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foi linda a festa pá!

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As fotografias, nunca antes tornadas públicas, são de Jorge da Silva Horta. Um 25 de Abril que tantos querem agora tripudiar e repudiar. Um passado inteiro e limpo. Um presente despedaçado e sujo. 

dias de desespero

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Fez manchete no JN. Ontem, dia 25 de Abril. Morrem mais portugueses por suicídio do que nas estradas.  Foi aqui que chegámos.  Demos ao longo dos anos, nós portugueses, o poder de mão beijada a incompetentes e salafrários, a videirinhos a fazer pela vidinha, a polutos, a abencerragens que nunca por nunca ser deviam estar à frente de uma empresa, quanto mais de um país. Foi aqui que chegámos.  À fome mitigada por esmola, ao desemprego tido por preguiça de um povo degenerado, à doença mal tratada, aos filhos que partem levando-nos netos e afectos e pedaços de nós, aos velhos que morrem ao abandono, na mais sórdida indigência. O mundo não pára. Atrás de tempos, tempos virão. Mas nada compensará as atrocidades sofridas, as mortes por vontade própria, o desespero, a dor das gentes nestes tempos de negrume e traição. Para muitos, a justiça virá tarde. A vingança não lhes servirá de consolo.

sem cravo falou aos cravas

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Sua excelência verrinou sem cravo mas com os cravas a aplaudi-lo de pé. Sua excelência, coitadinho, veio queixar-se da agressividade verbal e da falta de consensos. Sua excelência não sabe, nunca soube nem quer saber o que é a democracia, sinónimo de debate de ideias, defesa de princípios, discussão acesa e também, claro, diálogo. Sua excelência, sensível e bom como é, não gosta de conflitos, de insultos. Deveria estar a referir-se aos de que ele tem sido alvo, tantos com razão de ser. Mas sua excelência veio, ele próprio, a propósito da corrupção, insultar Sócrates ao dizer, parafraseando a ministra Cruz, que ninguém está acima da lei. Pois não, não deveriam. Nem ele, nem Oliveira e Costa, nem Duarte Lima, nem Dias Loureiro, nem Miguel Macedo, nem Passos Coelho, nem Miguel Relvas, nem Paulo Portas e tantos outros que odeiam cravos mas adoram cravas.  Ai, desculpem, agora sou eu que descambei para o insulto, fugiu-me a boca para a verdade. Não devia. Hoje é 25 de Abril, dia...

e assim vai morrendo Abril

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Lusa Salgueiro Maia. Melo Antunes. Vasco Gonçalves. Vítor Crespo. Há quem goste mais de uns do que de outros. Mas ninguém pode deixar de respeitá-los. A todos. Quanto mais não seja pela sua honradez, digna de nota num país a saque, assaltado por casos de Justiça mal resolvidos ou nunca resolvidos, tantos prescritos. Hoje, morreu Vítor Crespo. Choro por ele, por Abril, por Portugal.

a paternidade de abril

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Os galarotes no poder não podem com Vasco Lourenço, muito menos com Otelo ou qualquer outro capitão de Abril. De Aguiar-Branco, assim com hífen para fiar mais fino, aos escribas engajados pelos novos fidalgotes na Nação, todos vêm dizer que essa soldadesca vermelhusca não é dona do 25 de Abril.  Pois. Esses senhores, que não tinham nascido ainda ou viviam as suas vidinhas acomodadas, mudos e quedos para não levar bordoada, que nada fizeram contra Salazar ou Caetano, julgam-se os naturais herdeiros dos capitães de Abril, não se sabe se por direito divino ou por obra e graça do Espírito Santo.  Quem fez o 25 de Abril foram os militares. Não os militantes do PSD/CDS. Não os videirinhos, os oportunistas, os salafrários e galifões que querem roubar aos portugueses o direito à felicidade. E à liberdade, se os deixarmos à rédea solta, sem os açaimos e as peias com que se refreiam as bestas.

cheira a bafio

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http://www.abola.pt/ Por João Ramos de Almeida http://www.jralmeida.com/ Passos Coelho disse, hoje, no 40º aniversário do 25 de Abril: ”Existe um número cada vez mais significativo de portugueses que só nasceu e está agora a crescer neste espaço de liberdade e de democracia. E ele tem de reinventar a cada dia que passa porque senão deixamos as nossas comemorações a cheirar a bafio. Não é isso que nós queremos que aconteça com o espírito da liberdade e da democracia. (…) A democracia e a liberdade têm de ser regadas com muito cuidado, todos os dias.”. Passos Coelho nasceu em 1964 e tem obrigação de se saber o que se passava antes do 25 de Abril. Mas no 40º aniversário, num ambiente de plena clivagem política, com um Largo do Carmo abarrotado de gentes como nunca se viu, impelidas pelo facto de a Maioria ter impedido os dirigentes da Associação 25 de Abril de discursar no Parlamento e de a presidente do Parlamento ter dito “o problema é deles”, nesse mesmo dia Passos Coe...

cravas e cravos

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Foram longe demais. O assalto ao poder seguiu uma estratégia de intriga primeiro, de mentira depois, forjando "provas" contra Sócrates, forçando a sua saída e o pedido de resgate, prometendo mundos e fundos para ganhar eleições. Eleitos, passaram ao assalto ao Estado, fizeram dele um negócio colossal, tentando destruir tudo o que servisse o povo, o seu bem-estar, a sua dignidade, a educação e a vida de cada um, de muitos, de quase todos. Não deixaram nada ao acaso, os salários baixaram, a precariedade laboral aumentou, os impostos subiram, as pensões desceram, os ricos ficaram mais ricos, os pobres mais pobres. Ontem, 25 de Abril, travestiram-se de democratas, de cravo vermelho ao peito, aquele que "sobretudo dá jeito a certos filhos da mãe". Alinhadinhos, ataviadinhos, aprumadinhos, bateram palmas uns aos outros, sorridentes e impantes encheram a boca de palavras não sentidas, sem sentido quando ditas por eles, democracia para aqui, liberdade para ali, Abr...

que caia o carmo e a trindade

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Amanhã, pela noitinha. Depois de amanhã, pelas 11 horas. Um gesto de protesto. De indignação. De dignidade. Vá lá. Finja que Portugal ganhou o campeonato do mundo. Mas vá.

sonho de abril

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em abril, esperanças mil

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Eduardo Gageiro Desta vez, quem vamos apear?  Que portas derrubar, que relvas calcar, que coelhos caçar? É preciso renovar Abril, sacudir, das fardas, traças e mofo, empunhar as armas que temos, de punhos no ar, as vozes ao alto, unidos como os dedos da mão. Porque não há mal que sempre dure, calamidade que não acabe, obscenidade que não tenha fim, crime que não tenha castigo.  Desta vez, quem vamos apear? 

vou, claro!

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Pontos de partida e horários em: https://riosaocarmo.wordpress.com/ Aderir em: https://www.facebook.com/events/432399456863106/?ref_newsfeed_story_type=regular

deitar a merda fora

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Acabou-se a festa, pá. Há muito. Tudo ficou enxovalhado, a sujidade cresce, desleixámo-nos, deixámos que os dejectos nos invadissem, nos emporcalhassem. Da revolução dos cravos passámos à revolução dos cravas. Os cravos pariram escravos. Varridos do país como lixo. Pagos com salários de lixo. Tratados como lixo. Há que limpar a casa, recolher beatas e porcaria, deitar a merda fora. 

a história não se repete?

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Onde está o sangue e a guelra dos portugueses? Matámos um rei e um presidente, fizemos greves, manifestações, comícios, revoluções. Mesmo durante a longa ditadura, houve quem tivesse resistido, quem se revoltasse, sofresse na pele e na carne a sua dedicação a uma causa, a um povo. E nós, onde estamos, por onde pairamos? Condenamos quem faz greve, porque nos transtorna o dia. Votamos em quem mal nos faz, porque não há alternativas. Ficamos em casa, porque as manifestações "não conduzem a nada". Consumimos notícias manipuladas e lixo de aparvalhar. Estamos reduzidos a peões de brega, se não a gado. O matadouro espera-nos. Ou estaremos mortos já? Funerais de D. Carlos e D. Luís Filipe em 1908, Joshua Benoliel/Arquivo Municipal de Lisboa Funeral de Sidónio Pais em 1908, Alberto Carlos Lima/Arquivo Municipal de Lisboa Comício Republicano em 1910, Joshua Benoliel/Arquivo Digital da Torre do Tombo Comício Republicano, Fundação Mário Soares Comício Rep...

alto lá com o charuto!

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O parlamento da Madeira recusa-se a comemorar o 25 de Abril. Trocou Abril por Novembro, a Primavera pelo Outono. Hoje, houve sessão solene lá no Funchal para comemorar este segundo 25. Os pupilos, as flores do Jardim são o que são. E Jardim é o que é. Apesar das suas fúrias contra o capitalismo selvagem, a troika, o governo central, a sua ideologia é a dos ditadorzecos da treta, uma pequena espécie de Fulgencio Batista, de Rafael Trujillo, ou, se virmos bem as coisas como elas são, apenas amante de charutos e de despesas por conta. Do Continente, claro.

quem me quer o BI?

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Agora, de cada vez que alguém se manifesta ou canta a Grândola, a polícia pede-lhe a identificação. Sempre quero ver se, Sábado, vão pedir o BI ou o CC a todos os manifestantes, um a um. Isto fez-me lembrar estas fotografias. Afinal, Abril nunca aconteceu. Imaginei. Arrobos. Fantasias.

venha de lá outro abril!

se o primeiro deu em nada, que venha outro

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abril em setembro

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sem cravos, sem cravas, sem escravos

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Faz cá falta outra revolução. Desta vez sem cravos, sem cravas e sem escravos. Para que Abril, finalmente, se cumpra. Uma revolução que expulse do templo da democracia os vendilhões. Uma revolução que ponha a justiça a funcionar, reponha os direitos dos cidadãos, eleja quem nunca governe para se governar, quem não esbulhe o povo em prol de uma elite andrajosa nos actos e no pensamento, nunca nos hábitos de roubo, de mentira, de egoísmo, de rapacidade. Uma revolução que faça da educação uma missão maior, porque um povo educado não se deixa ludibriar. A revolução da solidariedade, da amizade, da paz entre todos nós. Sim, quero uma revolução. Nas mentes. Nos corações.

o reviralho do reviralho é uma coisa do ca ... mandro

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Sou um leitor, apressado mas ainda assim leitor, das coisas que se escrevem em blogues, redes sociais e jornais online. Comentários, opiniões, insultos, veneno a espreitar por entre cada palavra. Ainda agora estive a ler, no Expresso, alguns comentários à última crónica do Daniel Oliveira. E desgosta-me ver quanta gente ainda acha que este é o caminho, Passos é deus na Terra ou pelo menos seu representante (qual Papa, qual carapuça!) e esses energúmenos do reviralho, comunistas, comunistas disfarçados, anarquistas, vândalos, drogados, que se ponham a pau, recolham à barraca, rebentem. Isto, num dia que espero não venha longe, conhecerá um novo Abril. O governo cairá, será excomungado. E essa gente virará reviralho, jurará que sempre esteve contra Passos, sempre foi pelo povo, coitadinhos, tão engraçados, levaram porrada e foram gamados. Já aconteceu em 74. Acontecerá outra vez. Ilustração de João Abel Manta