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A mostrar mensagens com a etiqueta 10 de junho

a comenda da moda

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O facto passar-me-ia despercebido, não fosse ter lido um artigo de Joana Amaral Dias, que publico mais abaixo: "Carlos Gil foi condecorado pelo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, com a comenda de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, no âmbito das comemorações do 10 de Junho". Já tinha lido os nomes distinguidos por Sua Excelência e, como Carlos Gil só conhecia um, o grande fotógrafo com quem tive o prazer de conversar e trabalhar, não fiz caso, esqueci o assunto. Sei agora, contudo, que este Carlos Gil é, nem mais nem menos, do que o estilista que desenha as vestimentas da esposa do presidente, D. Maria Cavaco Silva. Foram estes os altos serviços prestados à Nação, a merecer o trato de Senhor Comendador de hoje para o futuro: uns fatitos feitos à maneira, à medida das medidas da primeira dama. Nada me move contra Carlos Gil ou qualquer outro estilista, que fique bem entendido, mas cada macaco no seu galho e a cada comenda o respeito que ela me...

foge, cão!

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Por Joana Amaral Dias http://www.cmjornal.xl.pt/ No século XIX, Almeida Garrett ridicularizou a distribuição estonteante de títulos nobiliárquicos com a fórmula "Foge, cão, que te fazem barão. Para onde? Se me fazem visconde?". Enfim, era um sintoma da decadência do regime, glosado também por Antero de Quental ou Teixeira de Pascoaes. Agora só nos faz falta um satírico desse gabarito, posto que Presidente das Medalhas já temos: chama-se Aníbal Cavaco Silva e acabou de condecorar – já depois de ter premiado figuras gradas da nossa bêbeda democracia como Zeinal Bava – a própria troika (através do ex-ministro das finanças Teixeira dos Santos) e, claro, o estilista da sua amantíssima esposa. Calma: o senhor que veste a dita Primeira-Dama teve mesmo direito ao mais alto grau de uma das principais condecorações, a comenda de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, habitualmente atribuída a quem preste serviços relevantes a Portugal, no país e no estrangeiro, as...

gostei do discurso de cavaco silva

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No ano passado, foi assim. Não li nem assisti ao discurso de Cavaco Silva no 10 de Junho. Não tive paciência e tenho um estômago de piriquito, sensível, dado a azias incapacitantes e enjoos demolidores. Não li nem vi mas gostei. Antes que se precipite a escrever um comentário feroz, daqueles cheios de insultos à minha pessoa, de filho da puta para cima tudo é possível, deixe que lhe explique a razão do meu parecer favorável às solenes palavras de Cavaco Silva que, repito, não li nem ouvi e só não tenho raiva a quem leu ou ouviu porque louvo quem tem o que eu não tenho nem quero ter, um inabalável espírito de sacrifício.  Uma pergunta: se fosse responsável por uma agência de publicidade e precisasse de uma figura pública para patrocinar o produto que quer divulgar, escolhia uma personalidade detestada ou antes um ai-jesus das audiências? Escolhia a Manuela Moura Guedes, abominada por muitos, entre os quais eu me incluo que não sou de dar a outra face, ou um actor ou actriz ...

uma gaffe destas!

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Publicado no Correio da Manhã. A Maria João, a finérrima comentadora Chanel, está vivinha da costa. Claro que o que diz é letra morta, pelo menos para mim, mas é falta, e da grave, liquidarem a senhora antes de ter esticado o bem torneado pernil. Não se faz. É trágico. É tétrico. É patético. Seguramente, um caso de polícia.

o trangomango do presidente

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Cavaco deu-se mal com os ares da Guarda. Muito dado a fanicos, chiliques e mutismos súbitos, Cavaco é como os coelhinhos alcalinos, dura e dura e dura, há 20 e tal anos a ocupar Portugal. Na acepção popular, e brejeira, do verbo ocupar. Paulo Novais/Lusa/http://www.tvi24.iol.pt/ Paulo Novais/Lusa/http://www.tvi24.iol.pt/ Paulo Novais/Lusa/http://www.tvi24.iol.pt/

à molhada, medalhados!

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Cavaco, o Sr. Silva, vai outorgar variegadas condecorações, assim a armar ao pingarelho, a soar a fino, a finórios e gente de bem numa caldeirada que deve ser algarvia, inventada lá para os lados do Poço, ou Fonte, de Boliqueime. Queime as pestanas e tente descobrir, na short list que se segue - há mais, muito mais nomes para abrilhantar o festório - as personalidades que o são de facto, aqueles a quem a Nação, nós, estamos em dívida. Os outros, escolhidos a dedo pelo Sr. Silva, são complementos inúteis, bibelôs em desuso, tralha que, algum dia será o dia, estará à venda numa qualquer quermesse de beneficiência para "amparar" os pobrezinhos que, esses mesmos, os doutorados em transumância de gado humano, vão semeando por estas e outras pastagens. Ei-los, separe o trigo do joio: António Borges, Manuel Braga da Cruz, Miguel Horta e Costa, Eduardo Lourenço, Maria João Avillez, Rodrigo Leão, Luís de Matos, Mário de Carvalho, Rui Chafes, Miguel Horta Osório e Zeinal Bava...