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A mostrar mensagens com a etiqueta 12 de março

março, marçagão, manhã de inverno, tarde de revolução

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Cá vai mais uma colecção de cartazes a apelar à manifestação de 2 de Março. Uma onda de criatividade invade o País. Ainda bem. Que os portugueses correspondam, acordem e soltem a ironia, a indignação, a rebeldia, a provocação e a Grândola a plenos pulmões. Portugal está nas mãos dos mercados gananciosos e governantes servis, insensíveis aos gritos de um povo em agonia. Perdemos a independência. E perdemos emprego, casas, esperança, vidas. Quando perdemos tudo, tudo há a ganhar. Venha para a rua. Por favor, venha. Por si, pelos seus filhos, pelo futuro, pelo seu país.

a hecatombe

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Ando pelas redes sociais há uns dois anos, nem tanto. Leio. Tresleio. Escrevo lá, escrevo cá. E reparo que o nosso vocabulário pouco mudou: o país está uma desgraça, blablablabla. Mas o que é certo é que entre o PEC IV, que chumbámos, e as medidas sucessivas deste governo, está a diferença entre um abalo e uma hecatombe. No tempo de Sócrates fez-se, lembro-me bem, não foi miragem nem delírio, o 12 de Março. Nunca houve tanta gente nas ruas: dos verdadeiros indignados, como eu, honra me seja feita, aos jotinhas e tiazinhas cá da terra, a fazer o trabalho de sapa para que Sócrates caísse. E, de facto, caiu pouco depois. Para dar lugar à hecatombe. À maior desvergonha de que há memória no Portugal democrático. O roubo indisfarçado. O desprezo de um homenzinho, se é que pertence à categoria dos humanos, pelo povo que diz governar. A perda sucessiva de todos os direitos e de todas as garantias. A pobreza, o desemprego, a razia na saúde e na educação. Mas o nosso vocabulário pouco mudou, n...

a mãozinha de cavaco

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O início deste vídeo corrobora o que escrevi no post abaixo ( Um Ano Depois, a Efeméride da Hipocrisia ). Sabendo que Cavaco Silva não é um fervoroso defensor da justiça social ou da política transparente e limpa, as suas palavras deste discurso, 3 dias antes do 12 de Março, dão, no mínimo, para desconfiar que os que lá estiveram, generosa, convicta e honestamente, cairam na esparrela.

um ano depois, a efeméride da hipocrisia

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Há um ano, fui para a Avenida da Liberdade. Com ingenuidade, pecado que me persegue de quando em vez, achei que algo estava a mudar. Logro puro. Uma elevadíssima percentagem de "indignados" esteve lá por ódio a Sócrates. Não queria mais democracia. Não queria mais transparência. Não queria mais honestidade na vida política. Queria a direita no poder. Conseguiu o que queria. E eu ajudei à festa.

a geração à rasca e a geração rasca

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Pura constatação de um facto. A manifestação de 12 de Março contou com mais gente do que a de 15 de Outubro. Pudera. Muita dessa gente esteve lá por oportunismo e não para mudar o sistema político, mudar de políticas, mudar esta apagada e vil tristeza que há décadas, há séculos, fragiliza Portugal. Foram lá por ódio a Sócrates. Foram a geração rasca a chular a geração à rasca. 

a praga que mina portugal

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O 12 de Março foi uma lição de civismo e de força. As diferenças de opinião, de sensibilidades políticas, não são suficientes para dividir todos os que se sentem revoltados com a forma como os partidos do poder têm conduzido este país: ao endividamento externo, à corrupção generalizada, ao compadrio, às regalias absurdas para os seus comparsas e sacrifícios para todos os outros, a larga maioria dos portugueses. Que o 12 de Março tenha sequelas, se possível de maior impacto ainda, de mais êxito. Demonstrações da nossa vontade, sejam elas através de mais marchas de protesto, nas urnas, nas redes sociais, no dia a dia, minando os alicerces de um sistema imoral e injusto. Não os vamos deixar descansar até atingirmos o nosso objectivo: erradicar esta praga que mina Portugal e nos insulta a cada dia que passa. Não vamos desistir.

já marcou na sua agenda?

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porque apoio o 12 de março

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O texto que se segue foi aqui publicado a 26 de Novembro. Vale a pena relembrá-lo a propósito da manifestação que alguém, em boa hora, convocou para a Avenida da Liberdade.