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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Apontamentos Alive - 4.2 Jane's Addiction


De regresso marcado parecem estar os Jane's Addiction. Pelo menos, foi isso que Perry Farrell deu a entender em entrevista televisiva. Espermos bem que sim, porque a actuação dos Jane's Addiction foi mais uma daquelas que, embora pecando por tardia, não deixou a sensação de ter vindo tão tarde que a música nos apareceu já artrítica, pouco elásticas, desbotada. Nada disso. Estranhamente, foi como se Ritual de lo Habitual tivesse sido lançado há um par de anos. E foi quase só por aí e por Nothing's Shocking que o concerto - de pouco mais de uma hora - passou. 'Just Because' foi a única de Strays, 'End to the Lies" a única do novo que ainda há-de vir.

E tornou-se claro que os Jane's Addiction não só são uma belíssima banda de concerto como igualmente que Farrell e Stephen Perkins são os motores de uma originalidade que entregue a Dave Navarro redundaria simplesmente noutro combo hard rock igual a todos os outros. O tom psicadélico que invade alarvemente as criações dos Jane's Addiction parte necessariamente de Farrell, ou não fosse ele o promotor mor da alucinação em palco. De sorriso constante, num qualquer plano espiritual que nos ultrapassa, o homem foi debitando os clássicos todos, de "Been Caught Stealing" e "Three Days" a "Jane Says" ou "Stop!".

Maravilha de concerto para encerrar o festival. Depois ainda houve Duck Sauce e outras coisas, mas o maravilhamento rock terminara aqui, numa sequência iluminada: Iggy, Grinderman, TV on the Radio, Anna Calvi, Jane's Addiction. Para o ano há mais.

GF

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Óptimo Alive!


Top pessoal dos 10 melhores concertos da edição 2011 - com considerandos telegráficos.

Antes, uma mera nota pessoal: este foi dos festivais que maior barrigada de boa música me deu; o lixo foi sendo lateralizado na medida do possível.

1º - Seasick Steve no Palco Super Bock (dia 7, final de tarde)
A personalidade fascinante deste invulgar bluesman (com ar de agricultor texano) fez metade do serviço; a outra metade foi a sua imensa competência técnica (assente em instrumentos feitos de jantes ou de caixas de cigarros ou de cordas a menos). Tudo isto dá mais que 100%!

2º Jane’s Addiction no Palco Optimus (dia 9, noite cerrada)
Espectáculo com uma consistência muito acima da média festivaleira, feito de bailarinas de lingerie, som pesadão e de um provocador rebelde chamado Perry Farrell. Memorável!

3º Iggy & The Stooges no Palco Optimus (dia 7, noite)
Rock a eito em direcção à sua essência: carnal, rude, pouco diplomático. Uma lição de história para todos aprendermos e relembrarmos.

4º Anna Calvi no Palco Super Bock (dia 6, início de noite)
A menina ruiva esticou as cordas de um canto lírico para um arranhar felino na guitarra eléctrica; ou para a projecção do rock a um estado transcendente.

5º Diabo na Cruz no Palco Super Bock (dia 9, noite)
Numa linha invisível entre folclore nacional e indie rock, perante um público conhecedor que compareceu à chamada de última hora.

6º Fleet Foxes no Palco Super Bock (dia 8, final de tarde)
Apanhados em flagrante, e durante uma hora, nas suas harmonias folk poderosas. Afinal, o estúdio não mente.

7º Crocodiles no Palco Super Bock (dia 7, a meio da tarde)
Encarnação demolidora de algo parecido com os Jesus & Mary Chain da primeira fase. Há ali poder para motim da rapaziada.

8º Everything Everything no Palco Super Bock (dia 7, à tarde)
Pareciam os Coldplay, mas em bons.

9º Uffie do Palco Optimus Clubbing (dia 8, início de madrugada)
A boneca electrónica da editora Dim Mak fugiu da casa de brinquedos e portou-se mal (isto é, bem). Indomável, incasável e, provavelmente, uma stagediver recordista.

10º Kaiser Chiefs no Palco Super Bock (dia 9, fim de tarde)
Uma alcunha para o vocalista Ricky Wilson: o Forrest Gump do brit-rock. Uma das suas corridas terminou num posto de venda de cerveja. Só mesmo ele!

Concertos que não vi ou que vi mal que poderiam alterar este top: Grinderman, Primal Scream, TV on the Radio ou Orelha Negra, todos com testemunhos muito elogiosos.

GP