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domingo, 15 de dezembro de 2013

Melhores Álbuns Internacionais de 2013: do 15º ao 11º

15º Deap Vally – Sistrionix



14º M.I.A. – Matangi



13º Elton John - The Diving Board



12º Anna Calvi - One Breath



11º Kurt Vile - Walkin' On A Pretty Daze



GP

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Os Melhores Álbuns Internacionais de 2011: 2º e 1º


"Anna Calvi" é uma travessia gloriosa para o estrelato indie, em dez canções monumentais e urgentes (sem excepção), feitas de elegância pop e de uma crueza bluesy, alteadas por uma forma transcendente de canto lírico que faz do rock um palco de drama no seu melhor. Parece impossível fazer melhor, mas a talentosa guitarrista de cabelos doirados que passámos a idolatrar não se deve ficar por aqui. Isto é ainda só o começo.

Mesmo que perante uma discografia sem falhas, já nos tínhamos conformado em situar o período áureo de PJ Harvey naquela tripla dos anos 90 Rid of Me/To Bring You My Love/Is This Desire. Quem não se conformou com isso foi a própria PJ Harvey que desencantou, com mais de 40 anos de idade, a sua grande obra-prima, "Let England Shake", um disco conceitual sobre os conflitos bélicos da sua Inglaterra, que é uma fronteira indefinida entre rock e folk, entre o som etéreo dos Cocteau Twins (mas PJ Harvey é demasiado grande para caber num expositor da 4AD) e os ares rupestres das manas Shirley and Dolly Collins (só que PJ Harvey não é nenhuma Jane Austen do rock). Enquanto a Europa e Inglaterra se desmoronam, PJ Harvey volta a encontrar um rumo. Ninguém apanha a grande camaleoa indie que é cada vez mais a mulher do rock com melhor reportório de sempre. O disco do ano é dela.

2º Anna Calvi - Anna Calvi

PJ Harvey - Let England Shake

GP

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Melhores Álbuns Internacionais 2: 16º-20º


Jill Scott (na foto) é, por assim dizer, uma anti-diva. Se a isto juntarmos uma obsessão com a palavra que frequentemente a torna mais íntima de Ursula Rucker – migra, sazonalmente, para terras do spoken word – do que de Beyoncé, percebemos que essa coisa de ser escrava de música apontada ao rabo não é fórmula que lhe sirva (excerto de texto publico no Ípsilon). Quanto a Anna Calvi, a única fórmula que pode ocorrer-nos é a de que Jeff Buckley encarnou numa mulher e a sua música não se perdeu totalmente - o disco de estreia dela, cheira, será melhor do que teria sido o segundo dele. Emmylou Harris, a senhora do cabelo prateado mais belo deste universo, essa deve cheirar a rosas. A sua country continua a ser feita de uma elegância quase impossível. E impossível é também o número de projectos em que se mete o saxofone-tectónico de Ken Vandermark. Side A é só o mais recente e magnífico projecto. DRC Music é apenas isso, um projecto. Damon Albarn, Dan the Automator, TEED e outros que tais foram ao Congo fazer umd isco em cinco dias. E resultou, magnífico, sem roubar a alma a ninguém.

20º – DRC Music – Kinshasa One Two


19º – Emmylou Harris – Hard Bargain


18º – Side A – A New Margin


17º - Anna Calvi - Anna Calvi


16º - Jill Scott - The Light of the Sun


GF

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Óptimo Alive!


Top pessoal dos 10 melhores concertos da edição 2011 - com considerandos telegráficos.

Antes, uma mera nota pessoal: este foi dos festivais que maior barrigada de boa música me deu; o lixo foi sendo lateralizado na medida do possível.

1º - Seasick Steve no Palco Super Bock (dia 7, final de tarde)
A personalidade fascinante deste invulgar bluesman (com ar de agricultor texano) fez metade do serviço; a outra metade foi a sua imensa competência técnica (assente em instrumentos feitos de jantes ou de caixas de cigarros ou de cordas a menos). Tudo isto dá mais que 100%!

2º Jane’s Addiction no Palco Optimus (dia 9, noite cerrada)
Espectáculo com uma consistência muito acima da média festivaleira, feito de bailarinas de lingerie, som pesadão e de um provocador rebelde chamado Perry Farrell. Memorável!

3º Iggy & The Stooges no Palco Optimus (dia 7, noite)
Rock a eito em direcção à sua essência: carnal, rude, pouco diplomático. Uma lição de história para todos aprendermos e relembrarmos.

4º Anna Calvi no Palco Super Bock (dia 6, início de noite)
A menina ruiva esticou as cordas de um canto lírico para um arranhar felino na guitarra eléctrica; ou para a projecção do rock a um estado transcendente.

5º Diabo na Cruz no Palco Super Bock (dia 9, noite)
Numa linha invisível entre folclore nacional e indie rock, perante um público conhecedor que compareceu à chamada de última hora.

6º Fleet Foxes no Palco Super Bock (dia 8, final de tarde)
Apanhados em flagrante, e durante uma hora, nas suas harmonias folk poderosas. Afinal, o estúdio não mente.

7º Crocodiles no Palco Super Bock (dia 7, a meio da tarde)
Encarnação demolidora de algo parecido com os Jesus & Mary Chain da primeira fase. Há ali poder para motim da rapaziada.

8º Everything Everything no Palco Super Bock (dia 7, à tarde)
Pareciam os Coldplay, mas em bons.

9º Uffie do Palco Optimus Clubbing (dia 8, início de madrugada)
A boneca electrónica da editora Dim Mak fugiu da casa de brinquedos e portou-se mal (isto é, bem). Indomável, incasável e, provavelmente, uma stagediver recordista.

10º Kaiser Chiefs no Palco Super Bock (dia 9, fim de tarde)
Uma alcunha para o vocalista Ricky Wilson: o Forrest Gump do brit-rock. Uma das suas corridas terminou num posto de venda de cerveja. Só mesmo ele!

Concertos que não vi ou que vi mal que poderiam alterar este top: Grinderman, Primal Scream, TV on the Radio ou Orelha Negra, todos com testemunhos muito elogiosos.

GP

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Apontamentos Alive - 1.4 Anna Calvi


Quando Anna Calvi crava os olhos fulos e a chispar chibatadas no baterista, dói de ver. O homem falhou uma entrada em "Blackout" e quase caía do banco só de cruzar-se com o esgar discreto mas em jeito de "ou atinas ou levas no focinho" da senhora, tentando ao máxima manter a sua pose de senhora saída de vídeo de Robert Palmer com absoluto decoro e total elegância.

Dói de ver porque Calvi não tem telhados de vidro. Facilmente se percebe que tudo o que lhe sai da boca e das mãos chega num estado de depuração raro. Ela é perfeccionista, deve ser obsessiva até mais não, mas depois toca e canta e a gente arrepia-se para todo o sempre. Foi um concerto curto, como se impunha, teve direito a versão de Elvis Presley e nada foi deixado ao acaso.

Tudo nesta mulher lembra Jeff Buckley. As canções, virtuosas e com um tom de erudição em matriz pop, uma voz de qualidade líricas que rasga com quaisquer clichés possíveis, um amor fácil por Presley, Piaf, Callas, Cohen ou David Lynch, e um disco de estreia tão estupidamente bom que dá medo do que vem a seguir. A seguir, espera-se, não há-de vir destino semelhante ao de Buckley. Mas um perfeccionismo destes dá medo, ai isso dá.

Concerto, claro está, perfeito. Melhor do dia.

GF