{ Por Gi Salmazi }
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28 de agosto de 2013

DICAS DA MARIA ESTER: As mais lindas capas da VOGUE

Olá meninas, tudo bem?
Nas minhas andanças pela internet descobri essas verdadeiras obras de arte.
Não, em tempos de capas onde o fotoshop é usado sem pudor, não estou me referindo a exemplos de perfeição plástica. Mas às primeiras capas da revista Vogue que eram ilustradas com desenhos belíssimos em vez de fotos!
Lançada em dezembro de 1892 nos EUA como um folhetim semanal que mostrava os hábitos luxuosos da elite nova-iorquina da época, a revista não fez sucesso logo de início.
Somente em 1909 quando foi comprada pelo americano Condé Nast, que a transformou em uma revista glamourosa é que obteve sucesso se especializando no luxo.
A primeira edição fora dos EUA foi a britânica em 1916; observe que em plena Primeira Guerra Mundial. Somente em 1920 foi lançada a edição francesa, atualmente uma das mais importantes. No Brasil foi lançada em 1975 e atualmente é publicada em 16 países.
Interessante constatar que as capas ilustradas são, de certa maneira, uma espécie de retrato de como a arte, a moda e os costumes da sociedade se desenvolveram. Dá para perceber inclusive a evolução dos diferentes períodos artísticos. São fontes de informação sobre os costumes de um grupo, mas sob certa perspectiva são obras de arte, já que para fazer as ilustrações eram chamados artistas e ilustradores destacados da época. 
No final dos anos 30 com a evolução das técnicas de fotografia e impressão as capas ilustradas foram sendo substituídas aos poucos pelas capas com fotos.


 As capas das primeiras edições americana e britânica



 Nos primeiros anos da Vogue americana as capas eram simples
Com o tempo foram se sofisticando um pouco






























Mesmo no período da Primeira Guerra Mundial
a revista não deixou de lado as capas glamourosas
Entretanto, a edição britânica de maio de 1918
quase no final da guerra e quando a Europa 
encontrava-se devastada
 trouxe na capa uma melancólica e esvoaçante 
enfermeira da Cruz Vermelha





























Com o final da guerra as capas passam a retratar a alegria 
dos novos tempos e a independência que a mulher conseguiu 
no período em que saiu para trabalhar e ocupar as tarefas 
no lugar dos homens que combatiam
O luxo volta com força total 











































De meados dos anos 20 até o final dos anos 30 as capas
retratam a estética da época. O padrão decorativo art déco está muito presente com sua linhas geométricas
E as Flappers (melindrosas) com suas franjas
cabelos curtos e muitas pérolas 




Nesse período algumas capas apresentam também
referências ao cubismo e aos retratos 
inspirados em máscaras africanas
de Paul Cézanne 
 
Não são maravilhosas!




Com certeza preferiria comprar revistas com capas

tão lindas e inspiradoras!

Dispensaria facilmente as atuais, onde mulheres altamente retocadas

vendem um ideal de perfeição falso, na maioria das vezes inatingível,

perigoso para a construção da autoestima de mulheres de todas as idades,

mas principalmente das mais jovens.





Beijos carinhosos


Maria Ester Reis



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