Mostrar mensagens com a etiqueta Palavras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palavras. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, maio 20, 2026

Escrever sempre foi diferente de falar...


Escrever sempre foi diferente de falar. 

(grande novidade, não é?)

As palavras não nos escapam com tanta facilidade, não nos enganamos tanto com o uso que damos ao português, pela falta de ponderação ou simplesmente de vocabulário...

Falei do livro que estou a ler, um quase diário, que não o chega a ser. Sim, é mais um livro de observações. É curioso, mas o autor só fala de nomes de gente quando escreve de uma forma positiva sobre essas ditas pessoas. Quando faz um comentário mais agreste, esconde-os atrás das palavras...

E não somos todos assim? Questionou muito bem a Carla.

Somos e não somos. Depende do que se diz e também a quem se diz. 

O Rui trouxe outra curiosidade para a mesa, o facto de nunca termos cultivado muito este género literário, As excepções que confirmavam a regra eram Vergílio Ferreira e Miguel Torga, e de uma forma mais disfarçada, Fernando Namora (o livro de que falo é dele, com um belo título, "Jornal sem Data"...) e mais um ou outro autor.

O Carlos acrescentou que lhes devia faltar "vidinha". Como nunca foram escritores de café nem de tertúlias, montavam as mesas e as cadeiras em casa e chamavam uma ou outra personagem, apenas para lhes fazerem companhia e "vingavam-se do mundo dos outros"...

Provavelmente estava certo. Era possível que lhes faltasse mais mundo, mais rua, mais conversa fiada...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, maio 18, 2026

Eu sei que as pessoas são quase estranhas... e nós que escrevemos, ainda somos mais...


A palavra "remendar" apareceu na conversa, por causa da frase, «há coisas para a qual não existe remédio, nem tão pouco se podem remendar...»

Diz-se muitas vezes que só não há remédio para a morte, mesmo que a vida nos diga algumas vezes, que é mentira, que há mais duas ou três coisas sem solução...

Foi por isso que fomos atrás do "remendar", de uma forma literal, que mesmo que não seja algo definitivo, tem sempre como primeiro objectivo, resolver qualquer questão no momento. 

Ambos sabíamos que no nosso país é comum que os "remendos" se vão tornando definitivos... ou pelo menos que existam até que deixam de remendar coisa alguma.

Mas naquele caso a palavra "remendar" tinha a ver com pessoas. E pessoas não são bocados de tecido que se podem cozer a peças de roupa ou bocados de alcatrão que se colocam nos buracos das estradas...

Eu sei que as pessoas são quase estranhas... e nós que escrevemos, ainda somos mais...

Tudo por causa das palavras, que podem ser mais que uma coisa.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, abril 25, 2026

25 de Abril Sempre!


Liberdade é tanta coisa (felizmente).

O importante é termos sempre coragem de a expressar, de todas as maneiras possíveis.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, abril 21, 2026

Abril é tudo isto, e muito mais...


Abril. É uma Revolução. Abril. É um Poema. Abril. É um Cravo. Abril. É uma Canção. 
Abril. É Liberdade. Abril. É Sonho. Abril. É Igualdade. Abril. É Fraternidade.
Abril. É uma Flor. Abril. É um Abraço. Abril. É um Sorriso.  Abril. É um Amor.
Abril. É História. Abril. É Gente.  Abril. É Filme. Abril. É Memória.
Abril. É um Marinheiro. Abril. É um Capitão. Abril. É um Soldado.  Abril. É um Companheiro.
Abril. É a Lua. Abril. É a Alegria. Abril. É a Paz. Abril. É a Rua. 


(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, fevereiro 25, 2026

A sensação de ter perdido algumas palavras pelo caminho...


Quando escrevo tenho a sensação de que o meu vocabulário está a ficar mais incompleto, que há uma ou outra palavra que ficou perdida no caminho...

Recorro mais ao dicionário (devia dizer aos...) e ao "senhor google", que por muito que disfarcemos, é um grande "inteligente artificial".

Talvez exista um limite de idade para escrever...

É quando me aparece o exemplo do nosso Nobel, que publicou o "Memorial do Convento" aos sessenta anos e foi galardoado com o prémio sueco com setenta e seis anos de idade...

Depois do "Memorial" foi escrevendo obras como "O Ano da Morte de Ricardo Reis" (1984), "A Jangada de Pedra" (1987) ou o "Evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991), que tanta polémica deu, ao ponto de ele se exilar de forma voluntária em Lanzarote...

O mais provável, é esquecermos umas palavras e encantarmo-nos com outras...

Também sei que o ritmo da escrita diminui, com a mesma naturalidade que nos aparecem os primeiros cabelos cinzentos ou as dores que se vão tornando crónicas...

(Fotografia de Luis Eme - Lisboa)


segunda-feira, fevereiro 23, 2026

"Bilhete-postal" para um amigo...


Sei que devia conversar, olhar-te nos olhos, em vez de estar a escrever este "bilhete-postal".

Até porque não acredito que tenhas mudado assim tanto, ao ponto de teres viajado para o planeta do Trump e do Ventura, sem levares bilhete de regresso. Faz-me confusão que acredites que o mundo agora é uma mentira e que vale tudo para "lixar o próximo".

Por muito desiludido que possas estar com os nossos políticos incompetentes e corruptos (eu sei que são mais de meia dúzia...), não podes pensar em os substituir por uma coisa pior: populistas especialistas em "cantos da sereia" e "cantigas do bandido", que dizem sempre o que queres ouvir, em especial quando estás farto de tudo e de todos. Cansado de ser enganado e de ver gente que está interessada em tudo, menos em resolver os teus problemas.

Podia dizer-te para olhares para os Estados Unidos.

Mas já não é preciso atravessares o Atlântico, começas a ter muitos exemplos de que esse partido onde votas não passa de um "antro de bandidos". E nem é preciso colocar o foco nos ladrões de malas ou nos pedófilos. Agora que se chegaram ao poder, já começaram a oferecer "tachos" (e panelas), às namoradas, irmãs, tias e primas, porque seguem à letra a frase mestra dos políticos de sarjeta: "olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço".

E depois há a parte que eles tentam esconder (mesmo que o seu "rabo gigante" fique sempre de fora...), a ideologia. De vez enquanto lá aparecem os "três salazares", assim como a tentativa de tapar "Abril" com "novembro", que é sempre demasiado pequeno e curto, para apagar esse dia inesquecível que nos devolveu a liberdade e a democracia.

Nota: texto publicado inicialmente nas "Viagens pelo Oeste", dirigido a um amigo caldense...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


domingo, fevereiro 22, 2026

O encurtamento da estrada da liberdade...


Nos últimos anos, mesmo os países que se dizem democráticos, têm tido o cuidado de ir colocando limites nos caminhos da liberdade.

É por isso que hoje temos de ter mais cuidado com o que dizemos e com o que escrevemos (as redes sociais e os anonimatos não contam, claro...).

Está sempre alguém escondido na esquina, preparado para retirar as nossas frases do contexto e fazer acerca delas "um filme" diferente, daquele que era nosso.

E se pensar de forma oposta, é mesmo capaz de ver coisas, que nós, autores dos textos ou palestrantes, nunca escrevemos ou dizemos.

Isto até se percebe, porque sempre foi mais fácil de levar pelos campos um "rebanho de carneiros", que um conjunto de "ovelhas tresmalhadas". Mas não explica que países que se dizem democráticos (EUA é o maior exemplo) governem cada vez mais como ditaduras...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


terça-feira, fevereiro 10, 2026

Durante...


Durante muito tempo não iremos ouvir falar de "seca".

Durante algum tempo não iremos poder circular em várias estradas deste país, que muitas vezes parece de brincar.

Durante uns dias não iremos falar de outra coisa nas televisões, a não ser que surja por aí uma outra "tragédia de substituição"...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


sábado, dezembro 06, 2025

O verbo "indrominar" está cada vez mais na moda...


O verbo "indrominar" está cada vez mais na moda.

Primeiro foram os políticos, agora é a vez dos comentadores dos debates televisivos entre os candidatos a "marcelo", usarem esta palavra enganadora.

Adoram dar notas e fingir que são professores. E tal como estes, "chumbam" os rapazes e as raparigas com quem não "vão à bola".

E nós não devíamos ser tão inocentes. 

Claro que eles não foram, nem são, escolhidos ao acaso...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, outubro 21, 2025

As palavras ditas e as palavras escritas...


As palavras saem quase sempre com mais normalidade e espontaneidade da nossa boca que quando são escritas. Quando escrevemos, pensamos nas palavras que usamos e também há uma quase "encenação" no texto, para lhe darmos mais sentido, e até beleza.

Pensei nisto a ouvir uma mulher a falar da sua vidinha, no interior do cacilheiro. Queixava-se de que a sua vida era uma porcaria (com outra palavra...). E só não era pior, porque contava, aqui e ali, com a ajuda de Deus. 

Houve duas coisas que me chamaram a atenção, o uso da tal palavra, que quase que deixou de ser palavrão e a sua fé.

Hoje vou falar apenas do uso das palavras. a Fé fica para amanhã... Aliás, palavra.

Como não tinha mais nada em que pensar, convenci-me que na actualidade o uso da palavra "porcaria", começada por um eme, era mais usada nas nossas conversas que nos nossos textos. 

O tempo foi lhe dando espaço e normalidade, ao mesmo tempo que lhe retirava a ordinarice e maldade.

Provavelmente, isso sempre aconteceu, com uma ou outra palavra, ao longo dos tempos. Só que nem sempre pensamos nisso...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


domingo, setembro 07, 2025

Uma palavra curta e simples, que diz tanto de nós...


Ao ler o nome de um senhor, que ainda tive o prazer de conhecer, verifiquei que ele "apagou", desde cedo, a letra que fazia toda a diferença, socialmente. O DE desapareceu dos cartões de visita, dos seus escritos e até da assinatura  (deve ter ficado apenas no BI...), ao contrário dos irmãos. 

Fiquei a pensar que há pessoas que fazem exactamente o contrário, são capazes de "somar" um DE antes do apelido final, apenas por este lhe oferecer a ilusão de que descendem de "gente importante" e não das pessoas humildes que lhe deram o berço, mesmo que este não conste na cédula de nascimento.

E ainda fui mais longe. Fiquei a pensar como é que é possível, que uma palavra tão curta e tão simples, seja capaz de nos distinguir tanto, ideologicamente. Sim, traçar o lado que mais nos guia no dia a dia, o esquerdo ou o direito...

(Fotografia de Luís Eme - Caldas da Rainha)


domingo, agosto 31, 2025

O mundo (e eu) a girar à volta das minhas palavras


Quando se escreve por tudo e por nada, o normal é andarmos rodeados de papelinhos. A maioria acaba por ir para o lixo, porque as boas ideias têm um prazo curtíssimo de validade. Sim, o que "ontem era engraçado, hoje perdeu a graça". São tantos anos a lidar com isto, que passou a ser o normal.

O curioso, é que, nem mesmo assim desisto de encher talões de compras de palavras... 

Claro que há papeis mais insistentes, que tentam-nos convencer que até têm "boas ideias", que podem ser transcritos para o caderno A5 do ano. 

Pobres palavras, pensam que passaram a ter "outro estatuto" (é apenas mais uma ilusão). Depois de cheios os "cadernos de palavras" são guardados em qualquer caixa e por lá ficam, esquecidos...

Estou a escrever estas insignificâncias, porque aproveitei este final de Agosto para "destruir" dois pequenos cadernos (acho que aquele tamanho é A6...), que já andavam a saltar de gaveta em gaveta há algum tempo (um deles tinha apontamentos de 2017...). Aproveitei algumas coisas, umas por estarem datadas e referirem-se a acontecimentos que tiveram alguma importância na época, outras por me dizerem alguma coisa. Sabia que havia coisas escritas sobre "os outros", que não fazia ideia de quem fossem. Mas isso nem era importante.

Aliás nada disto é importante, é apenas o mundo a girar à volta das minhas palavras...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


terça-feira, agosto 19, 2025

Todas as imagens "falam", mas há algumas que dão mais nas vistas, por "falarem pelos cotovelos"...


Não sei se há alguma fotografia que substitua "mil palavras", nem acho que isso seja importante. 

É apenas mais um lugar comum, que pretende realçar a importância da mensagem (ou mensagens...) que é possível transmitir, através de uma simples fotografia, sem querer ser lei.

Sei apenas que todas as imagens "falam". E que há algumas que dão mais nas vistas, por "falarem pelos cotovelos"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sexta-feira, agosto 15, 2025

As palavras têm cada vez menos importância no mundo. Até já há quem as escreva por nós...


Não é de hoje, é de sempre. 

Sim, as pessoas sempre olharam mais para as coisas. É uma das coisas mais fáceis e naturais do mundo. Escrever ou ler sempre foram tarefas mais complicadas e trabalhosas.

É também por isso que se diz que uma imagem vale por mil palavras. E muitas vezes vale (falei disso com a minha filha, ontem, quando visitámos a exposição de fotografia "Venham mais Cinco", na minha terceira visita...)

Lá estou eu a fazer um "desvio na conversa"... 

Mas por ser feriado, vou deixar o "outro assunto" para amanhã. Fico-me mesmo pela importância, cada vez maior das imagens, ao mesmo tempo que a arte de escrever continua a ser desvalorizada, ao ponto de haver já gente a decretar o fim da literatura (há quem adore decretar "fechos" e "fins", já aconteceu com os jornais e livros de papel e até com a história...).

O que poderá acontecer, é a banalização da escrita de autor. Graças ao talento da Inteligência Artificial, uma ferramenta essencial para quem não tem "arte e engenho", a escrita bonita parece ficar ao alcance de todos...

Voltando ao segundo parágrafo, não é por acaso, que a imagem continua a ser hipervalorizada, hoje, graças aos "smarphones", que transformam os milhões de "telefonadores", que nos rodeiam, em "fotógrafos de excelência"...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


segunda-feira, junho 30, 2025

É sempre bom voltar a pensar nas coisas que parecem ser mais confusas do que aquilo que realmente são


Antes da conversa de ontem, associava os "limites" mais a ditaduras que a democracias.

Depois de pensar no assunto, percebi que ambas têm limites. 

A grande diferença, é que nas democracias a maior parte dos limites são impostos por nós. Nas ditaduras normalmente acontece o contrário, uma boa maior parte dos limites são impostos pelo Estado (até afixam avisos e tudo...).

Eu sei que é uma forma demasiado simplista de falar destes "limites", mas não se afasta muito da realidade.

Claro que mesmo nas democracias, fazem-nos sentir, cada vez mais, até onde podemos ir. Mas isso acontece também pela dificuldade que temos em lidar com a liberdade, que nunca foi a "utopia", de podermos fazer tudo o que nos apetecesse...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, maio 10, 2025

Como se ganha uma manhã, um dia...


Foi bom acordar cheio de ideias sobre um livro que anda mais que na minha cabeça. Sim, ele tem de ser realidade, no final do Verão, terá de estar pronto para ganhar asas e voar por aí...

Foi por isso que a primeira coisa que fiz, na companhia do café e da torrada, foi sentar-me e registar num documento do PC as ideias que quase que se "atropelavam", com a boa sensação de estar a recuperar o "tempo perdido".

Foi uma manhã ganha. Aliás, um dia ganho. E ainda agora começou...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sexta-feira, março 21, 2025

«Sou Poeta!»


Ser poeta continua a ter muito que se lhe diga, no nosso país e nos países outros. Foi por saber isso que um dia qualquer escrevi estas palavras:


«Sou Poeta!»
  
Quando lhe perguntam a profissão,
responde sempre:
- Sou poeta!
Gosta de ser olhado de alto abaixo,
como se os outros andassem a ver
de onde lhe faltava um parafuso.
 
Que satisfação boa e secreta…


Luís [Alves] Milheiro


(Fotografia de Luís Eme - Ginjal)

 

segunda-feira, fevereiro 24, 2025

O gostar de me sentir criativo, o gostar de me sentir vivo...


Tenho mais vezes do que devia, a sensação de que a nossa cabeça está longe de funcionar de uma forma regular.

É a explicação que encontro para as manhãs (ainda antes das sete...), em que as ideias se vão avolumando e querem muito passar para o "papel"...

Por preguiça (cada vez me levanto menos a estas horas, até por normalmente me deitar depois da uma e meia da manhã, continuando a alimentar hábitos que ficaram da "santa pandemia"...), deixo muitas destas ideias escaparem...

Esta manhã elas esperaram por mim, mesmo que só me tenha levantado à hora normal, alguns minutos depois das oito. Senti-me feliz, e foi por isso que mesmo antes de tomar o pequeno almoço, registei quase todas as "ideias" no portátil que mora quase sempre na mesa da sala.

Gosto de começar as manhãs assim. Gosto de me sentir criativo, gosto de me sentir vivo...

(Fotografia de Ana Sofia Eme - Caldas da Rainha)


quinta-feira, janeiro 02, 2025

O ano que começa...


Haverá quem mude de vida, de forma radical, por várias razões. Talvez as profissionais e amorosas sejam as que mais concorrem para essa necessidade de partir, de ser e fazer, diferente...

Claro que não vão estar à espera do começo do ano, para a tal mudança de vida, por vezes demasiado urgente (é quase uma questão de sobrevivência...).

Nós não queremos fazer coisas diferentes, neste ano que começa. Queremos sim, continuar a fazer as coisas que gostamos. De preferência, melhor. E se possível, com mais prazer ainda.

Talvez tenha sido por isso que ontem mal me levantei, escrevi mais que uma página de histórias, que vão tentar furar este tempo, que se quer afirmar quase "sem história", quase sem os valores que nos tornavam mais iguais.

Também fiz um passeio solitário e fresco pela margem do Tejo, num Ginjal que nesta altura quase que nem consegue ver o Sol (o que ajuda a perceber todos aqueles que só voltavam a fazer vida no Ginjal no começo de Maio, abrindo as janelas e as portas para deitar fora a humidade que devia deixar um cheiro estranho nas divisões das casas...).

Já Cacilhas, esconde o frio e agarra o Sol com tudo o que pode, desde as mãos aos pés, para sonhar com um mundo diferente, mesmo que o bom senso continue a estar longe de ser a melhor característica humana...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


domingo, outubro 27, 2024

O medo no uso das palavras...


Cada vez se fala mais em surdina nas ruas, especialmente quando se utilizam as "palavras proibidas", de uma lista cada vez mais longa, numa sociedade cheia de tiques repressivos e de falsos pudores.

Onde parece que tudo é possível, é nas redes sociais. Se excluirmos o "censor oficial", continua a valer tudo, até tirar olhos.

Continuo a pensar que, podemos e devemos falar de racismo, fascismo, xenofobismo ou machismo, em qualquer lado, porque eles estão presentes no nosso dia a dia. 

É tão negativo entrarmos em negação como generalizarmos o uso e a prática destas palavras. Só nos torna uma sociedade ainda mais fechada e desigual.

Não devemos ter medo de usar as palavras, todas...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)