
Um filme em que se ri bastante com os imbroglios criados pelo trio, improvável, que se une para amar e viver em Barcelona. Do que eu gostei: parece clichê, mas o Javier Bardem está bom demais, e lindo, claro, assim como a Penelope. Não sei se porque o cenário é a lindíssima Barcelona, mas os dois espanhóis dão show de bola, e as duas moças americanas ficam meio de coadjuvantes dos dois. Aliás, a Cristina da Scarlett Johansson vai murchando quando entra em cena a histérica personagem da Penelope.
Gostei da música, tanto a da trilha, cantada em espanhol sussurante, quanto a do violonista que toca um trecho de uma peça, lindíssima; gostei também de ver a cidade por onde passeiam os visitantes, de modo que eu também me fiz um pouco turista ali, acho que todos nós saímos querendo estar em Barcelona e vendo as maravilhas de Gaudí, mas eu esperava mais do filme, acho que se criou muita expectativa em torno dele e acho que ficou aquém da fama.
Por exemplo, achei meio intempestiva a saída da Scarlett do jogo, assim como ficou meio descosida a paixão da Vicky pelo pintor interpretado por Bardem. No final, como afirma Pedro Butcher na crítica ótima, por sinal, da Folha Online, a mais coerente mesmo é a personagem de Penelope, louca do começo ao fim. E também não fiquei convencida das dúvidas existenciais da Cristina (aliás, estou achando que a Scarlett tem interpretado bastante ela mesma no cinema), creio que no final ela sentiu falta mesmo foi de um bom hambúrger do Macdonald.