quinta-feira, novembro 18, 2004

Por que os Estados Unidos não devem deixar o Iraque

Segundo o blogger iraquiano Zeyad em Healing Iraq a situação no Iraque pode estar ruim, com rebeldes atacando em várias cidades, mas pode piorar se os Estados Unidos se retirarem de lá.
Leiam este trecho: "A Associaçao dos Docentes Muçulmanos lançaram orientações de que se deve chamar as forças de segurança iraquianas de 'apóstatas', por que 'iraquianos não deveriam lutar contra iraquianos num país sob ocupação'. Estas orientações implicam que se a ocupação acabasse amanhã então estaria tudo bem em iraquianos matarem-se uns aos outros, como tem occorrido durante as últimas três décadas."

Fica claro então que, se os EUA se retirassem do país neste momento, a guerra civil no Iraque começaria de imediato, com níveis de violência maiores do que os até agora registrados, pois a fúria dos "rebeldes" se voltaria para seu próprio povo.

Para terminar: Outro blogger iraquiano, Easmon de Iraq&Iraqis comenta o resultado da últimas eleições americanas a ofensiva contra Fallujah.
"Para mim, como iraquiano, fiquei muito feliz e agradecido pelos resultados das eleiçoes nos EUA por que eu não poderia encarar uma nova política para o Iraque feita por um outro partido que pensa que as coisas aqui no Iraque deveriam ficar por conta da ONU. Conhecemos muito bem o quão corrupta é a ONU por aqui. A justificativa para minha defensiva em relação à ONU foi a carta do secretário geral da ONU para o primeiro ministro Alawy no dia 6 de novembro, alertando o governo iraquiano para que não atacasse Fallujah.. Ok, então não se ataca ; Qual o plano então? Na tal carta, nenhuma resposta"

Sem comentários...

Por quê Israel tem de negociar com os palestinos?

Why must Israel negotiate with the Palestinians while Beijing refuses to negotiated with the Tibetans?"

Esta matéria de Steve Shamrak no Brookesnews coloca um pouco de luz na questão de um peso, duas medidas na questão.

De acordo com qualquer especialista em contra-terrorismo não se pode em hipótese algum "negociar" com estes elementos. Negociar significa validar seus métodos de persuasão e servem para aumentar o que tentam diminuir.

É por isso que nenhum governo negocia com rebeldes terroristas - mesmo com intenções legítimas de independência como os bascos, curdos, chechênos. Nem a ONU apoia tal tipo de ação.

Por outro lado, em se tratando do palestinos, tudo muda de figura. O mundo praticamente obriga Israel a negociar e aceitar os termos em que terroristas negociam.

Ao mesmo tempo não obrigam por exemplo a China a negociar sua retirada do Tibete. A causa?

Shamrak entrega : "The idea of Palestinian people was born in the mid of 1960s, after Arab states realized that it was impossible to destroy Israel using military force. The plan for destruction of the state of Israel through political manoeuvring, propaganda campaign and diplomatic arm-twisting was drawn and put to action."

quarta-feira, novembro 17, 2004

O Pensamento (confuso) do pacifista-mor Dalai Lama



Dalai Lama, supostamente a reencadernação de Buda, o inspirador mundial do pacifismo zen, mostra todo o seu (confuso) pensamento sobre pacifismo, armas, e -surpreendemente - pre-emptive war.
A entrevista foi publicada no penúltimo número da revista Seleções.
Seleções: O senhor tem um animal preferido?
Dalai: Talvez os pássaros. Alimento os mansos. Não sou violento, amas, se aparece um falcão quando os estou alimentando, pego a espingarda de ar comprimido

Seleções: O senhor tem uma arma de ar comprimido?
Dalai: Tenho , mas só atiro para assustar os falcões


Seleções: De quem mais o senhor apreciou a companhia?
Dalai: Vaclav Havel, o papa, Willy Brandt – que aprendi a admirar durante a guerra fria. Apesar das dificuldades ele ganhou a confiança dos líderes soviéticos sem muito prejuízo aos direitos de seu país. É a maneira certa. Defender seus direitos, seus valores, e ao mesmo tempo ser um bom amigo.

Seleções: Alguém mais?
Dalai: O presidente Mao. Nosso primeiro encontro foi formal e eu estava muito ansioso. Depois, poem, nos jantares oficiais, ele me fazia sentar ao seu lado e me tratava como filho, chegando a dar comida em minha boca! Como ele tosia muito, eu tinha medo de pegar uma doença! (risos) Ele dizia que era muito bom eu não fumar. Ele não conseguia parar. Gostei da maneira como admitiu isso para mim e acho que criamos uma bela amizade. Eu também o respeitava muito. Sem dúvida alguma ele foi um grande revolucionário. Mas, ao mesmo tempo, seus modos sempre foram os de um camponês.

Seleções: Há mais de quarenta anos, o senhor foi obrigado a deixar a sua terra natal. Desde então, a cultura do Tibete foi suprimida e muitos tibetanos morreram em fuga. O senhor deve sentir raiva ou ódio dessa situação.
Dalai: Raiva, acho que às vezes. Ódio, quase nenhum. Aprendemos a não sentir isso. Não faz muito tempo conheci um velho monge tibetano que passou quase 20 anos num gulag chinês. Enquanto me falava de seu sofrimento, ele mencionou que enfrentou situações difíceis. Imaginei que fosse algum risco de morte, mas ele explicou que havia enfrentado o perigo de perder a compaixão pelos chineses. Sabia que estava sofrendo por causa de suas vidas passadas, deseu carma. E agora essas pessoas que lhe causavam sofrimento criavam novo carma e teriam de enfrentar conseqüências negativas. E isso é motivo para nos preocuparmos com elas. Conter a raiva não significa ceder. Lutamos por nossos direitos, pela justiça, massem rancor. O verdadeiro sentido da luta sem violência não é só a ação, mas também a motivação . Numa de suas vidas anteriores, Buda, para salvar 499 pessoas, matou uma. Essa pessoa pretendia eliminar e roubar 499 companheiros. Então Buda raciocinou que, se aquele indivíduo fizesse isso, não apenas 499 pessoas morreriam, como aquela pessoa cometeria um pecado. Buda aceitou o pecado de matar uma pessoa e salvar 499 outras, exclusivamente por compaixão.

Seleções: Como monge, que experiências de uma pessoa comum o senhor acha que perdeu?
Dalai: Obviamente perdi esta experiência aqui [ele aponta para a própria virilha e ri].


Comentário: começo a achar que a causa do pacifismo universal a qualquer preço é talvez o que mais tenha afastado o mundo deste objetivo. Quando Dalai fala de Mao, parece que a figura do "presidente" não teve nenhum responsabilidade sobre a violência que se abateu sobre o seu amado Tibete. Dizer sobre Mao que "acho que criamos uma bela amizade" é algo completamente descolado da realidade. Por quê não usou então esta "bela amizade" para evitar o sofrimento e a morte de tantos colegas monges nos gulags? A simpatia com que o Dalai fala de líderes comunistas como Havel e comunistas-ma-non-troppo como Brandt é patética: Brandt ganhou a "confiança dos soviéticos" em meio a guerra fria, num país como a Alemanha Ocidental só queria dizer uma coisa: traição, pois os soviéticos não estavam interessados em "paz mundial" coisa nenhuma.

Apesar de tudo fiquei intrigado com a referência à ação preventiva do antigo Buda, matando um suposto ladrão assassino para poupar a maioria. Não é isso que Bush se propôs nos casos do Afeganistão e Iraque, com a diferença que houveram mais 2.000 mortes a justificá-las?

Pelo menos o Dalai usa arma - de pressão - mas usa. Provavelmente no Brasil teria que entregar a sua arma ao poder público.... Irônico.
Mas fiquei com a - quase - clara impressão de que o representante de Buda que precisávamos para esta época não seria este, mas sim o outro citado pelo Dalai na entrevista.

terça-feira, novembro 16, 2004

Antropofagia: Oswald de Andrade, partindo da "auto-estima" até a morte da cultura nacional.

O presidente Lula tem em quem se inspirar. O presidente, que já sabe que “auto-estima” não tem nada a ver com a indústria automobilística, deveria observar mais o trabalho do escritor Oswald de Andrade. Oswald tem tudo – principalmente a base teórica – daquilo que Lula tanto busca quando fala em que o “melhor do Brasil é o brasileiro”. E conhecendo Oswald se sabe quais serão os resultados deste tipo de campanha.

Oswald, além de escritor, foi um dos inspiradores da “Semana de Arte Moderna de 22” - movimento chamado por Monteiro Lobato de “paranóia ou mistificação” - como também foi um membro ativíssimo do Partido Comunista Brasileiro. Esta última função deu estofo e conteúdo às outras atribuições do artista.

Mas o que mais chamaria a atenção de Lula foi o movimento antropofágico lançado por Oswald em 1928 – chamado de “Pau Brasil”. O movimento tinha uma base teórica tão rasa quanto o roteiro de uma novela mexicana: usava-se a figura do índio antropófago, cujas tribos no Brasil pós-descobrimento eventualmente devoraram alguns europeus, como símbolo da nova arte brasileira. Seria uma arte novíssima surgida da fagocitose do elemento estrangeiro metabolizado e miscigenado com os elementos nacionais. Uma arte de exportação para o mesmo estrangeiro que de alguma forma a inspirou. Também faziam parte do manifesto antropofágico a recuperação de elementos marginais na cultura brasileira, ofuscado pela busca dos “clássicos” e do “conservadorismo”.

Estava aí criada a base teórica de nosso atraso cultural. Não precisávamos mais evoluir culturalmente nem aprender nada de novo com os estrangeiros. O movimento pregava uma falsificação cultural : embalar o que de mais tosco existia na arte nacional com o apelo fácil da ”modernidade”. Oswald deve ter percebido muito bem em suas andanças pela Europa no início do século que a tal “modernidade” (aliás chegamos atrasados: o que Oswald trouxe na bagagem era a “pós-modernidade”) era um embuste: qualquer débil mental poderia criar “obras” como aquelas. Até mesmo brasileiros.

A arte “moderna” que Oswald apreciava, o cubismo, futurismo, dadaísmo, surrealismo entre outros “ismos” não eram arte de verdade. Eram movimentos anti-arte, pois estavam plenamente engajados na desconstrução do que antigamente se chamava “arte”. E todos os participantes destes movimentos também eram ativos comunistas. Na verdade todos estes movimentos eram como um cavalo de Tróia a destruir “por dentro” os valores da sociedade ocidental. Tal era a “avant-garde” européia do início do século. E a qual resultado poderia se chegar na apropriação de elementos tão pobres como matéria prima para o “novo”?

As evidências estão aí até hoje. Oswald e seu pau-brasil foram precursores de um outro movimento chamado “tropicalismo” nos anos sessenta. Este movimento pregava que a “modernidade” consistia em recitar um poema concretista de Augusto de Campos ou uma letra lacrimejante de Vicente Celestino ao ritmo de tamborim e guitarra elétrica, vestindo roupinhas de plástico. Esta é a modernidade da qual o Brasil não consegue livrar-se há décadas: os dois líderes do movimento, Gil e Caetano foram elevados à categoria de “intelectuais”, sendo muito influentes nos destinos da cultura do país. Um deles é o ministro de cultura do governo Lula. Há mais de trinta anos o fantasma do tropicalismo-pau-brasil assombra em quem pensa em cultura no país.

O resultado do movimento foi o de onseguir transformar a cultura nacional na “geléia geral” que seus líderes tanto apregoavam. O sentido do aprendizado cultural acabou. Na visão tropicalista todo o brasileiro pode ser superior a qualquer estrangeiro por suas qualidades intrínsecas: tocador de tamborim, de caixa de fósforo, compositor em guardanapo de papel. Não há necessidade nenhuma de haver algum refinamento desta “arte”. Ela já é a expressão mais autêntica do povo brasileiro.

Mas o que não se percebe é que este polaroide dos anos sessenta está amarelado demais, como Caetano mesmo dizia em 1968, ser tropicalista ainda hoje é como tentar “matar o velhinho que morreu ontem”. Não existe no Brasil nenhum tipo de cultura vagamente conservadora para se fazer frente. Nem mais o tipo de vanguarda que Oswald encontrou no início do século passado para se inspirar. Quero dizer que a própria vanguarda de hoje é pior ainda...

No fundo, esta “arte”, bem como as intenções governamentais de melhorar a “auto estima” nacional não passam de mentiras. Mentiras para um país acreditar que ele é mesmo belo, que é grande, mesmo sem estudar, mesmo sem desenvolvimento, mesmo tendo índices de educação e violência muito piores de outros países economicamente mais atrasados do que o nosso.

Mas existe alguma esperança quando se verifica em nível mundial, uma reação, uma revalorização do pensamento clássico/conservador. Pena que jamais chegará ao Brasil, pelo menos enquanto o império da incultura tropicalista mantiver seu reinado.

O que acontece no país é que a hegemonia da visão tropicalista ainda vigente – sem um conservadorismo a atacar – acaba por devorar o próprio rabo. A síntese da falta de uma real cultura de um lado e a elevação de qualquer tosca manifestação ao nível de arte do outro foi a recente turnê européia da “rapper” MC Tati Quebra Barraco: patrocinada por entidades feministas, Tati mostrou o “novo feminismo” nacional com obras (?) do quilate de “Eu tô podendo pagar motel pros homens”, “Sou feia mas tô na moda” e “Dako é bom” (referência de duplo sentido a uma marca de fogões).

Analisando em perspectiva, Oswald errou propositalmente em falar de “antropofagia”. O que importamos da Europa para deglutir não era realmente arte. Não passava de lixo. Então não houve uma antropofagia. E o nível em que se encontra a cultura nacional não se pode mesmo falar em antropofagia, temos que nos referir a ela com outro desvio alimentar/fetichista:“coprofagia”.

terça-feira, novembro 09, 2004

A imparcialidade da Mídia Nacional

No Blog do Cláudio uma demonstração didática da parcialidade de nossa mídia com relação ao presidente Bush e a campanha que se encerrou.

Engraçadíssimo!!
"Segunda-feira, 1 de novembro de 2004
Lá: Memos say that Bush failed to show up for his physical in the War.
Aqui: Documentos comprovam que Bush não compareceu ao exame médico na guerra.

Lá: Memos are fake!
Aqui: Cientistas descobrem que formiga africana acasala 5 vezes por ano.

Lá: Explosives disappeared under american guard in Iraqui.
Aqui: Explosivos sob responsabilidade do Bush desapareceram no Iraque.

Lá: U.S. Team Took 250 Tons of Iraqi Munitions.
Aqui: Tamanduá-bandeira com cores raríssimas encontrado em acampamento de escoteiros é batizado de Ronaldinho."

Reencontrando a nobreza



A feira do livro de Porto Alegre proporcionou-me um reencontro realmente inesquecível: O príncipe Mishkin

Encontrei-o ontem mesmo em uma edição caprichada mas-não-tão-cara-assim.

Faziam quase vinte anos de nosso último encontro. Ele não mudou um tantinho que seja, enquanto eu mais pareço o espelho do Dorian Gray (ooops, este é outro personagem).

Abrir uma nova edição desta obra é reencontrar um velho amigo. Para mim o mais devastador personagem de Dostoiveski. Pelo menos o mais Quixotesco e verdadeiro...

O importante é que esta obra ainda exerce o mesmo fascínio em mim quanto há vinte anos ....
Vida eterna ao príncipe!!!

sábado, novembro 06, 2004

Carta para Paulo Santana, de Zero Hora

Prezado Santana:

Seus comentários sobre a vitória de Bush do dia 04/11 são o típico produto da desinformação fomentada pelos nossos jornais e televisões democratas sobre as eleições norte-americanas.

O primeiro argumento de que Bush mentiu sobre as armas de destruição em massa é risível: a "mentira" então foi fabricada pela própria ONU,uma vez que sua resolução 1441 fala exatamente sobre isso: O Iraque teria de apresentar provas da destruição das armas ou....
Bush simplesmente completou os pontinhos - exatamente como Clinton, aquele presidente que só mentia sobre suas aventuras sexuais ou sobre o uso de maconha para consumo próprio. O problema é que a ONU esperava que os pontinhos fossem "esperar até que Saddam tenha paciência de nos
atender"... Bush achou que era "ou nós vamos invadir a sua praia".

A acusação de gostar da Guerra é ridícula: se for verificar que o único país em que, numa eleição virtual mundial para presidente dos Estados Unidos, Bush venceu foi o Iraque. Exatamente o país o qual os seus "defensores" - defensores dos terroristas , bem lembrado - diziam que os EUA haviam invadido e que a "resistência" era justa...

O seu comentário , em resumo, é um amontoado de besteiras e mentiras que a mídia predominantemente democrata dos Estados Unidos (e aqui a totalidade) tentou impingir ao mundo inteiro. Nos Estados Unidos,felizmente não conseguiu.

Lá existem os meios alternativos de informação: programas de rádio conservadores como o de Rush Limbaurgh, sites de informação como o de Matt Drudge e centenas, milhares de blogs e grupos de discussão na internet que conseguiram furar o bloqueio de desinformação democrata.

Para cada paquidérmico Michael Moore haviam dezenas de pessoas esforçadas e comprometidas com a VERDADE! Se tu por acaso assisitires ao FahrenHYPE 911 (DOCUMENTÁRIO que refuta todas as mentiras do gorducho) vais saber como é.

Houve também "UNFIT FOR COMMAND" o livro dos veteranos de guerra companheiros de Kerry revelando a verdadeira natureza de sua passagem pelo Vietnã: covardia e traição.

Havia muito mais. Mas o mais importante é que a família americana compreendeu a natureza diversa dos candidatos: um é pró-familia, anti-aborto, anti-casamento gay, que sabe que existe o certo e o
errado e que ditadores são bons só quando não se vive abaixo de um....

Esta é a grande verdade....

Santana, para tu te informares mais e melhor sobre o mundo e sobre os acontecimentos que o cercam sugiro que não vá tão longe: Leia as colunas do filósofo Olavo de Carvalho, aí mesmo na Zero Hora,
quinzenalmente aos domingos.

Começará a compreender do por quê a sociedade americana rejeitou em peso a candidatura Kerry...

PS.: Incluo uma foto de um refugiado do Sudão mostrando a verdadeira natureza do mandato de George Bush.


SDS,
Luís Afonso

terça-feira, novembro 02, 2004

domingo, outubro 31, 2004

Eleições nos EUA : Parcialidade de ZH faz "Scola"

ÚLtima cartinha para Zero Hora, enviada em 29/10/04 - sexta-feira.

"Prezados:

Quarta cartinha desta semana sobre o mesmo tema.
Hoje vocês se superaram, hein? Depois de dois dias como diabo foge da cruz - e talvez por causa de algum escrúpulo jornalí­stico residual em saber que tinha dado capa a uma mentira do New York Times sobre os estoques sumidos do Iraque - hoje ZH volta à sua forma habitual.
O "correspondente" Daniel Scola mente ou pelo menos esconde novamente a informação de terça-feira da NBC de que as armas sumiram ANTES da chegada dos americanos em Bagdá.
Qual a utilidade mandar alguém aos Estados Unidos "cobrindo" a eleição desta forma?
Eu, daqui do Brasil sei muito mais do que este indiví­duo sobre a eleição americana e sobre este caso das armas no Iraque.
Hoje sexta feira, já se sabe com algum grau de certeza que foi a Rússia, antes da tomada de Bagdá quem levou as armas para a Sí­ria.( http://frontpagemag.com/Articles/ReadArticle.asp?ID=10111)

Se o repórter não sabe disso, me permito atualizá-lo.
Media Disgrace - artigo de Thomas Sowell -(http://www.townhall.com/columnists/thomassowell/ts20041029.shtml)
Artigo da própria CBS de abril de 2003, mostrando que as armas já tinham sumido antes da chegada dos americanos, refutando a corrente história da própria CBS e do NYT
(http://www.cbsnews.com/stories/2003/04/04/iraq/main547667.shtml)

Isso sem falar nos na intenção da CBS em mostrar a reportagem no 60 min, dois dias antes das eleições....


Parcial eu?
Com tudo isso nas costas o "repórter" ainda faz questão de lançar dúvidas sobre o New York Post de Rupert Murdoch.
Uma semana atrás o NYT lançou oficialmente o seu apoio à Kerry. Há um mês Dan Rather da CBS acabou com sua carreira por um falso documento relativo à carreira de Bush.
Agora o NYT dá capa para mais uma mentira...
Falando em parcialidade, a presente edição de ZH mostra três fotos de Kerry, sendo uma na contracapa, contra uma de Bush, cita textualmente longos trechos do discurso de Kerry sendo que há apenas duas linhas que são concedidas a uma pobre eleitora de Bush...
Esta é a imparcialidade de ZH e do repórter , que ainda tem coragem de insinuar que os veí­culos de Murdoc h ão "parciais"?

Olha, sinceramente, ao invés de mentir aos eleitores, ZH poderia fazer como na quarta e na quinta, dias em que se omitiu de comentar o assunto.
Hoje a convição de qua ajudar Kerry de qualquer maneira parece ter voltado ao seu pico. Como se as eleições fossem por aqui ou o Brasil tivesse algum peso na disputa.

A falha em retratar o verdadeiro debate sobre as eleições americanas fará de ZH uma ví­tima lateral na fatal exploão do BombGate - como agora está se chamando nos EUA o caso da farsa das armas "sumidas" - exatamente no colo dos seus criadores, junto com a própria candidatura Kerry....

Até quarta... Se nenhuma nova Oktober Fest democrata roube o resultados das eleições...
Talvez seja me mesmo publicar receitas culinárias no lugar da "cobertura" das eleições americanas.
De quebra poderia ajudar no Fome Zero" ...

Luí­s Afono

sábado, outubro 30, 2004

Viúva de Herzog revê fotos e não reconhece jornalista

Na ZH do dia 28/10:
Caso Herzog
Em Brasília, onde participou da homenagem no Senado ao centenário da imigração judaica no Rio Grande do Sul, o rabino Henry Sobel, presidente da Congregação Israelita Paulista, disse ter reconhecido o jornalista Vladimir Herzog nas polêmicas fotos publicadas pelo Correio Braziliense no dia 17 de novembro.

O rabino, que era amigo de Herzog, foi um dos primeiros a se voltar contra a versão oficial, ao decidir não enterrar o jornalista como suicida. Sobel defende a abertura dos arquivos da ditadura.


No Yahoo, dia 29/10 :
SÃO PAULO (Reuters) - A viúva do jornalista Vladimir Herzog, morto sob custódia da ditadura militar em 1975, reviu as fotos que mostrariam o jornalista na prisão e não reconheceu seu marido, informou em comunicado o secretário especial de Direitos Humanos do governo federal, Nilmário Miranda.

Isto prova que a declaração de Sobel foi completamente desastrada...Parece que ele se deixou levar pela onda...
Também prova que as fotos não eram de Herzog.

Para terminar, uma informação recebida via e-mail... Para pensar.

Informações sobre o Herzog (sem identificação do autor):


O Herzog era membro do Comitê de Jornalistas (ou Comitê Cultural), órgãos burocráticos dentro da estrutura partidária, subordinados ao Comitê Municipal do PCB/SP. Ou seja, terceiro escalão dentro da hierarquia do partido em Sampa. Quando ele foi preso (aliás, convidado a comparecer ao DOI, o que comprova a sua desimportância dentro do esquema do Partidão em Sampa, pois do contrário seria preso na hora, já estavam presos cerca de 120 militantes do partido (inclusive membros do Comitê Central) Dentre eles os coleguinhas do Herzog, lembro do Rodolfo Konder, que foi quem o levou para o Partidão, segundo declarou, e o Paulo Sergio Markun e sua esposa, ambos também do tal Comitê de Jornalistas. Ou seja, quando o Herzog foi convidado a prestar declarações já se sabia tudo a respeito de suas atividades, que todos os quer o antecederam haviam relatado.
Observe que são os próprios Konder e Markun que agora afirmaram que não sofreram qualquer tipo de tortura. O mesmo, seguramente, iria acontecer com o Herzog.
O resumo da ópera era o seguinte. O cara era preso e, no DOI,
perguntado: Você sabe por que está aqui? O cara, instintivamente,
dizia, não. eu não sei. Então era dito ao de cujus o seguinte: aqui já estão presos, fulano, beltrano, sicrano e companhia limitada. Todos falaram a teu respeito. Sabe agora por que está aqui? O Markun foi um que respondeu: Ah. Agora eu sei!
Tão logo o cara chegava a um acordo vinha a tortura: ganhava uma folha de papel e uma caneta para descrever as suas atividades no partido.
Esse era o resumo da ópera. Agora, por que o Herzog se suicidou, já que não existia motivo algum para ele fosse torturado, como os demais não foram? Essa é uma pergunta de prova.


Caso encerrado???
Provavelmente ainda não. Não se mexe com um "mártir" da ditadura impunemente...

quinta-feira, outubro 28, 2004

NBC desmente o "furo" do NYTimes. ZH irá reportar? (final chapter)

Último capítulo da saga. Nenhuma das cartas anteriores foram publicadas, bem como -provavelmente - esta, mas aqui está outra carta enviada à redação de Zero Hora...
Esta charge da Cox and Forkum vem bem a calhar...
http://www.coxandforkum.com/archives/000453.html

"Prezados:

Hoje escrevo novamente para denunciar a maneira parcial que ZH veicula as notícias sobre o pleito americano.
Dois dias após em matéria de capa denunciava o "sumiço" das armas convencionais no Iraque, numa reprodução da falsa denúncia veiculada pelo NYT.
Nem o Correio do Povo chegou a tanto..
Nos dois últimos dias, o silêncio absoluto sobre o tema não deixa dúvidas: vocês erraram feio!
E ainda mais em não admitir , ou veicular a verdade sobre o caso. Agora então passaram a um "erro" para uma prova de culpa.

Nos dois últimos dias muito se soube sobre o caso, como a intenção da CBS mostrar a denúncia inédita no sábado, a refutação completa sobre o caso pela NBC, as declarações precisas de Bush de ontem e o mais importante : as denúncias de que foram a Rússia quem tirou os estoques no Iraque antes da chegada dos americanos...

Tudo isso em dois dias.

Na ZH? Nada.
Nenhuma declaração de candidato, meia-página dedicada a pseudo-denúncias democratas com direito citações textuais entre aspas - é claro que é um direito não concedido aos republicanos. Resumindo, uma matéria totalmente anódina e anti-climática, a 5 dias do pleito.

Sugiro algo mais eficaz para evitar ter de reportar algo que visivelmente Zero Hora não quer dar mais atenção e já foi usado durante o período militar: receitas culinárias.

É isso: ZH pode começar a preencher os espaços dedicados à disputa americana com deliciosas receitas do nosso "Anonymus Gourmet" Pinheiro Machado, pelo menos não estará mentindo nem enganando aos leitores"...


Luís Afonso

quarta-feira, outubro 27, 2004

NBC desmente o "furo" do NYTimes. ZH irá reportar? (2)

Mais um capítulo da novela do sumiço da notícias das armas sumidas com Zero Hora...


"O ESTRANHO CASO DO DESAPARECIMENTO DAS ARMAS DO IRAQUE - E DA NOTÍCIA TAMBÉM.

Prezados:

Esperei pacientemente a edição de hoje para ver se de alguma forma ZH iria
contar a verdade - para variar- sobre o caso do sumiço dos arsenais
explosivos do Iraque.

Esperei em vão.
Na edição de hoje, parece que a notícia de ontem - capa da edição -
simplesmente NUNCA existiu.
Na seção internacional foram citadas as andaças de Bush e Kerry pelo
país mas a "importante" manchete de ontem não foi citada em nehum
momento.

Isto prova de uma vez por todas a forma parcial com que ZH reporta os
fatos envolvendo as eleições americanas. ZH é totalmente favorável à
Kerry e isso fica patente em cada frase, cada aspa colocada em
qualquer declaração do presidente Bush, em cada "análise" da
situação...
Pena que apesar dos esforços de jornais tão enganadores como ZH, o
público americano está vacinado contra todos as armações da esquerda.
o New York Times há muito deixou de representar, e melhor ainda,
deixou de influenciar o pensamento do público americano.

Mas o pior - e talvez este seja o motivo de não ter sido publicado - é
que se descobre agora a verdadeira extensão do crime: a intenção
inicial da CBS - aquela que forjou documentos sobre a ficha militar do
Bush - era apresentar esta notícia exclusiva no sábado, às vesperas
das eleições e sem tempo hábil para qualquer desmentido.

Felizmente os esquerdistas são tão incompetentes quanto vaidosos - o
NYT não aguentou a espera....

Bem, como esta carta não será publicada mesmo, poderiam ao menos
responder por e-mail".

Luís Afonso

NBC desmente o "furo" do NYTimes. ZH irá reportar?

Enviei a seguinte carta ao Zero Hora ontem, depois da publicação de matéria de capa sobre o "desaparecimento" de armas no Iraque...

"Menos de uma semana após abrir seu voto para Kerry, o "imparcial" New York Times mostra ao que veio: cria uma falsa manchete só para ajudar seu protegido.

A matéria totalmente falsa, foi capa de Zero Hora.

A verdade surgiu na NBC, que acompanhou ao vivo no local todo o início das operações americanas no Iraque. Segundo a reportagem de ontem no NBCNews, " The 380 tons of powerful conventional explosives were already missing back in April 10, 2003 - when U.S. troops arrived at the installation south of Baghdad! "

Traduzindo: As 380 toneladas tinham sumido ANTES da chegada dos americanos em Bagdá.

É claro que após a "notícia" do jornal "amigo" Kerry imediatamente fez as declarações-multipalco habituais., culpando Bush pela falha na guarda dos estoques.
Tudo ensaiadinho.

ZH ainda comenta: "Bush não comentou nada sobre o assunto". O que teria de comentar sobre tamanha mentira???

Já fiz uma pergunta direta à Zero Hora de o por quê da proteção aos palestinos anteriormente. Minha carta foi publicada mas a pergunta nunca respondida.

Chega a vez de outra pergunta: o desmentido será publicado neste nobre veículo de propaganda democrata??

Não é de admirar que as vendagens dos principais jornais brasileiros venham caindo constantemente nos últimos anos."

Luís Afonso

terça-feira, outubro 26, 2004

O Personagem Esquecido Destas Eleições: “O Pagador de Impostos”



As eleições 2004 no Brasil estão na reta final. O primeiro turno já terminou e estamos a 5 dias para o segundo turno.
Até o momento a “nova” correlação de poder no Brasil mostra que nenhum partido foi privilegiado com uma fatia generosa da preferência do eleitorado. Só uma coisa não mudou: os principais partidos continuam sendo de esquerda.

O segundo turno dificilmente mudará este quadro, uma vez que as disputas nos estados mais populosos se dão entre partidos também de esquerda.

Isto quer dizer que quaisquer que sejam os resultados nas urnas, o resultado não servirá para efetivas mudanças. Mas todos os candidatos falam em mudanças. E mudanças para melhor. Só esqueceram de avisar que quem vai mudar para melhor são eles mesmos.

Para “nosotros” o que interessa é que o mesmo filme continuará em cartaz por mais de quatro anos. E o filme é um clássico que não se cansa de ser reapresentado a cada nova administração. O título é velho de guerra “O Pagador de Impostos”: é um drama trágico onde nosso herói tenta levar uma carga muito maior do que pode suportar. Ao final nosso herói acaba vencido e imobilizado sob tal carga.

O brasileiro, apesar de estar razoavelmente ciente do poder do seu voto, ainda não percebeu qual a utilidade da pesada carga que aprisiona a si mesmo a ao país. O brasileiros, após anos de pregação gramsciana acreditam que somente o estado poderá eliminar as “desigualdades” uma vez que o capitalismo só consegue ampliá-las. E passa um cheque em branco a cada novo governante nacional, estadual e municipal para que invente uma nova maneira de combater a pobreza e a miséria. E a cada novo programa, maior a carga tributária para garantir os investimentos necessários e a cada resultado pífio mais impostos são necessários...

Terá de ser sempre assim até o derradeiro final?
Não, existem alternativas.

Vocês já ouviram falar de uma cidade chamada Crestwood no estado norte-americano do Illinois? Não ? Pois nem eu até agora. Mas encontrei um material sobre a experiência desta cidade que me permito dividir com todos vocês.

De acordo com o artigo do jornalista James Mcandish, reproduzido pela colunista Devvy Kidd em http://www.newswithviews.com/Devvy/kidd68.htm dizia que “Crestwood, Illinois estava sendo agraciada com o título de cidade melhor administrada nos Estados Unidos por que era gerenciada como um negócio.”

Epa! Toda vez que se houve em “gerenciar como um negócio” algum bem público aqui no Brasil significa “gerenciar como se fosse o MEU negócio”, não é mesmo?
Mas este caso é diferente. Imagine uma cidade que seja tão eficiente que a prefeitura concede um desconto de 26% no imposto predial. Que tal? E mais: moradores acima de 55 anos recebem serviços de jardinagem e manutenção doméstica de graça!! É demais. Para completar, o objetivo da prefeitura é eliminar totalmente qualquer tipo de taxação sobre a propriedade nesta cidade de 120.000 habitantes.

A receita: o prefeito Chester Stranczek , que governa a cidade desde 1969 – e neste ano será reeleito por falta de concorrentes, tem a filosofia de terceirizar tudo o que puder. “A força policial têm prioridade em combater o crime, não em correr atrás de multas de US$ 50,00. Neste caso os policiais dão uma severa dura nos motoristas recalcitrantes e ficam liberados para combater o crime – que é insignificante na cidade”.

Segundo Stranczek “negócios não vão bem quando operam no prejuízo”, por isso ele acabou com o departamento de obras públicas. Foram contratados serviços de terceiros para resolver os problemas. “Assim ao invés de ter uma penca de trabalhadores sem fazer nada nos dias de chuva, recebendo seus salários, seguros e benefícios médicos além de maquinário ocioso, nós contratamos empresas para fazer o trabalho. A economia foi fantástica. O mesmo valeu para os a contabilidade pública. Nós simplesmente pagamos a um auditor um valor de US$ 8.000,00 anual para fazer o trabalho. Ganhos: por volta de US$ 35.000,00 por ano. Graças à eficiência da prefeitura, há muito dinheiro para investir nos serviços necessários.”

Mais da receita do prefeito Stranczek: “Nós temos somente três policias em turno integral. Mas temos 40 policiais em regime de turno parcial que moram em Crestwood e empregam uma média de 10 a 12 horas fazendo o patrulhamento das ruas”. Como resultado nós temos uma das cidades mais seguras nos Estados Unidos. “Somente este ano nós doamos aos contribuintes um desconto US$ 1.000,00. Quando você paga seus impostos em Crestwood, você obtém um desconto de 26%. E, por causa dos impostos provenientes de novas empresa que estão se mudando para cá, esperamos que dentro de quatro anos os proprietários de imóveis em Crestwood não terão de pagar NENHUM tipo de imposto sobre propriedade”.

Crestwood tem somente 17 empregados permanentes, comparado à 150 empregados em cidades do mesmo porte à nossa. “Nosso orçamento é de US$ 2 milhões por ano enquanto uma cidade de tamanho similar , com 12.000,00 habitantes, teria de ter um orçamento de US$ 10 milhões, diz o Diretor Municipal Frak Gassmere. O prefeito Straczek completa: “As pessoas estão felizes e pretendemos mantê-las assim.”

É outro mundo não é mesmo? E nós tendo que engolir toda esta arenga de “desigualdade”, “combate à exclusão social”, “recursos públicos”... E dizem que combatem o desemprego com isso.
É claro que esta receita nem é popular nem nos Estados Unidos, que há décadas já é uma social-democracia. Mas como parece que o debate sobre estes assuntos morreram no país há anos, temos o dever de transmitir este tipo de exemplo.

Alguém vai perguntar que neste modelo o desemprego no setor público é bem alto. Concordo. Mas em primeiro lugar a administração do bem público se deve dar com respeito ao seu financiador principal – o nosso sofrido pagador de impostos – que quer eficiência máxima aos recursos investidos. Outra razão é simples: uma prefeitura, assim como o executivo estadual ou federal não pode ser gerenciado como uma entidade filantrópica.

Outra razão é econômica: poderá haver um aumento do desemprego nos servidores municipais, mas com a queda nas carga tributária municipal, a cidade acaba se tornando muito atraente para novos investimentos. Estes investimentos irão gerar novos empregos. Mais e melhores empregos geram mais oportunidades para aqueles que eventualmente perderam os seus respectivos cargos públicos.

Também faz retornar à iniciativa privada a prerrogativa para a geração do desenvolvimento e da riqueza, criando novas oportunidades, afinal ela é a única que pode fazer isto de forma eficiente sem onerar os cofres públicos pois o risco é inerente ao processo capitalista.

Quando é que se ouviu nestas eleições alguma proposta vagamente parecida com estas? Nunca e provavelmente nunca será ouvida enquanto não fizermos a nossa parte.

E qual a nossa parte?
A nossa parte é difundir mais e mais idéias como esta. Temos a ferramenta que nenhuma outra geração teve o prazer de conhecer ou imaginar o seu alcance: a internet. E é por ela que a nova geração abortou o projeto tão acalentado por mais de vinte anos de doutrinação gramsciana em nossas universidades, errando o alvo de criar uma juventude socialista homogênea. Sim, eles são maioria, mas existem milhares de jovens inconformados com respostas tão estúpidas com saúde e vontade de fazer a diferença.

Todos estes candidatos a prefeito, governador, presidente, têm de saber que existem pessoas que querem soluções para os velhos problemas, e elas não passam pelo socialismo. Segundo o saudoso Roberto Campos “O slogan – O capitalismo é bom para produzir e o socialismo é bom para distribuir – é apenas uma mistura de cretinice acadêmica e falsidade ideológica.”

É isso. Se não começarmos a espalhar estas verdades e as receitas do sucesso, vamos ouvir ainda por muito tempo propostas como “universidade para todos”, “bolsa-família”, “primeiro emprego” conjugado com “impostos progressivos”, “aumento da matriz tributária”.

Ou seja: ou concluímos que está na hora de trocar o “filme” ou ainda vamos ter de ver a apresentação do “Pagador de Impostos” por mais quatro anos.

sábado, outubro 23, 2004

"Stolen Honor" o documentário sobre Kerry foi liberado!!

Ao contrário dos jornais de ontem no Brasil, o documentário com os prisioneiros de guerra americanos no Vietnã falando sobre as declarações mentirosas de Kerry sobre as ações dos EUA por lá FOI LIBERADO PARA EXIBIÇÃO !

Veja aqui o trailer:

Windows Media Player Banda larga

Windows Media Player Dial Up

RealPlayer

Para encerrar, encontrei esta frase que é uma preciosidade..
"War does not determine who is right, only who is left".

quarta-feira, outubro 20, 2004

McCarthysmo de esquerda nos EUA

Todos os democratas se dizem "multiculturalistas" e que "respeitam" as posições e crenças dos outros.... Desde que sejam exatamente o que eles esperam. Se for ator então, é obrigatório ser democrata e melhor ainda algum proselitismo de esquerda.
Agora tente ser um ator republicano... Leia o que acontece com alguém neste perfil.

O blog Dissecting Leftism traz uma notícia reveladora sobre o perfil dos democratas americanos em Hollywood:
"Discriminação em Hollywood: 'Por anos o ator Ron Silver foi um militante democrata - presidente do Actors' Equity union e co-fundador, com colegas como Susan Sarandon e Christopher Reeve, da Creative Coalition, que encorajava o ativismo de esquerda entre as celebridades.... Tudo mudou para Silver depois de 11 de Setembro de 2001. Agora ele se intitula como um 'republicano de 11/9.' Um forte apoiador de Israel e da guerra no Iraque, Silver falou na Convenção Republicana en Nova Iorque e é um dos principais participantes do novo documentário, 'FahrenHYPE 9/11,' uma flamejante refutação do sucesso de Michael Moore. Silver fala sobre como sua mudança política e seu declarado apoio ao Presidente Bush tem lhe demandado um alto custo profissional em Hollywood, onde republicanos são definitivamente uma raridade. 'Isto tem me afetado muito gravemente. Não posso citar nomes nem trabalhos que perdi, mas esta comunidade não é muito pluralística,' disse Silver. 'Não tenho nenhum trabalho há dez meses.'

segunda-feira, outubro 18, 2004

NYT "abre" apoio ao Kerry

Segundo o blog "Direita", "A surpresa fica só pra quem ainda se esforçava para achar que o NYT era um jornal imparcial. Façanha que só podia ser conseguida pela falta de um objeto de comparação."

Concordo: Gostaria de ver aqui também os jornais "imparciais" descerem do muro e abrirem suas reais opiniões. Chega de imparcialidade fingida. A abertura do NYT é saudável, pois mostra que eles têm um lado - como sempre tiveram. Todos têm. O problema é que no Brasil, se isso acontecesse, ficaria claro que o universo jornalístico daqui é como a figura de um plano para a geometria: só tem uma "face"..

sábado, outubro 16, 2004

General Culpa Kerry

General culpa Kerry


BRASÍLIA - O general brasileiro Heleno Ribeiro Pereira, que comanda as tropas da ONU no Haiti, culpou o apoio dado pelo candidato democrata à Presidência dos EUA, John Kerry, ao ex-presidente Jean-Bertrand Aristide pela violência no país. Ribeiro Pereira cita declarações de março, quando o presidente haitiano caiu. Na ocasião, Kerry disse ao The New York Times que o presidente George Bush enviara ''uma mensagem terrível'' para o Caribe ao não apoiar Aristide com soldados.


Comentário:
Parece que nosso presidente mandou o cara errado para o Haiti. O General Heleno Ribeiro Pereira, por sua coragem de dizer as coisas pelo nome que elas tem, deveria ficar aqui mesmo no Brasil onde é mais necessário.
Com uma só cajadada o general acabou prejudicando o esforço do Brasil em parecer mais "multiculturalista" e "obediente" à ONU e enfraquecendo a visão Bushista do mundo.
Pois o general acaba de prejudicar a candidatura Kerry.

Quanto a Kerry simplesmente continua com os mesmos cacoetes da esquerda americana (Useful idiots - segundo a colunista Mona Charen em um excelente livro homônimo). Clinton moveu mundos e fundos para garantir a presidência do Haiti a este marxista Aristide.

Parece que o tiro saiu pela culatra, pelos dois lados.

quinta-feira, outubro 14, 2004

Novo Site do grupo Filosofia Porto Alegre

O novo site do grupo de filosofia do professor Olavo está no ar.

O site é profissional e muito bom. Tem fotos, material, inscrições e tudo mais.
Aproveitem!!!