Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Leituras. Mostrar todas as mensagens

2014/08/25

Leituras [83] - Madrugada Suja, de Miguel Sousa Tavares

A "Madrugada Suja" é um interessante romance sobre o Portugal moderno, das teias de influências dos políticos e dos empresários (ou daqueles que são ambos em simultâneo) e que povoam as câmaras municipais deste país - mas também os governos da Nação.

Se a história romanceada não aconteceu (o que não tenho a certeza...) poderia muito bem ter acontecido. Todos nós já lemos nos jornais e ouvimos nos telejornais muitas histórias assim (que, lamentavelmente, acabaram arquivadas...) e não têm nada de novo.

Apenas por dar um nome a jovem arquitecto paisagista e contornos políticos à história, MST criou um romance que nos mostra que poderia ser qualquer outro arquitecto a viver essa personagem e história.

Vale bem a leitura, leve e fácil, e actual. Muito actual.

Sinopse
No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que vai perseguir os seus protagonistas durante anos. Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu. As circunstâncias do seu trabalho levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo. Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido. Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e em simultâneo o dos protagonistas daquela madrugada suja e daquela intriga política. Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente.
Excerto
“E agora, de volta à minha aldeia, onde a luz eléctrica chegara tarde demais para os homens, madrugada dentro, eu lia o Guerra e Paz. Numa aldeia morta, numa noite deserta, seguia, como se estivesse a ver, o esplendor dos salões de baile do Império Russo, a imensidão das estepes gélidas, os gritos de horror dos estropiados pelo fogo dos canhões de Napoleão Bonaparte, e chegava-me mais ao calor da lareira para não sentir a solidão das trincheiras de lama, húmidas, frias, desoladas, onde se abrigava o exército de Kutúsov. Alguém dissera um dia que se podia viver sem tudo, menos água e comida, mas que viver sem livros e sem música não seria o mesmo que viver.”


2014/08/06

Leituras [82] - O Vendedor de Passados, de José Eduardo Agualusa

Neste "O Vendedor de Passados" a mestria de JEA em contar-nos histórias simples, poéticas e fora do comum é exacerbada! Quem mais senão JEA para se lembrar de pôr uma lagartixa a narrar a história e ser personagem de uma história que, se não aconteceu, podia ter acontecido?

Uma história sobre mentiras e verdades. Sobre homens. Ou Homens. E sobre a realidade angolana, novamente. Que ele descreve de uma forma apaixonada denunciando o que vai menos bem - aliás, como ele só Pepetela tem este dom de transformar os "pecados" da sociedade moderna em fantásticas histórias que os livros nos contam.

Livro curto, que se lê num sopro, é uma boa opção para estas férias (para aqueles que ainda não as tiveram) - de resto, como são todos os outros livros de JEA que li (e já não são poucos) e que merecem a leitura. JEA, que é hoje um dos nomes maiores da literatura em língua portuguesa - e, porque não, um futuro Nobel da literatura um destes anos? É que já merece!

Sinopse:

"Félix Ventura. Assegure aos seus filhos um passado melhor". É a partir deste cartão-de-visita que se desenrolam os capítulos de "O Vendedor de Passados", novo romance de José Eduardo Agualusa. A mentira e a verdade, o(s) homem(s) e o(s) seu(s) duplo(s), a memória e a memória da memória, a ficção e a realidade. Angola ("é importante ironizar com a sociedade angolana, que é uma sociedade que se construiu e se continua a construir assente em muitas ficções" - o autor ao Público, 19/06/04). Tudo poderia acontecer. Tudo poderia ter acontecido. (Susana Moreira Marques, Público, Mil Folhas: "A determinada altura a osga recorda a mãe num momento da sua vida passada: 'Nos livros está tudo o que existe, muitas vezes em cores mais autênticas, e sem a dor verídica de tudo o que realmente existe. Entre a vida e os livros, meu filho, escolhe os livros'(p. 122). José Eduardo Agualusa provavelmente escolhe a vida.") Isto é: os livros?

2014/02/08

Leituras [81] - O Estranho Ano de Vanessa M., de Filipa Fonseca Silva

Este foi o primeiro e-book de romance que li (porque já li vários no iPad mas todos eles cientificos-escolares). É de uma escritora portuguesa, Filipa Fonseca Silva, que desconhecia até ter visto uma notícia sobre ela que era a primeira portuguesa a chegar ao top100 dos mais vendidos da Amazon e ao procurar por coisas sobre ela, descobri o seu blog e acabei por receber, numa promoção de subscrever o blog, este seu livro grátis.

No final do ano passado, antes de ir a Portugal no Natal, completei a leituras dos livros (físicos) que tinha disponíveis e comecei, por isso, ainda aqui em Macau a ler este "O Estranho Ano de Vanessa M".

E devo dizer que gostei muito.

Uma escrita desempoeirada, uma história de vida que podia ser, em muitos momentos, a de cada um dos leitores/as, um ritmo de escrita vivo e que vai prendendo o leitor para ler sempre mais um parágrafo, página, capítulo.

Não sei até que ponto a história é um tanto auto-biográfica ou não. Mas sei que a autora é imaginativa nas várias situações que apresenta, é consistente nas descrições de locais e personagens que criou na trama, é feliz até na capa da ilustradora.

E é uma "self-made writer", ou seja, está a chegar onde está a chegar pela sua capacidade própria de escrever os livros, de os traduzir e de ter procurado formas de os vender sem precisar da "benção" dos agentes e editoras - publicando directamente na loja virtual da Amazon.

Sou sincero, gostei deste livro e da forma como foi escrito. E penso em comprar o seu outro livro (o tal que está no top100 da Amazon), "Os 30 - Nada É Como Sonhamos" quanto mais não seja porque a Filipa Fonseca e Silva merece pelo esforço que tem em se promover e perseguir a carreira e reconhecimento que almeja como escritora.


Sinopse:
Quando entrou no carro, naquela tarde de Inverno, Vanessa não sabia que estava a embarcar numa viagem sem retorno. Uma viagem interior, que pôs em causa todas as suas escolhas e, acima de tudo, toda uma vida construída em torno das expectativas e opiniões dos outros. Entre episódios trágicos e cómicos, que envolvem uma mãe controladora, uma tia hippie, um casamento entediante, um chefe insuportável e uma amiga que não sabe quando se calar, “O Estranho ano de Vanessa M.” conduz-nos nessa auto-descoberta e faz-nos reflectir sobre o poder que temos de, a qualquer momento, colocar tudo em questão. Porque a busca da felicidade não tem prazo.

2013/12/07

Leituras [80] - A Vida no Céu, de José Eduardo Agualusa

Devem comprar o livro aqui.
Mais um livro deste autor luso-angolano que não defrauda os seus leitores. A Vida no Céu é um fantástico romance.

A história desenvolve-se como tantas outras que ele escreve de forma linear, escorreito, aprazível. O autor constrói e define bem os seus mundos de fantasia, num futuro próximo para o antevermos e imaginarmos possível e distante para percebemos a fantasia da sua prodigiosa imaginação. E depois com o seu jeito tropical a embalar o ritmo da aventura, é tudo mais fácil, mais agradável, mas interessante de se ler.

Gosto muito, cada vez mais, de José Eduardo Agualusa, autor que merece mais altos voos e prémios...

Imaginar um Grande Desastre de proporções bíblicas que força os sobreviventes da terra a viverem longas décadas no ar enquanto o planeta está cheio de água é algo que por mais impossível que possa parecer, parece ser possível de acontecer um dia.
A partir daí, a forma como descreve a nova organização das cidades e do mundo que resta no ar à espera que as águas baixem um dia é fabulosa.

Um excelente livro. Um excelente escritor. Imperdível.

Sinopse:

"A Vida no Céu é um romance distópico, num futuro que se segue ao Grande Desastre, e em que o Mundo deixou de ser onde e como o conhecemos. Encontrando-se o globo terrestre inteiramente coberto por água, e a temperatura, à superfície, intolerável, restou ao Homem subir aos céus. Mas essa ascensão é literal (não é alusiva ou simbólica): a Humanidade, reduzida agora a um par de milhões de pessoas, habita aldeias suspensas e cidades flutuantes - dirigíveis gigantescos denominados Tóquio, Xangai ou São Paulo -, e os mais pobres navegam o ar em pequenas balsas rudimentares. Carlos Benjamim Moco é o narrador da história. Tem 16 anos e nasceu numa aldeia, Luanda, que junta mais de cem balsas. O desaparecimento do pai fará com que Benjamim decida partir à sua procura."

2013/11/17

Leituras [79] - O Palácio da Meia-Noite, de Carlos Ruíz Záfon

Um dos mais fracos livros deste autor, talvez porque é um dos primeiros que escreveu e que foi agora publicado por cá, este "O Palácio da Meia-Noite".

Sejamos claros, o livro não é fraco. Mas atendendo ao elevado nível a que o autor nos habituou, a bitola é tão alta que um dos seus primeiros escritos não poderia, como o próprio autor reconhece logo no principio numa nota justificativa, ser do mesmo quilate.

Em todo o caso, a fantasia que o autor aqui nos retrata está bem pensada e a acção desenvolvida em Calcutá, na India, é interessante. Mas também o facto do autor não estar no seu habitat natural (Barcelona) faz com que as descrições não sejam tão realistas precisas, não nos prendam tanto, como acontece nos mais recentes livros que escreveu.

Para quem nunca leu nada de Záfon, este é um bom livro para começar a entrar neste autor. Para quem já leu, a não ser que não tenha mais nada sobre a sua mesinha de cabeceira, ou que esqueça aquilo que o autor é capaz de escrever hoje, então é um livro dispensável de ser lido.

Sinopse:

"No coração de Calcutá esconde-se um obscuro mistério...
Um comboio em chamas atravessa a cidade. Um espectro de fogo semeia o terror nas sombras da noite. Mas isso não é mais do que o princípio. Numa noite obscura, um tenente inglês luta para salvar a vida a dois bebés de uma ameaça impensável. Apesar das insuportáveis chuvas da monção e do terror que o assedia a cada esquina, o jovem britânico consegue pô-los a salvo, mas que preço irá pagar? A perda da sua vida. Anos mais tarde, na véspera de fazer dezasseis anos, Ben, Sheere e os amigos terão de enfrentar o mais terrível e mortífero mistério da história da cidade dos palácios.Um comboio em chamas atravessa a cidade. Um espectro de fogo semeia o terror nas sombras da noite. Mas isso não é mais do que o princípio. Numa noite obscura, um tenente inglês luta para salvar a vida a dois bebés de uma ameaça impensável. Apesar das insuportáveis chuvas da monção e do terror que o assedia a cada esquina, o jovem britânico consegue pô-los a salvo, mas que preço irá pagar? A perda da sua vida. Anos mais tarde, na véspera de fazer dezasseis anos, Ben, Sheere e os amigos terão de enfrentar o mais terrível e mortífero mistério da história da cidade dos palácios.
Um comboio em chamas atravessa a cidade. Um espectro de fogo semeia o terror nas sombras da noite. Mas isso não é mais do que o princípio. Numa noite obscura, um tenente inglês luta para salvar a vida a dois bebés de uma ameaça impensável. Apesar das insuportáveis chuvas da monção e do terror que o assedia a cada esquina, o jovem britânico consegue pô-los a salvo, mas que preço irá pagar? A perda da sua vida. Anos mais tarde, na véspera de fazer dezasseis anos, Ben, Sheere e os amigos terão de enfrentar o mais terrível e mortífero mistério da história da cidade dos palácios."

2013/10/21

Leituras [78] - O Principe da Neblina, Carlos Ruiz Záfon

Este foi outro livro que li numa penada. Para já, porque é pequeno e lê-se assim muito rapidamente. Mas também porque é, como o autor me habituou, fácil e agradável de ser lido.

A primeira parte da trilogia de contos "Neblina" que o autor nos vai brindar nos próximos tempos.

Este sobre um estranho e diabólico ser, "O Príncipe da Neblina" que realiza qualquer desejo a preços muito elevados, como seria de esperar. E é quando os Carver ocupam uma casa abandonada há longos anos na costa sul inglesa que toda a história se desencadeia.

Sinopse:
O primeiro livro da trilogia Neblina.
Um diabólico príncipe que tem a capacidade de conceder e realizar qualquer desejo... a um preço muito elevado. O novo lar dos Carver, numa remota aldeia da costa sul inglesa, está rodeado de mistério. Respira-se e sente-se a presença do espírito de Jacob, o filho dos antigos donos, que morreu afogado.As estranhas circunstâncias dessa morte só se começam a perceber à medida que os jovens Max, a irmã Alicia e o amigo Roland vão descobrindo factos muito perturbadores sobre uma misteriosa personagem de seu nome… o Príncipe da Neblina.

2013/10/20

Leituras [77] - Inferno, de Dan Brown

Já o acabei de ler há tanto tempo e tão rapidamente que até já li outro livro depois deste!

E que excelente livro que este é.

Novamente passado em Itália, desta vez a acção deste "Inferno" centra-se na bela cidade de Florença, que nos é descrita até nos pormenores menos conhecidos.

Uma empolgante história com os habituais turn-overs a que o autor já nos habituou e que em capítulos curtos e empolgantes se desenvolve a uma cadência que nos faz querer sempre mais um.

Gosto do género: mistura de história das artes e locais famosos com factos reais e romanceando algumas coisas, obtém-se uma história fantástica.

Vale bem a pena a leitura.

Sinopse:
«Procura e encontrarás.»
É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.
Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.
Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…
Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final. 
Críticas de imprensa«O Inferno está repleto de truques (…) O senhor Brown acaba não só por nos deixar um trilho de migalhas acerca de Dante (afinal de contas, isto é o Inferno), mas também por brincar com os conceitos de tempo, género, identidade, célebres atrações turísticas e medicina futurista.(...)
A grande ênfase está na prodigiosa pesquisa e na paixão por factoides que enformam as histórias do senhor Brown, a facilidade com que os põe em ação, os truques engenhosos e os grandes clímaces.»
The New York Times
«O mais próximo que um livro pode ser de um filme de verão estrondoso.»
USA Today
«Rápido, inteligente, bem informado. Dan Brown é o mestre do thriller intelectual.»
The Wall Street Journal
«Dan Brown no seu melhor.»
The Washington Post
«Puro divertimento, mensagens codificadas, história da arte, ciência e uma catástrofe iminente.»
Daily News

2013/07/28

Leituras [76] - A Mão do Diabo, de José Rodrigues dos Santos

Em pouco mais de 15 dias li este "A Mão do Diabo" do nosso José Rodrigues dos Santos, um livro bem pensado, bem escrito, envolvente e que toca no ponto fulcral dos nossos dias: a crise que nos assola e os seus responsáveis.

Não sendo um livro político, é um livro que aponta aos políticos e às suas políticas e prioridades o dedo acusador - não só aos de hoje, mas acima de tudo aos dos últimos 30 ou 40 anos que, como eu já aqui escrevi bastas vezes - são quem nos trouxe até à situação presente.

É um livro, como o próprio autor reforça no final, que não traz (quase) nada de novo, apenas colige informação diversa e dispersa através dos personagens e tira conclusões sobre a crise e o que nos trouxe até ela.
Só fica no ar a questão do enigmático DVD com gravações acusatórias entre um hipotético primeiro-ministro português e o seu ministro das finanças, entre outras, que se queria destruído. O autor fala em "ficção" com aspas e reforça as aspas em comentário na última frase do livro (pág. 589). Eu, até pela frase em que ele coloca um personagem a dizer que "poderemos arranjar um qualquer presidente de um Supremo Tribunal que, alegando não haver nada de relevante nesse disco, dê ordens para o destruir" (pág. 565), encontro notáveis semelhanças com um caso bem real que se passou neste rectângulo e que envolveu o anterior primeiro-ministro e um DVD com escutas que o presidente do Supremo Tribunal quis destruir (mas não tenho certezas sobre o sucesso da intenção face à teimosia do juiz do processo em não o fazer) à tesourada...
Coincidências? I don't think so...

Como cita JRS no final, "para que o mal triunfe basta que os homens bons nada façam" (Edmund Burke), razão maior porque não consigo deixar de continuar a participar activamente na política...

Sinopse
A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo do liceu perseguido por desconhecidos.
O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.
O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.

A verdade oculta sobre a crise.
Numa aventura vertiginosa que nos transporta ao coração mais tenebroso da alta política e finança, José Rodrigues dos Santos volta a impor-se como o grande mestre do mistério. Além de ser um romance de cortar o fôlego, A Mão do Diabo divulga informação verdadeira e revela-se um precioso guia para entender a crise, conhecer os seus autores e compreender o que nos reserva o futuro.

2013/07/06

Leituras [75] - A Filha do Papa, de Luís Miguel Rocha

Capa do livro na Wook
Do amigo Luís Miguel Rocha, terminei ontem a leitura do seu mais recente livro, "A Filha do Papa".

Como já nos habituou, li uma história contada a um ritmo alucinante, com as reviravoltas que o autor é mestre (expect the unexpected...) e escrita de uma forma cuidada e conhecedora dos locais e assuntos que aborda. O autor é um poço de sabedoria sobre o Vaticano (como diria o Jô Soares, ele sabe tudo sobre Papas) e a forma apaixonada como (d)escreve entusiasma-nos como leitores a avançar sempre mais uma página, mais um capitulo... e a devorarmos o livro.

Esta história de Sarah e Rafael gira em torno da figura do Papa Pio XII, o Papa durante o período da II Grande Guerra e que nos dá a conhecer alguns factos sobre a figura deste homem que teve de gerir a Igreja num dos mais difíceis períodos dos últimos 100 anos.

Felizmente que a veia criativa deste amigo autor é inesgotável e Luís Miguel Rocha já se encontra a escrever nova aventura da Sarah Monteiro. Que deve começar ali no quarto 509 do Hotel Copacabana Palace no Rio de Janeiro, pegando na deixa que o maléfico JC deixou na página 428 deste fantástico romance.

Caro amigo, já agora e se me permite, uma sugestão: e que tal uma passagem da Sarah Monteiro e do Rafael aqui por Macau, onde a Igreja e os Jesuítas têm ainda uma forte presença e força neste recanto perdido da Ásia?

Mal posso esperar pela nova obra... Mas entretanto fica mais uma fantástica obra de Luís Miguel Rocha, a ler obrigatoriamente!

Sinopse
Será o antissemitismo a verdadeira razão para o Papa Pio XII não ter sido beatificado?
Quando Niklas, um jovem padre, é raptado, ninguém imagina que esse acontecimento é apenas o início de uma grande conspiração que tem como objetivo acabar com um dos segredos mais bem guardados do Vaticano - a filha do Papa Pio XII.
Rafael, um agente da Santa Sé fiel à sua Igreja e à sua fé, tem como missão descobrir quem se esconde por detrás de todos os crimes que se sucedem e evitar a todo o custo que algo aconteça à filha do Papa.
Conseguirá Rafael ser uma vez mais bem-sucedido? Ou desta vez a Igreja Católica não será poupada?

Video onde o autor responde a perguntas de leitores da Wook

2013/05/30

Leituras [74] - As Sete Maravilhas do Mundo, de Steven Saylor

Mais uma obra de um dos meus autores favoritos, que nos transporta mais de 2000 anos no tempo e nos descreve, desta vez, a fantástica viagem que Gordiano, o Descobridor, fez pelo mundo conhecido para nos mostrar "As Sete Maravilhas do Mundo" antigo:

  1. a grande pirâmide de Gizé (2550 a.C.)
  2. os jardins suspensos e as muralhas da Babilónia (600 a.C.)
  3. a estátua de Zeus em Olimpia (432 a.C.)
  4. o templo de Artemisia (ou Artémis) em Éfeso (356 a.C. mas conhecida uma reconstrução em 750 a.C.)
  5. o mausoléu de Halicarnasso (350 a.C.)
  6. o colosso de Rodes (290 a.C.)
  7. o farol de Alexandria na ilha de Faros (280 a.C.)


Como habitualmente, Saylor faz descrições muito vivas do mundo e do estilo de vida de então, explicando comidas, roupas ou monumentos com precisão e vivacidade. Ler o livro é ser transportado até aos locais descritos, no seu tempo.

A história desta vez leva-nos até ao jovem Gordiano, que com os seus 18 anos acabados de fazer, é enviado pelo pai com o seu tutor, o poeta Antípatro, por uma viagem pelo mundo para visitar todas as maravilhas do mundo antigo que, cerca de 92 a.C., já então eram ruínas - com a excepção da grande Pirâmide que ainda hoje sobrevive!

Em vários livros da série, o autor havia mencionado já esta viagem. Desta vez, finalmente, escreveu-a. Percebe-se assim, um pouco melhor, os antecedentes do personagem principal e como conheceu a sua mulher Betesda. Para quem segue a série, este é um livro imprescindível. Para quem nunca leu nenhum livro da série, este é o indicado para começar a ler as aventuras de Gordiano, o Descobridor.


Sinopse
Nesta cativante prequela à série Roma Sub Rosa, Steven Saylor leva-nos de volta aos dias de juventude de Gordiano. O ano é 92 a.C. e Gordiano acaba de completar 18 anos, prestes a embarcar na aventura de uma vida: uma viagem longínqua para ver as Sete Maravilhas do Mundo. Ainda não é chamado de O Descobridor - esse título pertence a seu pai. Acompanhando-o nas suas viagens segue o seu tutor, Antípatro de Sídon, o poeta mais famoso do mundo. Juntos, professor e aluno, embarcam numa viagem para as fabulosas cidades da Grécia e Ásia Menor, Babilônia e Egito. 


Críticas de imprensa 
«O conhecimento enciclopédico Saylor e o seu cuidado com o pormenor estão em exposição ampla, assim como a sua impressionante capacidade de tecer séculos de história numa uma narrativa de entretenimento. [Saylor consegue] proeza magnífica de contar histórias.»
Historical Fiction Review

«Saylor é um excelente guia através deste submundo fascinante. Um ficção histórica soberba.»
Booklist

«Saylor descreve vividamente o modo como a família sobrevive à destruição de Pompéia, ao incêndio de Roma e à perseguição de judeus e cristãos. O final [pode] ser sinal para outro volume desta série grandiosa.»
Publishers Weekly

2013/03/16

Leituras [73] - O Mercador de Livros Malditos, de Marcello Simoni

Um livro na esteira do consagrado "O Nome da Rosa" de Umberto Eco, mas com menos densidade que este, e talvez menos rigor.

Em todo o caso, a trama deste "O Mercador de Livros Malditos" é bem construída, com personagens bem estruturados, que ora nos dão a ideia de serem nossos amigos, ora nos dão a ideia de serem os vilões da trama, com lugares bem pensados para os acontecimentos, mas sem a chama literária descritiva que nos faça sonhar acordados que estamos lá a vivenciar os acontecimentos. Merece leitura.

O livro acabei de o ler antes do Natal, mas entretanto estava entretido com nova leitura da obra maior (quanto a mim) de Pepetela, "A Gloriosa Família", visto que a iria apresentar numa sessão na  "minha" escola, a Francisco de Holanda, em Guimarães, a convite do Francisco Teixeira - coisa que ficou "pendurada" devido à minha vinda para Macau mas que, com um pouco de sorte, ainda poderá ser feita antes do final do lectivo. O futuro o dirá...

Deste livro deixo ainda a habitual sinopse:

"Vencedor dos prémios literários mais prestigiados de Itália
Prémio Bancarella 2012
Prémio Literário Emilio Salgari 

Um romance enigmático como "O Nome da Rosa" e empolgante como "Os Pilares da Terra". Não é comum um livro reunir o consenso da crítica e dos leitores, mas "O Mercador de Livros Malditos" conquistou uns e outros. Mais: ambos afirmam que se trata de uma das mais interessantes estreias dos últimos anos. "O Mercador de Livros Malditos" é uma história envolvente, marcada por intrigas, segredos ocultos durante séculos e mistérios que vão para lá do conhecimento de sábios e de alquimistas. Ao longo das suas páginas o leitor viaja por Itália, França e Espanha no rasto do Uter Ventorum, um livro raro, desmembrado em quatro partes e protegido por intrincados enigmas que, uma vez resolvidos, permitem evocar os anjos e a sua divina sabedoria.

«Uma verdadeira intriga medieval.» Corriere della Sera 

«Uma história cativante na qual as sotainas esvoaçam, as espadas dos templários brilham e onde se morre por amor a Deus e ao Diabo.» La Repubblica 

«Imaginem uma atmosfera semelhante à de O Nome da Rosa: uma biblioteca poeirenta, monges encapuzados e passos que ressoam por entre a humidade. Este é o fabuloso mundo de Marcello Simoni.» Vanity Fair"

2012/11/10

Leituras [72] - O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Záfon

Este escritor espanhol continuou a sua saga de histórias em volta da Barcelona dos anos 30, 40 e 50 e torneando os personagens já modelados em anteriores histórias como David Martin, Daniel Sampere e seu pai, o mítico Fermín de Romero Torres, entre outros.

No entanto, quanto a mim, este é quanto à forma da escrita o mais desinteressante de todos eles: a poesia, a musicalidade que encontrou nos outros livros da primeira à última página, neste apenas surge a espaços. No entanto, em seu abono, esta é talvez a história mais bem construída, com mais lógica e ligação dentro dela própria e até com as outras histórias.

Para quem já leu os outros, é obrigatório ler este também!

Sinopse:


"Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si.
Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos.
"

2012/09/24

Leituras [71] - A Sul. O Sombreiro, de Pepetela

Este "A Sul. O Sombreiro", é mais um romance de Pepetela que aborda a história da colonização portuguesa de Angola, neste caso o surgimento da cidade de Benguela ainda Luanda era uma pequena vila, pela vontade férrea e sonhadora de Manuel Cerveira Pereira, que com muitos esquemas, corrupção, abuso de poder, enganos e desenganos conseguiu "inventar" um reino de Benguela onde nada existia para convencer Filipe II de Portugal da validade da sua ideia, que era apenas enriquecer...

Dos vários livros que já li dele, muito me agradaram todos os "modernos" onde desmonta a sociedade angolana actual, mas também os "históricos" onde mostra que as bases, fundações, da sociedade de hoje se encontram remotamente, ligadas à colonização, claro, mas algumas "idiossincrasias" são já pré-colonização.

Esta história é engraçada pois com base em acontecimentos verídicos de vários personagens, desde logo o próprio Cerveira Pereira, mas também um personagem inglês que por lá andou, é construída uma narrativa à Pepetela onde as várias histórias se vão desfiando e convergindo para serem, no fundo, todas uma parte de uma história maior.

Excelente para se conhecer a história de Angola, da colonização de Portugal e dos povos angolanos - sim, porque o angolano não é uno, é antes resultado de muitas etnias que se guerreavam, se batiam por terrenos e peças.


Sinopse
""Manuel Cerveira Pereira, o conquistador de Benguela, é um filho de puta." Assim começa um grande romance de aventuras que nos conduz a Angola dos séculos XVI e XVII, enquanto Portugal vivia sob o domínio filipino. Entre lutas de poder, muitas conspirações, envolvendo governadores e ordens religiosas com os franciscanos e os jesuítas na linha da frente, travamos conhecimento com homens muito ambiciosos, com um inglês um pouco doido, e com os terríveis jagas, os guerreiros incomparáveis que povoavam os piores pesadelos dos brancos, ao mesmo tempo que nos deixamos encantar por um fugitivo que se torna um aventureiro e explorador de terras por desbravar.
O regresso de Pepetela com um empolgante romance ambientado nos primórdios do colonialismo, revelando uma época desconhecida da história de Angola."

2012/08/17

Leituras [70] - A Quinta dos Animais, de George Orwell

Também conhecido como
"O Triunfo dos Porcos"
Ler este "A Quinta dos Animais" é um prazer, pois a fábula está muito bem construída e expõe claramente os podres do comunismo e a história da revolução soviética e da propaganda que tem sido utilizada (ainda nos dias de hoje...) para branquear os acontecimentos e as lideranças de Lenine e sobretudo Estaline, um verdadeiro sanguinário.

A associação de animais numa quinta à comunidade de pessoas que permitiu que Estaline fizesse o que fez, é brutal e muito dura, mas muito bem construída.

Dito isto, não gostei nesta versão de uma coisa: o tradutor assumiu aportuguesar os nomes dos personagens e locais onde a fábula decorre, mesmo que assuma que a quinta está em Inglaterra. Muito sinceramente, penso que preferia os nomes originais. A quinta ficar em Benquerença e o porco que anuncia as coisas ser o Tagarela, a vaca a Mimosa e o cavalo de tiro o Trovão não é muito convincente quando a história se passa em Inglaterra... enfim... Mas no resto, achei muito boa esta versão que, pequena, se lê em duas penadas.

Sinopse:

"Esta nova tradução de Animal Farm recupera o título original, contrariamente às edições anteriores, que adoptaram os títulos panfletários O Porco Triunfante e - o mais conhecido - O Triunfo dos Porcos
À primeira vista, este livro situa-se na linhagem dos contos de Esopo, de La Fontaine e de outros que nos encantaram a infância. Tal como os seus predecessores, Orwell escreveu uma fábula, uma história personificada por animais. Mas há nesta fábula algo de inquietante. Classicamente, atribuir aos animais os defeitos e os ridículos dos humanos, se servia para censurar a sociedade, servia igualmente para nos tranquilizar, pois ficavam colocados à distância, «no tempo em que os animais falavam», os vícios de todos nós e as sua funestas consequências. Em A Quinta dos Animais o enredo inverte-se. É a fábula merecida por uma época - a nossa época - em que são os homens e as mulheres a comporta-se como animais."

2012/08/09

Leituras [69] - Teoria Geral do Esquecimento, de José Eduardo Agualusa

Infelizmente não pude estar no Café Milenário, em Guimarães, quando ele lá apresentou este "Teoria Geral do Esquecimento" (e onde o meu pai fez o favor de mo comprar e dar-lhe a autografar) pois gostaria de ter trocado algumas impressões com ele.

Tendo já comprado (e lido com imenso prazer...) três seus livros anteriormente - Barroco Tropical, As Mulheres de Meu Pai e Milagrário Pessoal - estava expectante em ler esta sua última obra, cuja sinopse só por si já me despertava a vontade de ler. E não fiquei nada desiludido, bem pelo contrário. Este livro, que nasceu guião de filme e maturou e cresceu até chegar a um romance, é excepcional, fabuloso na criatividade que o autor usa e abusa para construir uma narrativa única de sobressaltos e baseada num principio de história absurdo mas que até poderia ter acontecido: uma portuguesa, nos dias entre a revolução e a independência, "barrica-se" no seu apartamento e assim fica fechada ao mundo durante... quase 30 anos! Todos os personagens, que poderiam ser reais de tão bem construídos que estão como nós, que por lá vivemos algum tempo, sabemos, concorrem por caminhos diferentes para o mesmo local - o apartamento de Ludo - num crescente de emoções e surpresas.

Escrito naquele português adocicado que escritores angolanos me habituaram (na senda do mestre Pepetela!) é um livro de leitura irresistível e que critica muito bem não só a sociedade contemporânea angolana, como também todo o período dos anos a seguir à independência.

Quem esteve em Angola, tem de ler este livro. Quem não esteve, se o ler, vai sentir-se transportado até lá...


Sinopse
"Luanda, 1975, véspera da Independência. Uma mulher portuguesa, aterrorizada com a evolução dos acontecimentos, ergue uma parede separando o seu apartamento do restante edifício - do resto do mundo. Durante quase trinta anos sobreviverá a custo, como uma náufraga numa ilha deserta, vendo, em redor, Luanda crescer, exultar, sofrer. Teoria Geral do Esquecimento é um romance sobre o medo do outro, o absurdo do racismo e da xenofobia, sobre o amor e a redenção."

2012/08/01

Leituras [68] - O Último Segredo, de José Rodrigues dos Santos

Seguem neste "O Último Segredo" as aventuras do criptanalista e historiador Tomás Noronha, personagem que JRS criou e tem vindo a desenvolver ao longo dos anos em aventuras várias.

Esta é, para mim, a mais fraca dessas aventuras. Achei-a demasiadamente descritiva da Bíblia, repetindo-se até amiúde, e não desenvolvendo nada em muitos capítulos, aulas puras do professor universitário Tomás Noronha à bela italiana Valentina Ferro. Os últimos capítulos são a parte melhor, onde os acontecimentos desenrolam-se em catadupa e com constantes viragens e surpresas, como é apanágio destes romances.

Penso que JRS teve algum receio ao abordar o tema deste romance e por isso, para sua defesa, preferiu explicar até à exaustão as teses defendidas ali, perdendo-se por isso a aventura e ganhando em conhecimentos sobre as contradições da Bíblia e sobre a credibilidade histórica de muitos dos episódios relatados no Novo Testamento.

No entanto, não é por isso que digo que é um mau livro. Não é, pelo contrário, é muito bom e interessante até pelo que expõe e permite compreender algumas coisas menos bem explicadas sobre os fundamentos do cristianismo, com muita clareza. Apenas acho é que o romance é pequeno, pois pelo menos metade do livro é pesquisa histórica e cientifica.

Sinopse:

Uma paleógrafa é brutalmente assassinada na Biblioteca Vaticana quando consultava um dos mais antigos manuscritos da Bíblia, o Codex Vaticanus. A polícia italiana convoca o célebre historiador e criptanalista português, Tomás Noronha, e mostra-lhe uma estranha mensagem deixada pelo assassino ao lado do cadáver. 
A inspectora encarregada do caso é Valentina Ferro, uma beldade italiana que convence Tomás a ajuda-la no inquérito. Mas a sucessão de homicídios semelhantes noutros pontos do globo leva os dois investigadores a suspeitarem de que as vítimas estariam envolvidas em algo que as transcendia. 
Na busca da solução para os crimes, Tomás e Valentina põem-se no trilho dos enigmas da Bíblia, uma demanda que os conduzirá à Terra Santa e os colocará diante do último segredo do Novo Testamento. A verdadeira identidade de Cristo. 
Baseando-se em informações históricas genuínas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra excepcional como o grande mestre do mistério. Mais do que um notável romance, O Último Segredodesvenda-nos a chave do mais desconcertante enigma das Escrituras.

Excerto:
«A inspectora esboçou um esgar inquisitivo.“Erros? Que erros?”O historiados susteve-lhe o olhar. “Não sabia? A Bíblia contém muitos erros.”“O quê?”Tomás girou a cabeça em redor, procurando certificar-se de que ninguém o escutava. No fim de contas encontrava-se em pleno Vaticano e não queria desencadear nenhum incidente. Viu dois sacerdotes junto à porta que conduzia à Leonina, um deles devia ser o prefetto da biblioteca, mas concluiu que a distância era suficientemente grande e não corria o risco de ser escutado.Inclinou-se, mesmo assim, para a sua interlocutora e numa postura de conspirador preparou-se para partilhar com ela um segredo com quase dois milénios. “São milhares de erros a infectar a Bíblia”, murmurou. “Incluindo fraudes.”»


Críticas de imprensa:
«Melhor do que Dan Brown.»
Tros Nieuwsshow, Holanda 

2012/07/22

Leituras [67] - Ouro do Inferno, de Eric Frattini

Este Ouro do Inferno, de Eric Frattini, foi um livro que li com muito prazer e facilidade, onde a história flui, página após página, num crescente de emoções e de encontros e desencontros que nos encaminham para o final que, conforme vamos lendo, suspeitamos que iria acontecer. Graças também aos 5 dias de praia que usufrui, já que fiz o meu desporto de praia preferido: li e dormi!

A história de que Hitler não terá morrido já não é novidade (por exemplo, já aqui li e comentei o livro "Pátria", de Robert Harris (no já longinquo ano de 2004...) se bem que nesse "Pátria" estávamos perante um "e se..." e neste "Ouro do Inferno" estamos perante uma ficção baseada em vários documentos e acontecimentos reais que podem indiciar alguma verdade nesta ficção - e o recente aparecimento (seguido de imediato desaparecimento) do criminoso de guerra hungaro, chefe das SS naquele país, que pela segunda vez desaparece sem deixar rasto (depois de ter sido detectado no Canadá e ter conseguido escapar para reaparecer agora novamente na sua Hungria natal e voltar a desaparecer...) deixar pensar que a ODESSA que Eric Frattini retrata é bem mais real que aquilo que possa transparecer da sua ficção...

Engraçado foi também a referência ao amigo do autor, o também escritor Luís Miguel Rocha (e que é também um dos meus favoritos) que aparece na trama mas que rapidamente é aniquilado por Eric Frattini... com amigos destes, quem precisa de inimigos?? ;)

Fica agora a vontade de comprar e ler outro livro deste autor, "O Labirinto de Água", onde o seu personagem August Lienart (que de mero personagem secundário acaba por se transformar no "Eleito" e personagem marcante da trama deste livro) aparece já como Cardeal maléfico no Vaticano, talvez pronto a cumprir o seu papel como o "Eleito" que foi construído nesta história, penso eu...


Sinopse
Berlim, 1945: entre os escombros de uma capital arrasada, Hitler enfrenta as suas últimas horas de vida.
Ou será que não?
Numa Europa devastada pela segunda guerra mundial, o jovem seminarista August Lienart vê-se implicado numa operação de grande escala: uma organização enigmática tenta encontrar uma via de escape para os nazis e lançar os alicerces para a construção do Quarto Reich.
Quem estará por trás da sinistra organização secreta em cujas teias se enreda Lienart? Estará a Igreja Católica envolvida na fuga dos criminosos de guerra?
Uma incrível e fascinante intriga, plena de suspense e mistério, até à última página.

2012/07/08

Leituras [66] - Milagrário Pessoal, de José Eduardo Agualusa


Já foi há umas 2 semanas que terminei de ler este pequeno mas excelente livro. Aliás, foi na véspera de ele ter apresentado o seu  novo livro no Milenário, em Guimarães, onde infelizmente não pude ir (no dia seguinte tive exame, como tive no outro e ainda trabalhos de grupo e apresentações) mas cujo livro autografado cá me chegou... e que será, talvez, o próximo a ser lido.

Mas sobre este Milagrário Pessoal, é mais uma pequena obra de Agualusa onde várias histórias se cruzam e servem para construir mais uma bonita história, um romance na sua verdadeira acepção da palavra. A relação entre o velho professor e a nova pesquisadora de neologismos em busca das palavras perdidas que começaram a aparecer sem aparente razão e que voltas dadas afinal não passava de uma maquinação de um deles para atrair o outro... Muito bem trabalhados os pequenos capítulos que formam esta excelente obra.

Sinopse:

"Iara, jovem linguista portuguesa, faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está a subverter a nossa língua, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano, com um passado sombrio, e os dois partem em busca de uma colecção de misteriosas palavras, que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à "língua dos pássaros". Milagrário Pessoal é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à actualidade, percorrendo os diferentes territórios aos quais a mesma se vem afeiçoando."

Críticas de imprensa
«Um romance fascinante.»
Carlos Câmara Leme, Ler

«Agualusa sabe que a poesia começou por ser uma linguagem prática, útil, ou mágica e xamânica. “Milagrário Pessoal” nunca esquece a dimensão política, nem a política da língua, mas o seu impulso é todo poético, adâmico. O milagre é que esta língua seja tantas línguas, que tantas línguas sejam uma só língua. Um enigma que Agualusa compara ao mais poético dos enigmas: a linguagem dos pássaros.»
Pedro Mexia, Público

2012/06/24

Novo romance de Carlos Ruiz Zafón

Vai ser lançado no dia 28 de Junho. Na WOOK pode antecipar a encomenda com um desconto até 27 de Junho. É aproveitar!


Este novo romance é a cotinuação das aventuras de Daniel Sempere e Fermin (do fantástico "A Sombra do Vento") neste novo "O Prisioneiro do Céu".


Sinopse
Barcelona, 1957. Daniel Sempere e o amigo Fermín, os heróis de A Sombra do Vento, regressam à aventura, para enfrentar o maior desafio das suas vidas. Quando tudo lhes começava a sorrir, uma inquietante personagem visita a livraria de Sempere e ameaça revelar um terrível segredo, enterrado há duas décadas na obscura memória da cidade. Ao conhecer a verdade, Daniel vai concluir que o seu destino o arrasta inexoravelmente a confrontar-se com a maior das sombras: a que está a crescer dentro de si. Transbordante de intriga e de emoção, O Prisioneiro do Céu é um romance magistral, que o vai emocionar como da primeira vez, onde os fios de A Sombra do Vento e de O Jogo do Anjo convergem através do feitiço da literatura e nos conduzem ao enigma que se esconde no coração de o Cemitério dos Livros Esquecidos.

2012/06/03

Leituras [65]: Império, de Steven Saylor

Império, de Steven Saylor
Em dia de ida (tradicional) à Feira do Livro, no Porto, aproveito para actualizar o que ando a ler, pois já umas duas ou três semanas que terminei o excelente livro de Steven Saylor (já disse que é um dos meus autores favoritos, de quem tenho seguramente mais de 10 livros...) sobre Roma e o seu "Império", o 2º volume de uma trilogia que está a publicar.

E espero ansiosamente pelo 3º volume...

Entretanto, neste 2º volume, acompanhamos as aventuras ao longo de mais de 100 anos de uma das mais tradicionais e antigas famílias romanas, que remontam até a antes da fundação da mítica cidade eterna, os Pinário.

Mostrando assim os altos e baixos da família, conta-nos as loucuras dos imperadores, de Nero a Cláudio, de Trajano a Vespasiano, entre tantos outros que se sucederam naqueles loucos anos do Império que atingiu o máximo - toda a Europa, norte de África, Médio Oriente até às portas da Ásia, conta-nos os usos e costumes e como evoluíram. São romances mas são também livros de história, não fosse o autor também um conceituado historiador! Um must read, evidentemente!

E agora, depois da folga que me concedi hoje, de regresso aos estudos que o mês vai ser duro e longo!


Sinopse

Dando continuidade à narrativa épica iniciada com o seu romance Roma, um best-seller do New York Times, Steven Saylor traça os destinos da aristocrática família Pinário, desde o reinado de Augusto ao ponto mais alto do Império Romano. Os Pinário, geração após geração, são testemunhas do maior império do mundo antigo e dos imperadores que o governaram: das maquinações de Tibério à loucura de Calígula, da decadência de Nero à Idade de Ouro de Trajano e Adriano.
Império está repleto de momentos dramáticos que definiram toda uma era, incluindo o Grande Incêndio de 64 d.C., a perseguição de Nero aos cristãos e os espantosos jogos de abertura do Coliseu. Mas o coração do romance são as escolhas e as tentações com que se depara cada geração dos Pinário. Um torna-se o brinquedo da famosa Messalina. Outro o amante de uma virgem Vestal. Um cai sob o feitiço de Nero, enquanto outro é arrastado para o estranho culto novo daqueles que se autointitulam cristãos.
Steven Saylor volta a dar vida ao mundo antigo num romance que narra a história de uma cidade e de um povo que perduraram na imaginação mundial como nenhum outro.

Críticas de imprensa

«O conhecimento enciclopédico Saylor e o seu cuidado com o pormenor estão em exposição ampla, assim como a sua impressionante capacidade de tecer séculos de história numa narrativa de entretenimento. [Saylor consegue] proeza magnífica de contar histórias.»
Historical Fiction Review

«Saylor é um excelente guia através deste submundo fascinante. Uma ficção histórica soberba.»
Booklist

«Saylor descreve vividamente o modo como a família sobrevive à destruição de Pompeia, ao incêndio de Roma e à perseguição de judeus e cristãos. O final [pode] ser sinal para outro volume desta série grandiosa.»
Publishers Weekly