De todas as máquinas adquiridas nos últimos tempos, a que me dá mais luta, e já tem perto de 2 anos, é sem dúvida a máquina de fazer pão. Volta e meia faço pães bastante razoáveis, mas normalmente acabo por recorrer à segurança das misturas de farinhas preparadas para o efeito e intriga-me como arranjar alternativas a estes pacotes com alguns ingredientes de nome estranho e preços pouco convidativos. Nunca me atrevo a arriscar muito além de variações nas quantidades, pois se há coisa que deteste é desperdício e nada me enerva mais do que meio quilo de farinha a ir para o caixote de lixo (felizmente ainda não aconteceu!). Para ser franca, os melhores pães feitos lá em casa até agora têm sido feitos na Bimby, pois sinto que controlo melhor o processo e como são feitos no forno, ficam mais do meu agrado. No entanto, como máquina que vai lá para casa é para ser usada, a MFP acaba por se tornar mais prática no dia-a-dia, porque programo-a para amassar, e quando me levanto é só moldar as bolinhas ou mesmo inteiro e forno com ele.
Para o consumo habitual lá em casa e porque as miúdas gostam, faço muito a clássica mistura de uma quantidade de farinha das da Nacional (Caseiro ou Rústico) com farinha de trigo ou centeio simples, partindo sempre das quantidades descritas no pacote: 320 ml de água para 500 gramas de farinha, adicionando uma colher de chá de fermento seco para compensar a farinha de trigo ou centeio adicional. Nunca entendi de que forma seleccionamos o peso do pão ou qual o programa mais adequado, já que a minha máquina, uma Clatronic, tem um livro de instruções sem uma tabela dos tempos correspondentes a cada fase dos programas. Ou seja, se por acaso vejo uma receita, num blog ou site, para outra MFP, nunca sei qual o programa correspondente na minha. Básicamente é ir por tentativas, mas suponho que quem tem de ter pão pronto às 7 da manhã nem sempre anda com motivação para grandes experiências!
Este pão que fiz, programado de noite para estar pronto para o pequeno-almoço, ficou perfeito, o que até me deixou surpreendida! Se me perguntarem porquê, não sei explicar, apenas usei o programa "Sandes" em vez do "Normal" e porque calhou, percebi apenas que é mais longo. Resultado: um pão tipo forma, com uma crosta fina mas estaladiça, um interior branquinho e muito fôfo, um pão que faz lembrar os Bimbos ou Panricos mas sem o sabor a plástico, que me pôs um sorriso de orelha a orelha. Ideal, portanto, para a criançada tomar um rico pequeno-almoços e levar para a escola . Este vou passar a fazer, usando por enquanto a farinha da Nacional "Pão Caseiro", mas só até ao dia em que conseguir arranjar uma combinação caseira que substitua esta. Se tiverem sugestões, são muito bem recebidas :)
É muito simples. E não é uma receita... apenas uma partilha de uma combinação que resultou particularmente bem.
- 320 ml. de água
- 400 gr. de farinha Nacional "Pão Caseiro"
- 100 gr. de farinha de trigo tipo 55
- 1 clh. chá de fermento seco
Colocar na cuba da MFP pela seguinte ordem: água, farinhas previamente misturadas e o fermento seco, tendo o cuidado deste não ficar em contacto com a água, se for o caso da MFP ficar programada. Seleccionar o Programa "Sandes" (na Clatronic) ou equivalente.