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domingo, abril 05, 2026

A Páscoa, as tradições e a arte


A Páscoa e o Natal, apesar da "invenção" das amêndoas e do pai natal, continuam a ser marcos fortes do cristianismo.

Nota-se isso através das tradições religiosas que se mantêm, ano após ano, com a realização de inúmeras procissões em várias regiões do país, que recordam os últimos dias de Jesus de Nazaré, na sexta-feira Santa (de forma diversa), assim como as festividades do domingo de Páscoa, em que se aviva e festeja a ressureição de Cristo.

Também na arte, Jesus surge representado de inúmeras maneiras, seja na Última Ceia com os seus apóstolos, seja crucificado (cujas reproduções mais populares fizeram parte da decoração de muitos lares, durante o século vinte...).

Não fazia ideia de que Pablo Picasso também tinha pintado o seu "Cristo Crucificado", ainda no século dezanove (1897), com que ilustramos estas palavras.


sexta-feira, novembro 21, 2025

Os velhos "laranjinhas" estão quase a desaparecer no "mapa" do rio...


Como acontece muitas vezes, perdi o cacilheiro por um minuto. Em vez de ficar parado à espera, cirandei pelo cais de Cacilhas, a fazer tempo.

Depois de ter ido até ao Farol e voltado, vi que era uma das velhas barcas laranjas, o "Sintrense", que estava atracada ao cais.

Os "caixotes eléctricos" já andavam por aqui. Já viajara num deles e sabia que daqui a nada os "laranjinhas" desapareciam do mapa...

O que me fazia confusão não era as novas barcas não terem proa, era terem perdido a sua cor característica, que passava a ser apenas um risco na nova imagem de marca. Era aquele laranja que sobressaía tanto nas fotografias e aguarelas que retratavam a travessia, estar prestes a desaparecer.

Mais uma vez fiquei a pensar que era muito conservador, em algumas coisas, mais ou menos tradicionais. Lembrei-me dos eléctricos de Lisboa, que houve um tempo em que estavam a perder a cor para a publicidade excessiva e também dos táxis, que felizmente voltaram à velha cor, ao preto e verde...

Ninguém é perfeito.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sexta-feira, novembro 01, 2024

O Dia da Procissão de Cacilhas (sem procissão...)


Desci até Cacilhas com o objectivo de carregar o passe e acabei por me cruzar com os primeiros preparativos para a habitual procissão anual, que devia sair daí a minutos da Igreja da Localidade Ribeirinha.

A Fanfarra dos Bombeiros desfilava e animava a Rua Cândido dos Reis com a sua música. Já quase no seu final os vários vendedores de castanhas e de farturas, preparavam-se para satisfazer as gentes que daí a nada iriam encher a rua e o largo...

Foi quando caíram os primeiros pingos, sem que o Sol fugisse ou quisesse dar tréguas ao mau tempo. O costume era haver uma pausa do mau tempo, enquanto a procissão passava pelas ruas de Cacilhas.

Mas cada vez percebemos menos o tempo (a tragédia do Sul de Espanha, é um bom exemplo...). E, apesar de todos os preparativos, a procissão não saiu mesmo à rua... 

Até tivemos direito a uns trovões e tudo...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas - ainda com Sol...)


domingo, abril 09, 2023

Aquilo que Faz parte do Conjunto da "Missa dos Domingos"...


Não precisei de ver fotografias de infância para me recordar de como a mãe gostava de nos vestir na infância, com roupas iguais (tanto no Verão como no Inverno...), como se eu e o meu irmão fossemos gémeos, apesar da diferença de dois anos e alguns meses.

Não devem existir retratos de casamento em que não estejamos completamente "maninhos"...

Lembrei-me disto com um sorriso. Deve ter sido logo no começo da adolescência que conseguimos acabar com este hábito, de uma forma pacífica. O 25 de Abril também deve ter dado algum contributo (eu tinha onze anos e o meu irmão treze...), e ainda bem.

Às vezes penso que há quase cinquenta anos que não tenho "fato de domingo". Embora isso seja terrivelmente libertador, também me faz pensar que esta coisa de tornarmos os dias todos quase iguais, faz com que muitas vezes sinta que não aproveito os domingos da melhor maneira.

Claro que me causa no mínimo "enfado", ver as pessoas das múltiplas religiões, todas bonitinhas no sétimo dia da semana, preparadas para essa coisa boa nas suas vidas, que chamamos a "missa dos domingos"...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, maio 03, 2022

Crescer num Mundo com "Escolas" para Raparigas e "Escolas" para Rapazes...


Embora nunca me tenha sentido completamente confortável no mundo "onde os homens não choravam", foi assim que cresci e fui aprendendo a ser homem (por vezes erradamente, mas a vida era isso...).

A presença de um casal amigo (uma agradável surpresa...) na nossa "tertúlia" das segundas, ajudou-nos a viajar no tempo e no espaço, trazendo para a mesa muitas das nossas tradições e também a nossa gastronomia, num mundo tão diferente do dos nossos dias...

De repente, voltei à infância. Lembrei-me de coisas, como a "matança do porco", onde com apenas cinco, seis anos, comecei a assistir a todo aquele "espectáculo", inclusive à gritaria do animal que adivinhava o seu destino (aprendia a esconder o arrepio que me invadia o corpo, provocado por aqueles guinchos). De ano para ano, custava menos, com menos de dez anos devo ter tido a "permissão" para segurar uma das patas... quase num ritual de masculinidade.

Também me lembrei das touradas, que hoje olho como um espectáculo bárbaro (não faço manifestações, acredito que elas morrerão de "morte natural"). Visitei várias vezes a praça de touros das Caldas de mão dada com o avô (um verdadeiro aficionado...), desde os sete, oito anos. Na altura não tinha idade para perceber o porquê de tudo aquilo, muito menos para o questionar. Mas estava longe de ser um espectáculo agradável... Deve ter sido por isso que desde a adolescência, nunca mais visitei qualquer praça...

Quando falámos da gastronomia, falámos desse mundo antigo, tão compartimentado, em que um homem que gostasse de cozinhar, corria o risco de ser olhado de lado, porque "a cozinha era das mulheres"... E de como tudo é diferente, de como hoje podemos ser quase tudo, sem merecermos qualquer reparo.

Claro que a educação conta muito nestas coisas das igualdades... Por sermos dois rapazes, a mãe sempre nos habituou a fazer pequenas tarefas (lavávamos louça, estendíamos roupa... "tarefa proibida", por exemplo, para os homens no mundo da minha sogra, que uma vez fez quase um escândalo, quando a quis ajudar a estender roupa no quintal.

Ainda bem que o "mundo" em que os meninos se vestiam de azul e as meninas cor de rosa, quase que já não existe...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


segunda-feira, dezembro 13, 2021

«Não sei se as pessoas ainda gostam de ouvir contar estórias»


Acho no mínimo curiosas algumas coisas que dois ou três amigos me vão contando, nestes tempos estranhos em que se conversa bastante menos, olhos nos olhos. 

A única coisa que sei, é que não podemos culpar a pandemia por tudo o que mudou nas nossas vidas. Até porque antes já estava praticamente instituído o hábito de se conversar mais com os dedos que com a boca.

Quando o Jorge disse, com alguma melancolia: «Não sei se as pessoas ainda gostam de ouvir contar estórias», ele queria dizer outra coisa. Queria lastimar-se por os filhos gostarem cada vez menos de ouvir as suas histórias. A sua esperança está nos netos. Vive com a esperança de que eles um dia venham a gostar das suas palavras, tal como ele gostava das do avô. 

O Chico a sorrir disse que estes tempos são bastante reticentes em relação a todo o tipo de futurologias.

Eu que acabara de ouvir contar meia-dúzia de estórias deliciosas (a da Olímpia Quaresma é impagável...), acrescentei que a culpa não era das estórias, mas sim da maneira com se contam. O Jorge fingiu-se quase ofendido, exclamando que eu estava a colocar em causa a sua qualidade como contador de estórias. Disse-lhe que não era nada disso. Tinha mais a ver com a paciência dos ouvintes. 

Fruto desta época de "consumos imediatos" e de "palavreados curtos", quase todos nós temos menos vontade de escutar estórias longas...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quarta-feira, março 17, 2021

"Um Burocrata na Quinta (e na sexta)"


Graças aos múltiplos exemplos de gente incompetente, que mais não faz que atrasar (e atazanar) a vida aos outros, comecei a escrever mais uma "peça de teatro" (para a gaveta...).

Até visualizei o palco, dividido ao meio (com o público a assistir aos dois espaços: a repartição com gente à espera de vez, e o seu gabinete, para onde se ausentava e onde ficava largos minutos, a fingir ir em trabalho, para logo se sentar na cadeira a ler o jornal - sem se esquecer de colocar os sapatos em cima da mesa...), com as pessoas a esperarem e a desesperarem do lado de lá...

E quando voltava de novo ao atendimento, tornava o fácil, difícil. Um qualquer documento, que podia ser facultado em menos de uma hora, demorava uma semana no mínimo a ser entregue...

Era mesmo um "burocrata na quinta (e na sexta)", um exemplar demasiado fácil de encontrar em qualquer serviço público...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, março 26, 2020

Uma Memória Ocasional e a Boa Tradição


Soube hoje do falecimento de Manuel Fialho, que colocou o Alentejo e Évora, no mapa da excelência da gastronomia regional, acarinhando e explorando as receitas tradicionais alentejanas de uma forma saborosa e original.

Só lá entrei uma vez, há uns trinta anos. 

Procurávamos um restaurante e entrámos no "Fialho", sem sabermos ao que íamos. Fomos bem recebidos e saímos dali melhor comidos e bebidos. Só depois é que percebemos que tínhamos almoçado naquele que provavelmente já era considerado "o mais tradicional restaurante de Évora", embora nessa altura a cozinha estivesse longe de estar na moda (ainda não se falava de "chefs" nem de "estrelas michelin"...).

Voltei mais vezes a Évora, mas a "fama" já internacional, fez com que fosse "impossível" lá entrar...

(Fotografia de Luís Eme - Évora)

quinta-feira, dezembro 05, 2019

O Fado Hoje é de Alfama...


Não estava muito interessado em entrar na discussão sobre a paternidade do fado. Enquanto os "alfacinhas" trocavam argumentos e traziam para a mesa os bairros históricos com retiros de fado (Bairro Alto, Mouraria, Bica, Madragoa e Alfama), eu pensava o quanto eram estúpidas estas tentativas de sermos os primeiros em qualquer coisa (e como nós somos bons nisso, o "Guiness" que o diga...).

Apeteceu-me dizer-lhes que por muito que se esforçassem, o fado hoje era de Alfama. Ponto final. E que não era por acaso que o Museu estava onde estava... Mas fiquei em silêncio, a folhear uma revista semanal, até descobrir "As doces memórias de Alice Vieira"...

(Fotografia de Luís Eme - Alfama)

segunda-feira, dezembro 02, 2019

«O mundo é dos espertos, mas também dos outros...»


Todos aqueles que passam a vida a "descobrir a pólvora" deviam lembrar-se, de vez em quanto, que já andamos por cá há muito tempo, desde que "deixámos de ser macacos"...

É por isso que não lhes fazia mal nenhum, em respeitarem um pouco mais a "espécie humana".

Algés acolhe este ano uma coisa chamada "Capital do Natal", cujos preços de entrada estão ao nível de uma "Disneyland" ou "Isla Mágica". Segundo os testemunhos de quem por lá esteve (especialmente turistas espanhóis...), esta iniciativa não passa de uma fraude. Queixam-se de publicidade enganosa, pois não há neve, só existem três atracções, os animais não estão a ser tratados com o mínimo de dignidade, longas filas, comida péssima, casa de banho mal preparadas, etc.

Se é verdade tudo o que se diz (não estou a pensar passar por lá para me certificar...), espero que tenham o que merecem, quando fizerem as contas, depois do Natal...

Porque deviam lembrar-se, que, "o mundo é dos espertos, mas também dos outros..."

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

sexta-feira, novembro 01, 2019

A Procissão de Cacilhas


Hoje foi dia de Procissão em Cacilhas. Procissão que se realiza desde o século XVIII para agradecer aos Santos e Deuses, a ajuda que deram ao fim do "maremoto" de 1755, que se seguiu depois do sismo, e que invadiu as ruas da localidade ribeirinha, deixando um rasto de destruição, um pouco por todo o lado.

Uma das fotografias mais curiosas que tirei, foi esta, da passagem (e paragem...) da Nossa Senhora do Bom Sucesso pelo busto de José Elias Garcia, uma das grandes figuras que nasceram em Cacilhas.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

domingo, setembro 29, 2019

A Tradição e o Protesto Silencioso...


Durante a tarde acabei por passar pela Rua Cândido dos Reis e assisti ao protesto silencioso de alguns anarquistas e defensores de animais, ao habitual movimento festivo, que enche a rua de gente, às bancas de venda de artesanato... E à quase invisibilidade das burricadas...


Quase que diria que o anúncio de protesto resultou, pois verificaram-se várias alterações, inclusive  o percurso habitual dos passeios de burro (ficaram-se pelo Largo de Cacilhas...).

(Fotografias de Luís Eme - Cacilhas)

quinta-feira, setembro 26, 2019

As Burricadas de Cacilhas (e a protecção dos animais...)


No dia 29 de Setembro (domingo) realizam-se as já habituais "Burricadas", uma tradição antiga transportada para os dias de hoje pelos escuteiros de Cacilhas.

Quando ainda não se sabia a data do evento, o Centro de Cultura Libertária (anarquistas), com sede na rua Cândido dos Reis, onde se realiza o habitual percurso das "Burricadas", divulgou no seu blogue que iria organizar uma "jornada de protesto" silenciosa, junto ao seu espaço:

«Junto com o VOE (Veganismo de Oposição à Exploração), iremos realizar um protesto (silencioso) contra as Burricadas que se realiza anualmente na Rua Cândido dos Reis, ainda que nos tem sido recusada a informação sobre a data, estamos já com o protesto e evento preparado. Pormenores finais em breve.»

O CCL irá colocar uma faixa com estas palavras: "Os animais não são um brinquedo" e farão uma pequena performance "O burro triste".

Claro que tudo isto contraria o uso que tradicionalmente se dá a estes animais domésticos (mesmo nos lugares onde existem associações de protecção dos Burros, é normal serem realizados passeios no seu dorso, quase sempre por crianças...). 

Mas todos os "radicalismos" fazem pensar... E neste caso particular o protesto também se realiza contra a entidade organizadora (os Escuteiros), que por serem defensores da natureza, deviam proteger todas as espécies animais...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)

terça-feira, agosto 13, 2019

Os "Galegos" do Século XXI...


É normal encontrarmos nos lugares onde se junta mais gente (de preferência turistas...), os "galegos do século XXI", que tem a vantagem de não andar com o respectivo barril de água a fazer a distribuição, quase casa a casa - dizem os antigos que era assim que se fazia em Lisboa e arredores, no começo do século XX.

"Os modernos" instalam-se em lugares estratégicos com geleiras, carregadas de garrafas pequenas de água, que vendem cada unidade a um euro, aos muitos sequiosos desprevenidos que andam por aí, a passear ao Sol... 

E o lucro é pouco menos que cem por cento...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)

domingo, dezembro 30, 2018

Viver à Sombra da História da Gastronomia de Cacilhas...


As minhas últimas visitas a restaurantes cacilhenses, ofereceram-me sempre histórias para contar, mas daquelas que não são muito boas para recordar.

A última passou-se na noite de 26 de Dezembro, e acabou por ser a mais caricata de todas (por se terem passado coisas que ainda nunca me tinham acontecido, em qualquer "casa de pasto"...).

Fizemos os nossos pedidos e só meia-hora depois, quando o prato do meu filho já estava na mesa, é que informaram a minha companheira, de que afinal não tinham o peixe que ela pedira... Acabou por pedir outra coisa, depois de perguntar se não lhe poderiam ter dito logo que já não tinham aquele prato. 

Mas o pior ainda estava para vir...

Quando eu e o meu filho já estávamos quase a acabar a refeição, perguntámos pelo prato da minha filha... o empregado atrapalhado correu para a cozinha e percebemos pela conversa que alguém se esquecera de o registar... e confeccionar. Mas não tiveram coragem de o dizer, só quando foram confrontados, é que o assumiram e se encheram de desculpas.

Como devem calcular mostrámos o nosso descontentamento, falando inclusive da forma displicente como fomos servidos. Pois nem sequer se preocuparam em trazer os pratos pedidos sensivelmente ao mesmo tempo, como se fossemos uns estranhos...

Lá estiveram a fazer o prato à pressa, mal confeccionado, para variar...

É importante deixar registada esta estatística; nas últimas seis vezes que fomos a restaurantes cacilhenses, quatro fomos mal servidos (e não menos importante, os preços na ementa nunca pararam de subir...). 

Moral da história: nos próximos tempos, temos uma certeza, não iremos almoçar ou jantar a Cacilhas.

Mas lamentamos este quase "ultraje", que prejudica a gastronomia e o turismo local, por alguns comerciantes não saberem lidar muito bem com a "galinha de ovos de ouro" que têm nas mãos. Era bom que as suas preocupações não se limitassem à subida dos preços das refeições, porque a qualidade da alimentação e do serviço, são determinantes para que os clientes voltem às suas casas.

Se pensam que os "turistas são para enganar, por que só passam por cá uma vez" (embora depois todos os clientes acabem por ser vitimas da mesma "filosofia"...), o tempo acabará por lhes dar a melhor das lições...

(Fotografia de Luís Eme)

segunda-feira, novembro 26, 2018

A "Civilização" Ainda não Chegou ao Jornalismo...


Eu sei que o jornalismo começa a parecer uma grande "tourada", especialmente o mais matinal, mas daí a escutarmos o quase grito de felicidade da ministra da Cultura, em Gadalajara, no México - que curiosamente também tutela a pasta da comunicação social -,  por há quatro dias não ver jornais portugueses, dá no mínimo que pensar.

Claro que foi uma provocação, que fica muito mal a uma ministra, que, mesmo que não tenha estudado francês e piano, de certeza que conhece algumas alunas diplomadas na matéria. Ao contrário de Cavaco Silva, por exemplo, que cresceu no "reino dos algarves" e há uns anitos, também fez gosto em dizer que não dispensava mais de cinco minutos para olhar "as gordas" dos jornais...

Apesar da "evolução dos tempos", ser ministro ainda não é a mesma coisa que taxista ou barbeiro (até porque, para a função, não precisam de ter carta de condução ou saber usar o pente e a tesoura)...

(Fotografia de Luís Eme)

sexta-feira, novembro 02, 2018

O Mau Teatro Português (e o dos Outros...)


Um texto publicado no "D. Notícias" assinado por Maria João Caetano sobre a peça "Worst Of" do Teatro Praga fez-me pensar nestes tempos, e também sentir curiosidade, e querer ver o espectáculo.

Segundo a jornalista, os actores dizem estas coisas:

«Não quero nada disto. Cheira mal, faz-me mal. E ainda por cima faz-me sentir vergonha", diz a actriz São José Correia. "E não é só do século passado, é de agora. Está a acontecer agora. É tudo tão triste", acrescenta o actor Rogério Samora. "Isto devia acabar tudo. O pior é que fica." E ainda falta entrar a mais veterana de todas, a actriz Márcia Breia, bradando: "Que merda. Isto é uma grande merda." De que falam? Do teatro português. Do mau teatro português.»

Eu não sei muito bem o que é o mau teatro português. Claro que percebo que a utilização de peças dos três portugueses, que são considerados os nossos grandes dramaturgos (Gil Vicente, Almeida Garrett e Bernardo Santareno), no mínimo pode ter várias leituras (além de serem mais fácil de "usar"...). O que sei, é que os nossos encenadores usam e abusam de textos estrangeiros, e muitos deles, são como a Márcia Breia "brada"... e pior, não têm nada a ver connosco.

Este também era um bom tema para uma peça, brincar com os nossos "teatreiros estrangeirados", que devem ter gatas em casa que tocam piano e falam francês...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 16, 2018

A Descoberta de uma Nossa Senhora Singular


No dia 15 de Agosto assisti a uma procissão cuja padroeira é a Nossa Senhora da Cabeça.

Segundo algumas vozes que fui escutando, a Senhora protege os crentes das doenças da cabeça... 

Achei a imagem desta Nossa Senhora bonita, apesar da particularidade de trazer numa das mãos uma bandeja com uma cabeça...

(Fotografia de Luís Eme)

quinta-feira, agosto 02, 2018

Novas da Dinamarca...


Ontem assisti à reportagem televisiva sobre a proibição do uso de véu e burka na Dinamarca, que está a causar alguma polémica.

Concordo com a proibição do uso da burka, em relação ao véu, não sou tão radical.

Se todos temos um rosto, não faz qualquer sentido que ele esteja escondido. E se pensarmos que vivemos tempos complicados e de desconfiança em relação a quem chega do Oriente, é desejável que tudo seja mais visível e transparente...

Não podemos ignorar que no Ocidente, se excluirmos o período carnavalesco, só os bandidos é que escondem atrás de máscaras. 

O normal é que quando tomamos a decisão de ir viver para outros países, cumpramos as suas leis, regras e tradições... Aparentemente, é muito mais complicado para um Europeu a adaptação ao Médio Oriente...

(Fotografia de Luís Eme - uma brincadeira de praia da minha filha e de duas amigas)

sábado, junho 09, 2018

As Minhas Visitas à Feira do Livro...


Este ano fui duas vezes à Feira do Livro, e como de costume, trouxe mais livros do que tinha planeado, inicialmente.

Da primeira vez fui lá quase de propósito à procura do livro de fotografias de Paulo Nozolino o segundo número da colecção Ph (publicado pela Imprensa Nacional).

Na segunda vez fui em busca da poesia de Rosa Alice Branco e da Cláudia R. Sampaio. E lá vieram outras coisas, por acréscimo (aquelas coisas que chamamos "pechinchas" e acreditamos ler um dia destes...).

(Fotografia de Luís Eme)