quarta-feira, fevereiro 20, 2008

A pedido de várias famílias: entrevista a Olavo de Carvalho



Bruno Garschagen entrevistou Olavo de Carvalho para a "Atlântico" (a melhor revista portuguesa em idéias) de Janeiro!


Abaixo, o link com a entrevista completa. O trecho escolhido é importante pois Olavo, de uma forma mais detalhada do que o costume, explica exatamente qual o "conservadorismo" que defende ( "a ordem espontânea) e a diferença da defesa desta "oprdem espontânea" e a defesa de um conservadorismo por si e em si mesmo. Neste último caso, o conservadorismo como uma regra formal, pode transformá-lo em algo tão "revolucionário" e totalitário quanto ao que (somente superficialmente) combate. Este seria o caso de Portugal sob o comando de Salazar e do Salarazismo.


Ainda não tenho qualquer bagagem de conhecimento para julgar se tais afirmações são ou não pertinentes , mas o que interessa mesmo é a definição do conservadorismo como a defesa da "ordem espontânea". Os revolucionários podem estar dos dois lados: no lado "progressista", acelerando artificialmente o seu desenvolivmento natural para que chegue aos fins antecipademente previstos e do lado "conservador", a tentativa vã de travar por completo o movimento natural, de modo a congelar a sociedade num determinado período de tempo.


O interessante é que, no Brasil, muitos acusam Olavo de ser um defensor deste tipo de conservadorismo, uma "revolução estática". Por isso este trecho é importante.


Aproveitem...



"Que é ordem espontânea?

É o conjunto de soluções aprendidas ao longo do tempo. É uma ordem espontânea porque não foi imposta por ninguém. É ordem porque tem um senso arraigado da própria integridade e rejeita instintivamente toda mudança radical. Mas é também aprendizado, isto é, absorção criativa das situações novas por um conjunto que permanece conscientemente idêntico a si mesmo ao longo dos tempos, por meio de símbolos tradicionais constantemente readaptados para abranger novos significados.
Examinem bem e verão que ordem democrática é precisamente isso e nada mais.

Se, ao contrário, um grupo imbuído do amor a valores tradicionais tenta deter a mudança, ele está introduzindo na ordem espontânea uma mudança tão radical quanto o grupo revolucionário que deseja virar tudo de pernas para o ar, pois o que esse alegado conservadorismo deseja é imortalizar no ar um momento estático de perfeição hipotética. Se esse momento, na imaginação dele, expressa os valores do passado, isso não vem ao caso, porque na prática política esse ideal será um “projecto de futuro” tanto quanto o ideal revolucionário.

Uma sociedade só embarca no projecto revolucionário quando perdeu todo o respeito por si mesma. Um respeito que, entre outras coisas, implica o amor aos valores do passado como instrumentos de compreensão e acção no presente, não como símbolos estereotipados de uma perfeição ideal no céu das utopias."




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A "SuperInteressante" história do Diabo

Hoje passei em uma banca de revistas aqui na cidade onde moro (Maia, Portugal) e acabei comprando a “Superinteressante” versão portuguesa. Há muito que relutava em comprá-la, fruto das más lembranças com a homônima brasileira.


A “Super” brasileira – lançada em 1986 (se não me engano) – era uma de minhas revistas favoritas à época. Mas nos anos noventa, sofreu uma decadência atroz. Nesta altura foi invadida por hordas de repórteres/colunistas remanescentes da revista “ShowBizz” - antiga “Bizz”, especializada em rock e esquerdismo adolescente – que, a esta altura, havia sido cancelada pela editora Abril. A trajetória da “Super” a partir daí foi decadente: matérias cada vez mais panfletárias, anti-americanas, multi-culturais e politicamente corretas. Enfim, nada que ver com conhecimento “científico”. Nunca mais comprei um só exemplar desta fábrica de idiotia.


Pois bem, a matéria de capa fisgou-me: “A Vida e a Obra de Satanás”. “Bah, se fosse na edição brasileira..” pensei, “teria muitos adjetivos nada abonadores sobre a Igreja Católica, especialmente sobre a Inquisição”.

Pois o resultado vai muito além do que eu esperava: é muito mais informativa e precisa. E não têm “ avaliações” ou “opiniões” dos editores. Vai ao ponto. E traz de quebra informações elucidativas. Com isso chega-se à conclusão que no Brasil tudo, mas tudo mesmo, acaba sendo influenciado pelo viés esquerdista, até revista científica. Compare este trecho com alguma edição brasileira da mesma revista.

O Protetor dos Bruxos (extraído da Super Interessante, edição 118 – página 27)


O Inquisidor Alonso Salazar de Frías foi responsável por um feito crucial na história da bruxaria. Em 1610 (estava Portugal sob a coroa de Castela), os juízes seculares de Logroño decidiram lançar uma ofensiva em regra contra o Diabo. Não tiveram dificuldade em localizar as vítimas, que obrigavam a confessar e, depois, condenavam à fogueira. A Inquisição, pouco inclinada a ver questionada a sua autoridade em assuntos religiosos, enviou os seus sicários, que, contagiados pelos juízes, descobriram 280 adultos e crianças que adoravam o Diabo.

As coisas começaram a mudar em Maio de 1611, quando a Inquisição ordenou Frías para fazer cumprir o édito segundo o qual os bruxos que confessassem podiam livrar-se da fogueira. O inquisidor interrogou 1802 bruxos, dos quais 1384 eram crianças com idades entre os 12 e os 14 anos. O relatório, que ocupa 5000 folhas, concluía: `Não encontrou nem um único indício do qual se possa deduzir que foi cometido qualquer ato de bruxaria, nem que tenham assistido a conciliábulos de bruxos ou participado neles, nem inflingido danos ou qualquer outra coisa. As provas não são suficientes para justificar o encarceramento.´

Graças a Frías, Espanha e Portugal não conheceram a terrível repressão que se verificou no resto da Europa”.



(Nota: Há de se separar a Inquisição Espanhola do período dos Reis Católicos , sob o comando de Torquemada (1480-98) - cujo fim era sumamente político e voltado à perseguição aos judeus -, com o período posterior (1600) , o da contra-reforma, em que a temporada de caça às bruxas imperou da França até a Alemanha, com suas fogueiras ardentes.


Para terminar, um aperitivo da próxima edição...


Uma Lenda Alimentada Pela Fé

A Reforma e, principalmente, a Contra-Reforma deram origem ao lançamento de alegações de crueldade por parte das Inquisições portuguesa e espanhola, o que está longe de ter sido provado pelos historiadores”


terça-feira, fevereiro 05, 2008

Filme: Cloverfield

Cloverfield, o filme, tem sido avaliado das mais diversas maneiras. A "Veja" classificou-o como uma versão "youtube" de uma improvável mistura de "Bruxa de Blair" com "Godzilla".
Muitos sites americanos conservadores acusaram a fita de explorar os atentados de 11 de setembro, usando-os como inspiração a um descerebrado filme-pipoca.
Pois fui ver o filme, ontem.
Aqui embaixo podem ver o trailer do filme que, aqui em Portugal teve o título oficial de "Código: Cloverfield".

E se estou escrevendo algo aqui a respeito dele é por que este filme, de alguma maneira, muito me impressionou. É um daqueles que tu chegas em casa e começa a procurar algo na internet que satisfaça a sua curiosidade.

Sim, o filme tem um enredo, um roteiro. Mas prende não pelo que mostra, mas pelo que esconde. E este filme esconde muitas coisas de verdade.

À saída do cinema, muitos outros espectadores avaliavam este como um dos piores filmes que já haviam visto... Discordo.

"Cloverfield" tem elementos de "Godzilla". E da "Bruxa" pelo fato de simular um filme caseiro. Mas há outros.
O mais notório é a semelhança com "A Guerra dos Mundos", não só a versão cinematográfica cometida por Spielberg há dois anos, mas como a própria obra original de H.G. Wells. "Cloverfield" copia do filme de Spielberg a mesma estrutura utilizada para mostrar o primeiro ataque do monstro. A mesma curiosidade inicial, a preocupação crescente que explode em surtos de terror e correria generalizada. Em "Cloverfield" temos o mesmo "salvem-se quem puder". Perfeito!

Outro ponto a notar é que a literatura de H.G. Wells também é assim, colocando o narrador como o personagem principal de suas narrativas. É a versão século 18 equivalente à utilizar a câmera do celular para documentar um acidente de trânsito hoje em dia.

O melhor do filme,no entanto, é que ao final se trata de uma história romântica. Os personagens centrais são pessoas comuns. Esta é a diferença deste filme para os outros: o ponto de vista é sempre o das vítimas, que nem sabem do que estão correndo e nem por que morrem. E não simples desmiolados festeiros. A festa inicial tinha um motivo para acontecer. Não era apenas mais uma "rave" qualquer.

Outro ponto, a conexão, digamos, iconográfica com o 11 de setembro existe e é proposital, seja na cabeça da Estátua da Liberdade que literalmente voa como uma bola de futebol lançada em profundidade, quicando sobre prédios, carros e pessoas, seja na imagem de prédios se esfarelando sob um mar de poeira.

Li nos créditos que o produtor deste filme é J.J. Abrahams, o cara por trás do LOST.
Entendi tudo. Nada foi mostrado durante o filme que explique a situação. Pelo menos não neste filme. Exatamente como o seriado, que deve estar na quinta (?) temporada e até agora nada de entregar alguma explicação.

Finalmente, o filme é excelente, mas peca pelo fato de haver cenas meio sem conexão ou explicação maior. Parecia que foram soluções plantadas ali sem o menor propósito (como a cena dos parasitas do metrô). Pois parece que era esta mesma a intenção do projeto / filme: fazer as pessoas irem busca explicações para o filme elas mesmas. Pelos sites que visitei parece mesmo que o filme tinha outro roteiro, na qual a culpa do "despertar" do monstro recaía sobre a companhia japonesa onde o personagem principal, Rob, iria trabalhar...


Enfim... Prevejo que a onda de especulações sobre o filme irá continuar, mesmo com o filme nas telas. Vejam!!



quinta-feira, janeiro 31, 2008

Origem da Vida

Meu amigo , professor Enézio, publica um artigo póstumo (e nada animador) de Leslie Orgel (um dos pioneiros nas experiências sobre a Origem de Vida, junto com Stanley Miller - conhecidas pelo binômio Oparin-Miller ) sobre a plausabilidade da Origem da Vida pela evolução química.

"O artigo é intitulado "The Implausibility of Metabolic Cycles on the Prebiotic Earth" [A implausibilidade dos ciclos metabólicos na Terra prébiótica]. O cabeçalho afirma "neste artigo, a contribuição final de sua carreira científica, Leslie Orgel explora as dificuldades severas que surgem quando estas propostas são escrutinizadas do ponto de vista da plausibilidade química."

Não deixem de ler.

terça-feira, janeiro 29, 2008

Santiago de Compostela: O apóstolo “Matamoros” contra o politicamente correto.



Há duas semanas, fui até Santiago de Compostela, na região da Galiza (ou Galícia), na Espanha. Não, não fui em peregrinação, como virou moda entre os brasileiros (já são o terceiro contingente de peregrinos – mas isso tudo é culpa do Paulo Coelho, que transformou uma jornada de fé, tais como as peregrinações à Fátima por exemplo, em assunto da moda na onda esotérica neo-pagã atual), fui até lá por meio de aluguel de carro de algum provedor “low-cost” (o que significa enormes anúncios comerciais em ambas as portas dianteiras da viatura – é assim que se chama automóvel em Portugal). Nada mais prosaico.

Bueno, quando cruzamos o rio Minho (Miño) já avistamos alguns sintomas do que vamos encontrar: a placa “Bienvenidos a España” está com o “España” riscado e trocado por um “Galiza” em grafite.
Sim, a região da Galiza (Galicia, em espanhol) é mais uma daquelas que reinvindica independência da España. Mas vamos em frente.

Chegando à bela – mas descuidada - Catedral de Santiago fiquei impressionado com suas dimensões, com os peregrinos que chegavam às suas sete portas, com a arquitetura e com sua história. Aprendi que o apóstolo Tiago a que se refere é a Tiago Maior. Não a Tiago Menor, que seria o irmão de Jesus. Tiago , o nome, vem da modificação do nome original Yacob. Nas paredes da Catedral muitas referências à Jacobo, o nome latinizado de Yacob. Bem como Iago, outra variação latina. Esta, com o tratamento “Sant” à frente, tornou “Santiago” conhecido em todo o mundo latino. Para os franceses é Saint-Jacques e para os ingleses, Saint James.

Conta a história (ou lenda) que o apóstolo vagou a pregar pela Europa depois da morte de Jesus. Chegou até a região conhecida com “Finis Terrae” (o fim ocidental da Europa, na Galiza). Em Jerusalém, Maria, muito enferma, pede aos anjos que chame aos apóstolos pois sente a morte iminente. Sua imagem aparece à Santiago sobre uma coluna (no local que se tornou famoso, na Basílica de Nossa Senhora do Pilar, em Saragoça); Santiago volta a Jerusalém; Maria morre; Santiago é preso e decapitado por Herodes por volta de 44 DC.; Seus seguidores transladam seu corpo pelo Mediterrâneo de volta à “Finis Terrae”; Muitos anos depois, rumores de estranhas aparições e acontecimentos são reportados na região; A tumba do apóstolo é encontrada; A catedral é construída; Começam as peregrinações - especialmente da França - até Compostela, assim o mais famoso “Caminho de Santiago” é formado (Paris-Compostela).

Mas um capítulo especial da história de Santiago merece a atenção: é a transformação de Santiago em “Santiago Matamoros”.

Durante a invasão dos mouros ao sul da Espanha, Santiago aparece para o Rei de Castela, entre outros, orientando-o a livrarem a Espanha do jugo mouro. Suas aparições prosseguem antevendo vitórias improváveis aos católicos, como a retomada de Coimbra. Em pouco tempo “Santiago Matamoros” é alçado à símbolo, tanto da Reconquista, como da união espanhola.

Pois, estava eu no interior da Catedral quando me deparo com a famosa representação do apóstolo “Matamoros” semi-coberta: os mouros, aos quais Santiago combate sobre seu cavalo, estavam cobertos por rosas. De volta ao hotel havia um cartão com a foto da imagem original.
Teria Compostela se tornado mais uma vítima da patrulha politicamente correta?

Descobri muito mais coisas nisso.

Pelos jornais locais é possível entender a situação de uma perspectiva mais abrangente. O apóstolo guerreiro, o “matamoros” não é só incoveniente por ser abertamente anti-islâmico e portanto, suscetível a “ferir as suscetibilidades de outras religiões”- conforme declarações da comissão que administra a Catedral de Santiago . É incoveniente pois é o patrono da união espanhola propiciada pela Reconquista, coisa que os nacionalistas de todos os cantos da Espanha abominam.
Os nacionalistas andaluzes, aliados dos próprios galegos pregam que seja retirada a espada de Santiago. Que a figura do Matamoros seja esquecida.

E esta visão não é moderna não. Há muito que as demonstrações nacionalistas de galegos, andaluzes, catalães e – principalmente – de bascos pregam a independência da Espanha. E para isso a destituição do patrono “Matamoros” é uma necessidade. E uma revisão da “Reconquista” pois, segundo eles, “nada havia para ser reconquistado”.

Nesta perspectiva, fica claro por quê os terroristas bascos do ETA juntaram seus esforços à Al-Qaeda: a luta é a mesma, pois a vitória do nacionalismo só pode ser feita às custas do catolicismo e seu símbolo maior, Santiago, que é também o maior símbolo de união nacional.
Até mesmo os setores “progressistas” da Igreja Católica sucumbiram a isto.

Há alguns anos, muitos rumores davam conta que a imagem histórica de Santiago “Matamoros” seria retirada da Catedral de Santiago. Depois de muitos desmentidos, chegaram à uma solução salomônica: não retiraram, enfim, a imagem da Catedral, mas escondem com flores os mouros aos quais Santiago combate. Vejam as imagens acima. À direita, a imagem tradicional, à esquerda a imagem atual. O ataque politicamente correto contra o apóstolo, conjugado com a promoção de uma vertente esotérica do culto aos caminhos de Santiago querem transformar um símbolo cristão e de união espanhola em seu inverso.

Santiago e sua história têm uma relevância especial para o mundo de hoje. Mas esqueça d´ “O Diário de Um Mago”. É do velho “Matamoros” que precisamos!
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segunda-feira, janeiro 21, 2008

O editorial da Folha "Pravda" de São Paulo: "Ateísmo, não!"

O professor Enézio pede-me para divulgar sua resposta ao editorial do Folha de São Paulo...

Aqui está!

---------- Forwarded message ----------

Luís,


Se puder publique no seu blog a minha réplica ao editorial "Criacionismo, não!", da Folha de São Paulo, de 20/01/2008, e repasse este link para a sua lista de amigos.

 

Muito obrigado "companheiro",

 

Enézio E. de Almeida Filho

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Aqui vai o artigo...

O editorial da Folha "Pravda" de São Paulo: "Ateísmo, não!"

O leitor talvez se espante e pergunte: "Por que 'Pravda' entremeado no nome do maior e mais respeitável jornal brasileiro moderno?" A Folha de São Paulo, não é um jornal a serviço do Brasil? Pravda significa 'verdade' em russo e foi nome do jornal oficial do Partido Comunista da ex-URSS. A 'verdade' era o que o PC contava. Fora do "Pravda", não havia verdade na URSS e satélites.

Contudo, a Folha "Pravda" de São Paulo não está interessada na verdade qua verdade. Está sim, a serviço dos seus próprios interesses que a lógica do capitalismo selvagem afirma: o lucro pelo lucro, não importa quem seja atropelado, oops seja eliminado no meio do caminho na sua corrida pela sobrevivência. O editorial "Criacionismo, não!" tenta de forma canhestra desestabilizar a Ministra Marina Silva no atual governo.


O editorial da Folha "Pravda" de São Paulo é também Darwin uber alles aplicado plenamente e sem questionamentos na cultura, na sociedade, em tudo que se puder imaginar, pois somente o mais apto sobrevive. Darwinismo, oops stalinismo puro. Aliás, a Folha "Pravda" de São Paulo é mais stalinista do que Stálin: um jornal "mão de ferro" dominado por ateus, agnósticos, céticos e quejandos.

Apesar do editorial tipo "cala a boca, Marina" em defesa do estado laico, nem Darwin, e muito menos a Folha "Pravda" de São Paulo explicam a origem do mais apto. Sendo totalitarista na sua visão, a Folha "Pravda" de São Paulo literalmente nunca segue seu manual de redação, pois nunca ouve e nem dá espaço em suas páginas para o contraditório. "Ouvir o outro lado? Isso não te pertence mais!".

Na mesa-redonda encerrando a V São Paulo Research Conference – "Teoria da Evolução: Princípios e Impactos", no dia 20 de maio de 2006, Marcelo Leite, colunista da Folha "Pravda" de São Paulo, instado sobre o avanço no Brasil das opiniões contrárias às especulações transformistas de Darwin, de forma stalinista a la Beria assim declarou: "Não damos espaço!"

Eu vou fazer novamente o papel de advogado do Diabo dos de concepções religiosas, e glosar aqui o editorial "Criacionismo, não" da Folha "Pravda" de São Paulo de 20/01/2008, e mostrar que realmente desta vez a Folha "Pravda" de São Paulo tem toda a razão, oops toda a verdade do seu lado.

Ateísmo, não!
GRAVES E COMPLEXOS problemas não faltam à ministra Marina Silva, em suas atividades na pasta do Meio Ambiente. Como se estes não bastassem, sua participação no 3º Simpósio sobre Ateísmo e Mídia, promovido pelo Centro Universitário Ateísta de São Paulo – Diálogos Impertinentes (Folha "Pravda" de São Paulo), veio a colocá-la em dificuldades de outro tipo, diante das quais o cargo que ocupa no Estado brasileiro recomenda cautela que não soube observar.

Em palestra intitulada "Meio Ambiente e Ateísmo", Marina Silva valeu-se de sua formação ateísta para transpor em chave filosófico-ateísta o tema da preservação dos recursos do planeta.

Nada que inspirasse maiores reparos, portanto – assim como não se discute o direito de um ministro professar, pessoalmente, qualquer tipo de ateísmo ou teísmo.

Os adeptos do ateísmo, entretanto, não se contentam com pouco – como política de Estado eles cometeram um Holocausto global: mataram mais de 100 milhões de pessoas no século 20 – e depois da conferência a ministra foi instada, em entrevista, a dar sua opinião sobre o ensino das filosofias ateísta-materialistas nas escolas públicas brasileiras. Num estilo próximo ao dos ultraliberais russos, considerou a la Mikhail Gorbachev que "as duas visões" devem ser oferecidas aos alunos, para que "decidam" por si mesmos.

Sob uma aparência de equanimidade, a tese faz parte de uma investida anticientífica que, com firmeza, cumpre repudiar. Pode-se, é claro, sustentar que o ateísmo pessoal é compatível com o espírito científico; que ateísmo e ciência não se opõem.

Talvez não se oponham, mas certamente não se misturam. E é isto o que o ateísmo tenta fazer, sem base cientificamente comprovada, e com um aparato de falácias que um estudante médio, no Brasil ou em qualquer parte do mundo, não tem condições de identificar, mas é enfiado goela abaixo e sem direito a questionar ou de espernear.

Que o ateísmo fique onde está, e não se faça de ciência: eis uma exigência, afinal modesta, mas inegociável, da modernidade.

+++++

Fui, pensando que a Folha "Pravda" de São Paulo precisa passar urgentemente por uma Glasnost e Perestroika em lidar com o contraditório! Uma exigência modesta, mas inegociável da modernidade de uma sociedade livre e plural.

MidiaSemMascara na frente no iBest! Vote!

O site Midia Sem Máscara está com 35 por cento dos votos no Prêmio Ibest, categoria Cidadania-Política. É mais que o dobro dos votos do segundo colocado (o site do PSDB) e dez vezes mais que os da Caros Amigos, malgrado a abundância de verbas à disposição destes sites.
Vejam o link e, se puderem, votem:
http://www.premioibest.com.br/ibest/categoria.action?id=41

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Assassinatos em 2007: Porto Alegre – 500 / Nova Iorque - 500

Saiu na coluna do jornalista Políbio Braga (Porto Alegre-RS-Brasil):

Este resultado ao meu ver tem duas causas fundamentais:
a) A pasmaceira imobilizante e auto culpante do politicamente correto esquerdista que prega que todos os crimes tem causa econômica ("a pobreza", como se quanto mais pobre o país, maior a violência) e que a vítima são os bandidos enquanto que a sociedade é que é a "culpada".
b) As ações equivocadas baseadas na primeira premissa, como a substituição do antigo secretário de segurança - alguém que tinha sucesso por combater aos criminosos - por mais um representante do politicamente correto, para os quais não há nada a fazer enquanto as condições econômicas (ou melhor a "revolução") não acontecer.

O comparativo com NY é notável, pois lá - com o prefeito Giuliani - o combate ao crime, mesmo aos menores crimes, virou norma. Bem como uma ação prioritária nos bairros mais pobres.

No Brasil, os casos de sucesso no exterior são arrogantemente ignorados. Deve haver uma inteligência maior nisso. Eu é que não entendo.

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Assassinatos em 2007: Porto Alegre – 500 / Nova Iorque - 500.


No ano passado foram assassinadas 430 pessoas em Porto Alegre contra 494 em Nova Iorque. Porto Alegre tem 1,3 milhão de habitantes e Nova Iorque tem 8,4 milhões de habitantes. Ao comparar os números de Porto Alegre e de Nova Iorque no ano passado, alguns jornais gaúchos avisaram que proporcionalmente à população, mata-se mais na Capital do RS do que na Capital do mundo. Não é verdade.

. Aqui se mata mais em números proporcionais e igual em números absolutos.

. E ainda vem o secretário da Segurança Pública do RS à imprensa para se atribuir nota 7 pelo desempenho que teve no ano passado, o ano em que mais gente foi assassinada em Porto Alegre (500) e no Estado (1.551).

. Nota zero para essa área já seria muito.

. No momento em que o leitor estiver pensando no que lê, alguém estará sendo morto no RS, porque é assassinado um gaúcho a cada seis horas no Estado, chova ou faça sol, sábado, domingo e feriado, 365 dias por ano.

. E não é só de morte violenta que sofrem os gaúchos diariamente, sobretudo os portoalegrenses, porque a população está confinada em casa e nos escritórios, protegida (os que podem) por sistemas de alarme, guaritas, cercas eletrificadas, câmeras, refletores presenciais, vigilantes, cães ferozes e guaritas (o editor desta página usa todo o sistema e mesmo assim foi assaltado nesta sexta-feira pela quinta vez em 16 meses).

. O especialista Gustavo Caleffi, da Squadra, avisa que não há um só lugar seguro em Porto Alegre.

. A questão nem é de dinheiro, porque conforme provam no seu livro "Contra a Corrente", os economistas gaúchos Tadeu Viapiana e Júlio Brunet demonstram que
durante os últimos 36 anos, os seis governadores que passaram pelo Piratini investiram a média de 2,5% ao ano dos 0,8% médios do PIB anual na infraestrutura da segurança pública do Estado, enquanto que o governo Brito elevou a fatia para 5%. Foi o dobro.



Assessor de Lula nega simpatia pelas Farc

É supreendente que, sendo as FARC uma das participantes ativas do Foro de São Paulo, tendo também saudado publicamente as duas eleições de Lula, haja gente que acredite em negativas tão pueris do assessor de Lula, Marco Aurélio Garcia.


Este indivíduo é o criador, o organizador do Foro de São Paulo.


Mas parece que neurônios são coisa em falta no mercado editorial brasileiro.





"A comissão não tem nenhuma simpatia pelas Farc. Não conheço qual é a opinião pessoal de cada um dos membros da comissão, mas o grupo não revelou nem simpatia nem antipatia, colocou-se numa posição neutra. A minha posição não é de simpatia pelas Farc", afirmou.




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terça-feira, dezembro 25, 2007

O manifesto de André Petry, ateu fundamentalista, pós-moderno, chique e perfumado, em reportagem especial de VEJA, Natal de 2007

O professor Enézioo envio-me esta importante mensagem.
Repasso.

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Prezado Luis,

Favor repassar este link para seus amigos e pedir a eles que enviem para o maior número de pessoas interessadas nesta questão. É um pequeno artigo replicando a reportagem de capa de VEJA de Natal de 2007 assinada por André Petry:

http://pos-darwinista.blogspot.com/2007/12/o-manifesto-de-andr-petry-ateu.html

Se possível, enviem e-mails respeitosos para Eurípedes Alcântara, diretor de redação de VEJA, sobre esta inusitada situação: veja@abril.com.br

Atenciosamente agradecido,

Enézio E. de Almeida Filho

quarta-feira, dezembro 19, 2007

"Então é Natal."


Oh my lord (so praise the lord)

They had become to doubt you

Oh my lord (he is the truth forever)

What did they know about you

Oh my lord (so praise the lord)

But they were lost without you

They needed you so bad (his light is shining on us)”

Boney M. - Mary´s Boy Child Jesus Christ / Oh My Lord


O ano passa, o tempo voa, os compromissos sucedem-se e cá estamos nós novamente à beira de um ataque nervoso de fim de ano. Nem me dei conta que esta semana é a semana do natal. A ficha só foi cair quando eu li a mensagem de Natal do Olavo.


Então... É Natal!

Não, nada a ver com aquela a-versão da música do Lennon “Happy Xmas”que a Simone cometeu há alguns anos (e que nos assombra todo ano desde então), mas com a percepção exata do que é o nascimento de Jesus.


Ok, vamos ser mais exatos -“ exactos” assombra a minha mente num relance: oh céus, será que estou virando lusitano?-, não é o Nascimento de Jesus o definidor do novo rumo para a humanidade, mas a Sua morte, Seu sacrifício.
Mas nada seria possível se Ele não houvesse nascido exatamente (“exactamente!”) como nasceu.


Encontro muitas pessoas que se dizem católicas mas são as primeiras a denunciar como dogmas “ sem consistência” a virgindade de Maria, os milagres de Cristo e mesmo a sua Ressureição.


Dizem que devemos admirar Cristo pelos seus ensinamentos, não pelo que ele “foi”. Ou seja: esta turma quer dizer que Cristo não era filho de Deus coisa nenhuma. Ele era mesmo um impostor, mas seus ensinamentos eram bons. E eram bons por dois motivos: ensinavam a brandura mas ao mesmo tempo a resistência.

Ou seja, quem lê isto desta forma só pode mesmo achar que Cristo e Che Guevara tinham mesmo alguma coisa em comum.

Como as dezenas de mensagens de recebi por ocasião do quadragésimo aniversário da morte do açougueiro.

Mas voltando ao centro: como um cristão pode conceber que Cristo e Guevara tenham similaridades senão pela subtração completa de substância divina à Cristo?

Pois é isso o que acontece com o catolicismo hoje em dia.

Não sei do grau de degradação da Igreja Católica aqui em Portugal, falo do que acontece no Brasil, onde os teólogos da libertação acabaram com o ensino da verdadeira religião. A julgar, pelo menos, do número de adolescentes que vestem camisetas (camisolas) à Chê, parece que vai para o mesmo caminho...


Voltando novamente: Cristo não foi uma versão anterior de Guevara. Precisamente, podemos dizer que Cristo seria, ao nível do conhecimento, uma versão revista e aumentada ao infinito de Sócrates (por favor, não confundam com o atual primeiro sinistro – do italiano “sinistro”: esquerdo – português).


Tais “católicos” só podem cair nesta falácia pois não conhecem a verdadeira natureza do sacrifício de Jesus Cristo. O objetivo deste post é esclarecer este ponto fundamental do cristianismo.


Vamos tecer um pequeno preâmbulo à história de Cristo. Que é a história de Adão e Eva (ok, para aqueles que acham que a Bíblia deve ser encarada como poesia, ficção científica e verdades esparsas – ao critério do leitor – aqui vai algo aterrador: não, a Bíblia não compõe-se capítulos independentes. É uma).

Adão, o primeiro homem criado diretamente por Deus, era perfeito e, portanto, imortal.

Adão, ao desobedecer – com Eva – às instruções de Deus, deixou de ser perfeito. Passou a ser imperfeito e mortal.

Este é o “pecado original” ao qual todos herdamos desde então. Por isso diz-se que o homem é um pecador, por que todos nascemos com a marca daquele pecado.

Como deixaríamos de ser herdeiros automáticos do pecado e da morte?

Simples: Resgatando o pecado de Adão. Acontece que Adão era um homem perfeito e , portanto, para este resgate, somente um outro homem perfeito poderia fazê-lo.


É por isso que Maria teria de gerar a Jesus virgem. Jesus Cristo só poderia ter a condição de resgatar o pecado de Adão se fosse igualmente perfeito. Isso quer dizer que ele não poderia ser filho natural de nenhum homem, pois eles todos eram imperfeitos e , portanto, incapazes de poder “ resgatar” o pecado original de Adão.

Por isso Jesus nasceu da maneira como nasceu: como se fosse criado por Deus, como Adão o foi.


Então o Nascimento de Jesus, da maneira descrita na Bíblia – por mais extraordinária que possa parecer – é fundamental para a posterior concretização das profecias.


Só por que Jesus nasceu como um homem perfeito é que poderia ser o “cordeiro de Deus” para tirar o pecado do Mundo. Jesus, homem perfeito, deixando-se sacrificar é o que resgatou a esperança à humanidade. “Cordeiro” é o animal tradicional das oferendas à Deus. E este é o verdadeiro significado do Nascimento, Vida e Morte de Jesus. E o que torna a Ressureição tão espetacular e capaz de encher-nos de alegria e esperança.


Portanto o Natal é isso. A celebração do conjunto de possibilidades infinitas e de esperanças para toda a humanidade que foram concebidos de maneira mais humilde possível - numa estrabaria rodeada de pastores e animais do campo.

Quem poderia dizer que uma simples manjedoura poderia mudar o rumo da humanidade?


A sabedoria de Deus é imensa.






terça-feira, dezembro 18, 2007

Mensagens de Natal

Mensagens de Natal.


Number One: Olavo de Carvalho enviou-me esta mensagem em inglês, que traduzo para vocês...



Mensagem de Natal 2007

Olavo de Carvalho



“Quando questionado sobre o dia do fim do mundo, Jesus Cristo disse que era um segredo muito bem guardado que Deus Pai havia mantido para si mesmo ( “ Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai”- Mateus 24:36). Esta resposta conduz à duas inescapáveis implicações lógicas:

Primeiro, que Cristo é o Logos Divino, a Razão Divina, que é, o sistema eterno que existe de todas as leis que governam o Cosmos e toda a realidade possível. Se o conhecimento referente ao tempo do fim do mundo pertence unicamente ao Pai e não ao Filho também, isto significa que a chegada do fim não será determinada por nenhuma lei, mas por um puro Ato de Vontade, uma expressão da Liberdade Divina ee não propriamente da Razão Divina.

Segundo, se o tempo do fim é um mistério insondável, a culminação ou o propósito final do processo histórico humano é também inescrutável. Seja qual for o estado de progresso ou decadência que pode ter sido obtido a um dado momento, (este estado) poderá ser modificado por desenvolvimentos não observados no dia ou no minuto seguinte. Uma decisão em nível eterno tomada por Deus Pai , Ele próprio, torna a História humana um processo em aberto, não limitado por quaisquer fins pré-determinados, não destinada a alcançar qualquer estágio de perfeição pré-definido.

Já por cinco ou seis séculos, contudo, muitos homens têm tentado persuadir a humanidade de que eles não apenas podem antever claramente àquele estado de perfeição, mas sabem também do preciso caminho social, cultural, político e histórico que deve ser percorrido de modo a obtê-lo.

Isto é o que chamo de “mente revolucionária”. Se o resultado histórico de sua chegada ao mundo tomou a forma de assassinatos em massa, governos tirânicos, miséria e dor indescritíveis, não foi por que a mente revolucionária foi traída por seus próprios representantes ou cometeu alguns pequenos erros na no caminho do seu paraíso terreno prometido. Foi por que a mente revolucionária presume ser mais sábia do que o próprio Cristo. E qualquer um que presuma-se mais sábio do que Cristo também recusa o Espírito Santo. A mente revolucionária é o pecado contra o Espírito Santo, um pecado que não será perdoado nem durante a vida terrena , nem na futura.

Ninguém deveria acreditar que, seguindo a destruição de um regime revolucionário, a mente revolucionária também seria expelida para sempre da história humana. Sob milhares de novos disfarces, muitos dos quais sutis e difíceis de reconhecer, ela reaparece de novo e de novo em nossos corações e mentes, por isso é especificamente, a versão moderna da grande tentação.

Hoje, em que nos preparamos para contemplar mais uma vez a Criança Divina em Seu Humilde berço, por favor lembrem-se: Ele é a fonte e o limite de nossa sabedoria. Ele é medida, a régua e a balança. Ele é o Alfa e o Ômega. Além destes limites, há somente o mistério insondável da Liberdade Divina”







Number two: Recebi agora à noite, uma pequena mensagem de Natal do pároco da Paróquia da Maia- Padre Domingos Jorge , aqui onde moro (Maia, Portugal). É sincera e tocante.



Feliz Nata à Todos!

O Meu Cartão de Boas Festas

PADRE Domingos Jorge

(pároco da Paróquia da Maia, Portugal)



“É Natal. A notícia de Belém ecoou por toda a Terra e chegou até nós. Jesus nasceu no stábulo, o único lugar que Maria e José econtraram disponível, depois de terem batido às portas das hospedeiras.

Olhando o Presépio, fico extasiado e interrogo-me: Seu filho num lugar tão pobre, tão simples e tão fora do que era normal para qualquer ser humano?

Emudeço que não encontro explicações humanas que me façam entender e justificar tal escolha. Encontro as razões de Deus pela Fé que professo sendo ali a concretização da disponibilidade que Maria, quando o Anjo a vem convidar para ser a mãe de Jesus... Filho do Altíssimo, que responde: ` Faça-se em mim segundo a Tua Palavra´.

Se formos capases de olra, parando diante do Presépio , saberemos desconrir os apelso que Deys nos faz, para nós não soçobrarmos nesta sociedade onde se vê um autêntico descalabro dos verdadeiros valores.

O verdadeiro Natal pelas luzes, e els o são cada vez mais a embelezar as cidades e as casas, ou por outras realizações, pode passar despercebido, pois fica encoberto para muitos que viverão mais uma noite de tradição familiar ou de distracção.

Celebrar o Natal de Jesus, ir ao Presépio, leva-nos a descobrir que é na simplicidade, na transparência das atitudes, na humildadem na verdade, na pobreza e honestidade... que Deus Se revela.

Com este cartão de Boas Festas, e como Pároco da Maia, pretendo estar mais junto de cada paroquiano, partilhar os problemas que a cada um diz respeito, entrar na casa de cada um e viver com todos a Festa do Nascimento de Jesus.

Que ninguém se sinta só. Abra as portas à Jesus e Ele encherá o seu coração e a sua casa terá luz, como a daquelas estrelas que brilharam para os pastores, que guardavam o rebanho, nos arredores de Belém.

Que, hoje se sinta, neste nosso mundo, o canto dos Anjos como no primeiro Natal: GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS E PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE.”


sábado, dezembro 15, 2007

Testando

Comprei um pocket pc (htc P3400). Estou testando atualizar o meu blog com ele .Vamos ver se funciona...

Testando

Comprei um pocket pc (htc P3400). Estou testando atualizar o meu blog com ele .Vamos ver se funciona...

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Curso de Filosofia Política de Olavo de Carvalho

Notícia importante.

Pena que não é nem no Brasil, nem na Europa...



 

Curso de Filosofia Política de Olavo de Carvalho

Colonial Heights, VA, U.S.A., abril de 2008

1. Apresentação

 

            A filosofia política, tal como inaugurada por Sócrates, Platão e Aristóteles, tem por objetivo iluminar intelectivamente a experiência da ordem (ou desordem) político-social, balizando-a pelas duas outras ordens que, com ela, compõem a estrutura integral da realidade: a ordem cósmica ou divina (do natural ao sobrenatural) e a ordem interior da alma tal como o filósofo a descobre e a realiza em si próprio mediante a participação consciente na sociedade e no cosmos.

            Isso é assim porque a filosofia em geral, como demonstrou brilhantemente Eric Voegelin, é ela própria um dos tipos de experiência da ordem existencial que se sucedem no decorrer da História; e esse tipo é definido, precisamente, pela busca da ordem interior da alma como medida de aferição da ordem ou desordem na sociedade e na cultura. Ora, a ordem da alma supõe algum tipo de experiência da ordem cósmica ou divina que a precede e articula. Traduzida nos termos práticos mais imediatamente acessíveis à experiência individual, a ordem divina aparece como um sentido da vida, na acepção que Victor Frankl dava ao termo. O sentido da vida, por sua vez, aparece sob a forma concreta de um dever, de uma missão a cumprir. A luta pelo cumprimento do dever instala na alma uma hierarquia de prioridades que se torna, de um lado, a matriz criadora da personalidade adulta e, de outro lado, o órgão sensitivo com que essa personalidade apreenderá e julgará a ordem ou a desordem na sociedade. Eis o motivo pelo qual Aristóteles acreditava que só o spoudaios, "homem maduro", o ser humano adulto de personalidade bem desenvolvida, está capacitado para a participação frutífera na vida política, seja na condição de governante, seja na de cidadão – ou mais ainda na de filósofo.

            Só assim compreendida a filosofia política tem condições de apreender a raiz do seu objeto na trama real da experiência vivida, em vez de fazer dele uma coisa, um fetiche intelectual, seja sob o nome de "fato social", de "instituições", de "leis do desenvolvimento histórico", de "estruturas", de "ideologias", de "regimes políticos" ou de "constantes estatísticas". Infelizmente, estas últimas alternativas têm ditado o rumo tomado pelas "ciências humanas" desde o século XIX, malgrado periódicos esforços de retorno à realidade da experiência humana, entre os quais eu destacaria os de Max Weber (Economia e Sociedade), Edmund Husserl (A Crise das Ciências Européias e a Fenomenologia Transcendental), José Ortega y Gasset (O Homem e a Gente), Gilberto Freyre (Sociologia), Julián Marías (A Estrutura Social), Georges Gusdorf (A Origem das Ciências Humanas), Ludwig von Mises (Teoria e História), Eugen Rosenstock-Huessy (Revoluções Européias) e, é claro, os do próprio Eric Voegelin (Ordem e História).

            Tudo na política origina-se em ações e decisões humanas que emergem da trama real da experiência e com o tempo se coisificam em "leis", "instituições", "estruturas" etc., povoando essa mesma experiência de sombras e fantasmas que a tornam freqüentemente ininteligível. O retorno à inteligibilidade passa pela decomposição analítica desses complexos simbólicos e culmina na elucidação das escolhas que os produziram e dos motivos que, no quadro geral da existência e nas condições particulares do acontecer histórico, determinaram essas escolhas. Só assim a aparente inevitabilidade e "objetividade externa" dos fatores presentes numa dada situação política podem ser devolvidas ao exercício da liberdade humana que as originou, de tal modo que os próprios fatores possam ser modificados mediante novas escolhas igualmente livres e responsáveis. Não faz sentido querer o reino da liberdade na política prática se primeiro não se apreende teoreticamente o papel ativo desempenhado pela própria liberdade na criação dos fatores que a estrangularam.

            Despertar no aluno o sentido desse retorno intelectivo à realidade e à liberdade é o propósito deste curso.

Olavo de Carvalho

Richmond, VA, 15 de dezembro de 2007    

 

           


            2. Programa do Curso

           

Colonial Heights,VA,U.S.A.

 

14 a 26 de abril de 2008

 

 

1.Problemas de método nas ciências humanas

2.Os fundamentos da filosofia política em Platão e Aristóteles

3.Natureza e origem da autoridade

4.Ser e poder

5.As castas

6.Direito e Estado

7.Ação histórica e sujeito daHistória

8.O movimento revolucionário

9.As ideologias totalitárias

10.O sistema americano

11.Globalização e revolução – a era do segredo

12.A revolução na América Latina

 

 

Valores da viagem expressos em Dólares Americanos  - Base duplo – Saída de São Paulo. Consulte para saídas de outras localidades

 

Colonial Heights apr 2008 Double

Item

Quant

Valor

Total

Obs

Passagem

1

910,00

910,00

 

Taxas

1

155,00

155,00

 

Hotel

15

65,00

975,00

 

Transporte

15

12,00

180,00

 

Curso

60

20,00

1.200,00

 

Inscrição/Seguro

1

50,00

50,00

 

Aluguel de sala+Coffee Break

12

3,00

36,00

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3.506,00

 

 

 Suplemento Single US$ 963.00


           

Data: 14 a 26/04/2008

Horário: 15:00 – 20:00 horas, de segunda a sábado.

Carga Horária: 60 horas

Local: Hilton Garden Inn – Colonial Heights, VA.

Curso: US$ 1,200.00 em 6 prestações.

Hospedagem: de 13/04 a 28/04

US$ 65 / apto double /dia, com café da manhã, taxas inclusas

Sala: US$ 150.00 / dia com coffee-break, snacks e água.

Traslados e transporte durante o curso: US$ 12.00 / pessoa/ dia - Inclui passeio a Washington e Williamsburg

Vagas: 50

Os interessados deverão providenciar o visto americano com bastante antecedência.

A taxa de inscrição de US$ 50 deverá ser paga à vista e será revertida em seguro-viagem. (Em nome de MSB Viagens e Turismo Ltda. CNPJ.: 06 987 391/0001 -66 Unibanco Ag. 0591 C/C 107345-9)


 


MSB Viagens e Turismo Ltda

Av. José Cesar de Oliveira, 181 – Cj 909 – CEP 05317 -000 São Paulo

Tel. (11) 3641 6988

www.msbturismo.com.br

www.ipd.org.br

         

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Dois Em Um: Portugal e Venezuela

Duas idéias sem nenhuma conexão.


Não tenho mais tempo disponível para comentar diariamente o que acontece pelo mundo. Aliás, os milhares de um ou dois leitores do blog já devem ter notado.

O “Nadando” passou nos últimos tempos de repositório de idéias e percepções em primeira pessoa – uma espécie de Quake das idéias – a simples clipping de segunda mão com duas sentenças analíticas...

Mas tudo tinha um sentido...

Estando em uma terra estranha, com gente estranha, tu tens de pelo menos acostumar-se aos novos ares antes de pensar em comentar. Imagine o horror que devem ter sentido os europeus ao depararam-se com os hábitos canibais dos povos do Novo Mundo. Deveriam ter segurado suas críticas até entender seus hábitos. Multiculturalismo é isso aí. Entender os hábitos de costumes dos povos nos seus próprios termos.


Por isso eu nunca comentei de maneira mais analítica o povo português que me rodeia. Mas é hora de sair de casca.


Abaixo um picadinho de idéias.


Portugal


Vivo há quase um ano por aqui. E acho difícil comentar o que me rodeia. É muito estranho ser um comentador de comportamentos quando tu mesmo és o centro das atenções. Brasileiros são sempre um ponto focal de atenção em Portugal. Para o bem ou para o mal sempre há a onipresença brasileira em Portugal. Seja virtual (música – ou qualquer coisa parecida com isso , representados por Ivete Sangalo, Bruno e Marrone, Vanessa da Mata ou algum funk carioca, TV – novelas da globo) ou real (Felipão e as milhares de prostitutas ou as centenas de jogadores de futebol), o Brasil é o prato do dia em Portugal.

Outro dia enviaram-me um artigo de João Pereira Coutinho em que esta quase idolatria brasuca é explícita. O autor chamava os arrotos neo-comunistas da União Européia de intoleráveis (fumar dá multa, além de outros ataques “ intoleráveis” ao livre-arbítrio) enquanto louvava o “paraíso” brasileiro da informalidade e da liberalidade. Concordo com as críticas à União Européia, mas colocar o Brasil como o contraponto é forçar a barra , além de provar que o autor é um Brasil-deslumbrado: Compare os índices de Brasil e Portugal no "Global Peace Index" (10 para Portugal e 83 para o Brasil ) e o número de assassinatos (percentuais, por favor, por que eu já recebi muitos comentários de pessoas achando que, pelo fato de Portugal ser menor do que o Brasil, qualquer argumento baseado em taxas de criminalidade por 100.000 pessoas é automaticamente equivocado. É o triste resultado da educação brasuca).

Pois bem, os sintomas do Brasil-deslumbramento são evidentes por aqui. Concordo que a índole brasileira é em tudo contrastante ao português típico. A sisudez, timidez (aqui no Porto) combinados com uma sinceridade cortante (“grossura”) por vezes chocam os brasileiros por aqui, sempre acostumados com palavras suaves e os boas maneiras acima de tudo. Será que viramos um bando de maricas? Os portugueses, pelo contrário, dizem o que pensam abertamente. Eu acho isso muito divertido. (“Gostaste da salada de frutas?” “Sim” - respondeu uma amiga à garçonete- , para depois ouvir de volta um : “então por quê deixaste tudo no prato?”).


Por outro lado o deslumbramento com a “alegria” e a “espontaneidade” do Brasil é inversamente proporcional ao tratamento que brasileiros de carne e osso recebem por aqui. Não entendo como um povo que consome tantas novelas e músicas de terceira vindas do Brasil não perde a oportunidade de ressaltar, ao primeiro brasileiro real a cruzar-lhe o caminho, “como os brasileiros falam errado”,”como os brasileiros” ou isso ou aquilo. Deve ser algum tipo de esquizofrenia social. Sem falar pela adoração ao presidente Lula. Até entendo.Pois gostar de Lula estando a mais de 5.000 km de distância é no máximo uma esquisitice. É como alguém apreciar comida indiana sem ter que viver na Índia.


Existem outras diferenças. A maior é a de que o português é um europeu. E como todo europeu, é muito diferente de um latino americano. Por mais próximas que sejam as línguas, um latino americano sempre se dará melhor com outros latinos americanos do que com um Europeu. Isso é verdade até mesmo com relação aos Argentinos. Europeus são uma classe à parte. O humor, tratamento, modos diferem muito do Brasil. E da América Latina. Por lá a alegria é um componente da vida (estou me referindo à alegria verdadeira e não à sua sub-espécie mutante-decadente que é o alegre-exibicionismo para turista, a obrigação de ser “alegre” quando alguém está olhando ou quando se está no exterior.


Gosto muito de Portugal. É o que posso dizer. A frieza portuguesa (que os brasileiros em geral criticam em demasiado) é, na verdade um ponto positivo: estamos muito acostumados à mentiras bem educadas (“pode deixar que eu te ligo”, entre outras) e estranhamos demais uma verdade sem rodeios.


O período que estou aqui lembra-me dos tempos que vivi em cidades de colonização tipicamente Européia no Brasil: o português é tímido e aparentemente frio como um alemão, mas gosta de gritar como um italiano. Além de falar palavrões - “nomeadamente” (como diriam os tugas) “caralho”, além de outros - numa freqüência que rivaliza até ao “bah” dos gaúchos...


Venezuela


Não poderia deixar de falar na derrota de Chávez. Foi uma derrota consentida, como tudo deve ser na Venezuela. E por quê Chávez deixou a oposição ganhar? Por quê o dissidente do regime, Raul Isaías Baduel (devo confessar que eu achava toda esta estória de que o General Baduel – um dos apoiadores do regime de primeira hora – teria se transformado em opositor no regime, por ter avaliado a “nova” constituição que Huguito como totalitária e anti-democrática, como mais uma manobra chavista para enganar a oposição (um novo Manuel Rosales talvez) e dar uma fachada de normalidade ao regime) sabendo que os resultados REAIS das pesquisas de opinião davam uma vitória acachapante do Não por 60% a 40%, foi até Chávez para dizer que a oposição não aceitaria novas mentiras e que se realmente Hugo não aceitasse os resultados haveria um banho de sangue. Sinalizou também que os militares não aceitariam tal situação.

Foi nesta situação que o nosso valoroso Chávez capitulou, não sem antes armar os resultados para que sua derrota não fosse humilhante.


Baduel é o mesmo general que ficou famoso por aqui por ter suas fotos comprometedoras (ao lado de um boneco do Pikachu) divulgadas na internet.


Novos capítulos ? Rapidinho Chávez volta ao modo normal. Não alimentem falsas esperanças, caros Venezuelanos. Enquanto Lula continuar a apoiar tais figuras, não haverá condições de melhoria frente a esta maré vermelha latino americana. Ao contrário do consenso popular, não é Chávez que “ameaça” a democracia da América Latina. Ele apenas é a ponta mais visível do Iceberg. Mas quem realmente golpeia aos navios é o presidente Lula. Ele é quem apóia estes regimes usando o Brasil como financiador destes, numa versão comuno-revolucionária local do Banco Mundial. A derrota de Lula e o PT no Brasil é condição básica para o retorno democrático à America Latina.






domingo, dezembro 02, 2007

Notalatina News - EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA - URGENTE!!! - 01.12.2007

Importantíssimo!!!
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     Olá, Amigos,
 
    O Notalatina está saindo em EDIÇÃO EXTRAORDINÁRIA para fazer uma denúncia gravíssima da parte de Fuerza Solidaria.
 
    Peço encarecidamente que dêem ampla divulgação, mas não esqueçam de dar os créditos ao Notalatina.
   
    Fiquem com Deus e até a próxima!       
   
    G. Salgueiro  
 
 



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" A educação nacional, hoje em dia, só se distingue do crime organizado porque o crime é organizado.." Olavo de Carvalho

_______________________
Luís Afonso A. Assumpção
luis.afonso@gmail.com
http://againstred.blogspot.com
http://la3.blogspot.com

terça-feira, novembro 27, 2007

Notalatina News: Como Chávez e Cuba Espionam os Venezuelanos


Extra, extra!!

Graça Salgueiro e o seu NotaLatina, mais uma vez trazem as notícias que ninguém tem a coragem de publicar...
Leiam aqui....



     Olá, Amigos,
 
    A denúncia de hoje é de uma gravidade imensa. Trata-se de dois vídeos EXCLUSIVOS DO NOTALATINA, contendo entrevista de um ex-espião cubano desertor, que vive hoje exilado na Flórida.
 
    Nessa entrevista ele conta como a Venezuela tem TUDO monitorado através da embaixada de Cuba; porque Chávez comprou tantos submarinos; como e porque foram doutrinados mais de 5.000 jovens só na Venezuela e outros crimes igualmente graves.
 
    Não existe mais privacidade de internet nem de contatos telefônicos na vida daqueles que se opõem à implantação do comunismo na Venezuela, e é neste país que o sr. da Silva tem o cinismo de afirmar que existe "excesso de democracia".
 
    Insisto: assistam essa entrevista porque ela tem muito a ver com o Brasil!
    
    Peço que me ajudem a divulgar amplamente esta denúncia porque a mídia nacional não informa NADA sobre tamanha gravidade com sérias repercussões para nós brasileiros, principalmente com a possiblidade de Chávez - e não a Venezuela, INSISTO neste ponto - ser admitido como membro pleno do Mercosul, mas não esqueçam de dar os créditos ao Notalatina.
   
    Fiquem com Deus e até a próxima!       
   
    G. Salgueiro