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Voltei ao hospital hoje para fazer o exame de sangue na mocinha e a situação lá estava um pouco mais complicada: mais gente com dores, mais gente tomando soro, mais gente com cara de quem está sofrendo, mais gente internada.
O exame deu negativo para dengue, mas a médica que a atendeu disse que não há dúvida de que seja dengue, ela deve voltar na próxima quarta para fazer novo exame.
Minha impressão é de que essa coisa está totalmente fora de controle, o bando de incompetentes e irresponsáveis, nas três esferas de poder, não vai conseguir dar conta dessa epidemia, então acho que cada um deve se proteger o máximo possível, não sair de casa sem repelente sob hipótese nenhuma e, de preferência, de calças compridas e blusas de mangas idem.
Eu, confesso, estou com medo e acho que todo mundo está.
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domingo, 30 de março de 2008
sexta-feira, 28 de março de 2008
a dengue bate à porta
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Parece que a mocinha daqui está com dengue: muita febre, algumas micro pintinhas no corpo todo, mas nenhum outro sintoma. Começou ontem, quinta feira, e como sou uma pessoa ansiosa, levei ontem mesmo ao hospital ali na rua das Laranjeiras, lá pelas onze da noite. Pouca gente, uma senhora estava entrando pra se internar com dengue hemorrágica, havia um homem no soro, no mais tudo calmo. Um rapaz bem jovem nos atendeu e falou o que já sabemos: pode ser dengue ou uma outra virose, mas não há tempo ainda de o exame de sangue acusar se é efetivamente dengue, só depois de três dias do início dos sintomas, ou seja, só lá para sábado saberemos. Prescreveu paracetamol de 750 mg de 8 em 8 horas para a febre, repouso (mas ela foi à escola e fez 3 provas hoje à tarde e reclama de ficar em casa). Está lá quarto agora mexendo no orkut, aí fica mais calma. Ah, e eu fico colocando toalha fria na testa para baixar a febre.
Esse é um post narrativo de uma situação que eu e milhares de pessoas (para ser mais preciso, agora já são, até 28/03/08, 43.523 infectados e subindo rapidamente) estamos vivendo no momento nessa cidade do Rio, alguns em estados muito mais graves. Eu não quero falar nada do Cesar Maia, nem do Sérgio Cabral, nem do Tinhorão, nem de nenhum desses sujeitos que permitiram uma doença como essa nos sitiar. Porque senão fico apoplexa, com muita raiva e com ganas de estapear todos eles.
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Parece que a mocinha daqui está com dengue: muita febre, algumas micro pintinhas no corpo todo, mas nenhum outro sintoma. Começou ontem, quinta feira, e como sou uma pessoa ansiosa, levei ontem mesmo ao hospital ali na rua das Laranjeiras, lá pelas onze da noite. Pouca gente, uma senhora estava entrando pra se internar com dengue hemorrágica, havia um homem no soro, no mais tudo calmo. Um rapaz bem jovem nos atendeu e falou o que já sabemos: pode ser dengue ou uma outra virose, mas não há tempo ainda de o exame de sangue acusar se é efetivamente dengue, só depois de três dias do início dos sintomas, ou seja, só lá para sábado saberemos. Prescreveu paracetamol de 750 mg de 8 em 8 horas para a febre, repouso (mas ela foi à escola e fez 3 provas hoje à tarde e reclama de ficar em casa). Está lá quarto agora mexendo no orkut, aí fica mais calma. Ah, e eu fico colocando toalha fria na testa para baixar a febre.
Esse é um post narrativo de uma situação que eu e milhares de pessoas (para ser mais preciso, agora já são, até 28/03/08, 43.523 infectados e subindo rapidamente) estamos vivendo no momento nessa cidade do Rio, alguns em estados muito mais graves. Eu não quero falar nada do Cesar Maia, nem do Sérgio Cabral, nem do Tinhorão, nem de nenhum desses sujeitos que permitiram uma doença como essa nos sitiar. Porque senão fico apoplexa, com muita raiva e com ganas de estapear todos eles.
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quarta-feira, 26 de março de 2008
coisas sim, coisas não
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Coisas de que gosto:
1. fazer alongamento (é o exercício mais factível que conheço, principalmente com a nova professora);
2. ir ao cinema, ver um bom filme, depois tomar cafezinho e olhar o 'menino almodóvar';
3. descobrir que o livro que estou lendo é ótimo, ficar naquela de não conseguir parar de ler;
4. boa poesia, sempre;
5. ver algumas séries, tipo Heroes, Californication, Las Vegas, Brothers and sisters, Grey's anatomy, Lost e The L Word;
6. navegar na rede e descobrir bons sites e blogues;
7. comer uma comida legal, não necessariamente em restaurantes, mas também;
8. o croissant de chocolate e lascas de amêndoas do Cafeína (aliás, quase tudo de lá);
9. conversar com meu melhor amigo, que eu vejo tão pouco;
10. conhecimento verdadeiro sem arrogância;
11. ficar em casa.
Coisas de que não gosto:
1. de ter medo (mas tenho, e antes não tinha);
2. de multidão, lugar cheio e muita gente em volta;
3. de sair de casa todos os dias, ou ficar muito tempo na rua;
4. de gente tola, mesquinha ou pouco generosa;
5. de me arrepender de coisas que não têm mais jeito (e quase não me arrependo);
6. de andar em elevador antigo, com porta pantográfica;
7. de carnaval (não suporto);
8. de futebol (acho chatíssimo);
9. de filme leeeeento;
10. de fazer qualquer exame que precise de boas veias;
11. de big ou brother.
Coisas de que gosto:
1. fazer alongamento (é o exercício mais factível que conheço, principalmente com a nova professora);
2. ir ao cinema, ver um bom filme, depois tomar cafezinho e olhar o 'menino almodóvar';
3. descobrir que o livro que estou lendo é ótimo, ficar naquela de não conseguir parar de ler;
4. boa poesia, sempre;
5. ver algumas séries, tipo Heroes, Californication, Las Vegas, Brothers and sisters, Grey's anatomy, Lost e The L Word;
6. navegar na rede e descobrir bons sites e blogues;
7. comer uma comida legal, não necessariamente em restaurantes, mas também;
8. o croissant de chocolate e lascas de amêndoas do Cafeína (aliás, quase tudo de lá);
9. conversar com meu melhor amigo, que eu vejo tão pouco;
10. conhecimento verdadeiro sem arrogância;
11. ficar em casa.
Coisas de que não gosto:
1. de ter medo (mas tenho, e antes não tinha);
2. de multidão, lugar cheio e muita gente em volta;
3. de sair de casa todos os dias, ou ficar muito tempo na rua;
4. de gente tola, mesquinha ou pouco generosa;
5. de me arrepender de coisas que não têm mais jeito (e quase não me arrependo);
6. de andar em elevador antigo, com porta pantográfica;
7. de carnaval (não suporto);
8. de futebol (acho chatíssimo);
9. de filme leeeeento;
10. de fazer qualquer exame que precise de boas veias;
11. de big ou brother.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Chega de saudade
O filme é uma delícia, mas minhas impressões estão muito vinculadas às lembranças de uma época em que era freqüentadora da Estudantina, como quase todo mundo da minha geração. Isso foi há muito tempo, mas reconheço os tipos todos que a Laís Bodanzky traz para a tela. Gostei de tudo, mas sobretudo de ver os rostos em close bem grande e bem próximo das mulheres (e homens) com rosto vincado de rugas, que maravilha! algumas das quais a Globo emplastra de maquiagem para esconder a idade, a velhice, as rugas, a vida, enfim. Aqui está tudo às claras, visível, e como é bonito observar as expressões da Cássia Kiss (que está ótima), da Betty Faria, do Stepan e até mesmo da Tônia Carrero (digo até mesmo porque a maioria das rugas da Tônia foram retiradas, como sabemos, por várias plásticas) em escala real dos movimentos da face (no caso da Betty, o real possível).
O filme não é nostálgico, ele é engraçado, vibrante, delicado, sensível, triste, verdadeiro, brega, enfim, tudo que constitui o universo daquelas pessoas, quase de carne e osso de tanto que nos são próximas. Li em algum lugar que o filme se detém demais na Elza Soares e eu achei simplesmente maravilhosas as apresentações todas da Elza, essa sim, e também, com todas as plásticas a que tem direito, cantando bom demais (porque Elza não canta apenas 'bem', é bom o que ela faz com a garganta, e no filme ela está ótima).
As músicas, claro, são um fator determinante para o clima do filme, sua alegria e brasilidade (acho que há esse aspecto de ser um filme 'brasileiro', talvez esse espírito tenha a ver com a miscelânea de ritmos, não sei bem). Há mesmo um momento, em que toca um frevo e a personagem lembra de uma fase de sua vida, em que me bateu um sentimento intenso de empatia, porque a minha mãe (que tem 82 anos) ainda hoje se lembra dos dias felizes quando dançou ao som daquela mesma música: "ah, minha filha, isso sim é música, dancei muito nas festas da minha juventude". Engraçado que o frevo também me emociona particularmente, talvez porque já tenha passado bons carnavais em Recife.
Por fim, gostei de ver nossos atores do jeito que eles são, achei da maior dignidade a maneira como eles se entregam a um projeto aparentemente tão singelo, tão diverso daquele mundo de fantasmagorias em que vivem na Globo (e onde ganham para pagar as contas, claro). Até mesmo a sem-gracíssima da Maria Flor dá conta do que faz, e o Paulo Vilhena convence, por mais incrível que pareça.
Enfim, um filme brasileiro, simples, bom e forte. Que bom.
O filme não é nostálgico, ele é engraçado, vibrante, delicado, sensível, triste, verdadeiro, brega, enfim, tudo que constitui o universo daquelas pessoas, quase de carne e osso de tanto que nos são próximas. Li em algum lugar que o filme se detém demais na Elza Soares e eu achei simplesmente maravilhosas as apresentações todas da Elza, essa sim, e também, com todas as plásticas a que tem direito, cantando bom demais (porque Elza não canta apenas 'bem', é bom o que ela faz com a garganta, e no filme ela está ótima).
As músicas, claro, são um fator determinante para o clima do filme, sua alegria e brasilidade (acho que há esse aspecto de ser um filme 'brasileiro', talvez esse espírito tenha a ver com a miscelânea de ritmos, não sei bem). Há mesmo um momento, em que toca um frevo e a personagem lembra de uma fase de sua vida, em que me bateu um sentimento intenso de empatia, porque a minha mãe (que tem 82 anos) ainda hoje se lembra dos dias felizes quando dançou ao som daquela mesma música: "ah, minha filha, isso sim é música, dancei muito nas festas da minha juventude". Engraçado que o frevo também me emociona particularmente, talvez porque já tenha passado bons carnavais em Recife.
Por fim, gostei de ver nossos atores do jeito que eles são, achei da maior dignidade a maneira como eles se entregam a um projeto aparentemente tão singelo, tão diverso daquele mundo de fantasmagorias em que vivem na Globo (e onde ganham para pagar as contas, claro). Até mesmo a sem-gracíssima da Maria Flor dá conta do que faz, e o Paulo Vilhena convence, por mais incrível que pareça.
Enfim, um filme brasileiro, simples, bom e forte. Que bom.
quinta-feira, 20 de março de 2008
semana de exames
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Semana que vem vou fazer ressonância, vão me injetar um líquido para contraste, vão me colocar dentro de uma máquina do tempo onde ficarei imóvel por meia hora, sem quase piscar, tentando lembrar dessas frases do mantra, tentando buscar na memória momentos alegres, felizes, peaceful, enfim, todas essas coisas que minha professora de alongamento sugere ao final da aula de 6ª feira e que eu sou total e inteiramente incapaz de acompanhar ("pense agora que você está no lugar ideal, junto com a pessoa ideal, um espaço cheio de luz, de serenidade etc, etc, etc... afe!)
Semana que vem vou fazer ressonância, vão me injetar um líquido para contraste, vão me colocar dentro de uma máquina do tempo onde ficarei imóvel por meia hora, sem quase piscar, tentando lembrar dessas frases do mantra, tentando buscar na memória momentos alegres, felizes, peaceful, enfim, todas essas coisas que minha professora de alongamento sugere ao final da aula de 6ª feira e que eu sou total e inteiramente incapaz de acompanhar ("pense agora que você está no lugar ideal, junto com a pessoa ideal, um espaço cheio de luz, de serenidade etc, etc, etc... afe!)
quarta-feira, 19 de março de 2008
um poema de Eucanaã Ferraz
Esse poema do Eucanaã Ferraz eu copiei para a Barbara,
e reproduzo aqui porque gosto muito dele, que está em
Desassombro, 7Letras, 2002, p.32.
Eu, um velho. Ela, um menino.
Ou o contrário disso, o mesmo:
a palavra me levasse.
Eu ser o cão da palavra.
Seria: não precisar estar assim, nu
(uniforme
de quando se é funcionário
de coisa nenhuma).
E: nunca mais apertar os olhos
em cadernetas de endereço,
de telefones,
cinema, sem,
ou raramente, encontrá-la
(a palavra). Não mais os mimos,
como se faz com gatos,
leite no prato, à espera.
Imagina: haver uma palavra
sempre a postos, apta
e doce como um dono, um capitão
- seu convés de frases e versos.
Palavra que ordenasse até:
- nenhum poema! Eu, cão fiel,
calava. Mas o ar jamais faltasse.
Ela surgiria
como nas noites marinhas
o farol: estrada certa,
luzidia, sem cessar.
Vai o cão."
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e reproduzo aqui porque gosto muito dele, que está em
Desassombro, 7Letras, 2002, p.32.
Eu, um velho. Ela, um menino.
Ou o contrário disso, o mesmo:
a palavra me levasse.
Eu ser o cão da palavra.
Seria: não precisar estar assim, nu
(uniforme
de quando se é funcionário
de coisa nenhuma).
E: nunca mais apertar os olhos
em cadernetas de endereço,
de telefones,
cinema, sem,
ou raramente, encontrá-la
(a palavra). Não mais os mimos,
como se faz com gatos,
leite no prato, à espera.
Imagina: haver uma palavra
sempre a postos, apta
e doce como um dono, um capitão
- seu convés de frases e versos.
Palavra que ordenasse até:
- nenhum poema! Eu, cão fiel,
calava. Mas o ar jamais faltasse.
Ela surgiria
como nas noites marinhas
o farol: estrada certa,
luzidia, sem cessar.
Vai o cão."
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Mantra da Boa Sorte
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Na falta de assunto, várias boas dicas, sobre algumas das quais vale a pena refletir:
Pense positivo.
Dê mais às pessoas do que elas esperam e o faça com alegria.
Decore o seu poema favorito.
Não acredite em tudo que você ouve.
Gaste todo o excesso que você tem e durma tanto quanto você queira.
Quando disser "eu te amo" seja verdadeiro.
Quando disser "sinto muito" olhe as pessoas nos olhos.
Acredite em amor à primeira vista.
Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
Ame profundamente e com paixão. Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
Em desentendimento, brigue de forma justa. Não use palavrões.
Não julgue as pessoas por seus parentes.
Fale devagar mas pense com rapidez.
Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte "Por que você quer saber?"
Lembre-se de que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
Ligue para sua mãe.
Quando você se der conta de que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
Quando você perder, não perca a lição.
Lembre-se dos 3R : Respeito por si próprio, Respeito ao próximo e Responsabilidade pelas ações.
Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
Sorria ao atender o telefone. A pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
Case com alguém com quem você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
Passe mais tempo sozinho.
Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
Leia mais livros e assista menos TV.
Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás você poderá aproveitá-la mais uma vez.
Confie em Deus, mas tranque o carro.
Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual. Não fale do passado.
Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
Seja gentil com o planeta.
Reze. Há um poder incomensurável nisso.
Nunca interrompa quando estiver sendo elogiado.
Cuide da sua própria vida.
Uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar - é a maior satisfação da riqueza.
Lembre-se de que o melhor relacionamento é aquele onde o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
Julgue seu sucesso pelas coisas às quais você teve que renunciar para consegui-las.
Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
Usufrua o amor e a culinária com abandono total.
Na falta de assunto, várias boas dicas, sobre algumas das quais vale a pena refletir:
Pense positivo.
Dê mais às pessoas do que elas esperam e o faça com alegria.
Decore o seu poema favorito.
Não acredite em tudo que você ouve.
Gaste todo o excesso que você tem e durma tanto quanto você queira.
Quando disser "eu te amo" seja verdadeiro.
Quando disser "sinto muito" olhe as pessoas nos olhos.
Acredite em amor à primeira vista.
Nunca ria dos sonhos de outras pessoas.
Ame profundamente e com paixão. Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente.
Em desentendimento, brigue de forma justa. Não use palavrões.
Não julgue as pessoas por seus parentes.
Fale devagar mas pense com rapidez.
Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte "Por que você quer saber?"
Lembre-se de que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos.
Ligue para sua mãe.
Quando você se der conta de que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
Quando você perder, não perca a lição.
Lembre-se dos 3R : Respeito por si próprio, Respeito ao próximo e Responsabilidade pelas ações.
Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
Sorria ao atender o telefone. A pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
Case com alguém com quem você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra.
Passe mais tempo sozinho.
Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
Leia mais livros e assista menos TV.
Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás você poderá aproveitá-la mais uma vez.
Confie em Deus, mas tranque o carro.
Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual. Não fale do passado.
Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
Seja gentil com o planeta.
Reze. Há um poder incomensurável nisso.
Nunca interrompa quando estiver sendo elogiado.
Cuide da sua própria vida.
Uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar - é a maior satisfação da riqueza.
Lembre-se de que o melhor relacionamento é aquele onde o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
Julgue seu sucesso pelas coisas às quais você teve que renunciar para consegui-las.
Lembre-se de que seu caráter é seu destino.
Usufrua o amor e a culinária com abandono total.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Polaróides
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O filme do Falabella faz todo mundo rir (eu ri bastante), mas não vai muito além disso (talvez já seja suficiente só isso, na atual conjuntura). A Marília Pera está muito bem, ela é mesmo boa atriz, assim como a Arlete Salles.
Eu não vi a peça Como encher um biquini selvagem, de onde vem o filme, então não sei se o Falabella atua na peça, mas no filme ele não tem um personagem até chegar a última cena, quando começam os créditos e o making off, em que ele realmente aparece t.o.d.o. tempo. A gente percebe que o Miguel não estava conseguindo ficar fora do palco, ele é muito, muito vaidoso. O que não quer dizer que seja menos talentoso.
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O filme do Falabella faz todo mundo rir (eu ri bastante), mas não vai muito além disso (talvez já seja suficiente só isso, na atual conjuntura). A Marília Pera está muito bem, ela é mesmo boa atriz, assim como a Arlete Salles.
Eu não vi a peça Como encher um biquini selvagem, de onde vem o filme, então não sei se o Falabella atua na peça, mas no filme ele não tem um personagem até chegar a última cena, quando começam os créditos e o making off, em que ele realmente aparece t.o.d.o. tempo. A gente percebe que o Miguel não estava conseguindo ficar fora do palco, ele é muito, muito vaidoso. O que não quer dizer que seja menos talentoso.
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domingo, 16 de março de 2008
Into the wild
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Não foi o que eu esperava, mas nem por isso é menos belo. O que ele não é, e eu esperava por: um filme transcendental, que confronta a escolha de um homem pela solidão absoluta com a magnificência da natureza.
O que ele é: a belíssima história de um jovem de classe média americana (e ressalto o 'americana' porque estão lá muitos dos valores dessa sociedade, com seus vícios e virtudes) em busca de sua própria identidade e em conflito com sua herança familiar. E aí está um dos aspectos mais interessantes do filme, quando o Sean Pean imprime uma certa dimensão épica a um tipo de projeto pessoal e existencial típico de um adolescente desencantado. Essa dimensão será enormemente ajudada pela majestosa locação - são paisagens deslumbrantes, cenários abertos para largos horizontes, montanhas, rios, corredeiras, desertos, enfim, os lugares por onde vão os passos do jovem andarilho reafirmam sua escolha (perder-se e achar-se no coração selvagem do Alasca), sublinhando afirmativamente sua opção.
Outro aspecto importante do filme é a trilha sonora. São músicas lindíssimas, que somam à grandeza do que se vê, preenchem os espaços de sons.
Achei fraca a narração em off da irmã, que lê e interpreta as escolhas do irmão a partir de um foco centrado basicamente nas frustrações familiares, nas decepções com o pai, na negação da herança familiar. Acho que isso amesquinha as escolhas dele, parece que tudo é mais reativo do que seria desejável.
De todo modo, os quatro encontros que ele tem ao longo do caminho são interessantes, sobretudo um com o casal cuja história é semelhante à dos pais dele, ou seja, ela também perdeu um filho para a vida, ele sumiu sem deixar rastros (a atriz que faz a mulher do casal, Catherine Keener, tem um dos sorrisos mais bonitos do cinema, eu acho).
E, last but not least, Emile Hirsch, o ator, tem um desempenho muito, muito bom, a cara dele expressa todos os tons e os sentimentos diversos ao longo de seu trajeto. Quando ele ri, tudo ri com ele, que é mesmo gatíssimo.
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Não foi o que eu esperava, mas nem por isso é menos belo. O que ele não é, e eu esperava por: um filme transcendental, que confronta a escolha de um homem pela solidão absoluta com a magnificência da natureza.
O que ele é: a belíssima história de um jovem de classe média americana (e ressalto o 'americana' porque estão lá muitos dos valores dessa sociedade, com seus vícios e virtudes) em busca de sua própria identidade e em conflito com sua herança familiar. E aí está um dos aspectos mais interessantes do filme, quando o Sean Pean imprime uma certa dimensão épica a um tipo de projeto pessoal e existencial típico de um adolescente desencantado. Essa dimensão será enormemente ajudada pela majestosa locação - são paisagens deslumbrantes, cenários abertos para largos horizontes, montanhas, rios, corredeiras, desertos, enfim, os lugares por onde vão os passos do jovem andarilho reafirmam sua escolha (perder-se e achar-se no coração selvagem do Alasca), sublinhando afirmativamente sua opção.
Outro aspecto importante do filme é a trilha sonora. São músicas lindíssimas, que somam à grandeza do que se vê, preenchem os espaços de sons.
Achei fraca a narração em off da irmã, que lê e interpreta as escolhas do irmão a partir de um foco centrado basicamente nas frustrações familiares, nas decepções com o pai, na negação da herança familiar. Acho que isso amesquinha as escolhas dele, parece que tudo é mais reativo do que seria desejável.
De todo modo, os quatro encontros que ele tem ao longo do caminho são interessantes, sobretudo um com o casal cuja história é semelhante à dos pais dele, ou seja, ela também perdeu um filho para a vida, ele sumiu sem deixar rastros (a atriz que faz a mulher do casal, Catherine Keener, tem um dos sorrisos mais bonitos do cinema, eu acho).
E, last but not least, Emile Hirsch, o ator, tem um desempenho muito, muito bom, a cara dele expressa todos os tons e os sentimentos diversos ao longo de seu trajeto. Quando ele ri, tudo ri com ele, que é mesmo gatíssimo.
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primeiro depois do último
Eu ainda não decidi sobre minha identidade real ou virtual, mas criei um outro blog com meu nome de que vou falar aqui assim que der. Enquanto minhas dúvidas prosseguem, esse blog também prossegue, assim meio à deriva, com vontade sim e com vontade não, como tudo (ou quase), aliás, na vida.
Então, esse é o primeiro post depois do último.
grande abraço,
clara
Então, esse é o primeiro post depois do último.
grande abraço,
clara
quinta-feira, 13 de março de 2008
last post
E AQUI JAZ ESSE LINHADEPESCA POR FALTA DE SENTIDO E DE VONTADE DE POSTAR.
TALVEZ EU ESCREVA EM OUTRO ESPAÇO, MAS SERÁ COM MEU NOME REAL. TALVEZ. MERCI, AU REVOIR.
TALVEZ EU ESCREVA EM OUTRO ESPAÇO, MAS SERÁ COM MEU NOME REAL. TALVEZ. MERCI, AU REVOIR.
sábado, 8 de março de 2008
eu, não
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Se a gente ainda tem de ser cumprimentada no dia 8 de março é porque falta muita coisa para nossa metade da humanidade. Menos congratulações e hipocrisia, e mais trabalho e salário decentes para todas e todos.
Se a gente ainda tem de ser cumprimentada no dia 8 de março é porque falta muita coisa para nossa metade da humanidade. Menos congratulações e hipocrisia, e mais trabalho e salário decentes para todas e todos.
quinta-feira, 6 de março de 2008
blindness again
Nossa, o fernando meirelles arrasou no último post sobre o filme blindness, dá pra entender como é fazer um filme por dentro, acho fascinante.
terça-feira, 4 de março de 2008
Jogos do poder
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Mike Nichols sempre faz coisas interessantes, mesmo e sobretudo quando se trata de falar com ironia e sarcasmo dos males da América, mas eu sempre acho que a ironia fica como uma saída 'honrosa' para tanto lixo que eles produzem.
No caso do filme, o horror é assim meio que negligentemente financiado e construído num território minado, como ficamos sabendo depois do 11 de setembro, ou seja, os ovos da serpente foram gerados pela e na América. acabou retornando multiplicado pela explosão das torres gêmeas. Ao final, com aqueles dois ícones do establishment holywoodianos (Tom hanks e Julia Roberts) como protagonistas, toda a crítica, a corrosão, as frases dúbias e jocosas vão por terra. Você ri, mas não acredita muito no jeitão largado deles não. Logo, o desejo do filme de ser uma crítica corrosiva ao sistema se esvazia bastante, pelo menos para mim.
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Mike Nichols sempre faz coisas interessantes, mesmo e sobretudo quando se trata de falar com ironia e sarcasmo dos males da América, mas eu sempre acho que a ironia fica como uma saída 'honrosa' para tanto lixo que eles produzem.
No caso do filme, o horror é assim meio que negligentemente financiado e construído num território minado, como ficamos sabendo depois do 11 de setembro, ou seja, os ovos da serpente foram gerados pela e na América. acabou retornando multiplicado pela explosão das torres gêmeas. Ao final, com aqueles dois ícones do establishment holywoodianos (Tom hanks e Julia Roberts) como protagonistas, toda a crítica, a corrosão, as frases dúbias e jocosas vão por terra. Você ri, mas não acredita muito no jeitão largado deles não. Logo, o desejo do filme de ser uma crítica corrosiva ao sistema se esvazia bastante, pelo menos para mim.
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sábado, 1 de março de 2008
A fera na selva
Nós sabemos que a novela de Henry James (1903) é considerada uma obra prima, um clássico etc, etc, mas acho que o jogo de esconde entre May Bartram e John Marcher envelheceu um pouco. Ficamos muito tempo encurralados por esse efeito suspensivo de algo-que-está-na-iminência-de-acontecer e que só nas últimas páginas liberta-nos com sua revelação, embora já o soubéssemos, claro, menos o John.
Mas penso que ao final a novela se redime, quando lemos um dos mais belos textos sobre o estado amoroso e sobre a sensibilidade feminina. Nesse momento, não apenas as revelações sobre 'o que encurrala o personagem' acontecem, mas sobretudo a narrativa adquire um tom trágico e visceral, e tudo que antes parecia morno e ralenti agora se mostra intenso face à tragédia real de Bartram - sua percepção gauche quanto ao amor, sua inaptidão para perceber o que de fato importa, sua incapacidade de ver a mulher que o amou ao longo de toda a vida.
O que Marcher, de todo modo, não deixava de perceber era, em primeiro lugar, que a imagem de dolorida paixão apresentada a ele também estava consciente - de alguma coisa que profanava o ar; e em segundo lugar, percebia que, mesmo perturbado, surpreso e horrorizado, no momento seguinte ele olhava para aquela imagem com inveja. Teve lugar então, como conseqüência dessa impressão, logo depois daquele olhar ambíguo, a coisa mais extraordinária que jamais lhe ocorrera - ainda que ele tivesse usado esse qualificativo para outros eventos. O estranho passou, mas o puro clarão de sua dor permaneceu ali, levando nosso amigo a se perguntar, compadecido, que mal, que chaga ela expressava, que ferida incurável. O que é que aquele homem teria possuído para que, com sua perda, sangrasse tanto e ainda sobrevivesse?
Alguma coisa - e isso o atingiu como um golpe cruciante - que ele, John Marcher, não possuía; a prova disso era precisamente o árido fim de John Marcher. Paixão alguma jamais o tocara, pois esse era o sentido da paixão; ele sobrevivera, andara a esmo, definhara, mas onde estava a sua profunda devastação? A imagem que acabava de avistar nomeava, como em letras flamejantes, algo de que ele havia carecido de modo insano e completo, e esse algo que lhe faltara transformava as coisas num rastilho de fogo, fazia-as vibrar numa agonia de palpitações interiores. Tinha visto de fora sua vida, sem aprender intimamente, o modo como uma mulher era pranteada quando tinha sido amada pelo que era; tal foi a força de sua convicção no significado do rosto do estranho, que ainda tremeluzia para ele como uma tocha fumegante. Não chegara até ele, o conhecimento, nas asas da experiência; esbarrara nele, colidira com ele, perturbara-o, com o despudor do acaso, com a insolência de um acidente.
(A fera na selva, p. 76-7).
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Não sei se a tradução do José Geraldo Couto é especialmente boa, não conheço outra edição, mas sobre esta da Cosacnaify, editora que eu muito prezo, tenho a dizer que:
1) O posfácio do Modesto Carone é uma droga total, ruim de doer e absolutamente dispensável;
2) O trabalho gráfico com as páginas em degradée de prateado tornou quase impossível ler o livro sem uma lupa, e não apenas porque leio com óculos mas porque está uma porcaria mesmo. Publicaram o ensaio imprestável do Carone em papel branquíssimo, ótimo de ler, e a novela vai mudando os tons do prateado até quase não se (v)ler as letras, enfim um mico só.
3) Esse é o segundo erro editorial grave da Cosac, a mon avis. O primeiro foi publicar o livro da Verônica Sttigger, numa edição belíssima, como se o livro merecesse e não fosse um enorme equívoco, como já foi comentado por aqui.
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Henry James. A fera na selva. Trad. José Geraldo Couto. São Paulo: Cosacnaify.
Mas penso que ao final a novela se redime, quando lemos um dos mais belos textos sobre o estado amoroso e sobre a sensibilidade feminina. Nesse momento, não apenas as revelações sobre 'o que encurrala o personagem' acontecem, mas sobretudo a narrativa adquire um tom trágico e visceral, e tudo que antes parecia morno e ralenti agora se mostra intenso face à tragédia real de Bartram - sua percepção gauche quanto ao amor, sua inaptidão para perceber o que de fato importa, sua incapacidade de ver a mulher que o amou ao longo de toda a vida.
O que Marcher, de todo modo, não deixava de perceber era, em primeiro lugar, que a imagem de dolorida paixão apresentada a ele também estava consciente - de alguma coisa que profanava o ar; e em segundo lugar, percebia que, mesmo perturbado, surpreso e horrorizado, no momento seguinte ele olhava para aquela imagem com inveja. Teve lugar então, como conseqüência dessa impressão, logo depois daquele olhar ambíguo, a coisa mais extraordinária que jamais lhe ocorrera - ainda que ele tivesse usado esse qualificativo para outros eventos. O estranho passou, mas o puro clarão de sua dor permaneceu ali, levando nosso amigo a se perguntar, compadecido, que mal, que chaga ela expressava, que ferida incurável. O que é que aquele homem teria possuído para que, com sua perda, sangrasse tanto e ainda sobrevivesse?
Alguma coisa - e isso o atingiu como um golpe cruciante - que ele, John Marcher, não possuía; a prova disso era precisamente o árido fim de John Marcher. Paixão alguma jamais o tocara, pois esse era o sentido da paixão; ele sobrevivera, andara a esmo, definhara, mas onde estava a sua profunda devastação? A imagem que acabava de avistar nomeava, como em letras flamejantes, algo de que ele havia carecido de modo insano e completo, e esse algo que lhe faltara transformava as coisas num rastilho de fogo, fazia-as vibrar numa agonia de palpitações interiores. Tinha visto de fora sua vida, sem aprender intimamente, o modo como uma mulher era pranteada quando tinha sido amada pelo que era; tal foi a força de sua convicção no significado do rosto do estranho, que ainda tremeluzia para ele como uma tocha fumegante. Não chegara até ele, o conhecimento, nas asas da experiência; esbarrara nele, colidira com ele, perturbara-o, com o despudor do acaso, com a insolência de um acidente.
(A fera na selva, p. 76-7).
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Não sei se a tradução do José Geraldo Couto é especialmente boa, não conheço outra edição, mas sobre esta da Cosacnaify, editora que eu muito prezo, tenho a dizer que:
1) O posfácio do Modesto Carone é uma droga total, ruim de doer e absolutamente dispensável;
2) O trabalho gráfico com as páginas em degradée de prateado tornou quase impossível ler o livro sem uma lupa, e não apenas porque leio com óculos mas porque está uma porcaria mesmo. Publicaram o ensaio imprestável do Carone em papel branquíssimo, ótimo de ler, e a novela vai mudando os tons do prateado até quase não se (v)ler as letras, enfim um mico só.
3) Esse é o segundo erro editorial grave da Cosac, a mon avis. O primeiro foi publicar o livro da Verônica Sttigger, numa edição belíssima, como se o livro merecesse e não fosse um enorme equívoco, como já foi comentado por aqui.
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Henry James. A fera na selva. Trad. José Geraldo Couto. São Paulo: Cosacnaify.
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