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quarta-feira, 20 de março de 2024

Bem-vindo outono

 Outono com poesia💛🌿


É chegado o outono! Estamos nas primeiras horas da nova estação!

Outono que na natureza é percebido pela mudança nas árvores, a luminosidade do céu, as frutas da estação, a temperatura mais amena. Tempo de recolhimento.

Acolhendo o convite da Rosélia para celebrarmos o Dia Mundial da Poesia, escolhi uma poesia da Miryan Lucy de Rezende, de seu livro Luas de Junho.

A fotografia foi de uma manhã de caminhada aqui pelos arredores.






Março

Abro as janelas e portas para março, que vem com suas águas de fechar o verão. Com sua chave dourada de abrir outono. Que pinta a minha vida com uma luz tão linda, que escorre das folhas, das fotografias e cai como chuva de fim de tarde sobre as minhas palavras.

Bem-vindo março. Chegue bem.

Que suas águas aumentem meu curso, me façam mais profunda para que eu continue rio que não corre em vão!





sexta-feira, 15 de março de 2024

Blogagem coletiva

 💙Botando a cabeça para funcionar 08💙



Botando a cabeça para funcionar é uma blogagem coletiva de todos os dias 5, 15 e 25 organizada pela Chica no blog Chica brinca de poesia onde através da imagem dada podemos nos inspirar em uma postagem ou mesmo nos comentários. Participem também!

A imagem é essa:


Peregrino que era, encontrar árvore tão aprazível, generosa em sombra, momento ideal para tirar a mochila das costas, aliviar os pés das pesadas botas. Um descanso, um alimento, um agradecimento pela inigualável beleza da Natureza.
Restabelecido seguia. Muitos passos, muitos quilômetros ainda até o seu destino de peregrinação. Sempre o olhar atento a buscar outro aconchego, outro colo verde, de raízes, tronco, galhos e folhas. Natureza é mãe, uma árvore, para o peregrino, é um colo de mãe.

Vou aproveitar essa postagem e costurá-la com uma outra!
Essa semana tivemos o Dia da Poesia Nacional ( 14 de março ) e no próximo dia 21 será a vez da Poesia Mundial.

Rosélia está fazendo uma festa com os poetas blogueiros! Espia lá!

Se você é " das antigas" aqui nos blogs, certamente vai se lembrar que muitas postagens já nos encantaram com poesia, frases, mensagens que eram assinadas por "Ana Jácomo". Alguém se lembra disso?

Também circulava no facebook e eu me recordo das especulações sobre quem era aquela pessoa, tão cheia de poesia que assinava por Ana Jácomo e não era encontrada em canto nenhum? Alguns falavam de pseudônimo, outros de um escritor fantasma.

Bem, o tempo passou e eu nem me lembrava mais da tal Ana Jácomo.

Até que...

Uma escritora que sigo no Instagram postou um stories assim:


Quando eu bati os olhos e vi Ana Jácomo, imediatamente me lembrei do quanto eu e muitas outras pessoas se encantavam com os escritos da moça!

Através daquele stories então foi possível chegar a essa pessoa que sempre admirei.

A página que ela mantém no instagram é uma delícia de passear e se banhar em poesia.

Vou colocar o link para você também poder apreciar!



Beijo e bom final de semana!











sábado, 19 de agosto de 2023

Silencioso violão

 Participando da edição n˚ 507 da Mari no blog Devaneios e Desvarios, 1 imagem, 140 caracteres.


Encantava-o o som do violão e assim sonhou ter o instrumento nas mãos. Comprou, esforçou-se. Inútil, o dom lhe era ausente. Escrevia seus poemas ao silêncio das cordas.



Minha inspiração veio do meu marido, um apaixonado pelo som do violão. Foi com enorme sacrifício que conseguiu comprar o instrumento de segunda mão, mas...

Seus dedos passam por veias, artérias, órgãos durante as cirurgias que realiza, mas com o violão não houve jeito, é mesmo desprovido de talento. O poema é verdade! Ele fez mesmo um poema para o violão que nunca tocou!





quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Vamos brincar com a Chica 33

 


De arrepiar a plataforma do Empire States.


A palavra que a Chica nos deu, lá no seu blog Sementes Diárias,  para o desafio da semana foi, arrepiar.



Nunca estive no Empire States, mas, se algum dia estiver, tenham certeza que nesta plataforma não pisarei!

No meu caso, a palavra arrepiar não cabe. Eu iria mesmo é esmorecer, bambear, isso para ser delicada 😊.

Há muitos anos aqui em São Paulo, havia um programa da prefeitura para que os próprios moradores conhecessem a história da cidade; claro era também aberto aos turistas.

O preço muito acessível, os trajetos mesclavam metrô, ônibus e também era feito a pé.

Havia vários roteiros e eu escolhi um deles, com muita audácia em explorar a cidade, com a juventude dos meus joelhos e com a coragem que eu mesma me atribuía.

Meu trajeto incluía um prédio símbolo da cidade, esse aí do meio:



Além da vista deslumbrante, havia também a promessa de um jardim suspenso.

Então subimos. Eu já com a máquina fotográfica com o filme kodak, não, não, era fujifilm, eu preferia esse, em mãos. Saímos do elevador e para minha surpresa, não havia jardim algum.

Do elevador abria-se uma porta que dava para uma escadaria externa, aquelas de incêndio, vazadas.

A juventude dos meus joelhos, travou ali. Uma fila atrás de mim, joelhos bem mais velhos.

Eu não era corajosa, nem audaciosa. Ali soube que não fui feita para as alturas, para as aventuras.

Após um tempo incalculável, minhas pernas encontraram a marcha a ré. Desculpei-me com o guia turístico que aguardava todos subirem na sua frente.

Nem me lembro se fotografei alguma coisa turística naquele dia.

Esse arrepiar das alturas, quem sentir me conte. Essa é uma experiência que não terei!





domingo, 13 de agosto de 2023

Uma imagem em 140 caracteres n˚ 506

 Participando da blogagem coletiva que a Mari organiza em seu blog, o Devaneios e Desvarios, com esta imagem para a semana:



Brincava com o filho sobre seus ombros. Abria os braços, era um avião. Voava e novos horizontes se abriam. No coração desejava horizontes abertos, vida plena com amor.


Deixo meu abraço a todos os pais que passarem por aqui, aos papais dos amigos e amigas blogueiros, aos papais que, como o meu já não se encontram aqui, mas seguem em nossos corações 💛

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Sem sujeira

 Uma imagem, 140 caracteres


Durante meus anos iniciais na blogosfera, participei muitas vezes de exercícios criativos como esse onde temos que nos expressar com apenas 140 caracteres. Vejo sempre o pessoal brincando sob a batuta da Marina do blog Devaneios e Desvarios e vou me atrever a entrar nessa roda também!

A imagem selecionada é esta:



Minha participação:

Gostava mesmo de cozinhar fazendo a chama do fogão saltar e flambar os legumes dentro da panela. Agora, com o fogão por indução, seus legumes, ficaram mais comportados.



Eu nunca cozinhei em um fogão por indução, e como vejo sempre tudo tão organizado e limpo, acabo achando que a cozinha fica mais comportada assim!

No meu velho fogão à gás é comida, espirros de água, de óleo, enfim, será que eu iria me adaptar?!





quinta-feira, 6 de julho de 2023

Vamos brincar com a Chica 27

 


Fazia tempo que eu não entrava na roda da brincadeira semanal da Chica e, enfim, hoje consegui!




A palavra da semana é: intragável

Minha frase com sete palavras:

Qualquer comida engolida com tristeza fica intragável.

Minha inspiração, assim que vi a palavra dada, veio de pensar que quantas vezes inicia-se uma desavença bem no momento da refeição.

Vozes alteradas, gritos, palavras duras, palavrões, raiva, ódio.

Repetimos tantas vezes que a hora da comida é sagrada, porém muitas vezes não honramos esse aprendizado tão bonito e necessário.

Vou aproveitar a postagem para trazer aqui uma bonita mensagem do professor vietnamita zen budista ( já falecido ) Thich Nhat Hanh que as escreveu para as famílias pensando principalmente nos jovens.

SEIS CONTEMPLAÇÕES SOBRE COMIDA PARA A JUVENTUDE

1- Essa comida é um presente de todo o universo: da Terra, do céu, da chuva e do sol.

2-Devemos agradecer às pessoas que prepararam esses alimentos, sobretudo aos produtores, às pessoas que trabalham nos mercados e aos cozinheiros.

3- Só devemos pôr em nossos pratos a quantidade que somos capazes de comer.

4- Devemos mastigar a comida lentamente, para desfrutar dela.

5- Essa comida nos oferece energia para praticar o hábito de sermos mais amorosos e compreensíveis.

6-Nós comemos essa comida para ficarmos saudáveis e felizes, e para amar uns  aos outros  como se fôssemos uma família.

Muita gente entrou nessa roda para brincar! E tem frases bem divertidas, vem só espiar, clica aqui!



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Pareidolia

 


Vamos brincar com a Chica 6 lá no Sementes Diárias?!








A palavra da semana é pareidolia.


Minha participação com a frase de sete palavras:



Na sua infância, a pareidolia lhe aterrorizava.


Essa palavra já era de meu conhecimento porque encontrei no Instagram uma pessoa que só postava fotos que induzia à pareidolia.


E foi adulta que eu descobri que esse fenômeno psicológico foi o que me aterrorizava na infância.

Cortinas de tecido com estampas eram comuns àquela época e assim havia uma em meu quarto e… nem preciso dizer que, era só minha mãe virar as costas após o beijo de boa noite para que aqueles rostos assombrosos que estavam ali na cortina se manifestassem.


Incrível que durante o dia, a cortina parecia inofensiva! Era o dia se despedir que tudo surgia.

Como esse problema foi resolvido eu não faço ideia.

Só sei que os monstros da cortina não me levaram para um lugar misterioso!


Mas que fique registrado: nunca gostei de filmes de terror.

Será por conta da tal pareidolia?!


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Vamos brincar com a Chica 5

 


Vamos brincar?!


A palavra escolhida lá no blog Sementes da Chica é sanguessugas.

Minha frase:

Nunca precisou fazer nenhum tratamento com sanguessugas.


Já tomei muita injeção, mas só de pensar nessas bichinhas, nas tais sanguessugas, sinto até calafrios!



domingo, 22 de janeiro de 2023

Vamos brincar com a Chica 3

 A palavra escolhida para a nossa brincadeira com a Chica em seu blog Sementes Diárias é néscio.



MINHA FRASE:


NÉSCIO DA EMERGÊNCIA CLIMÁTICA, DESTRÓI SEU PLANETA.



FUTURAMENTE, QUERO TORNAR ESSA BRINCADEIRA COM A PALAVRA NÉSCIO ( A QUAL EU NÃO SABIA O SIGNIFICADO E FUI PROCURAR, E COMO É BOM APRENDER PARA NÃO FICAR NÉSCIO - DESPROVIDO DE CONHECIMENTO! ) ALGO SÉRIO A SER CONVERSADO AQUI NO BLOG - A EMERGÊNCIA CLIMÁTICA.









segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Festejando um blog

 


Celebrar 13 anos de um blog é bênção e sorte, são ambas se misturando, mesclando!
Rosélia, parabéns pelo teu blog-mãe, pelos treze anos permanecendo aqui nesta rede que nos é tão querida!
Festejar teu blog me trouxe além de alegria, várias reflexões.
Como já li na Chica, quando começamos por aqui, a grande maioria de nós não tinha uma noção, uma visão clara do que aconteceria.
Um abraço lá em Portugal, como a Ailime colocou? Impossível de se imaginar que um blog levaria a isto!

Tantos blogs nasceram pela dor e através das palavras expressas e as recebidas, a dor foi se transformando inclusive em poesia, em fotografia.
Eu me lembro de um pensamento que cercava o início dos blogs que era o da frieza. Isso aqui era apenas uma página de computador. Mas para nossa sorte e bênção, o frio da tela foi misteriosamente se mostrando quente, cheio de vida, de vida mesclada em dores e alegrias, a tela magicamente nos mostrava um coração pulsando ali por detrás e assim nasciam as amizades, assim a continuidade, a vontade de interação.

Parabéns pela persistência. É uma alegria saber que seus muitos blogs conectam pessoas, histórias, tornam dias melhorem. Que você siga inspirada e nos inspirando também a seguir!

domingo, 18 de novembro de 2018

Solidão na maternidade


Participando do projeto Na Casa da Vizinha, uma blogagem coletiva que ocorre no terceiro domingo de cada mês, organizada pelas meninas Cris Philene do blog Prosa de Mãe e Tê Nolasco do Bolhinhas de Sabão para Maria, que hoje traz o tema Solidão na Maternidade.

Assim que vi o tema proposto para essa blogagem, imediatamente lembrei-me de um lindo texto que me tocou à epoca da gestação da minha filha Júlia, hoje com treze anos.


"Um dos momentos mais especiais da minha vida foi o mês após o nascimento de Tara. Descobrir minha filhinha era observar o milagre do desabrochar diante dos meus olhos. Ela era o ser mais precioso, bonito e divino que eu jamais vira.
Mas havia um outro aspecto desse tempo que guardarei para sempre como um tesouro. Numa tradição seguida por muitos indianos, a parturiente e seu bebê recém-nascido ficam na casa dos pais durante 40 dias após o nascimento. Esta tradição se explica pelo fato de tanto a mãe quanto o bebê necessitarem de cuidados e carinho nessas primeiras semanas. Cuidada por sua própria mãe, a recém-mamãe pode então se concentrar nos desafios e descobertas desse primeiro momento e dar início ao relacionamento com seu bebê num ambiente estável.
Voltar com minha filha recém-nascida para a casa de meus pais foi uma experiência comovente e tocante. Passei com eles um tempo lindo e emocionante nessa nova fase da minha vida, com meu bebê nos braços. Eu era agora uma mulher adulta, expandindo a nossa família e despertando em todos sentimentos de um amor ilimitado. O amor e o orgulho nos olhos dos meus pais tanto por mim quanto por sua neta me fizeram descobrir que Tara era não só um dom para Sumant e para mim com também o presente mais sagrado que eles haviam recebido"           Mallika Chopra

Nossa solidão é cultural, geográfica. Comunidades indígenas, sertanejas, quilombolas, ribeirinhas, por exemplo, relacionam-se de outras maneiras que nós de comunidades urbanas.

Por horrível que isso possa soar, vivemos uma cultura de isolamento. Não sabemos pedir ajuda, não sabemos oferecer, por medo. Medo de se expor, medo de parecer ridículo, medo de que o outro não saiba fazer do "nosso jeito"e assim, uns com medo dos outros, seguimos isolados.

As amizades podem mudar; se antes saíamos para um bar, um noite de conversas, com um bebê fica mais difícil e amigos podem se afastar, mas também podemos fazer novos amigos por afinidades - bebês, escola, brincadeiras, passeios.
Precisamos de abertura, abrir-nos para outras possibilidade. Muitas vezes não incentivamos nossos filhos assim, seja numa praça, clube, festinha: "vai lá, fala com ele, empresta o brinquedo". Estamos dizendo "faça um amigo! "Precisamos repetir isso para nós mesmos e nos esforçar para olhar para essas pessoas que terão em comum conosco a maternidade.

Acho que temos uma ferramenta valiosa nesses tempos que são as redes sociais, a facilidade dessa tecnologia de comunicação que são nossos celulares e não a usamos em todo o seu potencial.

Eu acredito que a maioria de nós aqui dos blogs vive nessa cultura urbana, que traz em si mesma esse isolamento e por isso mesmo pede esse olhar cuidadoso porque há sim como remediar isso.

"Na contemporaneidade, existem formas alternativas de relacionamento, como as redes sociais, por exemplo, que se apresentam como uma boa sugestão de sociabilidade e trocas importantes"- Dr José Guilherme Cantor Magnani, antropólogo.

No meu começo na internet eu ouvia muito o termo amigos virtuais versus amigos reais. Essa é uma barreira que já se transpôs. Quantas pessoas "virtuais" nós sentimos afinidade, preocupação, cuidado. E por que não dar um passo a mais, trocando e-mails, endereço, correspondências, WhatsApp com essas pessoas? Por que não se formar um grupo com essas pessoas que sentimos emanar um calor? Com um tema em comum, e fazer reuniões online para expor opiniões, trocar experiências, angústias, ir além de nossas fotos bonitas no instagram?
Grupos grandes, gigantes, dos quais a internet está cheia, não funcionam com esse propósito de aproximação, falo de quando a sentimos um pulsar ali na telinha!

Eu participo de reuniões semanais via Zoom, Skype e é muito enriquecedor.

O texto que eu postei acima, na minha opinião é lindo, porém é uma outra cultura. Pode servir de inspiração mas não pode servir como lamentação.

Os filhos estão, ainda bem, crescendo, conquistando a cada dia algo novo, relevante, como já dissemos em outra blogagem, estão ganhando asas, tomara sejam nossos amigos, companheiros de vida, mas terão seus próprios amigos, seus caminhos, cabe então a nós oferecermos essa abertura para que outros se aproximem e para nós mesmas possamos oferecer aconchego, colo para quem possa estar precisando.

Precisamos quebrar essa cultura de isolamento. Abertura, disposição e atitudes, são a possibilidade .

Um beijo e obrigada por mais essa possibilidade de participar em grupo com essa reflexão!


domingo, 21 de outubro de 2018

Maternidade sem competição


Participando mais uma vez do projeto "Na Casa da Vizinha", uma blogagem coletiva organizada pelas meninas Tê Nolasco e Cris Philene, hoje com o tema maternidade sem competição.

Uma blogagem coletiva é como uma colcha de retalhos, ou mesmo um quebra-cabeça, onde cada pedacinho vai se somando ao outro e temos, com cada participação, várias ideias que formam um todo muito enriquecedor.

Antes de escrever, já que estou publicando no final da noite, pude ler as participações e fica bem claro que não é positivo, não é saudável emocionalmente essa competição. Respeito ao tempo de cada criança é um ponto central na maternidade.

Quero contribuir com duas propostas ( não são minhas, são da sabedoria que pertence à nossa humanidade ) que podem mesmo ser chamadas de "antídotos".

Para quando sentirmos que nossos filhos são os únicos, os melhores do mundo; para quando acharmos que somos a mãe mais extraordinária de todas. Ou seja, se cairmos no modo exagero:

O agradecimento é o remédio, o antídoto.

"Ao agradecer reconhecemos que as condições que possibilitam a nossa existência dependem de um entrelaçamento imensurável de seres e circunstâncias. Nos prevenimos do isolamento, do autocentramento e da não apreciação". Fábio Rodrigues

Esse agradecer é reconhecer a nossa dependência de várias pessoas, de vários fatores para que nossa vida e a vida de nossos filhos flua.

A moça que aplicou a vacina, a funcionária da limpeza que higienizou o hospital onde ele nasceu, o caminhoneiro que fica tantos dias longe de seus filhos para transportar o arroz que nossos filhos comem. Uma teia incrível que deixamos de ver quando achamos que somos tão incríveis.

Contemplar toda essa teia de apoio, muitas vezes invisível, vai trazendo um frescor ao nosso olhar - somos todos especiais porque estamos interligados! Se meu filho é o melhor pianista, quantas pessoas contribuíram para isso? Não há arrogância, exageros que resista!

Meu filho é um leitor exímio? Obrigada aos escritores das histórias, ao pessoal da gráfica, a quem plantou provavelmente eucaliptos que se tornaram papel, que viraram livros e que fazem meu filho um leitor voraz!

O outro antídoto é para quando nos sentirmos mal, culpados, inferiores perante o outro ou mesmo, para quando sentirmos inveja. 

Alegria empática é o remédio!
Antes de acessar as redes sociais, antes de ir para a pracinha, reunião da escola, antes de abrir o whatsapp, respire profundo e concentre-se em apreciar as virtudes, sucessos e alegrias de outras pessoas.
Se um outro pensamento vier, algo do tipo "nossa, meu filho não faz nada disso, ou, poxa, queria tanto ser como aquela mãe que faz tudo tão perfeito para criar seus filhos", apenas volte para apreciar o outro. Não julgue, não elabore.

Andou cedo, come pão de fermentação natural, fala três idiomas?- alegre-se com sinceridade.

Nossa vida fica mais leve, a alegria flui sem precisar de motivos!

Que a gente possa cultivar cada vez mais a alegria empática e olhar com profundidade para poder agradecer!

Um beijo!



domingo, 16 de setembro de 2018

Filhos e o criar asas


Projeto: Na casa da vizinha, uma blogagem coletiva mensal organizada pelas meninas Tê Nolasco do blog Bolhinhas de Sabão para Maria e Cris Philene do Prosa de Mãe.

Esta será minha primeira participação e quero agradecer à Tê e Maria, que eu já conheço e também à Cris, que estou tendo a oportunidade de conhecer através dessa interação que as blogagens proporcionam! E claro será muito agradável conhecer outras mamães que estão participando. Sem contar que tem mamãe que também é avó e corta as asas se for preciso!!!

Filhos e o criar asas tão cedo

A vida me colocou uma experiência, que claro, a princípio foi de extrema dor - eu tinha doze anos quando minha mãe morreu e que depois a dor se tornou uma doce lembrança e me possibilitou ressignificar muitas coisas.
Essa experiência jogou luz na maneira como eu crio os meus filhos.

O "criar asas" sempre esteve à voltas nesse meu processo de maternidade, mas sem peso, sem tristeza, sem medo, foi algo simples e que acontece aos poucos.

Como sou filha única e não tenho família próxima, cada oportunidade que surgia, dos filhos dormirem fora, era algo muito positivo. Mas, como disse anteriormente, nós, os pais, respeitamos as individualidades: minha filha com dois anos já aceitava o convite, o filho, na época com quatro, simplesmente não queria.

Então passamos por todo o processo em que a escola tem um espaço grande, seja nos passeios, excursões, noite de pijama em casa de amigos, muito bem.

Sei que pode soar estranho, mas eu sempre fiquei muito tranquila, nada de coração na mão! Checada as condições de segurança e afins... eu me alegrava com a situação.

Quero nessa interação abordar a fase bem adolescente dos meus filhos e sei que a Chica passa pelo mesmo agora com o neto.
Meu filho tem 15 anos e a menina, 13.

E acho essa a idade mais difícil e perigosa e já falo disso logo mais.

Com 15 anos meu filho se locomove sozinho para a escola, pela cidade de ônibus e uber, porém isso só é possível porque aqui a cidade é segura. Esse é um dilema: como soltar numa cidade, num bairro inseguro, violento?

Esse soltar do meu filho foi acontecendo: um dia eu não pude ir buscá-lo no kumon e ele voltou sozinho para casa ( anteriormente eu o levava e comecei a ficar na esquina para que ele entrasse sozinho; depois combinei que esperá-lo em uma rua próxima e assim se deu até que ele veio sozinho para casa, disse ser tranquilo e passou então a ir e voltar só ).

Moramos próximo à escola da menina, no primeiro mês eu a levava, depois vendo várias crianças indo sozinhas também a deixei ir só.

Vez por outra eu peço uma passada na quitanda para que me tragam uma alface ( e chega em casa uma escarola! ), tem mocinho comprando seus próprios itens de higiene e assim vamos seguindo.

Junto a tudo isso, acho importante que essas asas que vão ganhando mundo encarem as limitações, as frustrações, as dificuldades. O crescimento e aprimoramento emocional é grandioso nesse processo.

O perigo das asas:

Como disse acima, acho essa a fase mais perigosa. Por quê?
Porque educar, criar, ensinar, cuidar é maravilhoso e é cansativo. Por mais que exultemos a maternidade, o cuidar, existe um cansaço que talvez nem seja físico. Então essa fase "adolescente grande" é maravilhosa para se ter um pouco de sossego - dê dinheiro ao seu adolescente e liberdade a ele e você terá momentos de paz...

Estou presenciando isso: muitos pais soltam completamente nessa fase e temos visto muitos adolescentes bebendo e usando drogas. Amigos de minha filha de 13 anos fazem "festinhas"em casa à base de vodca ( cadê os responsáveis ? ).

Não senti aperto no peito quando eram pequenos e sinto agora com o filho moldando seus sonhos, falando inclusive em ir morar fora do país.

Bem, aos menos não se precisa mais usar ficha DDI para ligações internacionais ( sou dessa época! )

Vou finalizar apresentando meus filhos!

Bernardo, quer ser engenheiro aeronáutico.


Júlia, começa o ensino médio ano que vem e nunca termina de assistir a série Grey's Anatomy ( e eu fico sem o computador )


Dar asas, podar um pouco as asinhas é viver!
E é maravilhoso viver com esses seres que nos inspiram dia a dia!


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Qual o meu lugar mágico?


Hoje tem festa! Ou melhor, hoje começa a festa que promete durar por nove dias!
Estamos festejando o aniversário de blogue da querida Rosélia. São nove anos de blogosfera, de postagens e principalmente de interação.
Ainda não tive a oportunidade de abraçar a Rosélia pessoalmente, já vi e me alegrei pelos encontros que ela promoveu, participou.
Então meu desejo de que essa festa seja alegre, cheia de interações e que venham muitos mais anos de blog!

O tema proposto para essa festa com blogagem coletiva é: Qual o meu lugar mágico?

O silêncio é meu lugar mágico.
E eu fui ao longo de muitos anos aprimorando esse silêncio.
Primeiro era o som chiado que saía da boca da minha mãe com o dedo indicador em riste a frente dos lábios. O silêncio me chegava como reprimenda.
Lembro-me também dos quadros que haviam nos hospitais; uma enfermeira solicitando silêncio. Era um silêncio triste, sussurrado.
O silêncio como uma diminuição dos ruídos, trazia-me alento. Eram tantos os sons da grande metrópole, que um pouco de pausa, de menor volume, trazia alívio.
Hoje entendo o silêncio como um grande espaço no qual posso me recompor, descansar, ouvir, estar presente.
A ausência de ruído é quase impossível. Seja nas grandes cidades, seja num lugar isolado - lá sempre haverá um grilo, um pássaro... isso é som afinal!
Eu preciso estar em silêncio, silêncio interno para poder ouvir com amor os que estão a minha volta. 

E aqui eu quero contar algo que para mim foi um presente.

Certa vez, eu li em um outro blog, um comentário que a Rosélia deixou por lá e eu recolhi e guardei em meu coração.

Ela escreveu que era possível encontrar esse silêncio, fazendo às vezes, um pequeno retiro em nosso próprio quarto.

( Será que você se lembrará disso, Rosélia?! )

Foi um presente que ela me deu sem saber.

Muitas vezes, os blogs, as nossas palavras podem ser um presente, um alento, um sopro de ânimo para alguém.

Eu bem sei que estou mais ausente nesses últimos tempos, mas também tenho a certeza de que é nesse espaço dos blogues que as melhores coisas acontecem!

Parabéns Rosélia!


Se você quiser participar ou desejar os parabéns para essa grande amiga, passa lá!