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sexta-feira, outubro 10, 2025

A moda de governar para "ganhar eleições"...


Nem se pode dizer que a moda de governar para ganhar eleições, tenha começado com o PSD.

António Costa, por exemplo, foi bom a governar desta forma. Embora fosse menos descarado que o "conde monteverde", foi desta forma que se conseguiu manter tanto tempo no poder...

Olhando para a actualidade, os reformados são o "público-alvo" das maiores atenções do primeiro-ministro, que se habituou a criar, um mês ou dois antes das eleições, um qualquer suplemento que faz as delicias dos mais idosos. Acredita que, mesmo que a memória já não seja a mesma, eles não o esquecem quando vão votar. 

Foi por isso que voltou a repetir a façanha, agora, mesmo que estas eleições não o elejam, sejam apenas para as autarquias. Revela-se um bom amigo dos autarcas sociais democratas, mesmo que estes (e os outros, como os socialistas em Almada...) também insistam em colocar novos tapetes de alcatrão, para tapar os buracos de quatro anos, na semana das eleições...

Mas as benesses não se ficam por aqui, até se corta a erva dos jardins, o que nos faz pensar muitas vezes que não era má ideia existirem eleições anuais nos lugares onde habitamos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, maio 23, 2025

Não explica mas ajuda a compreender...


Não é que estivesse sem assunto, mas queria mudar de página, deixar este mundo de "sabujos" (onde o PSD e o PS continuam a ter a maioria...), que se julgam mais espertos que os outros, passando a vida a prometer o que sabem que nunca irão dar...

Mas como achei a crónica de Ana Cristina Leonardo no "Ípsilon" de hoje, muito feliz - tem alguns enigmas mas é sobretudo rica em retratos do mundo e do país -, achei que a transcrição de um dos parágrafos era boa para fazer de conta que vou "encerrar" o assunto:

«Se apelidar alguém de gordo pode ser interpretado como discurso de ódio, se questionar a participação de mulheres trans em competições desportivas femininas pode ser (e geralmente é, que o diga J. K. Rowling…) visto como transfobia, se recusar a chamada linguagem inclusiva que multiplica casos e casinhos pode ser entendido como discriminatório, se optar por usar a palavra deficientes em vez da designação pessoas com deficiência pode ser lido como prova de insensibilidade, se contar uma piada passou a ser razoável apenas e só se a piada não ofender ninguém, se… se… se… Já aparecer nas televisões e nos jornais a afirmar mentirosamente (desmentido pelos serviços hospitalares e pela PSP) que os ciganos o queriam matar, ou a expressar ideias boçais que nem na taberna de Eco, como fez o deputado Pedro Pinto (Deputado! Por Toutatis!) — “Não podem querer que André Ventura vá para uma cama onde ao lado esteja, por exemplo, alguém de etnia cigana” — passou a ser admissível e, além de admissível, aceitável.
Repare-se, porém, no detalhe (e o Diabo, é sabido, está nos detalhes): Pedro Pinto, recorrendo, até ele, e apesar da boçalidade, ao politicamente correcto — um entendimento linguístico que nos conduziu à ideia de que é possível mexer na merda sem sujar as mãos… —, não diz ciganos, diz alguém de etnia cigana. É o progresso!»

As palavras de Ana Cristina não explicam, mas ajudam a compreender este mundo, o lugar para onde estamos a caminhar. 

E a sua referência final da crónica ao hospital do Algarve (com cronologia e tudo) é bastante elucidativa do papel dos "sabujos" neste "país do faz de conta" ao longo das últimas décadas. E lá está, talvez a soma do banal dois mais dois, ajude a compreender - com mais nitidez - a vitória do Chega no "reino dos algarves"...

(Fotografia de Luís Eme - Olho de Boi)


quinta-feira, novembro 28, 2024

Segurança & propaganda política


Não consigo perceber onde é que o primeiro-ministro, quis chegar, com as afirmações que fez sobre a segurança e sobre crimes no nosso país, durante a semana.

Além de revelar a sua já habitual "esperteza saloia" na interpretação de números, conseguiu ser infeliz (e até ofensivo), especialmente em relação aos crimes e às vítimas de violência doméstica, na sua primeira intervenção.

Em relação à sua segunda intervenção, sei que não se devem criar alarmismos, nem dar a importância, que o "canal do crime" português não tem, por mais audiências que sonhe ter. Mas também não se pode enfiar a "cabeça na areia" e fingir que está tudo bem (não está, os incidentes nos subúrbios de Lisboa, provam isso...).

Até porque Montenegro não é uma daquelas pessoas que falam muito bem de boca fechada (como é o caso da sua ministra da Administração Interna ou como foi o caso do ministro Cabrita no governo de António Costa...). Ele sabe muito bem o que diz e o que quer dizer.

Talvez ande mesmo em busca do eleitorado perdido para o Chega. Há uma grande probabilidade de o líder do PS estar certo.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, novembro 01, 2024

O Dia da Procissão de Cacilhas (sem procissão...)


Desci até Cacilhas com o objectivo de carregar o passe e acabei por me cruzar com os primeiros preparativos para a habitual procissão anual, que devia sair daí a minutos da Igreja da Localidade Ribeirinha.

A Fanfarra dos Bombeiros desfilava e animava a Rua Cândido dos Reis com a sua música. Já quase no seu final os vários vendedores de castanhas e de farturas, preparavam-se para satisfazer as gentes que daí a nada iriam encher a rua e o largo...

Foi quando caíram os primeiros pingos, sem que o Sol fugisse ou quisesse dar tréguas ao mau tempo. O costume era haver uma pausa do mau tempo, enquanto a procissão passava pelas ruas de Cacilhas.

Mas cada vez percebemos menos o tempo (a tragédia do Sul de Espanha, é um bom exemplo...). E, apesar de todos os preparativos, a procissão não saiu mesmo à rua... 

Até tivemos direito a uns trovões e tudo...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas - ainda com Sol...)


quarta-feira, outubro 02, 2024

Muita demagogia e pouca razoabilidade...


Não acredito que o PSD tenha qualquer "proposta irrecusável", no bolso, para oferecer ao PS e ver o seu orçamento de estado aprovado no Parlamento. Pretende sim, ficar melhor na fotografia que os socialistas, em todo este processo de negociações.

Desde o começo do seu mandato que os sociais democratas se preparam para novas eleições, usando o dinheiro que o PS deixou nos cofres do estado para minimizar os problemas que os ditos socialistas não quiseram resolver, ao mesmo tempo que ainda oferecem uns "miminhos", como o que deram aos reformados...

Os resultados das eleições europeias, com a queda do Chega, ainda lhes alimentaram mais este desejo de ir de novo para eleições (alguns excessivamente optimistas até sonham com "maiorias"...).

Claro que ainda aparecem uns percalços pelo caminho, como hoje, com os Sapadores Bombeiros. Mas nada que incomode esta gente, capaz de "vender o pai e a mãe", se isso lhes garantir votos e que se mantêm no poder...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, maio 08, 2024

(se conseguirem, digam ao governo que destruir é o contrário de construir)


Não sei o que vai na cabeça destes "governantes de meia tijela", que já nem sequer vão ao engano, dizem logo através da sua prática diária, que estão aqui sobretudo para "destruir".

Na saúde pediram um relatório com patins ao então director-geral do SNS. Ele fez-lhes a vontade, mas saindo pelo próprio pé, por outra porta. Na Santa Casa da Misericórdia tentaram embrulhar a provedora em papel de jornal já rançoso e amarelado, ao mesmo tempo que lhe chamavam tudo menos Alice. Vamos ver o que vai acontecer nesta e na próxima semana... Na defesa, com a falta de soldados e marinheiros, o ministro pensou que talvez não fosse má ideia mandar para lá os rapazes mal comportados (dando-lhe ainda como bónus, armas...). Toda a gente percebeu que era uma "ideia de caca", menos os doutores Nuno e  Margarida... Mas tudo indica que a "missa" ainda só vai a metade. Nem o chefe da PSP conseguiu escapar a este "vendaval" das demissões e de novas nomeações. Parece que o comandante é bom rapaz e dono do seu nariz, nada que seja da conveniência desta gente estranha que está apostada em "deitar abaixo o castelo"...

Deixo para o fim as finanças, que devem ter um ministro do mais "forreta" que existe, que antes que se veja obrigado a dar o que foi prometido durante a campanha eleitoral, aos médicos, professores, polícias, e demais descontentes, já lançou o alerta que não há dinheiro. Culpa os malvados "xocialistas" de o terem gasto "até ao último cêntimo"...

Com esta gente nada parece estar seguro, em cima ou debaixo da mesa...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, julho 08, 2022

Aconteceu o que se Previa (espero que os governantes tenham percebido e voltem a colocar autocarros de onde foram retirados)


Já toda a gente esperava que a Carris Metropolitana não viesse melhorar nem resolver coisíssima nenhuma, aqui na Margem Sul, a nível de transportes (é cada vez mais difícil acreditar neste Governo).

Na primeira semana a única coisa que se nota é a supressão de autocarros (várias linhas desapareceram e onde fazem mais falta, nas zonas suburbanas...) e os que circulam como "passam por todo o lado", fazem com um volta de trinta minutos passe a demorar o dobro...

Isto faz lembrar os tempos da "troika" onde a existência de escolas, de hospitais de tribunais e de transportes,  começaram a funcionar consoante o número de utentes existentes e não segundo as necessidades locais...

Em relação à Carris Metropolitana não estou a falar "de cor". Na terça-feira como não tinha carro (o meu filho precisou dele...) e tinha de ir à Vale Figueira (Sobreda) resolvi ir à aventura. Descobri que o autocarro que passava pelo local para onde ia, tinha mudado a rota e agora ia para a Charneca de Caparica e já não passava ali. Para não apanhar dissabores maiores fui de metro até Corroios e a partir daqui dei "corda aos sapatos" (o que vale é que gosto de andar...). Ou seja fiz duas caminhadas de 45 minutos (ida e volta) e durante este espaço de tempo só passou por mim um autocarro, quando já estava quase em Corroios, e ia na direcção de Paio Pires...

Sei que os moradores têm protestado, e com razão. E para variar, lá apareceu a presidente do Município de Almada, a colocar "paninhos quentes" no problema, não deixando de abreviar a questão com uma frase  que mais parece um slogan eleitoral (só que não há eleições próximas): "Contamos com todos para melhorar os transportes públicos rodoviários em Almada".

Gostava que este PS "fosse mais trabalho e menos propaganda". Que as coisas bonitas que registam em papel e espalham pela comunicação social se tornassem práticas quotidianas e deixassem de ser promessas... 

Era bom para o país e para todos nós.

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)