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o povo soberano em directo e sem representação

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Por José Vítor Malheiros http://versaletes.blogspot.pt 1. Gravidade. Antes de mais a gravidade, a seriedade, a tristeza. Depois a raiva surda e o desespero que espreita nos cartazes e nos olhares. Houve na manifestação de 2 Março - pelo menos na de Lisboa, onde estive - momentos de alegria e grupos animados, com slogans certeiros e divertidos (“Quando tu falas, Gaspar, és o orgulho de Salazar!”), mas o grande mar de gente não está para festas. Há centenas de cartazes artesanais, muitos com notas de humor, mas o humor é amargo (“Tenho cara de algarismo?” pergunta uma mulher numa folha A4). A maré que se espalha pela avenida é formada maioritariamente por gente cujo presente é feito de sacrifícios e que não consegue imaginar um futuro nem para si, nem para os seus filhos, nem para o país. Uma maré de gente farta e cansada, triste e zangada, mas determinada. Há muitos velhos, muitos reformados, muitos desempregados, muitos estudantes, muitos intelectuais. Há gente de todas as c...

contar cabeças

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Andam a contar-nos as cabeças, como se fossemos peças de gado. Teríamos sido um milhão? Ou só 500.000? Não, se calhar foram só 5.000. É fazer as contas. O mais importante é que fomos muitos, invulgarmente muitos. Zangados. Tristes. Revoltados. Novos. Velhos. Aos gritos. Silenciosos. Todos juntos, dissemos não. Haja quem nos escute.

o pior da manifestação é o dia seguinte

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt O problema das enormes manifestações, como a de sábado passado, é o dia seguinte, quando se exige um pouco mais de nós do que uma pueril discussão sobre o alegado milhão ou os supostos 500 mil que realmente protestaram nas ruas. No dia seguinte, dizem os defensores do Governo, ninguém apresenta alternativas às políticas de Pedro Passos Coelho. Isso não é, simplesmente, verdade. PS, PCP e Bloco, inúmeros economistas (independentes, de esquerda, do "centrão", gente biograficamente ligada ao PSD e ao PP), jornalistas, vários académicos, todos os parceiros sociais e até intelectuais estrangeiros têm listado, com maior ou menor arrojo, com maior ou menor dissonância em relação ao programa vigente, inúmeras ideias diferentes, de pormenor ou de fundo, para tentar melhorar a situação. Só por desonestidade intelectual se pode dizer que todas elas são irrealismo radical impraticável, demagogia populista ou ilusão revolucionária anacrónica. ...

depois do 2 de março

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Por Nuno Ramos de Almeida http://www.ionline.pt Em 15 de Fevereiro de 2003, mais de 18 milhões de pessoas saíram à rua em todo o planeta contra uma guerra anunciada. No dia seguinte o insuspeito “New York Times” escreveu que tinha nascido uma nova superpotência. Não falava de um país, mas das pessoas que com vontade e determinação ocuparam as ruas do planeta. No dia 2 de Março de 2013 as ruas de Portugal foram pequenas para as muitas centenas de milhares de pessoas que expressaram a sua vontade de ser actores da sua própria história. Nada será igual. Como anteriormente, surgiram comentadores solícitos a tentar desvalorizar o país que saiu à rua. Garantem-nos que tudo continua igual. Temos Cavaco Silva em Belém, Passos Coelho em São Bento e a troika, que vela por nós no céu. Afiançam-nos que mesmo que o país seja arrasado por uma catástrofe natural existirá sempre o Memorando para nos guiar para o além dos de- sempregados. Os comentadores podem continuar a ladrar ma...

as imagens da manif: deficientes indignados

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as imagens da manif: maré arco-íris

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as imagens da manif: APRe!

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as imagens da manif: precários inflexíveis

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cavaco esteve na manifestação

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O presidente de república, tudo em minúsculas como minúscula é a criatura, também esteve lá. A remendar gralhas. Ora veja ... Imagem: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

chulos e pontapés

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As rameiras do regime, gente de vida fácil que se bamboleia e engorda à sombra de partidos, bancos, jornais, televisões, conluios e compadrios, apressaram-se a menorizar a importância e grandeza das manifestações de 2 de Março. Tiveram menos gente do que as de 15 de Setembro, dizem uns. Eram só velhos, dizem outros. Tiveram a mão de partidos e sindicatos, alertam muitos. São perigosos agitadores ao serviço de agendas ocultas para subversão do regime, avisam outros tantos entre lágrimas e suspiros. São vítimas fáceis da propaganda populista que fará perigar a democracia, tremem os demais.  Apetece-me glosar Ary: serão tudo o que disserem, mas um povo castrado não!  De todos os que estiveram lá, muitos nem seriam de esquerda, outros renegarão os partidos, quaisquer que eles sejam, outros nunca se terão interessado, até agora, pela política. Mas a causa que os levou à rua é comum a todos eles: abalar as estruturas de um governo de sabujos perante a troika, os mercad...

todas as ruas, praças e avenidas do país se chamaram liberdade

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Portugal foi hoje uma imensa Grândola. A exigir a cabeça do Coelho já que Coelho não tem cabeça. E muito menos coração. Foi ele quem disse que quem se manifesta e está descontente é uma minoria. Demos-lhe a resposta. Embora pasquins como o Público (um jornal que deixei de comprar) contenham insinuações abjectas, tentando diminuir a força e grandeza deste grito colectivo de protesto e raiva. Não faltarão os que mostrarão fotografias do Terreiro do Paço quando a manifestação ainda vinha na Avenida da Liberdade. Quem lá esteve, sabe o que viu, sentiu, gritou e cantou com a emoção à flor da pele. E agora, Gaspar, ainda somos o melhor povo do mundo? Aqui ficam alguns testemunhos, em vídeo e fotografia.

unidos como os dedos da mão

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Um dia, tudo isto terá passado. Um dia, todo o pesadelo que temos vivido será apenas uma recordação dolorosa que tentaremos encaixar numa lógica qualquer. Os historiadores estudarão, perplexos, os tempos em que a democracia foi suspensa e o Estado deixou de ser uma pessoa de bem para se tornar num escroque. Os nossos filhos, os nossos netos ouvirão, incrédulos, as histórias verdadeiras que lhes contaremos, sobre a forma como direitos já conquistados há décadas pelos nossos avós e bisavós e consagrados nas tábuas da lei fundamental tiveram de ser novamente disputados, arrancados a ferros de algozes disfarçados de economistas. De como, em pleno século XXI, fomos obrigados a ocupar escolas e hospitais e fábricas e padarias e supermercados e campos e casas, porque nos haviam tentado — e em muitos casos conseguido — roubar a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. De como tivemos de deitar muros abaixo e de construir pontes onde já só restavam fossos. De como abolimos fronteiras e de...

hoje é dia de colar cartazes, amanhã de gritar cartases

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que a maré se vai levantar

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Aprende a nadar, companheiro aprende a nadar, companheiro Que a maré se vai levantar que a maré se vai levantar Que a liberdade está a passar por aqui que a liberdade está a passar por aqui que a liberdade está a passar por aqui Maré alta Maré alta Maré alta

madrid já cá canta!

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contra passos, todos os passos vão dar ao paço

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haja dignidade

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Meus amigos, Braga também tem muita gente boa, é com eles que vou estar no dia 2 de Março. É bom centrarmo-nos e, sobretudo, citando o nosso maestro Victorino de Almeida, não deixarmos que Portugal se torne numa espécie de cão abandonado que lambe as mãos do primeiro que lhe der qualquer coisa para comer. Merecemos ser muito mais que isso, haja dignidade, coragem, inteligência e solidariedade de facto. Isto está só a começar, o rumo da locomotiva está nas nossas mãos.  BOA VIAGEM! Jorge Palma http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/

psst! encontramo-nos lá?

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Cartaz de Gui Castro Felga http://oblogouavida.blogspot.pt/

o traste

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Por Sérgio Lavos http://arrastao.org/ O exercício já foi feito por mais pessoas, mas nunca é de mais recordar alguns dos tuítes com que Pedro Passos Coelho nos brindou antes de ir ao pote, um festival de encenação e má fé nunca antes visto em Portugal: Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português . - 2 de Maio de 2011. Temos de apostar na economia, mas na economia que cria emprego, não na economia que cria rendas aos amigos do poder . - 2 de Maio de 2011. Impostos e salários foram sacrificados para pagar juros demasiado altos. Quem assim procedeu não pensou no país mas em salvar a própria pele . - 2 de Maio de 2011. Faremos diferente, trazendo para cima da mesa as contas verdadeiras e pondo o Estado a fazer os sacrifícios que andou a impor aos cidadãos . - 2 de Maio de 2011. A médio e longo prazo, a consolidação orçamental não é suficiente: o crescimento económico é a ún...

esta ANA não se vende

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