Olá meninas, tudo bem?
Nas minhas andanças pela internet descobri essas
verdadeiras obras de arte.
Não, em tempos de capas onde o fotoshop é usado sem pudor,
não estou me referindo a exemplos de perfeição plástica. Mas às primeiras capas da revista Vogue que eram ilustradas com desenhos belíssimos em vez de
fotos!
Lançada em dezembro de 1892 nos EUA como um folhetim
semanal que mostrava os hábitos luxuosos da elite nova-iorquina da época, a revista
não fez sucesso logo de início.
Somente em 1909 quando foi comprada pelo americano Condé
Nast, que a transformou em uma revista glamourosa é que obteve sucesso se
especializando no luxo.
A primeira edição fora dos EUA foi a britânica em 1916;
observe que em plena Primeira Guerra Mundial. Somente em 1920 foi lançada a edição
francesa, atualmente uma das mais importantes. No Brasil foi lançada em 1975 e
atualmente é publicada em 16 países.
Interessante constatar que as capas ilustradas são, de certa maneira, uma espécie de retrato de
como a arte, a moda e os costumes da sociedade se desenvolveram. Dá para
perceber inclusive a evolução dos diferentes períodos artísticos. São fontes de informação sobre os costumes de um
grupo, mas sob certa perspectiva são obras de arte, já que para
fazer as ilustrações eram chamados artistas e ilustradores destacados da época.
No final dos anos 30 com a evolução das técnicas de
fotografia e impressão as capas ilustradas foram sendo substituídas aos poucos
pelas capas com fotos.
As capas das primeiras edições americana e britânica
Nos primeiros anos da Vogue americana as capas eram simples
Com o tempo foram se sofisticando um pouco
Mesmo no período da Primeira Guerra Mundial
a revista não deixou de lado as capas glamourosas
Entretanto, a edição britânica de maio de 1918
quase no final da guerra e quando a Europa
encontrava-se devastada
trouxe na capa uma melancólica e esvoaçante
enfermeira da Cruz Vermelha
Com o final da guerra as capas passam a retratar a alegria
dos novos tempos e a independência que a mulher conseguiu
no período em que saiu para trabalhar e ocupar as tarefas
no lugar dos homens que combatiam
O luxo volta com força total
De meados dos anos 20 até o final dos anos 30 as capas
retratam a estética da época. O padrão decorativo art déco está muito presente com sua linhas geométricas
E as Flappers (melindrosas) com suas franjas
cabelos curtos e muitas pérolas
Nesse período algumas capas apresentam também
referências ao cubismo e aos retratos
inspirados em máscaras africanas
de Paul Cézanne
de Paul Cézanne
Não são maravilhosas!
Com certeza
preferiria comprar revistas com capas
tão lindas e
inspiradoras!
Dispensaria
facilmente as atuais, onde mulheres altamente retocadas
vendem um ideal de
perfeição falso, na maioria das vezes inatingível,
perigoso para a
construção da autoestima de mulheres de todas as idades,
mas principalmente
das mais jovens.
Beijos carinhosos
Maria Ester Reis