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domingo, fevereiro 08, 2026

Chuva, votos e populismos...


Apesar do dia chuvoso, não estou nada apreensivo com o resultado das presidenciais.

Não acho que seja possível a vitória do "populista de serviço", embora saiba que, seja qual for o resultado que tiver, ele gritará sempre como um vencedor.

É muito provável que tenha um resultado superior aos 30%, o que fará que cole na lapela do casaco ou num chapéu de fiscal de jardins, as palavras: "líder da direita" (para desespero do "conde de monteverde"...).

Mas se for abaixo dos 30%, continuará vencedor. Veste o fato de "calimero" (que também lhe assenta que nem uma luva...) e diz que teve de lutar contra tudo e contra todos...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


sábado, janeiro 17, 2026

Cada um por si...


Não deixa de ser curioso, que quem se afirma através dos valores colectivistas e da solidariedade, nestas eleições presidenciais, tenha agido no sentido contrário.

Falo do PCP, do Livre e do BE, que em vez de se unirem numa única candidatura de esquerda, quiseram levar os seus candidatos até ao fim, apenas para fazer propaganda às suas ideias,  já a pensar em futuros dividendos políticos.

Claro que António José Seguro nunca foi o candidato de esquerda desejado (em especial pelo seu partido...), mas mesmo assim era, e é, o mais forte, o único que poderá ter aspirações a chegar à segunda volta.

O mais curioso, é que se o conseguir, o mérito será quase todo seu. Mas não precisava de ter começado a campanha, quase como medo de se afirmar como "socialista democrático" (o que quer que isso seja...), ao ponto de até merecer o apoio de "passistas"...

Esperemos que este "cada um por si" não dê maus resultados amanhã...

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


sexta-feira, janeiro 16, 2026

Claro que não é bem assim, mas...


Há já algum tempo que não falo por aqui das conversas com alguns camaradas de ofício.

Isso acontece porque nos últimos tempos tive menos disponibilidade para estar com eles. 

O mais curioso é que raramente estamos de acordo quando falamos de política, mas desta vez ninguém foi capaz de encontrar qualquer qualidade que fizesse sobressair um  dos cinco candidatos à presidência da República, que têm possibilidades de chegarem à segunda volta.

Desta vez exagerámos, ao ponto de usarmos adjectivos, daqueles que não podem ser transcritos por aqui...

Nunca foi tão óbvio, que qualquer um de nós podia ser também candidato, e nem precisávamos de andarmos armados em "Afonso Henriques"...

 (Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, novembro 20, 2025

Quando estranhamos a civilidade, está tudo ao contrário...


Os debates entre candidatos para a presidência da República (como o que agora terminou entre Cotrim de Figueiredo e Gouveia e Melo), demonstram que é possível debater com civilidade, sem se estar constantemente a interromper o adversário, ou a falar mais alto que ele (como se essa fosse uma das permissas de se ganhar ou perder debates...).

Muitas pessoas estranham este comportamento, inclusive uma boa parte dos comentadores, que até dizem "isto não foi um debate, foi uma conversa". Percebe-se que eles querem mais "sangue" que esclarecimentos.

Provavelmente, só os debates onde está o candidato que não quer discutir coisa nenhuma, que só quer falar de corrupção e dos "bandidos" dos imigrantes e dos ciganos - as principais bandeiras erguidas pela sua "seita" -, é que irão ter palavras mais gritadas e as interrupções ao interlocutor do costume...

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


segunda-feira, outubro 13, 2025

A revolução que não aconteceu (e ainda bem)


Felizmente a "revolução" não aconteceu, nem mesmo no Algarve. O país autárquico, ficou quase igual, para tristeza dos muitos analistas, que encomendaram vários funerais ao PS ao mesmo tempo que estendiam passadeiras vermelhas à extrema direita, que fingem "detestar" (não é João Miguel?).

Alguns devem estar a passar por uma coisa rara, no comentário politico, a  dita "crise de ideias". Claro que se trata de uma coisa passageira. Amanhã já estão preparados para novas aventuras na "república portuguesa", que recebe bananas da Madeira, mas também da latina-américa... 

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


domingo, outubro 12, 2025

A bela praia que gosta de se intrometer nas eleições...


Ontem como estava perto do mar, resolvi passar ao lado das praias da minha infância.

Não esperava encontrar tantos veraneantes tardios, embora os médicos continuem a recomendar o Sol e o ar marítimo, com o célebre iodo, para algumas doenças, como as ósseas, por exemplo.

Fiquei a pensar que, se hoje estiver novamente, "um dia daqueles", há alguns candidatos que vão ficar com menos votos...

(Fotografia de Luís Eme - São Martinho do Porto)


sábado, outubro 11, 2025

Saber onde (e em quem...)

 

A primeira vez que vi este cartaz publicitário, li "outra coisa".

Mas pensei que não podia ser, eles não podiam andar por aí a dizer estas coisas, quase a ensinar a "saber votar". 

Depois de uma segunda leitura, percebi a mensagem. Queriam apenas que víssemos onde íamos votar amanhã.

E claro, o meu olhar crítico, olhou para os últimos resultados das eleições e ficou com a sensação de que esta gente que me rodeia, também não sabe muito bem em quem votar, ou seja, é mais masoquista do que parece...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


sexta-feira, outubro 10, 2025

A moda de governar para "ganhar eleições"...


Nem se pode dizer que a moda de governar para ganhar eleições, tenha começado com o PSD.

António Costa, por exemplo, foi bom a governar desta forma. Embora fosse menos descarado que o "conde monteverde", foi desta forma que se conseguiu manter tanto tempo no poder...

Olhando para a actualidade, os reformados são o "público-alvo" das maiores atenções do primeiro-ministro, que se habituou a criar, um mês ou dois antes das eleições, um qualquer suplemento que faz as delicias dos mais idosos. Acredita que, mesmo que a memória já não seja a mesma, eles não o esquecem quando vão votar. 

Foi por isso que voltou a repetir a façanha, agora, mesmo que estas eleições não o elejam, sejam apenas para as autarquias. Revela-se um bom amigo dos autarcas sociais democratas, mesmo que estes (e os outros, como os socialistas em Almada...) também insistam em colocar novos tapetes de alcatrão, para tapar os buracos de quatro anos, na semana das eleições...

Mas as benesses não se ficam por aqui, até se corta a erva dos jardins, o que nos faz pensar muitas vezes que não era má ideia existirem eleições anuais nos lugares onde habitamos...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


domingo, outubro 05, 2025

Um almoço amigo e republicano...


Embora não fosse esse o motivo do almoço da meia-dúzia de vizinhos e amigos, que de vez em quando se juntam, como aconteceu hoje, o bonito domingo e feriado revelou-se, como sempre um convívio alegre e democrático (ser o dia da comemoração da implantação da República foi apenas uma coincidência feliz).

O belo repasto preparado pelas duas anfitriãs, foi acompanhado por conversas abertas sobre a actualidade, local, nacional e internacional. O primeiro tema de conversa foi a nossa rua. Da janela do terceiro andar vimos que tinham cortado o "matagal" (finalmente...), demasiado perigoso neste Verão farto em incêndios, porque devido à falta de lugares para todos os carros da vizinhança, muitos acabavam por estacionar rente aquele "barril de pólvora" (as vezes que disse ao meu filho para não estacionar o carro por ali...). 

Apesar do "passa culpa" e de "responsabilidade" do Município e da Junta de Freguesia (mesmo sendo ambos da mesma família política...), são ambas responsáveis pela sujidade e descuido das ruas, onde a acumulação de lixo rente aos contentores é já uma imagem de marca da Cidade. Todas nós sabemos (menos os responsáveis....), que há mais gente a fazer lixo, e por conseguinte, têm de existir mais recolhas pelos serviços camarários (nem sequer são feitas dia sim dia não em Almada...).

Também falámos da cultura e do associativismo local, com conhecimento de causa. Dos "tiros nos pés" dados por vários dirigentes e do aproveitamento dos governantes, para cortar apoios (não é por um mero acaso que continuam a fechar colectividades no Concelho...).

Já não sei porquê, mas a Joana, "extremamente desagradável", também acabou por surgir na conversa e foi aí que ouve alguma controvérsia, por não estarmos de acordo em relação aos limites do humor. Já em relação à sentença, sorrimos todos, por acharmos ridículo alguém pedir mais de um milhão de indemnização por uma piadola. Achámos que os "anjinhos" ficam muito bem com os custos das despesas judiciais.

Depois viajámos pela actualidade internacional, pela "flotilha" e pela "doença e cobardia" das redes sociais e de alguns comentadores políticos, que parecem ter duas mãos direitas e se esforçam em transformar uma missão humanitária num apoio a terroristas (com a cumplicidade do ministro da Defesa...).

Provavelmente, por sermos sobretudo, humanistas, estívémos em acordo em quase tudo, num almoço de amigos, que se prolongou até meio da tarde.

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


quinta-feira, setembro 18, 2025

Dias de "São Mourinho"...


Ontem e hoje o país foi quase só "José Mourinho", que regressou a Portugal, para treinar o Benfica.

Confesso que depois dos dois últimos jogos dirigidos por Bruno Lage, pensei que era boa ideia começar a  deixar de gostar do Benfica. Como se isso fosse possível...

Pensei nisso, mais a pensar nas exibições que nos resultados, mesmo que as derrotas do Caldas e do Benfica, normalmente me deixem triste. Sabia que o treinador tinha os dias contados, por falar de mais e a equipa jogar de menos, e claro, por estarmos cada vez mais perto das eleições.

Eleições com uma mão cheia de candidatos. Não compreendo o regresso de Vieira, que é passado. Embora goste de Rui Costa, sei que tem cometido demasiados erros como presidente. Penso que uma mudança era bem vinda, para acabar de vez com hábitos antigos.

No campo técnico acredito que o Benfica vai mudar para melhor, mas também sei que o futebol de Mourinho não vai rivalizar com o de Jorge Jesus, que mostrou a todos os benfiquistas que era possível ganhar e dar espectáculo para as bancadas, distanciando-se em qualidade do vulgar jogo do "chuto na bola".

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, agosto 25, 2025

Todos eles sabem o que não fizeram no Inverno e na Primavera...


Nós na blogosfera, "podemos estar e não estar", como é o meu caso.

Sim, estou na Beira Baixa e como desta vez decidi não levar computador, escrevi estas palavras na sexta feira, ainda por Almada.

Durante a viagem e o fim de semana, devo ter passado por demasiados lugares que agora estão pintados de cinzento.

Antes de partir e ver a Serra da Gardunha a arder, a minha preocupação era que as chamas não chegassem a Alpedrinha, uma povoação da qual gosto bastante (mesmo sem ter por lá laços familiares, foi uma daquelas heranças do meu pai, que não se explicam, a não ser ele também se sentir bem por lá...).

Sei que muitas das pessoas que têm responsabilidades acrescidas por tudo o que aconteceu, no Norte e Centro do país, fingem que a culpa é apenas das alterações climáticas e do vento indomável. Algumas até  se vão aproveitar destas tragédias para retirar dividendos eleitorais, nas autárquicas, que estão já ali ao virar da esquina e apontar o dedo aos adversários políticos...  

É gente que se sente como "peixes dentro de água", nestes tempos estranhos em que vivemos.

E, embora gostem de usar e abusar do facto de sermos um povo de memória curta, todos eles sabem o que não fizeram no Inverno e na Primavera...

(Fotografia de Luís Eme - Beira Baixa)


domingo, junho 15, 2025

«Porque é que há tanta gente a dar tiros nos pés?»


Às vezes penso que me fazem perguntas difíceis, mais vezes do que deviam.

Outras não. É a realidade a querer saber mais coisas da realidade...

Estive com a Rita. Não a via há meses. 

Falámos muito. Falamos sempre muito, até nos atropelamos, por vezes. E sorrimos em vez de nos chatearmos...

Claro, conversámos sobre o que se está a passar no nosso país. Foi quando ela me fez a pergunta de mais de cem paus: «Porque é que há tanta gente a dar tiros nos pés?»

Disse-lhe que ela é que me poderia falar sobre o assunto, porque a parte mais confusa nisto tudo, parecem ser as mulheres. Nunca vou perceber, porque razão não aproveitam o facto de serem metade da população, para tornar o mundo mais igual em direitos. Fui provocador e acrescentei que talvez lhes agradasse o papel confortável de "donas de casa"...

Ela sorriu e disse: «Talvez...»

Ou seja, também não percebe o que se passa na cabeça de tantas mulheres, exploradas e tratadas quase como objectos, que preferem votar nos políticos e nos partidos que as menorizam e retiram direitos, não escolhendo o que é melhor para elas e para os filhos...

O problema é que não se trata de um problema local. É um problema global.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quinta-feira, maio 22, 2025

A cumplicidade socialista na partilha da escola pública e privada


A semana passada fui convidado para ir falar sobre leitura e livros a uma escola secundária, privada.

Achei tudo normal. Os professores (o convite partiu de uma amiga, professora de inglês), os alunos, os funcionários.

Só a partir de sexta feira é que comecei a pensar com alguma insistência na diferença que existe, entre um "colégio" e uma "escola secundária". Como os meus filhos já tem mais de vinte anos e sempre estudaram na escola pública (nas melhores de Almada, a António da Costa e a Emídio Navarro...), sem problemas de maior, nunca pensei seriamente na degradação do ensino (ao contrário da saúde, talvez por esta ser mais visível) na última década. E a pandemia não explica tudo...

Depois de domingo, ainda foi mais fácil associar as ideias, ir ao encontro de um país, que é cada vez menos para todos.

Não fui capaz de dissociar a derrota socialista de António Costa e Mário Centeno (Medina apenas seguiu o guião), que preferiram "encher os cofres" do Estado a investir dinheiro onde era necessário (educação, saúde e serviços públicos) e onde falta um pouco de tudo. Sei que estavam longe de pensar "sair a meio" e que os "cofres" que foram enchendo iriam servir para o PSD andar um ano em campanha eleitoral a dar a uma série de classes profissionais o que o PS se recusou dar. Isso ainda os deveria envergonhar mais (se tivessem vergonha, claro).

Lá estou eu a "desviar-me do assunto". 

Segundo as estatísticas, 25% das escolas secundárias  de Lisboa hoje já são privadas. E o número promete crescer. Isso só acontece porque as escolas públicas deixaram de ser as com mais qualidade e com mais segurança (a falta de funcionários é mais que evidente em algumas escolas...). E quem pode escolher, escolhe as melhores para os filhos...

É por isso que embora os socialistas se batam (teoricamente) pela Escola Pública e pelo SNS, com a falta de investimento, foram os primeiros a abrir caminho ao crescimento dos colégios e das clínicas privadas no nosso país.

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


segunda-feira, maio 19, 2025

Manias de grandeza no meio da pobreza...


Pode parecer estranho a pessoas normais, haver emigrantes que se acham "de primeira", ao ponto de serem tão - ou mais racistas - que os brancos de cabelo curto, que fingem ser "arianos", em relação a outros povos, que chegam ao nosso país vindos do Oriente.

Como cada vez vejo menos televisão. Não vi a senhora brasileira que falou ontem à noite para as câmaras, durante os festejos da "vitória" do Chega. Mas hoje li o que escreveu Vicente Nunes no "Público" que, entre outras coisas, explica o quanto a ignorância é atrevida:

«Mulher, negra e imigrante. A brasileira que fez questão de ir às comemorações do Chega, partido de extrema-direita que elegeu 58 deputados para a Assembleia da República, é o retrato claro de parcela dos imigrantes que estão em Portugal e defendem, equivocadamente, políticas restritivas para quem vêm de fora com o intuito de construir uma nova vida no país.
Em um tom acima do normal, olhando para as câmaras das tevês, ela ressalta que é trabalhadora, que paga seus impostos, como se os demais imigrantes fossem vagabundos e só estivessem em território luso para se aproveitarem de benesses governamentais, como prega o líder do partido radical, André Ventura.»

Pois é, parece que cada vez há mais gente que adora "dar tiros nos pés" e "lamber as botas" a quem os insulta e explora...

(Fotografia de Luís Eme - Sobreda)


domingo, maio 18, 2025

Um país cada vez mais faz de conta


Não me reconheço neste país... e ainda menos no distrito onde vivo há praticamente quatro décadas.

Faz-me muita confusão a transferência (cada vez mais evidente) de votos do PCP para o Chega, em praticamente todos os distritos do Alentejo e também em Setúbal.

Pois é, os extremos tocam-se mesmo...

Não vou emigrar, mas sinto-me pouco confortável neste país que privilegia, cada vez mais, a "chico-espertice", as "meias-verdades" e as "meias-mentiras", como tem acontecido com o primeiro-ministro eleito. Basta-me recordar as mentiras que foi capaz de dizer no debate televisivo com o líder do PS, sobre o SNS, de que havia mais médicos de família, mais consultas e mais urgências abertas no último ano que na legislatura anterior. Basta consultar os dados estatísticos oficiais, para lhe chamar mentiroso, com todas as letras.

Do partido que irá ter um número próximo dos 6o deputados, nem vale a pena falar. De certeza que além do aumento do ruído e do insulto no Parlamento, também irão multiplicar-se as suas habituais "ficções", desmentidas diariamente pelo jornalismo credível, que também é colocado em causa, por não seguir o seu "guião".

(Fotografia de Luís Eme - Tejo)


terça-feira, maio 13, 2025

E esta? Os políticos a fingirem querer ser apenas "gente normal"...


Nunca pensei que chegaríamos a um tempo em que os políticos, iriam passar a campanha eleitoral a "fingir" que eram pessoas "normais", preferindo passear-se pelos programas da manhã e da tarde, de entretenimento, que têm como espectadores privilegiados, os pensionistas (que também têm sido "disputados" nos discursos, quer pela AD quer pelo PS...), aos debates ou entrevistas políticas mais sérias, com jornalistas chatos e incómodos.

O giro da coisa, foi tudo ter começado com o actor Luís "Monteverde", que tem andado o tempo todo a fugir da sua empresa que tem um nome quase espacial. Só não estava à espera que ele fosse "copiado" por todos os outros cabeças de lista, da esquerda à direita, que nem aos programas de humor, dizem não.

Não sei o que diriam líderes como Francisco Sá Carneiro, Mário Soares ou Álvaro Cunhal, destes novos tempos e destes políticos, mais de entreter, que de falar de coisas sérias...

Talvez não dissessem, mas pensassem o óbvio: "são muito fraquinhos."

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, abril 30, 2025

A arte de fingir no palco da vida


Como toda a gente percebeu (penso eu...), o Governo "não existiu" durante horas, no dia do "apagão nacional". 

E a primeira excepção foram as declarações de um ministro (Castro Almeida) que sem ter dados ou certezas contribuiu para o festim de "notícias falsas", que começou por alimentar a tese do "ciberataque".

Provavelmente, qualquer Governo, faria a mesma coisa. Talvez não comunicasse tantas vezes à "posteriori". Não me lembro de tantas intervenções televisivas de um primeiro-ministro, que gosta de falar menos que o indispensável. Qualquer pessoa minimamente esclarecida, sabe que isso só aconteceu porque estamos num período eleitoral...

E se há coisa em que o chefe do Governo é bom, é "na arte de fingir", no palco da vida (e da política). 

Não é por acaso que apesar da palha que tem saltado do seu rabiosque, continua à frente das sondagens...

(Fotografia de Luís Eme - Lisboa)


quarta-feira, abril 16, 2025

«Eles continuam convencidos que vendem políticos como sabonetes»


Quem como nós conhece um pouco mais que os corredores das agências de comunicação e sabe qual é a verdadeira razão da sua existência, sorri quando aparece mais uma notícia sobre "um caso de justiça" de um político qualquer, no calor de qualquer eleição.

Até porque nestes lugares, há vários "porcos que sabem andar de bicicleta" (até fazem corridas...). Claro que passam mais tempo no chão que em cima das bicicletas, mas não deixam de ser uns grandes artistas, pelo menos nestes lugares, onde há sempre um idiota com o dedo no ar.

Todos sabemos que os cabelos cinzentos do Carlos são sinónimo de muitas viagens no "poço da morte". É por isso que estamos sempre à espera de qualquer frase diferente, digna de um poeta-publicitário. E ele raramente nos desilude: «ainda bem que existem estas "fábricas de ilusões e pesadelos", para dar trabalho a uma série de gajos do circo, que dantes só conseguiam ganhar uns trocos no Natal.»

E por não ser do clube dos que "cospem na sopa que lhe servem", apenas acrescentou: «Eles continuam convencidos que vendem políticos como sabonetes. Esquecem-se é de que a malta agora prefere gel de banho...»

(Fotografia de Luís Eme - Cacilhas)


terça-feira, abril 08, 2025

A arte de "tirar o tapete debaixo dos pés"...


Não sei se é por causa do "cheiro a poder" que inunda o PSD, que não há praticamente ninguém no partido, que se mostre incomodado com os problemas mal explicados de Luís Montenegro (a excepção que confirma a regra é Poiares Maduro...).

No PS acontece o contrário, Já se cheira a "derrota", o que é sempre uma oportunidade para todos aqueles que são bons na "arte de tirar o tapete debaixo dos pés" do bom do Pedro Nuno, sairem da toca. 

É por isso que penso que é tudo menos inocente, a recusa de Fernando Medina em fazer parte das listas de deputados. Tal como a "birra" de José Luís Carneiro, de só aceitar ser candidato por Braga, mesmo indo contra a vontade dos dirigentes locais. É de "artista".

E nem vale a pena passarem o tempo a falar de pluralismo ou de democracia, para justificar as diferenças socialistas, cada vez mais evidentes, assim como o "apetite" pelo lugar de secretário-geral...

(Fotografia de Luís Eme - Almada)


terça-feira, março 25, 2025

Todos os ventos estão a soprar para o mesmo lado...


Montenegro está quase a ser levado pelo vento (e por alguns jornaleiros e comentadeiros que ainda gostam de brincar com papagaios, não dos de papel, mas daqueles mais finos sofiscados que se vendem nas lojas de brinquedos...), em direcção ao Poder. 

Claro que ele também leva algum jeito, para se colocar a "favor do vento" e deixar-se levar na bolina... 

E não vai falhar uma oportunidade para se vitimizar, por saber que os portugueses gostam de coitadinhos. E se tiver de levar um encontrão qualquer (mesmo daqueles fabricados...), numa cidade ou vila qualquer onde não seja muito popular, venha ele... 

E vai andar sempre de dedo em riste, a apontar para o Pedro, com bom costado para arcar com as culpas, mesmo que ao contrário dele, quisesse tudo menos eleições...

(Fotografia de Luís Eme - Niza)