar activamente na política...
Sinopse
A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo do liceu perseguido por desconhecidos.
O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.
O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.
A verdade oculta sobre a crise.
Numa aventura vertiginosa que nos transporta ao coração mais tenebroso da alta política e finança, José Rodrigues dos Santos volta a impor-se como o grande mestre do mistério. Além de ser um romance de cortar o fôlego, A Mão do Diabo divulga informação verdadeira e revela-se um precioso guia para entender a crise, conhecer os seus autores e compreender o que nos reserva o futuro.
2013/04/06
Macau, 2h28 da manhã
| Ainda chega a PM antes de eu chegar a Portugal... |
Vou dormir na certeza que Pedro Passos Coelho ainda é o Primeiro-Ministro.
Mas tenho a ligeira sensação que amanhã, quando acordar, não será. E algo me diz que como Cavaco (e, já agora, os patrões) é contra novas eleições, como o Seguro é um palhaço e como a Troyka ainda deve mandar alguma coisa neste país, com a bênção do PSD (em parte) e do CDS (em maior parte) e de Cavaco (na totalidade) e da Troyka teremos ainda na próxima semana um novo Governo liderado por Rui Rio...
Ou então, mais uma vez, deve ser do sono... Vou dormir e amanhã quando acordar vejo se o mundo mudou ou ainda é o mesmo de sempre...
Relvas, o TC e o Governo
1. Relvas demitiu-se e arrisca-se a perder a licenciatura, retirada após inquérito conduzido pelo colega ministro da Educação. Saiu no seu timing, como eu sempre disse que ia acontecer, após resolver os "dossiers" que tinha em mãos: RTP, TAP e Reforma Administrativa do Território.
De todos, o dossier TAP foi um falhanço absoluto ao não conseguir privatizar a empresa e expondo-a ao risco de falência por não poder ser ajudada na sua falta de liquidez pelo Estado, segundo as regras comunitárias.
O dossier RTP foi um quase falhanço, pois se acabou por deixar as coisas diferentes em relação ao que encontrou, acima de tudo do ponto de vista financeiro em que a RTP nos custa a todos quase metade do que custava (cerca de menos de 100 milhões de euros a menos) mantendo no geral os serviços que tinha, toda a novela de avanços e recuos e mudanças de direcção nos objectivos da empresa foram um falhanço político absoluto.
O dossier da Reforma Administrativa foi aquele onde acabou por ter maior sucesso, já que conseguiu diminuir cerca de 1000 freguesias (sobrando ainda umas 3000...) e, muito mais importante, acabou com cerca de 200 empresas municipais que apenas andavam a criar dívidas ao Estado. E deixou os municipios intactos, num medo de afrontar os presidentes de Câmara. Ou seja, só fez meio serviço...
Mas onde, quanto a mim, Relvas mais falhou, foi naquilo que não se fala, foi na coordenação política do Governo. Que andou muito tempo, quase sempre, descoordenado, cada um falando e actuando como entendia e cada partido dizendo o que entendia sem se preocupar com o outro e com o todo (o Governo). Relvas deveria ter sido o homem que deveria ter evitado isso. E, aí sim, falhou em todo o campo.
2. O TC é inconstitucional no meu entender. Passo a explicar. Não me parece constitucional que um órgão não executivo e não eleito por sufrágio universal venha interferir nas políticas executivas de um Governo eleito universalmente. Tenho a certeza que a Constituição deve falar em separação dos poderes algures... E enquanto for constitucional o TC dizer que é inconstitucional mudar tudo o que nos colocou na crise actual, não há salvação possível. Disse um dos juízes a determinada altura, que é a lei de execução orçamental (no fundo, a realidade do país) que se tem de ajustar à Constituição e não o contrário. Ou o senhor não percebeu o que disse, ou o país anda completamente maluco...
3. O Governo pós-Relvas só pode ser melhor, por razões várias que me vou escusar de alongar aqui. O Governo pós-relatório do TC adiado dias a fio e transmitido em prime-time televisivo quais prima-donas a quererem os seus 15 minutos da fama, esse vai ter a tarefa mais complicada. Já não bastava o Governo andar a resolver os problemas que o Sócrates criou, agora ainda tem de resolver os problemas que o TC cria também. Depois de 6 anos de Sócrates a afundar-nos em despesa constitucional, temos agora 2 anos de TC a defender a inconstitucionalidade de se cortar a despesa constitucional.
O circo, esse prossegue dentro de momento. O palhaço pobre já chegou junto a um microfone: "Eu estou disponível para substituir o Governo" mas "quem criou o problema que o resolva"...
De todos, o dossier TAP foi um falhanço absoluto ao não conseguir privatizar a empresa e expondo-a ao risco de falência por não poder ser ajudada na sua falta de liquidez pelo Estado, segundo as regras comunitárias.
O dossier RTP foi um quase falhanço, pois se acabou por deixar as coisas diferentes em relação ao que encontrou, acima de tudo do ponto de vista financeiro em que a RTP nos custa a todos quase metade do que custava (cerca de menos de 100 milhões de euros a menos) mantendo no geral os serviços que tinha, toda a novela de avanços e recuos e mudanças de direcção nos objectivos da empresa foram um falhanço político absoluto.
O dossier da Reforma Administrativa foi aquele onde acabou por ter maior sucesso, já que conseguiu diminuir cerca de 1000 freguesias (sobrando ainda umas 3000...) e, muito mais importante, acabou com cerca de 200 empresas municipais que apenas andavam a criar dívidas ao Estado. E deixou os municipios intactos, num medo de afrontar os presidentes de Câmara. Ou seja, só fez meio serviço...
Mas onde, quanto a mim, Relvas mais falhou, foi naquilo que não se fala, foi na coordenação política do Governo. Que andou muito tempo, quase sempre, descoordenado, cada um falando e actuando como entendia e cada partido dizendo o que entendia sem se preocupar com o outro e com o todo (o Governo). Relvas deveria ter sido o homem que deveria ter evitado isso. E, aí sim, falhou em todo o campo.
2. O TC é inconstitucional no meu entender. Passo a explicar. Não me parece constitucional que um órgão não executivo e não eleito por sufrágio universal venha interferir nas políticas executivas de um Governo eleito universalmente. Tenho a certeza que a Constituição deve falar em separação dos poderes algures... E enquanto for constitucional o TC dizer que é inconstitucional mudar tudo o que nos colocou na crise actual, não há salvação possível. Disse um dos juízes a determinada altura, que é a lei de execução orçamental (no fundo, a realidade do país) que se tem de ajustar à Constituição e não o contrário. Ou o senhor não percebeu o que disse, ou o país anda completamente maluco...
3. O Governo pós-Relvas só pode ser melhor, por razões várias que me vou escusar de alongar aqui. O Governo pós-relatório do TC adiado dias a fio e transmitido em prime-time televisivo quais prima-donas a quererem os seus 15 minutos da fama, esse vai ter a tarefa mais complicada. Já não bastava o Governo andar a resolver os problemas que o Sócrates criou, agora ainda tem de resolver os problemas que o TC cria também. Depois de 6 anos de Sócrates a afundar-nos em despesa constitucional, temos agora 2 anos de TC a defender a inconstitucionalidade de se cortar a despesa constitucional.
O circo, esse prossegue dentro de momento. O palhaço pobre já chegou junto a um microfone: "Eu estou disponível para substituir o Governo" mas "quem criou o problema que o resolva"...
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2013/03/29
Pensamentos do oriente...
Enquanto tenho aqui estado, afastado da catadupa de noticiários e apenas seguindo os sound-bytes à distância de um fuso de +8 horas, algumas ideias têm feito sentido, pelo menos na minha cabeça...
Pedro Passos Coelho nunca irá remodelar o Governo enquanto o Tribunal Constitucional não se pronunciar. E a própria continuidade dele estará também dependente do tipo de pronuncia que o TC fizer. Se for a versão suave, talvez continue. Se for a versão hard, cortando tudo a torto e a direito, então provavelmente demite-se.
Vamos por cenários.
1º Cenário: O TC impõe alguns cortes, mas no geral o Orçamento de Estado mantém-se.
O mais natural é que alguns ministros se demitam, nomeadamente Vitor Gaspar e isso force PPC a remodelar - a questão é quão profunda será a remodelação, isto é, se serão apenas alguns nomes novos numa estrutura semelhante ou se, para além de novos nomes, altere a orgânica profundamente. A oposição, evidentemente, vai protestar e pedir a demissão do Governo, mas com Cavaco a Presidente só um cataclismo o irá fazer accionar a "bomba atómica", ele que sempre se bateu pelo cumprimento dos mandatos e sempre se pronunciou contra todas as vezes que um PR dissolveu a AR (seja Soares no seu caso de 1987, seja de Sampaio nos casos de Guterres e Santana Lopes em 2002 e 2005).
2º Cenário: O TC corta a fundo, desvirtuando o OE.
O mais natural é PPC demitir-se. Mas irá Cavaco convocar eleições? Poderei estar enganado, mas talvez seja por estar aqui em Macau, acho que no jogo das sombras da política há muitos movimentos para que o PR convide o PSD a apresentar outro Primeiro Ministro. E há muito que há uma corrente interna do PSD que gostaria de colocar Rui Rio, em fim de mandato no Porto onde não pode concorrer mais, no cargo - e penso que este era um nome que agradaria ao próprio PR. Só falta perceber qual a posição do CDS nesse caso - mas a verdade é que vários dos principais dirigentes do CDS fizeram parte do executivo de Rio no Porto nestes 12 anos, sempre houve muita proximidade, pelo que me parece que a maioria parlamentar estaria assegurada. Dificilmente Cavaco faria o que fez Sampaio, derrubando uma maioria estável na AR e colocando no poder Sócrates (ou o que restasse da tralha socrática que daqui até umas possíveis eleições legislativas trataria de retirar Seguro do caminho).
Por último, o regresso do emigrante parisiense. Veio para ser candidato a PR. Não vi a entrevista, mas vi breves resumos e alguns comentários. E ficou clarinho como a água que escolheu como alvo Cavaco Silva e não PPC ou Seguro. E semanalmente vai montar a estratégia com o apoio da RTP para se lançar e antecipar-se assim à direita que ainda não tem candidato - o mais natural seria Durão Barroso mas que poderá estar a sonhar com a ONU e não querer hipotecar essa hipótese com uma candidatura presidencial extemporaneamente.
E entretanto, as autárquicas aproximam-se a passos largos. Se forem a 29 de Setembro, significa que as equipas estarão montadas até Junho e que a campanha decorrerá até Julho. Agosto é mês morto e Setembro já decide muito pouco eleitoralmente...
Um ano louco pela frente, que só com paciência de chinês será possível ultrapassar...
Pedro Passos Coelho nunca irá remodelar o Governo enquanto o Tribunal Constitucional não se pronunciar. E a própria continuidade dele estará também dependente do tipo de pronuncia que o TC fizer. Se for a versão suave, talvez continue. Se for a versão hard, cortando tudo a torto e a direito, então provavelmente demite-se.
Vamos por cenários.
1º Cenário: O TC impõe alguns cortes, mas no geral o Orçamento de Estado mantém-se.
O mais natural é que alguns ministros se demitam, nomeadamente Vitor Gaspar e isso force PPC a remodelar - a questão é quão profunda será a remodelação, isto é, se serão apenas alguns nomes novos numa estrutura semelhante ou se, para além de novos nomes, altere a orgânica profundamente. A oposição, evidentemente, vai protestar e pedir a demissão do Governo, mas com Cavaco a Presidente só um cataclismo o irá fazer accionar a "bomba atómica", ele que sempre se bateu pelo cumprimento dos mandatos e sempre se pronunciou contra todas as vezes que um PR dissolveu a AR (seja Soares no seu caso de 1987, seja de Sampaio nos casos de Guterres e Santana Lopes em 2002 e 2005).
2º Cenário: O TC corta a fundo, desvirtuando o OE.
O mais natural é PPC demitir-se. Mas irá Cavaco convocar eleições? Poderei estar enganado, mas talvez seja por estar aqui em Macau, acho que no jogo das sombras da política há muitos movimentos para que o PR convide o PSD a apresentar outro Primeiro Ministro. E há muito que há uma corrente interna do PSD que gostaria de colocar Rui Rio, em fim de mandato no Porto onde não pode concorrer mais, no cargo - e penso que este era um nome que agradaria ao próprio PR. Só falta perceber qual a posição do CDS nesse caso - mas a verdade é que vários dos principais dirigentes do CDS fizeram parte do executivo de Rio no Porto nestes 12 anos, sempre houve muita proximidade, pelo que me parece que a maioria parlamentar estaria assegurada. Dificilmente Cavaco faria o que fez Sampaio, derrubando uma maioria estável na AR e colocando no poder Sócrates (ou o que restasse da tralha socrática que daqui até umas possíveis eleições legislativas trataria de retirar Seguro do caminho).
Por último, o regresso do emigrante parisiense. Veio para ser candidato a PR. Não vi a entrevista, mas vi breves resumos e alguns comentários. E ficou clarinho como a água que escolheu como alvo Cavaco Silva e não PPC ou Seguro. E semanalmente vai montar a estratégia com o apoio da RTP para se lançar e antecipar-se assim à direita que ainda não tem candidato - o mais natural seria Durão Barroso mas que poderá estar a sonhar com a ONU e não querer hipotecar essa hipótese com uma candidatura presidencial extemporaneamente.
E entretanto, as autárquicas aproximam-se a passos largos. Se forem a 29 de Setembro, significa que as equipas estarão montadas até Junho e que a campanha decorrerá até Julho. Agosto é mês morto e Setembro já decide muito pouco eleitoralmente...
Um ano louco pela frente, que só com paciência de chinês será possível ultrapassar...
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2013/01/15
O que tu queres sei eu... [VIII]
| Um print screen do post de José Lello, para não haver dúvidas... |
Desta vez, a propósito da ADSE. Ele é contra o fim desse sistema de saúde privilegiado. Normal, como todos os PS's, é contra tudo o que for alterar o que quer que seja que esteja instituido - são situacionistas até à medula dos ossos, já que de saúde se trata.
O que não é normal é as razões dessa sua opção - ser contra alterar ou acabar com a ADSE. Segundo opinou ele no seu Facebook, a principal razão é que a "maioria dos funcionários públicos são eleitores do PS" e por isso há que ter cuidado com as opiniões onde se "malha" nos funcionários públicos...
Ou seja: primeiro o poder, depois o PS, depois os amigos que votam PS e depois, talvez, o país...
O que tu queres sei eu...
2012/12/28
O Porto, o Norte, o centralismo de Lisboa e os políticos
Alguns comentários sobre a sugestão de Paulo Rangel de se fazer "um 15 de Setembro conta o centralismo do Governo" na Avenida dos Aliados.
1. O Porto
Tem vindo a perder peso no Norte, quer porque os concelhos limítrofes se impuseram no seu estatuto de dormitórios atraindo imensa população, quer porque muitos dos principais representantes da cidade foram deslocalizados para outras zonas, nomeadamente para a capital, quer ainda porque o eixo Guimarães-Braga ganhou um enorme peso nos últimos 20 anos, metropolinizando-se (se é que existe este palavrão) e autonomizando-se em muitas das suas necessidades do Porto.
Mas o Porto sempre foi centralista no Norte, como se percebe desde a questão do Vinho do Porto - que é produzido no Alto Douro e armazenado em Gaia - até ao pouco interesse que tantas vezes demonstrou ter sobre o restante território nortenho, olhando mais para o restante território como extensões do que como outras partes importantes no todo.
2. O Norte
Não há norte político, apesar de haver um norte geográfico um espaço mais ou menos bem delimitado da Galiza até aos municípios que fazem a encosta sul do Rio Douro. Mais, este norte, se bem explorado, poderá até incluir a própria Galiza, num renascimento do que foi a ideia do Eixo Atlantico do Noroeste Peninsular e que está, basicamente, moribundo.
A sua força poderia ser enorme se os municípios se soubessem unir e trabalhar em conjunto para esse fim. No entanto, é enviesado o sentido da coisa e todos se querem apropriar desta ideia de serem os líderes do norte e acharem que os vizinhos só estão na coisa para tirar vantagens sobre eles, para que esta grande região se ande a degladiar entre si apenas com o beneficio do centralismo de Lisboa.
3. O centralismo de Lisboa
É uma realidade, não há como contornar a questão. Desde há muito que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem para os Governos que centralizam o grosso do investimento na área da Capital, que procuram puxar para lá todos as iniciativas/entidades/organismos de algum sucesso fora de lá e que insistem em não olhar para o país como um todo.
Casos como o recente desejo de António Costa de levar para o Tejo a corrida de aviões da Red Bull (que movimentava cerca de 700 mil a um milhão de espectadores num fim de semana na zona ribeirinha do Douro) foi o último de muitos outros exemplos, que passam de sedes de empresas importantes até ao encerrar de delegações ministeriais no Norte e obrigação de deslocação a Lisboa para se tratar dos assuntos e, naquele que para mim é o mais grave dos centralismos: a condensação de grandes investimentos em Lisboa contra as migalhas do resto do país. Vejam-se os casos dos últimos grandes investimentos do Estado português: a rede de estradas (uma miríade de autoestradas, muitas ainda grátis, na zona de Lisboa, várias paralelas entre si, com obras de elevadíssimo valor de execução não só por causa do preço dos terrenos mas pela megalomania com que foram executadas), a Expo-98 (que poderia ter sido feita em muitos outros pontos do país) ou até o Euro-2004 onde Lisboa recebeu 2 estádios novos que juntos custaram quase tanto como os outros todos juntos).
4. Os políticos
Os do norte, hoje, não têm peso. Rui Rio perdeu-se em batalhas citadinas e não saiu do seu território, não aproveitou a credibilidade que tinha externamente e que conquistou pelo rigor e disciplina económicos que levou para a CM Porto para se impor. Menezes esteve sempre na peugada de Rui Rio, com um olho no país e outro na CM Porto. Aqueles que têm chegado ao Governo ao longo dos anos oriundos do Norte não têm sabido ser seus amigos e, quando chegam a Lisboa, rapidamente trocam os discursos pró-norte por práticas centralistas, beneficiando a região de Lisboa em detrimento do Norte.
5. Paulo Rangel
O ideia que Paulo Rangel desenvolve não é nova nem é má. Os motivos que aponta é que não são bons. Por causa de um programa de televisão? Por causa de uma administração da Casa da Música ter menos um milhão para gastar no próximo ano (quando lá fui vi milhares de Euros gastos em programas multicoloridos, livretos, tudo em papel grosso e caro e com elásticos a envolver, cheios de rócócós e coisas sem nexo onde se via que dinheiro ali, não faltava) ou por causa da privatização da ANA? Não faz sentido, isto é "non-sense", é "lana caprina" e não o fulcral, não o essencial, não os verdadeiros assuntos de estado que urge discutir e defender.
Em conclusão, a critica é, quanto a mim justa porque verdadeira, mais em relação ao Norte que ao Porto propriamente dito.
Mas os argumentos devem ser revistos, bem como a forma e o local onde a critica é feita.
Enquanto políticos como Paulo Rangel não perceberem que devem primeiro criar uma estrutura unida e forte no Norte, agregando outros políticos do Norte todo, agregando até a Galiza, agregando as ideias que o Norte tem e precisa de defender e só depois então embarcar nessas manifestações populistas que para resultarem devem, primeiro, ser sentidas pelas populações que nelas terão de dar corpo e voz, nunca iremos a lugar nenhum e continuaremos a ser um alvo fácil do centralismo de Lisboa que continua a dividir (o norte) para (melhor) reinar!
1. O Porto
Tem vindo a perder peso no Norte, quer porque os concelhos limítrofes se impuseram no seu estatuto de dormitórios atraindo imensa população, quer porque muitos dos principais representantes da cidade foram deslocalizados para outras zonas, nomeadamente para a capital, quer ainda porque o eixo Guimarães-Braga ganhou um enorme peso nos últimos 20 anos, metropolinizando-se (se é que existe este palavrão) e autonomizando-se em muitas das suas necessidades do Porto.
Mas o Porto sempre foi centralista no Norte, como se percebe desde a questão do Vinho do Porto - que é produzido no Alto Douro e armazenado em Gaia - até ao pouco interesse que tantas vezes demonstrou ter sobre o restante território nortenho, olhando mais para o restante território como extensões do que como outras partes importantes no todo.
Não há norte político, apesar de haver um norte geográfico um espaço mais ou menos bem delimitado da Galiza até aos municípios que fazem a encosta sul do Rio Douro. Mais, este norte, se bem explorado, poderá até incluir a própria Galiza, num renascimento do que foi a ideia do Eixo Atlantico do Noroeste Peninsular e que está, basicamente, moribundo.
A sua força poderia ser enorme se os municípios se soubessem unir e trabalhar em conjunto para esse fim. No entanto, é enviesado o sentido da coisa e todos se querem apropriar desta ideia de serem os líderes do norte e acharem que os vizinhos só estão na coisa para tirar vantagens sobre eles, para que esta grande região se ande a degladiar entre si apenas com o beneficio do centralismo de Lisboa.
3. O centralismo de Lisboa
É uma realidade, não há como contornar a questão. Desde há muito que Portugal é Lisboa e o resto é paisagem para os Governos que centralizam o grosso do investimento na área da Capital, que procuram puxar para lá todos as iniciativas/entidades/organismos de algum sucesso fora de lá e que insistem em não olhar para o país como um todo.
Casos como o recente desejo de António Costa de levar para o Tejo a corrida de aviões da Red Bull (que movimentava cerca de 700 mil a um milhão de espectadores num fim de semana na zona ribeirinha do Douro) foi o último de muitos outros exemplos, que passam de sedes de empresas importantes até ao encerrar de delegações ministeriais no Norte e obrigação de deslocação a Lisboa para se tratar dos assuntos e, naquele que para mim é o mais grave dos centralismos: a condensação de grandes investimentos em Lisboa contra as migalhas do resto do país. Vejam-se os casos dos últimos grandes investimentos do Estado português: a rede de estradas (uma miríade de autoestradas, muitas ainda grátis, na zona de Lisboa, várias paralelas entre si, com obras de elevadíssimo valor de execução não só por causa do preço dos terrenos mas pela megalomania com que foram executadas), a Expo-98 (que poderia ter sido feita em muitos outros pontos do país) ou até o Euro-2004 onde Lisboa recebeu 2 estádios novos que juntos custaram quase tanto como os outros todos juntos).
4. Os políticos
Os do norte, hoje, não têm peso. Rui Rio perdeu-se em batalhas citadinas e não saiu do seu território, não aproveitou a credibilidade que tinha externamente e que conquistou pelo rigor e disciplina económicos que levou para a CM Porto para se impor. Menezes esteve sempre na peugada de Rui Rio, com um olho no país e outro na CM Porto. Aqueles que têm chegado ao Governo ao longo dos anos oriundos do Norte não têm sabido ser seus amigos e, quando chegam a Lisboa, rapidamente trocam os discursos pró-norte por práticas centralistas, beneficiando a região de Lisboa em detrimento do Norte.
5. Paulo Rangel
O ideia que Paulo Rangel desenvolve não é nova nem é má. Os motivos que aponta é que não são bons. Por causa de um programa de televisão? Por causa de uma administração da Casa da Música ter menos um milhão para gastar no próximo ano (quando lá fui vi milhares de Euros gastos em programas multicoloridos, livretos, tudo em papel grosso e caro e com elásticos a envolver, cheios de rócócós e coisas sem nexo onde se via que dinheiro ali, não faltava) ou por causa da privatização da ANA? Não faz sentido, isto é "non-sense", é "lana caprina" e não o fulcral, não o essencial, não os verdadeiros assuntos de estado que urge discutir e defender.
Em conclusão, a critica é, quanto a mim justa porque verdadeira, mais em relação ao Norte que ao Porto propriamente dito.
Mas os argumentos devem ser revistos, bem como a forma e o local onde a critica é feita.
Enquanto políticos como Paulo Rangel não perceberem que devem primeiro criar uma estrutura unida e forte no Norte, agregando outros políticos do Norte todo, agregando até a Galiza, agregando as ideias que o Norte tem e precisa de defender e só depois então embarcar nessas manifestações populistas que para resultarem devem, primeiro, ser sentidas pelas populações que nelas terão de dar corpo e voz, nunca iremos a lugar nenhum e continuaremos a ser um alvo fácil do centralismo de Lisboa que continua a dividir (o norte) para (melhor) reinar!
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2012/12/10
Do Nóbel da Paz à UE
Apesar de alguma contestação de uma certa esquerda ideologicamente preconceituosa contra o projecto de unificação europeia que manteve o continente europeu sem guerras desde 1945, achando que alguns arrufos que eles próprios andam a provocar em alguns países que enfrentam algumas crises financeiras são o suficiente para não haver paz, é muito justo que a União Europeia seja premiada.
E, para nós portugueses, deveria ser motivo de orgulho que seja um português a presidir à mesma neste momento em o Nobel é entregue, conseguindo até (que ninguém duvide que foi Durão Barroso a conseguir) fosse um grupo português a tocar uma peça de Marceneiro reinventada de forma moderna e interpretada brilhantemente em português.
A União Europeia conseguiu diminuir o fosso entre ricos e pobres na Europa (pensem no que eram os países pobres em meados do século XX e o que eram os países ricos, e o que ambos são hoje), conseguiu terminar com os desejos de hegemonia militar que grassaram o centro da Europa desde os inícios do século XX até aos seus meados, conseguiu ser uma "arma" excelente contra a guerra fria que ameaçou a paz não só na Europa, como no mundo, e conseguiu evitar que o comunismo avançasse pela Europa dentro e ainda "conquistou" a democracia para os países que sob o jugo da velha URSS caíram com o peso do muro derrubado de Berlim. Se calhar é por estas duas últimas razões que a tal esquerda preconceituosa não gostou deste prémio Nobel da Paz atribuído à UE...
É, por isso, justo o prémio, muito justo!
Se hoje vivemos numa Europa de liberdade, de facilidade de circulação, de desmilitarização constante, de maior atenção ao social e à sociedade - isso deve-se ao projecto da União Europeia não só como ela é hoje, mas também das suas diversas etapas que atravessou (CEE, Benelux). É muito bom viver numa Europa que está em paz desde 1945, ou seja, 67 anos de paz - talvez o maior período de paz no nosso continente desde o Renascimento...
E foi ainda com muito orgulho que vi portugueses como protagonistas da cerimónia.
E, para nós portugueses, deveria ser motivo de orgulho que seja um português a presidir à mesma neste momento em o Nobel é entregue, conseguindo até (que ninguém duvide que foi Durão Barroso a conseguir) fosse um grupo português a tocar uma peça de Marceneiro reinventada de forma moderna e interpretada brilhantemente em português.
A União Europeia conseguiu diminuir o fosso entre ricos e pobres na Europa (pensem no que eram os países pobres em meados do século XX e o que eram os países ricos, e o que ambos são hoje), conseguiu terminar com os desejos de hegemonia militar que grassaram o centro da Europa desde os inícios do século XX até aos seus meados, conseguiu ser uma "arma" excelente contra a guerra fria que ameaçou a paz não só na Europa, como no mundo, e conseguiu evitar que o comunismo avançasse pela Europa dentro e ainda "conquistou" a democracia para os países que sob o jugo da velha URSS caíram com o peso do muro derrubado de Berlim. Se calhar é por estas duas últimas razões que a tal esquerda preconceituosa não gostou deste prémio Nobel da Paz atribuído à UE...
É, por isso, justo o prémio, muito justo!
Se hoje vivemos numa Europa de liberdade, de facilidade de circulação, de desmilitarização constante, de maior atenção ao social e à sociedade - isso deve-se ao projecto da União Europeia não só como ela é hoje, mas também das suas diversas etapas que atravessou (CEE, Benelux). É muito bom viver numa Europa que está em paz desde 1945, ou seja, 67 anos de paz - talvez o maior período de paz no nosso continente desde o Renascimento...
E foi ainda com muito orgulho que vi portugueses como protagonistas da cerimónia.
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2012/12/07
O que tu queres sei eu... [VI]
Seguro admite exigir eleições antecipadas!
Pois admite... é que se não houver eleições antecipadas, ele nem sequer chega a ser candidato nas eleições legislativas porque antes delas ele ainda tem de ganhar as directas no seu partido e o António Costa anda a fazer-se ao cargo...
Pois, pois... o que tu queres sei eu...
Pois admite... é que se não houver eleições antecipadas, ele nem sequer chega a ser candidato nas eleições legislativas porque antes delas ele ainda tem de ganhar as directas no seu partido e o António Costa anda a fazer-se ao cargo...
Pois, pois... o que tu queres sei eu...
2012/12/04
Camarate, 32 anos depois
O assassino de Francisco Sá Carneiro aconteceu há 32 anos atrás. Poderia ser hoje outro o Portugal que temos. Infelizmente, de propósito ou como "dano colateral", não deixaram Sá Carneiro continuar o seu Governo e a sua Vida dedicada à causa pública, à Democracia, a Portugal.
Nota final para um dos seus maiores adversário políticos. Hoje mesmo, dia dos 32 anos do seu assassinato, escreveu no DN uma crónica que demonstra bem a sua baixeza política: nem uma palavra sobre o assunto, antes deixa um aviso (ou ameaça?) ao actual primeiro-ministro, "Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer. Com o povo desesperado e, em grande parte, na miséria corre imensos riscos." É isto que distingue o grande Homem que foi Sá Carneiro, como se vê no vídeo acima, dos pequenos políticos e politiquices que outros promovem ainda nos dias de hoje.
Nota final para um dos seus maiores adversário políticos. Hoje mesmo, dia dos 32 anos do seu assassinato, escreveu no DN uma crónica que demonstra bem a sua baixeza política: nem uma palavra sobre o assunto, antes deixa um aviso (ou ameaça?) ao actual primeiro-ministro, "Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer. Com o povo desesperado e, em grande parte, na miséria corre imensos riscos." É isto que distingue o grande Homem que foi Sá Carneiro, como se vê no vídeo acima, dos pequenos políticos e politiquices que outros promovem ainda nos dias de hoje.
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2012/10/27
4 mandamentos para as cidades do futuro
Eu, por mim falo, mas já tenho a cabeça no pós-eleições autárquicas quando a equipa da qual sou uma pequenina peça passar a liderar a Câmara Municipal de Guimarães. Vamos encontrar uma cidade com imensos problemas por resolver e com muito pouco dinheiro e uma enorme dívida para produzir soluções. Por isso, tento pensar "out of the box", e por isso tenho andado a estudar coisas que se fazem lá fora. E encontrei este pequeno vídeo do TEDtalks com Eduardo Paes, o presidente de uma das maiores cidades do mundo, o Rio de Janeiro.
E nesta conferência TEDtalks ele aborda aquilo a que chamou de "Os 4 mandamentos das cidades" do futuro. E mostra exemplos de como o Rio de Janeiro está já a aplicar esses mandamentos, com baixos custos e bons resultados. Na senda de Jaime Lerner (presidente da câmara de Curitiba) que revolucionou a forma de planear as cidades, também este homem tem uma conferência inspiracional que nos permite perceber que nem sempre com muito dinheiro se resolvem os problemas das cidades - muitas vezes, é mesmo com pouco dinheiro que as cidades são uma solução porque só assim se conseguem encontrar as soluções mais eficazes para os problemas da cidade.
São 12 minutos onde Eduardo Paes nos apresenta os seus 4 mandamentos:
#1 - A cidade do futuro tem de ser ambientalmente amigável.
#2 - A cidade do futuro tem de lidar com a integração e mobilidade dos seus habitantes.
#3 - A cidade do futuro tem de ser socialmente integrada.
#4 - A cidade do futuro tem de usar tecnologias para estar presente.
Melhor que os ler, é ver a apresentação:
Mas também a conferência de Jaime Lerner é muito interessante e inspiradora. Vale a pena ver esta também. Porque mostra que mais que o dinheiro atirado para a fogueira dos problemas, a verdadeira solução está em pensar, inovar e não fazer o mesmo que foi feito durante anos e anos e que, apenas, nos colocou no ponto em que estamos hoje. Como ele disse, "a criatividade começa quando cortamos um zero ao orçamento" e "se tirarmos dois ainda é muito melhor". Aqui fica a apresentação:
E nesta conferência TEDtalks ele aborda aquilo a que chamou de "Os 4 mandamentos das cidades" do futuro. E mostra exemplos de como o Rio de Janeiro está já a aplicar esses mandamentos, com baixos custos e bons resultados. Na senda de Jaime Lerner (presidente da câmara de Curitiba) que revolucionou a forma de planear as cidades, também este homem tem uma conferência inspiracional que nos permite perceber que nem sempre com muito dinheiro se resolvem os problemas das cidades - muitas vezes, é mesmo com pouco dinheiro que as cidades são uma solução porque só assim se conseguem encontrar as soluções mais eficazes para os problemas da cidade.
São 12 minutos onde Eduardo Paes nos apresenta os seus 4 mandamentos:
#1 - A cidade do futuro tem de ser ambientalmente amigável.
#2 - A cidade do futuro tem de lidar com a integração e mobilidade dos seus habitantes.
#3 - A cidade do futuro tem de ser socialmente integrada.
#4 - A cidade do futuro tem de usar tecnologias para estar presente.
Melhor que os ler, é ver a apresentação:
Mas também a conferência de Jaime Lerner é muito interessante e inspiradora. Vale a pena ver esta também. Porque mostra que mais que o dinheiro atirado para a fogueira dos problemas, a verdadeira solução está em pensar, inovar e não fazer o mesmo que foi feito durante anos e anos e que, apenas, nos colocou no ponto em que estamos hoje. Como ele disse, "a criatividade começa quando cortamos um zero ao orçamento" e "se tirarmos dois ainda é muito melhor". Aqui fica a apresentação:
2012/10/26
Adeus a Louçã (finalmente!)
Lamento quebrar algum unanimismo sobre a saída de Louçã do Parlamento, mas não acho nada que se tenha perdido um grande parlamentar.
Bem pelo contrário.
Com a saída de Louçã é o fim de um tempo de parlamentares mediáticos, truculentos e por vezes a roçar a má-criação, de sound bites sem conteúdo mas com imprensa garantida, representante de uma demagogia e de um partido extremista que não quer ser poder nas condições democráticas existentes (porque a sua visão de democracia nada tem a ver com o conceito ocidental que nós temos dela) e que nestes longos 13 anos que se manteve no Parlamento apenas fazia faits divers, propaganda barata de teorias económicas apenas seguidas por países como Cuba, Venezuela, Irão, Coreia do Norte e outras ainda mais miseráveis que estas... Era isto um grande parlamentar? Não me lixem, alguém que fica para a história parlamentar por chamar "manso" a um Primeiro Ministro deve deixar Natália Correia, Adelino Amaro da Costa e Sá Carneiro corados de vergonha; esses sim, eram grandes parlamentares e conhecidos por discursos no Parlamento míticos, e devem dar uma volta nos caixões cada vez que dizem e escrevem isso por estes dias!
Louçã tinha todas as condições intelectuais para ser um excelente político. Infelizmente, desbaratou-as para o pior, para a demagogia e para causas sem sentido. Tanto pior para ele que dedicou uma vida a elas, e tanto melhor para nós que ele sai agora - e só espero que por muito que ande por aí, como o outro, não nos chateie muito mais...
Dele apenas lhe louvo uma coisa na sua saída: aparentemente, não vai requerer nem usufruir das inúmeras alcavalas que os deputados se atribuem a si próprios. Ao menos isso!
Bem pelo contrário.
Com a saída de Louçã é o fim de um tempo de parlamentares mediáticos, truculentos e por vezes a roçar a má-criação, de sound bites sem conteúdo mas com imprensa garantida, representante de uma demagogia e de um partido extremista que não quer ser poder nas condições democráticas existentes (porque a sua visão de democracia nada tem a ver com o conceito ocidental que nós temos dela) e que nestes longos 13 anos que se manteve no Parlamento apenas fazia faits divers, propaganda barata de teorias económicas apenas seguidas por países como Cuba, Venezuela, Irão, Coreia do Norte e outras ainda mais miseráveis que estas... Era isto um grande parlamentar? Não me lixem, alguém que fica para a história parlamentar por chamar "manso" a um Primeiro Ministro deve deixar Natália Correia, Adelino Amaro da Costa e Sá Carneiro corados de vergonha; esses sim, eram grandes parlamentares e conhecidos por discursos no Parlamento míticos, e devem dar uma volta nos caixões cada vez que dizem e escrevem isso por estes dias!
Louçã tinha todas as condições intelectuais para ser um excelente político. Infelizmente, desbaratou-as para o pior, para a demagogia e para causas sem sentido. Tanto pior para ele que dedicou uma vida a elas, e tanto melhor para nós que ele sai agora - e só espero que por muito que ande por aí, como o outro, não nos chateie muito mais...
Dele apenas lhe louvo uma coisa na sua saída: aparentemente, não vai requerer nem usufruir das inúmeras alcavalas que os deputados se atribuem a si próprios. Ao menos isso!
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2012/10/12
O mapa cor-de-rosa
Foi esta semana aprovado na Assembleia Municipal o novo mapa cor-de-rosa do concelho de Guimarães.
Depois de uma não negociação, depois de uma não audição das populações e de algumas juntas de freguesia, tudo culminou com uma não discussão na AM da passada segunda-feira, onde para o PS bastaram 75 minutos de tempo regulamentar para fazer aprovar o seu mapa para o futuro de Guimarães.
É, por isso, uma não reforma. O Governo propôs que se reformasse administrativamente o território. O PS achou que isso era reformar politicamente o território, e foi isso que desenhou no papel. As justificações pífias que deu um dos seus deputados municipais sobre as opções tomadas são isso mesmo, pífias: não têm sentido, não olham para os interesses das pessoas das freguesias afectadas e são prepotentes.
Por exemplo, dizer que Vermil não foi agregada à vila de Ronfe apenas porque foi um critério seguido de não agregar vilas, para não abrir a "caixa de pandora", é não dizer nada, porque esse critério não é um argumento válido para ninguém quando as populações fazem a sua vida ligadas a Ronfe e quando a própria freguesia era parte integrante do ancestral Couto de Ronfe - às populações nada lhes interessa se as outras vilas foram ou não agregadas, o que eles querem é estar integrados numa freguesia que lhes dê maior qualidade de vida e que não lhes complique rotinas de vida. Dizer que Briteiros Santo Estevão não se pode agregar às outras freguesias da milenar freguesia de Briteiros (só recentemente, historicamente, se dividiu em 3 freguesias oriundas das 3 paróquias) porque fica com mais população que as outras freguesias em seu redor é um disparate do tamanho da montanha da Penha, até porque esta já divide o cemitério com S.Salvador por imposição da Câmara, não mencionando a questão escolar onde as 3 freguesias partilham tudo o que é EB. O mesmo se aplica em relação a Rendufe que nada tem a ver com Atães e que quer ser agregado a S. Torcato, sendo que agora o argumento é por causa do tamanho ser o dobro da 2ª maior freguesia se agregadas, o que é outro disparate monumental - para fazer este tipo de agregação forçada às populações, não olhando à realidade do local, às rotinas estabelecidas e tendo medo de "bichos papões" que não existem (mas que podem ser criados por causa da rejeição das populações) é uma prova maior da menoridade intelectual e política de quem desenhou este mapa a régua e esquadro eleitoral. Argumentos destes são insignificantes, nada justificam e apenas demonstram que não sabem como justificar o que não tem, de facto, qualquer justificação!
Com toda a certeza estas agregações forçadas, impostas por um poder político cansado, desgastado e preocupado com o seu próprio futuro político (e não com as populações) ainda irá dar que falar. Casos há que já prometem continuar a luta até Lisboa, se preciso for. Só espero que a Unidade Técnica no Parlamento olhe para estas questões e corrija os erros que estão a ser cometidos, sob pena de Guimarães ficar com uma má estruturação territorial, em particular se comparado com os concelhos limítrofes que não apresentaram propostas e que, por isso mesmo, vão ser agregados pela Unidade Técnica com critérios bem mais racionais como continuidade urbana, a criação de freguesias com massa (população e território com dimensão razoável) e que permitam fazer destas fontes de crescimento em vez de criar autarquias com atritos, sem ligação espacial e afectiva, nem tão pouco qualquer tipo de lógica.
Depois de uma não negociação, depois de uma não audição das populações e de algumas juntas de freguesia, tudo culminou com uma não discussão na AM da passada segunda-feira, onde para o PS bastaram 75 minutos de tempo regulamentar para fazer aprovar o seu mapa para o futuro de Guimarães.
É, por isso, uma não reforma. O Governo propôs que se reformasse administrativamente o território. O PS achou que isso era reformar politicamente o território, e foi isso que desenhou no papel. As justificações pífias que deu um dos seus deputados municipais sobre as opções tomadas são isso mesmo, pífias: não têm sentido, não olham para os interesses das pessoas das freguesias afectadas e são prepotentes.
Por exemplo, dizer que Vermil não foi agregada à vila de Ronfe apenas porque foi um critério seguido de não agregar vilas, para não abrir a "caixa de pandora", é não dizer nada, porque esse critério não é um argumento válido para ninguém quando as populações fazem a sua vida ligadas a Ronfe e quando a própria freguesia era parte integrante do ancestral Couto de Ronfe - às populações nada lhes interessa se as outras vilas foram ou não agregadas, o que eles querem é estar integrados numa freguesia que lhes dê maior qualidade de vida e que não lhes complique rotinas de vida. Dizer que Briteiros Santo Estevão não se pode agregar às outras freguesias da milenar freguesia de Briteiros (só recentemente, historicamente, se dividiu em 3 freguesias oriundas das 3 paróquias) porque fica com mais população que as outras freguesias em seu redor é um disparate do tamanho da montanha da Penha, até porque esta já divide o cemitério com S.Salvador por imposição da Câmara, não mencionando a questão escolar onde as 3 freguesias partilham tudo o que é EB. O mesmo se aplica em relação a Rendufe que nada tem a ver com Atães e que quer ser agregado a S. Torcato, sendo que agora o argumento é por causa do tamanho ser o dobro da 2ª maior freguesia se agregadas, o que é outro disparate monumental - para fazer este tipo de agregação forçada às populações, não olhando à realidade do local, às rotinas estabelecidas e tendo medo de "bichos papões" que não existem (mas que podem ser criados por causa da rejeição das populações) é uma prova maior da menoridade intelectual e política de quem desenhou este mapa a régua e esquadro eleitoral. Argumentos destes são insignificantes, nada justificam e apenas demonstram que não sabem como justificar o que não tem, de facto, qualquer justificação!
Com toda a certeza estas agregações forçadas, impostas por um poder político cansado, desgastado e preocupado com o seu próprio futuro político (e não com as populações) ainda irá dar que falar. Casos há que já prometem continuar a luta até Lisboa, se preciso for. Só espero que a Unidade Técnica no Parlamento olhe para estas questões e corrija os erros que estão a ser cometidos, sob pena de Guimarães ficar com uma má estruturação territorial, em particular se comparado com os concelhos limítrofes que não apresentaram propostas e que, por isso mesmo, vão ser agregados pela Unidade Técnica com critérios bem mais racionais como continuidade urbana, a criação de freguesias com massa (população e território com dimensão razoável) e que permitam fazer destas fontes de crescimento em vez de criar autarquias com atritos, sem ligação espacial e afectiva, nem tão pouco qualquer tipo de lógica.
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2012/10/05
Que 5 de Outubro?
Ainda não percebi porque se comemora o 5 de Outubro. A sério! Comemorar a democracia não será, porque na monarquia já existiam partidos e eleições. Por isso, só posso ver isto como uma manifestação de poder de uma certa esquerda e de certas sociedades (hoje pouco) secretas que não faz sentido nenhum continuar.
Em especial depois do que se passou hoje.
Pendurar uma bandeira de pernas para o ar, sinónimo de pedido de auxilio internacional no "velho" código dos tempos de guerras, é algo que não lembra a ninguém. Acredito que não foi feito intencionalmente. Mas todas aquelas personalidades estarem a ver a bandeira de pernas para o ar e não pararem, não corrigirem a situação, é algo que não percebo também!
Enfim, comemore-se o inicio da Nação no dia em que ela terá nascido - 24 de Junho! - ou quando muito comemore-se a restauração da sua independência - 1 de Dezembro! - mas deixem-se de parolices (ia dizer algo mais forte...) e ide trabalhar pelo futuro deste país se querem comemorar alguma coisa em 2013 porque da forma como isto está a ir, com a extrema esquerda a ter todo este tempo de antena, arriscamo-nos que, mais ano, menos ano, não seja só a independência financeira que perdemos...
| Imagem 31 da Armada |
Pendurar uma bandeira de pernas para o ar, sinónimo de pedido de auxilio internacional no "velho" código dos tempos de guerras, é algo que não lembra a ninguém. Acredito que não foi feito intencionalmente. Mas todas aquelas personalidades estarem a ver a bandeira de pernas para o ar e não pararem, não corrigirem a situação, é algo que não percebo também!
Enfim, comemore-se o inicio da Nação no dia em que ela terá nascido - 24 de Junho! - ou quando muito comemore-se a restauração da sua independência - 1 de Dezembro! - mas deixem-se de parolices (ia dizer algo mais forte...) e ide trabalhar pelo futuro deste país se querem comemorar alguma coisa em 2013 porque da forma como isto está a ir, com a extrema esquerda a ter todo este tempo de antena, arriscamo-nos que, mais ano, menos ano, não seja só a independência financeira que perdemos...
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2012/09/16
Que Portugal queremos?
Tenho resistido a comentar, de cabeça quente, os desenvolvimentos dos últimos dias, da última semana, em Portugal após mais uma positiva avaliação dos nossos credores ao nosso programa de assistência financeira.
Tudo porque eu próprio me sinto confuso e dividido com o que se passa.
Primeiro porque não sei, não vejo alternativa credível para o que actualmente se passa quanto à contenção financeira que vivemos e necessidade de alterar estruturalmente o nosso país, de mudar hábitos de vida e de consumo. Por mais que as pessoas não queiram perceber ou se tenham esquecido, Portugal viveu durante os 6 anos do consulado de Sócrates do crédito: a nossa economia não produzia nem crescia o suficiente para gerar receitas para o Governo fazer todas as obras que fez nesse período de tempo, tendo para isso recorrido a várias formas de crédito (de empréstimos obrigacionistas a negociação directa de dívida com outros países) que fez com que o país, no seu todo, tivesse ficado a dever muito mais dinheiro do que aquele que alguma vez conseguiria gerar para pagar de volta os credores - para quem não se lembrar, a dívida pública era em 2004 de 90 mil milhões e em 2011 de 175 mil milhões - ou seja, quase duplicou nesse período de governação... Ora, como todos sabemos, quando pedimos emprestado temos de pagar de volta sob pena de perdermos os bens adquiridos (e até outros se estes entretanto se desvalorizarem) mas como neste caso os bens não são móveis nem sequer transportáveis (trata-se de escolas, estradas, hospitais, coisas assim) tudo se complicou. Mais ainda quando se sabe do tipo de negócio (as famigeradas PPP's e a Parque Escolar e outras coisas que tais) que foram utilizadas para se investir - coisas que não geram receitas, que não se pagam nem são auto-sustentáveis. E negociadas da maneira que sabemos...
Depois, porque não vendo alternativa, também não sei se esta é a melhor maneira de o fazer. Daí perceber bem as manifestações de ontem - mais do que outra coisa qualquer, foi o perder a esperança que muita gente ontem manifestou (outros, os mascarados dos petardos, tomates e garrafas atiradas às autoridades, foi o renascer da esperança de pela força fazerem a tão sonhada "revolução"...) e foi abrir a válvula da pressão acumulada neste último ano de tantos sacrificios feitos por todos - como dizia já Sá Carneiro, algures no pós-revolução, os "homens só se determinam e animam quando sabem o porquê e para quê dos sacrifícios que lhes pedem" - e também uma mensagem ao Governo sobre as últimas medidas tomadas.
Sim, porque aquilo que mais quebrou psicologicamente os portugueses - e por mim também falo - foi pedir mais sacrifícios a uns e liberar outros desses sacrifícios, isto é, a questão do aumento dos descontos da segurança social para os trabalhadores e a diminuição da TSU para as empresas. Percebo ambas as ideias, mas discordo de uma delas. Sei que a taxa da segurança social tem de aumentar para os trabalhadores (é matemática simples e pura: somos cada vez menos a trabalhar por diminuição de emprego e de população activa com idade para isso, há cada vez mais apoios sociais como reformas, subsídios de desemprego e RSI's a pagar, logo é evidente que cada um tem que contribuir com mais) mas o momento não é o ideal, menos ainda no valor proposto (mais 60% de uma vez). Por outro lado, percebendo a ideia que está por trás da proposta das empresas pagarem menos TSU, julgo que no momento em que se pede sacrifícios a todos não se pode dizer a um grupo em particular que esses não têm de fazer sacrifícios e até recebem um bónus. Isso foi o choque. Felizmente, do que vou percebendo das várias declarações dos membros do Governo, há espaço para em Concertação Social os empresários abdicarem dessa baixa de valor e dessa forma os trabalhadores "apenas" terem de contribuir com a diferença daí resultante.
Mas como entretanto o mal está feito, agora será preciso mais para "adoçar" a boca de todos para se sentirem mais satisfeitos. Para encontrarem novamente determinação de realizar os sacrifícios pedidos e necessários.
Daí a minha pergunta: que Portugal queremos?
Aquele que Mário Soares, Manuela Ferreira e todos os dessas gerações nos trouxeram até aqui? São esses os sábios e experientes que nos vão ajudar a sair deste buraco onde nos meteram? Não brinquem comigo...
Ou queremos um diferente, que esteja a mudar estruturalmente o país, apesar da Constituição que temos? É experimental, sim. Pode não resultar, é verdade. Mas entre as experiências de 1974-2011 e isto, eu ainda prefiro isto. O Estado tem e está a emagrecer. Ainda não está tudo feito, mas este Governo tem apenas um ano de vida! Esperavam resolver os problemas conjunturais e estruturais de mais de 30 anos de má governação e opções com um ano de Governo? São utópicos ou lunáticos, então. Já li e ouvi várias pessoas dizerem que isto não se resolve numa legislatura, nem numa década e só muito dificilmente se resolverá numa geração (ou seja, 25 anos) e concordo em absoluto. A questão é que em 37 anos de Governos as coisas só pioraram. E este Governo, para o bem ou para o mal, teve a coragem de iniciar cortes onde a factura era mais pesada: nos ordenados que paga aos seus mais de 700 mil funcionários, nas áreas cujo peso é maior na factura anual (saúde, educação, obras públicas) e apesar de ainda ter muito caminho a percorrer, a verdade é que já conseguiu mais que todos os anteriores fizeram que apenas engordaram e aumentaram "o monstro" do défice..
Este é o Portugal que quero do futuro - com menos Estado, com mais regulação. Por exemplo, ainda hoje discutia no Facebook sobre o facto de não haver regulação nas vagas dos cursos das universidades, ao constatar que na minha área há mais de 20 mil arquitectos inscritos na Ordem e que o sector da construção está numa crise de tal forma que primeiro que o mercado absorva todos estes profissionais, vai demorar anos e anos. O Governo tem condições de regular ou de ter organismos que o façam o número de vagas desta profissão, por exemplo, pois é o Ministério que autoriza o funcionamento dos cursos, ou poderá criar um organismo que faça esse tipo de trabalho. É uma irresponsabilidade as universidades estarem a abrir tantas vagas de arquitectura. Ou de ensino. Ou de advogados. Porque são quadros, são cérebros, que ou emigram ou só uma pequena parte tem emprego na sua área garantido, pois não há emprego no país para todos.
Eu, por mim, ainda dou a este Governo tolerância. Acredito que Passos Coelho saberá ler e ouvir o que escrevem e dizem os cidadãos e os próprios militantes do seu partido. E que saberá fazer as correcções necessárias à sua proposta, mantendo a austeridade e cortes necessários, mas mudando a incidência sobre quem estes recaem e sobre a forma como os aplica.
Acima de tudo, como bem disse hoje Paulo Portas, cair o Governo agora era deitar fora todos os sacrifícios feitos até ao momento. E pior, era abrir portas aos irresponsáveis socráticos que ainda aí andam e que nos puseram neste estado - a alternativa que Seguro propõe é voltar à política de incentivos e apoios do Estado que Sócrates e os anteriores praticaram e que, como sabemos, não produziram crescimento económico (nos últimos dez anos raramente passou o 1% de crescimento) e aumentaram a nossa dependência dos credores externos ao ponto de obrigar à actual humilhante assistência externa dos credores corporizada na "Troyka" e que no fundo nos retira muito da nossa soberania, devolvida exame após exame e num espaço de tempo que não deve aumentar nem num montante que não deverá ser maior que o já negociado - sob pena de estarmos mais tempo sob o jugo da Troyka e de dependermos ainda mais deles financeiramente! Por isso é que eu entendo a "obstinação" do Governo em cumprir no prazo e no montante previsto o acordo de assistência: é que quanto mais depressa o for feito e dentro dos limites contratados, mais depressa seremos autónomos e nos veremos livres deles...
A questão que fica é se teremos desta vez aprendido a lição que não aprendemos nas duas anteriores vezes de assistência externa financeira e se mudamos a estrutura do orçamento português ou se tudo continuará na mesma rumo a nova intervenção cíclica... eu que estou prestes a fazer 40 anos e que assisto à primeira assistência externa financeira em adulto mas a 3ª na minha vida, gostaria que esta fosse de vez e a última... É preciso mudar Portugal, mesmo!
Tudo porque eu próprio me sinto confuso e dividido com o que se passa.
Primeiro porque não sei, não vejo alternativa credível para o que actualmente se passa quanto à contenção financeira que vivemos e necessidade de alterar estruturalmente o nosso país, de mudar hábitos de vida e de consumo. Por mais que as pessoas não queiram perceber ou se tenham esquecido, Portugal viveu durante os 6 anos do consulado de Sócrates do crédito: a nossa economia não produzia nem crescia o suficiente para gerar receitas para o Governo fazer todas as obras que fez nesse período de tempo, tendo para isso recorrido a várias formas de crédito (de empréstimos obrigacionistas a negociação directa de dívida com outros países) que fez com que o país, no seu todo, tivesse ficado a dever muito mais dinheiro do que aquele que alguma vez conseguiria gerar para pagar de volta os credores - para quem não se lembrar, a dívida pública era em 2004 de 90 mil milhões e em 2011 de 175 mil milhões - ou seja, quase duplicou nesse período de governação... Ora, como todos sabemos, quando pedimos emprestado temos de pagar de volta sob pena de perdermos os bens adquiridos (e até outros se estes entretanto se desvalorizarem) mas como neste caso os bens não são móveis nem sequer transportáveis (trata-se de escolas, estradas, hospitais, coisas assim) tudo se complicou. Mais ainda quando se sabe do tipo de negócio (as famigeradas PPP's e a Parque Escolar e outras coisas que tais) que foram utilizadas para se investir - coisas que não geram receitas, que não se pagam nem são auto-sustentáveis. E negociadas da maneira que sabemos...
Depois, porque não vendo alternativa, também não sei se esta é a melhor maneira de o fazer. Daí perceber bem as manifestações de ontem - mais do que outra coisa qualquer, foi o perder a esperança que muita gente ontem manifestou (outros, os mascarados dos petardos, tomates e garrafas atiradas às autoridades, foi o renascer da esperança de pela força fazerem a tão sonhada "revolução"...) e foi abrir a válvula da pressão acumulada neste último ano de tantos sacrificios feitos por todos - como dizia já Sá Carneiro, algures no pós-revolução, os "homens só se determinam e animam quando sabem o porquê e para quê dos sacrifícios que lhes pedem" - e também uma mensagem ao Governo sobre as últimas medidas tomadas.
Sim, porque aquilo que mais quebrou psicologicamente os portugueses - e por mim também falo - foi pedir mais sacrifícios a uns e liberar outros desses sacrifícios, isto é, a questão do aumento dos descontos da segurança social para os trabalhadores e a diminuição da TSU para as empresas. Percebo ambas as ideias, mas discordo de uma delas. Sei que a taxa da segurança social tem de aumentar para os trabalhadores (é matemática simples e pura: somos cada vez menos a trabalhar por diminuição de emprego e de população activa com idade para isso, há cada vez mais apoios sociais como reformas, subsídios de desemprego e RSI's a pagar, logo é evidente que cada um tem que contribuir com mais) mas o momento não é o ideal, menos ainda no valor proposto (mais 60% de uma vez). Por outro lado, percebendo a ideia que está por trás da proposta das empresas pagarem menos TSU, julgo que no momento em que se pede sacrifícios a todos não se pode dizer a um grupo em particular que esses não têm de fazer sacrifícios e até recebem um bónus. Isso foi o choque. Felizmente, do que vou percebendo das várias declarações dos membros do Governo, há espaço para em Concertação Social os empresários abdicarem dessa baixa de valor e dessa forma os trabalhadores "apenas" terem de contribuir com a diferença daí resultante.
Mas como entretanto o mal está feito, agora será preciso mais para "adoçar" a boca de todos para se sentirem mais satisfeitos. Para encontrarem novamente determinação de realizar os sacrifícios pedidos e necessários.
Daí a minha pergunta: que Portugal queremos?
Aquele que Mário Soares, Manuela Ferreira e todos os dessas gerações nos trouxeram até aqui? São esses os sábios e experientes que nos vão ajudar a sair deste buraco onde nos meteram? Não brinquem comigo...
Ou queremos um diferente, que esteja a mudar estruturalmente o país, apesar da Constituição que temos? É experimental, sim. Pode não resultar, é verdade. Mas entre as experiências de 1974-2011 e isto, eu ainda prefiro isto. O Estado tem e está a emagrecer. Ainda não está tudo feito, mas este Governo tem apenas um ano de vida! Esperavam resolver os problemas conjunturais e estruturais de mais de 30 anos de má governação e opções com um ano de Governo? São utópicos ou lunáticos, então. Já li e ouvi várias pessoas dizerem que isto não se resolve numa legislatura, nem numa década e só muito dificilmente se resolverá numa geração (ou seja, 25 anos) e concordo em absoluto. A questão é que em 37 anos de Governos as coisas só pioraram. E este Governo, para o bem ou para o mal, teve a coragem de iniciar cortes onde a factura era mais pesada: nos ordenados que paga aos seus mais de 700 mil funcionários, nas áreas cujo peso é maior na factura anual (saúde, educação, obras públicas) e apesar de ainda ter muito caminho a percorrer, a verdade é que já conseguiu mais que todos os anteriores fizeram que apenas engordaram e aumentaram "o monstro" do défice..
Este é o Portugal que quero do futuro - com menos Estado, com mais regulação. Por exemplo, ainda hoje discutia no Facebook sobre o facto de não haver regulação nas vagas dos cursos das universidades, ao constatar que na minha área há mais de 20 mil arquitectos inscritos na Ordem e que o sector da construção está numa crise de tal forma que primeiro que o mercado absorva todos estes profissionais, vai demorar anos e anos. O Governo tem condições de regular ou de ter organismos que o façam o número de vagas desta profissão, por exemplo, pois é o Ministério que autoriza o funcionamento dos cursos, ou poderá criar um organismo que faça esse tipo de trabalho. É uma irresponsabilidade as universidades estarem a abrir tantas vagas de arquitectura. Ou de ensino. Ou de advogados. Porque são quadros, são cérebros, que ou emigram ou só uma pequena parte tem emprego na sua área garantido, pois não há emprego no país para todos.
Eu, por mim, ainda dou a este Governo tolerância. Acredito que Passos Coelho saberá ler e ouvir o que escrevem e dizem os cidadãos e os próprios militantes do seu partido. E que saberá fazer as correcções necessárias à sua proposta, mantendo a austeridade e cortes necessários, mas mudando a incidência sobre quem estes recaem e sobre a forma como os aplica.
Acima de tudo, como bem disse hoje Paulo Portas, cair o Governo agora era deitar fora todos os sacrifícios feitos até ao momento. E pior, era abrir portas aos irresponsáveis socráticos que ainda aí andam e que nos puseram neste estado - a alternativa que Seguro propõe é voltar à política de incentivos e apoios do Estado que Sócrates e os anteriores praticaram e que, como sabemos, não produziram crescimento económico (nos últimos dez anos raramente passou o 1% de crescimento) e aumentaram a nossa dependência dos credores externos ao ponto de obrigar à actual humilhante assistência externa dos credores corporizada na "Troyka" e que no fundo nos retira muito da nossa soberania, devolvida exame após exame e num espaço de tempo que não deve aumentar nem num montante que não deverá ser maior que o já negociado - sob pena de estarmos mais tempo sob o jugo da Troyka e de dependermos ainda mais deles financeiramente! Por isso é que eu entendo a "obstinação" do Governo em cumprir no prazo e no montante previsto o acordo de assistência: é que quanto mais depressa o for feito e dentro dos limites contratados, mais depressa seremos autónomos e nos veremos livres deles...
A questão que fica é se teremos desta vez aprendido a lição que não aprendemos nas duas anteriores vezes de assistência externa financeira e se mudamos a estrutura do orçamento português ou se tudo continuará na mesma rumo a nova intervenção cíclica... eu que estou prestes a fazer 40 anos e que assisto à primeira assistência externa financeira em adulto mas a 3ª na minha vida, gostaria que esta fosse de vez e a última... É preciso mudar Portugal, mesmo!
2012/07/13
Da greve e das licenciaturas...
Enquanto uma parte do país se entretém com a pseudo-licenciatura do Relvas, durante dois dias os senhores doutores (julgo que devidamente licenciados...) resolveram meter férias e não trabalhar.
A greve anunciada há muito poderia ser legítima e credível. Mas não foi. E não foi porque uns dias antes não quiseram reunir e discutir com o ministro que, em vão, por eles esperou para negociar. E anunciou a abertura para o fazer mesmo depois da greve. E durante a própria greve, ainda esta não havia terminado, já se sabia que hoje se iriam reunir as partes num espírito de diálogo e de previsão de bom entendimento em breve.
Por isso, pergunto-me outra vez: se as partes queriam e iam negociar, por que foi feita a greve que, ao fim e ao cabo, apenas prejudicou os utentes dos serviços de saúde que viram consultas e operações anuladas e adiadas, que os obrigou a deslocarem-se até às unidades de saúde deixando de trabalhar e tantas vezes gastando imenso dinheiro com essa deslocação. Apenas estes foram prejudicados.
Esta imbecilidade de greve de dois dias não fez sentido e mostrou, apenas, que por detrás desta intenção estarão muito mais razões político-partidárias e não corporativas.
Continuo a pensar, e mais reforçada ficou a minha ideia, que os médicos (como os juízes, por exemplo) são uma das corporações mais egoístas, alheadas da realidade e detentoras de poderes de influência da sociedade portuguesa - usando e abusando por isso da paciência de todos nós para manterem os super-privilégios que detêm e que muito nos prejudicam a todos nós, restantes cidadãos.
E entretanto, a principal preocupação dos telejornais tem a ver com a licenciatura de equivalências que Miguel Relvas obteve - é isto o jornalismo deste país. Se calhar, não só temos os políticos que merecemos como também teremos os jornalistas que merecemos ter...
Nota - Já agora, em relação a esta pseudo-licenciatura, o culpado não é Miguel Relvas que apenas tirou partido de uma lei absurda - o problema é a lei que permite isto (aliás, semelhante à lei que permite que um semi-analfabeto que arranje alguém que lhe escreva um currículo com a história da vida obtenha o 12º ano, por exemplo) e as relações menos claras oriundas, "as usual", da maçonaria que levaram a esta situação. Mas realço ainda que não vi este "histerismo" com o semelhante caso de José Sócrates, sendo que Sócrates usou a sua pseudo-licenciatura de Engenharia para assinar projectos de arquitectura e engenharia e para ser um técnico-superior num município (coisa que se algum dia se comprovar a irregularidade que aparenta ter a sua licenciatura configura vários tipos de crime por si só) e a pseudo-licenciatura de Relvas para nada lhe serviu que não seja poder colocar o Dr. nos cartões de visitas e crédito...
A greve anunciada há muito poderia ser legítima e credível. Mas não foi. E não foi porque uns dias antes não quiseram reunir e discutir com o ministro que, em vão, por eles esperou para negociar. E anunciou a abertura para o fazer mesmo depois da greve. E durante a própria greve, ainda esta não havia terminado, já se sabia que hoje se iriam reunir as partes num espírito de diálogo e de previsão de bom entendimento em breve.
Por isso, pergunto-me outra vez: se as partes queriam e iam negociar, por que foi feita a greve que, ao fim e ao cabo, apenas prejudicou os utentes dos serviços de saúde que viram consultas e operações anuladas e adiadas, que os obrigou a deslocarem-se até às unidades de saúde deixando de trabalhar e tantas vezes gastando imenso dinheiro com essa deslocação. Apenas estes foram prejudicados.
Esta imbecilidade de greve de dois dias não fez sentido e mostrou, apenas, que por detrás desta intenção estarão muito mais razões político-partidárias e não corporativas.
Continuo a pensar, e mais reforçada ficou a minha ideia, que os médicos (como os juízes, por exemplo) são uma das corporações mais egoístas, alheadas da realidade e detentoras de poderes de influência da sociedade portuguesa - usando e abusando por isso da paciência de todos nós para manterem os super-privilégios que detêm e que muito nos prejudicam a todos nós, restantes cidadãos.
E entretanto, a principal preocupação dos telejornais tem a ver com a licenciatura de equivalências que Miguel Relvas obteve - é isto o jornalismo deste país. Se calhar, não só temos os políticos que merecemos como também teremos os jornalistas que merecemos ter...
Nota - Já agora, em relação a esta pseudo-licenciatura, o culpado não é Miguel Relvas que apenas tirou partido de uma lei absurda - o problema é a lei que permite isto (aliás, semelhante à lei que permite que um semi-analfabeto que arranje alguém que lhe escreva um currículo com a história da vida obtenha o 12º ano, por exemplo) e as relações menos claras oriundas, "as usual", da maçonaria que levaram a esta situação. Mas realço ainda que não vi este "histerismo" com o semelhante caso de José Sócrates, sendo que Sócrates usou a sua pseudo-licenciatura de Engenharia para assinar projectos de arquitectura e engenharia e para ser um técnico-superior num município (coisa que se algum dia se comprovar a irregularidade que aparenta ter a sua licenciatura configura vários tipos de crime por si só) e a pseudo-licenciatura de Relvas para nada lhe serviu que não seja poder colocar o Dr. nos cartões de visitas e crédito...
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Nuno Leal
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10:17 p.m.
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Política
2012/06/05
1º aniversário da vitória eleitoral
Faz hoje precisamente um ano que o PSD, com Pedro Passos Coelho, venceu as eleições legislativas derivadas da saída de Sócrates pela porta baixa.
Deixou o país em pantanas, quase na falência, sujeito à intervenção financeira externa de salvação e delapidado para muitos e muito anos - talvez para uma geração.
Este primeiro ano não foi fácil, como não serão os seguintes. Há a clara noção que ou se aproveita o MoU com o FMI e a UE e se endireita, de base, muitos dos problemas crónicos estruturais do país ou mais vale desistir já. O caminho é duro e muito pedregoso, mas tem de ser trilhado por esta via pois, por mais que algumas vozes derrotadas e que nos puseram neste estado digam, não há outra alternativa.
A primeira parte do trabalho foi implementar muitas das mudanças acordadas e outras que eram necessárias. A segunda parte, agora que os indicadores mostram que há melhorias em relação ao passado mais recente, é preciso reconstruir a economia e diminuir a taxa de desemprego, de forma a relançar o país novamente e estancar a espiral psicológica depressiva dos cidadãos - quando se perde a crença num futuro melhor, perde-se a crença no país.
Força, Portugal!
Deixou o país em pantanas, quase na falência, sujeito à intervenção financeira externa de salvação e delapidado para muitos e muito anos - talvez para uma geração.
Este primeiro ano não foi fácil, como não serão os seguintes. Há a clara noção que ou se aproveita o MoU com o FMI e a UE e se endireita, de base, muitos dos problemas crónicos estruturais do país ou mais vale desistir já. O caminho é duro e muito pedregoso, mas tem de ser trilhado por esta via pois, por mais que algumas vozes derrotadas e que nos puseram neste estado digam, não há outra alternativa.
A primeira parte do trabalho foi implementar muitas das mudanças acordadas e outras que eram necessárias. A segunda parte, agora que os indicadores mostram que há melhorias em relação ao passado mais recente, é preciso reconstruir a economia e diminuir a taxa de desemprego, de forma a relançar o país novamente e estancar a espiral psicológica depressiva dos cidadãos - quando se perde a crença num futuro melhor, perde-se a crença no país.
Força, Portugal!
2012/05/30
Curiosidade...
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Nuno Leal
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1:35 p.m.
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