Com o seu fato habitual, Camané é um falso discreto. Começa mansinho, tímido. Depois, quando a alma começa a ferver, sobe o tom, para uma escalada final/triunfante, quando todo o seu talento fica a nu público. Ovação. Cada canção, uma vitória. A voz essa, está sempre no sítio certo, com uma pontaria milimétrica. A perfeição é afinal bem portuguesa e, no fôlego final, não nos mente. Mas se aquilo que se viu no CCB não for perfeição, a perfeição que se cuide.
Parte retirada de artigo assinado para o Cotonete.
Uma noite quente de Verão perfeita, um recinto verdejante com vista para o mar, uma banda de topo que faz todos os estilos americanos, um elegante cantor em dia inspirado, um alinhamento que aquece os termómetros das almas presentes e um esforço simpático de uma jam session de categoria para comemorar o fim de digressão são factores que dão a Chris Isaak (na foto) o título de concerto mais inesquecível do ano. Graças a este cavalheiro americano, Elvis viveu mais uma noite - e que noite.
2º Camané no Centro Cultural de Belém
1º Chris Isaak no Cascais CoolJazzFest
GP
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Melhores Álbuns Nacionais de 2010: 2º e 1º
O fadista Camané espreita os três cantos de outras músicas portuguesas (das oferendas de Sérgio Godinho e de Fausto à crónica direcção musical de José Mário Branco) do seu quarto, num canto que evoca as memórias dos fados de Alfredo Marceneiro. Coadjuvado por um trio de instrumentistas de monta (José Manuel Neto na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Carlos Bica no contrabaixo), Camané cimenta-se cada vez mais como o maior fadista masculino pós-Carlos do Carmo. Curiosidade, aventura, refinamento, excelência.
As rugas de um trajecto estilhaçado por hiatos, doenças e reformulações são milagrosamente eliminadas por uma música abençoada por uma eterna juventude, como se os Pop dell’Arte nunca tivessem parado. As contigências da vidinha passam a corriquice num par de batidas, e João Peste passa a ser em poucos segundos de gravação no maior astro rock, num líder de um projecto que é ainda tão provocador. O híbrido anglo-francês com alma portuguesa de rock vangardista, electrónica e cabaret (ou lá o que isso seja) sai outra vez da toca com aquele sorriso maroto. E os Pop dell’Arte voltam a antecipar o futuro, assim de forma tão abrupta.
2º Camané – Do Amor e dos Dias
1º Pop dell’Arte – Contra Mundum
GP
As rugas de um trajecto estilhaçado por hiatos, doenças e reformulações são milagrosamente eliminadas por uma música abençoada por uma eterna juventude, como se os Pop dell’Arte nunca tivessem parado. As contigências da vidinha passam a corriquice num par de batidas, e João Peste passa a ser em poucos segundos de gravação no maior astro rock, num líder de um projecto que é ainda tão provocador. O híbrido anglo-francês com alma portuguesa de rock vangardista, electrónica e cabaret (ou lá o que isso seja) sai outra vez da toca com aquele sorriso maroto. E os Pop dell’Arte voltam a antecipar o futuro, assim de forma tão abrupta.
2º Camané – Do Amor e dos Dias
1º Pop dell’Arte – Contra Mundum
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