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a rainha da sucata

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Nesta espécie de corte de sucata em que se transformou o governo, Paulo Portas continua igual a si mesmo. Por entre os pingos da chuva, munido das expressões "sentido de Estado" e "solidariedade institucional", vai, com ar pesaroso e preocupado, tocando, ocasional e estrategicamente, o fadinho que o parolo e o incauto gostam de ouvir. Os mais esclarecidos e atentos sorriem: "Lá está outra vez o Paulinho a fugir com o rabo à seringa, como se não fosse nada com ele". Para salvaguardar o futuro político, o brilho inexistente no seio do executivo aparece convenientemente, volta e meia, estampado no sorriso de Portas, como uma luz ao fundo do túnel. Um visionário. A verdadeira e única consciência social do governo. Adora o protagonismo, as luzes e a própria voz. Gere as ambiguidades e o suspense. Afasta-se das medidas antissociais, encenando teatrinhos patéticos na suposta defesa dos fracos e oprimido...

aníbal escavacado silva

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Desta feita, a intervenção não foi à porta de uma fábrica de moer cereais. Foi através da única coisa que une verdadeiramente o Presidente da República Cavaco Silva à nação: a internet. Ou melhor, a página oficial de facebook do Presidente Emérito. Rezava assim, no dia de ontem: "No próximo dia 9 de Março, data em que completo o segundo ano do meu segundo mandato, divulgarei, na página da Presidência da República na Internet, o texto do Prefácio do livro "Roteiros VII", que reúne as intervenções mais significativas que produzi naquele período. Este ano, o Prefácio diz respeito ao modo como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos." Em primeiro lugar, percebe-se agora a vida de reclusão do Presidente - estava a escrever e, provavelmente, não queria desconcentrar-se. E um país a afundar pode ser i...

olá, o meu nome é vítor gaspar e tenho um problema

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt "Olá, o meu nome é Vítor Gaspar e estou limpo há quatro dias, sem alterar previsões financeiras. O meu problema orçamental começou há quase dois anos. O objectivo inicial era ter um défice de 2,3% em 2014. Delírios. A partir daí, entrei numa espiral recessiva e nunca mais consegui controlar-me. Nem a mim, nem ao défice. Entrei em negação. Em Setembro do ano passado já derrapava por todos os lados - o objectivo saltou de 3% para 4,5%. Viciado em previsões, injetava fantasias nos portugueses. Seis meses passados, a ressacar, ando de mão estendida a pedir ao dealer mais um ano para tentar reequilibrar a minha vida e deixar o défice abaixo dos 3%, mesmo sabendo que mais depressa se demite o meu colega Relvas. Tentei várias vezes iludir-me, iludir a família política, a oposição e os cidadãos. Nunca consegui combater o problema. Os amigos e aliados começaram a afastar-se. E é por isso que decidi juntar-me a este grupo de cidadãos c...

as unhas de gel de passos coelho

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Em protesto contra a nova legislação que penaliza com multas até 2000 euros quem não pedir facturas, muitos consumidores começaram a pedir facturas com o número de identificação fiscal de Pedro Passos Coelho. Os dados do primeiro-ministro estão a ser divulgados em SMS e emails que se tornaram virais. As redes sociais estão a propagar o protesto. Segundo o Correio da Manhã, deram entrada no sistema e-factura "milhares de facturas" com o número de contribuinte do primeiro-ministro, passadas em restaurantes, cabeleireiros e oficinas de automóveis - totalizando milhões de euros em despesas." Público Pois é, isto de legislar à portuguesa tem quase sempre uma resposta... à portuguesa. A originalidade sempre foi uma das facetas do povo português e isso está a ficar demonstrado nos balcões de pastelaria e nas mesas de restaurante, ao som dos secadores e com um cheiro intenso a óle...

carreira das neves, o cláudio ramos da igreja católica

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt O padre Carreira das Neves é uma espécie de Cláudio Ramos da Igreja Católica. Sempre que há tricas, o padre Carreira tem uma na manga - da batina. Sabe sempre mais qualquer coisa que o comum dos párocos. É o verdadeiro rato de sacristia. Teria uma excelente "carreira" como cronista social numa publicação sobre a vida cor-de-rosa do Vaticano. No dia 21, disse na SIC que sabia que o ex-bispo auxiliar de Lisboa, Dom Carlos Azevedo, é homossexual e que "tinha problemas complicados". Portanto, para o padre Carreira, para além de gay, Dom Carlos tinha "problemas complicados". Ora bem, mais generalista é impossível. Dá para tudo. Insondáveis são as palavras de Carreira. Quem é que hoje em dia não tem "problemas complicados"? Só Dom Carlos Azevedo, o padre das Neves e Deus saberão, ao certo, a que problemas se referia. Prestações do carro em atraso? Problemas hemorroidais? Bem, sejam quais forem, ap...

relvas, calado, é um ministro abençoado

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Nadando contra a corrente, sou completamente contra a liberdade de expressão do ministro Miguel Relvas. Vou frisar: "do ministro". Enquanto for contra a liberdade de expressão de Miguel Relvas, é sinal de que este continua a ser ministro. Não consigo evitar. Ao ouvi-lo, devo sentir o mesmo que ele sentia quando ouvia alguns programas de rádio, entretanto retirados do ar.Infelizmente, não tenho poderes para retirar Relvas "do ar". Estaria a borrifar-me se a TVI achasse adequado convidar o cidadão Miguel Relvas para falar sobre o "futuro do jornalismo", por mais patético que pudesse parecer. Mas não é o cidadão Miguel a ser convidado, é o ministro Relvas. Até porque, convenhamos, o cidadão Miguel é tão interessante, e útil, numa conferência sobre o "futuro do jornalismo" como um jarrão da Vista Alegre no centro de uma pista de bowling. O ministro, idem, mas sempre é ministro. Se é difícil ...

d. policarpo: "aguentava" sem os 14 quartos e as 6 casas-de-banho?

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt O cardeal-patriarca de Lisboa defendeu, esta terça-feira, que a sociedade portuguesa "aguenta tudo", no que toca à austeridade. "A sociedade aguenta tudo. Esperamos que as linhas de conduta sejam realistas, mas prudentes. Não se deve usar o poder para fazer aquilo que não é preciso ser feito", declarou José Policarpo, em entrevista à RTP1, ao ser questionado sobre os limites da resistência dos portugueses à austeridade. Em relação ao papel da Igreja Católica em tempos de crise, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa referiu que "tem de estar presente, atenta a quem sofre", oferecendo "amor, verdade e fé". Diário de Notícias Amor, verdade e conselhos sábios. Assim de repente, estou a lembrar-me de D. José Policarpo, em 2009, a advertir as jovens portuguesas de que casar com muçulmanos poderia ser um monte de sarilhos. Em certos cargos, estar calado é, mutas vezes, uma bênção...

até quando vão os banqueiros gozar connosco?

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Os banqueiros da nossa praça aparecem incessantemente na televisão a carpir mágoas. Fernando Ulrich chega a dizer que "aquela situação (sem-abrigo) eu também posso vir a passar ou a minha família". A crise é, para estes senhores, uma espécie de febre dos fenos, um vírus para o qual não contribuiriam em nada em termos de propagação e, como bons doutores que são, limitam-se a dar sugestões e orientações ao governo de possíveis tratamentos. Sempre a bem do país - obviamente. Nada por eles, tudo pela Nação. Já os governos, são o mordomo acéfalo que obedece cegamente aos senhores da banca. Marionetas financeiras. Ricardo Salgado, o verdadeiro primeiro-ministro, Ulrich, entre outros banqueiros da praça, 'fazem' e 'desfazem' sucessivos executivos, conforme as conveniências. Independentemente das orientações políticas, fazem destes o que bem entendem. E obtêm, sempre e sem exceção, o que pretendem. É preciso ...

esta é a voz: miguel relvas, tem um minuto para abandonar o governo

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt O ministro Relvas é como o totoloto: anda à roda todas as semanas. É rara a semana em que não vemos o seu nome envolvido em nova polémica. Todos elas, no mínimo, duvidosas e mal esclarecidas. Curiosamente, nunca sai ( o totoloto - entenda-se). Nunca me saiu a mim, provavelmente nunca lhe saiu a si, e nunca saiu do governo o senhor ministro. Por muitas voltas que dê na tômbola das suspeitas, mantem-se no cargo. Uma espécie de Godinho Lopes da política. A saída do ministro Relvas do governo já se tornou numa espécie de chacota, motivo de todo o tipo de ironias e gozo. Um mito urbano, de estilo um bocadinho provinciano, a roçar o bacoco, da política nacional. "O gabinete do primeiro-ministro considerou "lamentáveis e totalmente infundadas" as suspeitas levantadas pelo PS em relação ao envolvimento do ministro Miguel Relvas no processo de privatização da TAP...". Tudo isto por causa de uma notícia publicada pelo j...

miguel relvas: um cromo colado a cuspo

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt O ministro Relvas é um autocolante, um cromo, com a cola ressequida. Colado a cuspo, teima em manter-se agarrado à caderneta governamental, ocupando há demasiado tempo um espaço que nunca deveria ter sido seu. Sinto vergonha alheia. Dói vê-lo a sorrir enquanto responde às perguntas dos jornalistas, sempre com o ar angelical de madre Teresa. É penoso. Relvas continua a fazer parte deste executivo porque a inação de Passos Coelho o permite. A única explicação para isto é o facto de uma tomada de decisão levar à queda não de Relvas, mas de todo o governo. Passos está, sabe-se lá por que motivo, refém de Relvas. Companheiros de longa data, terão as suas razões. As confusões são muitas. Um radialista afastado da Antena 1 (Pedro Rosa Mendes), as ligações tenebrosas ao ex-espião Jorge Silva Carvalho que levaram às famosas comissões parlamentares que que o ministro meteu os pés pelas mãos e deu barraca, a mirabolante historieta da tur...

somos ratinhos de laboratório de um governo cobarde

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Este governo é de uma cobardia impressionante. É um exercício penoso assistir ao miserável comportamento deste executivo. Não há uma única medida, ou melhor, projeto de alguma coisa que se assemelhe ao que possa vir a ser uma medida, que não seja à priori testada na opinião publica via comunicação social. O nível de impopularidade que esta espécie de pré-anúncio consiga gerar no imediato, seja na oposição, comentadores, redes sociais, nas ruas ou no tipo que vende os pastéis de nata no bar do parlamento, leva a que a suposta medida avance ou não. Se não gerar muita polémica, passa. Se for uma imbecilidade tal, como esta última dos co-pagamentos no ensino secundário, fica na fase de projeto imbecil, não tendo continuidade o raciocínio idiota e a finalização da estupidez. Estupidez que seria, obviamente, a aplicação concreta da parvoíce. Mesmo assim, muita parvoíce tem sido executada. É fácil, lança-se uma idiotice para ser rejeitad...

os políticos não roubam

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt/ Os políticos não roubam, retiram. Os políticos não expoliam, cortam. Os políticos não delapidam, privatizam. Os políticos não oprimem, limitam. Os políticos não mentem, faltam à verdade. Os políticos não vão presos, são detidos para breves interrogatórios. Os políticos não enganam os cidadãos, os programas eleitorais é que são estáticos. Os políticos não erram, cometem lapsos. Os políticos não ofendem, têm momentos infelizes. Os políticos não se enganam, têm confusões momentâneas. Os políticos não dizem disparates, cometem deslizes. Os políticos não alteram a realidade, cometem imprecisões. Os políticos não são incompetentes, estão impreparados para o cargo. Os políticos não falham, apenas não respondem ao desafio como esperado. Os políticos não são incapazes, são mal aconselhados. Os políticos não são responsáveis pelos seus atos, estão legitimados pelo voto popular. Os políticos não são julgados por políticas desastrosas, a...

estou farto disto tudo!

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Estou farto de ver o país sequestrado por corruptos. Farto de ver políticos a mentir. Farto de ver a Constituição ser trespassada. Farto de ver adolescentes saltitantes e acéfalos, de bandeira partidária em punho, a lamberem as botas de meia dúzia de ilusionistas. Farto de oportunistas que, após mil tropelias, acabam a dirigir os destinos do país. Farto de boys que proliferam como sanguessugas e transformam o mérito em pouco mais do que uma palavra. Farto da injustiça social e da precariedade. Farto da Justiça à Dias Loureiro. Farto dos procuradores de pacotilha. Farto de viver num regime falso, numa democracia impositiva. Farto da austeridade. Farto das negociatas à terceiro mundo. Farto das ironias, da voz irritante, dos gráficos e da falta de sensibilidade de Vítor Gaspar. Farto dos episódios inacreditáveis do 'Dr.' Relvas, das mentiras de Passos Coelho e da cobardia de Paulo Portas. Farto de me sentir inseguro cada vez que...

uma orgia fiscal sem precedentes

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Uma desgraça. Este governo é catastrófico. Se existisse uma escala, à semelhança da escala de Richter, mas para medir os efeitos negativos, o desnorte e a incompetência política, este governo seria uma espécie de Lisboa 1755 com cobertura de Áquila 2009, salpicos de Haiti 2010 e um banho final de Banda Aceh 2004. Tudo treme à passagem de Passos e companhia. Nada permanece intocado. A cada medida produzida é mais um abanão nas estruturas da sociedade e meia dúzia de fendas na democracia. E quando julgamos estar tudo mais tranquilo surgem as réplicas prolongadas pela voz do entediante Vítor Gaspar. No final, quando já praticamente nada resta, vemos ao longe um levantamento de água fora do normal. Uma espécie de onda que se vai avolumando, agigantando ao encurtar da distancia, e que ao embater com estrondo varre tudo o que parecia ter sido poupado.  Nunca vi tamanha desorientação e descontrole. Pior, para além da incompetência d...

políticos à rasca

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt/ Eles estão com medo. Pela primeira vez desde que me lembro é visível na cara dos políticos portugueses. Não só dos que momentaneamente ocupam o governo mas de toda a classe política, da esquerda à direita, sente-se o pânico absoluto em relação a tudo o que se está a passar. O rebuliço na sociedade civil está finalmente a fazer-se ouvir. As medidas que tomam, a forma como se dirigem às pessoas, os gestos comprometidos, o discurso a pinças, o medo de falar do passado que compromete todos e a forma estrategicamente elaborada como abordam o futuro são demonstrativos. Estão aterrorizados. Estão com medo. A culpa, essa é exclusivamente deles. O medo que sentem hoje é proporcional à forma desabrida e irresponsável como ousaram conduzir este país durante décadas. A forma como assistem à derrocada do status quo que os alimentou, status quo que lhes permitiu terem a arrogância de viver acima das possibilidades e gerirem um país como se de ...

portugueses vão enterrar o governo

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt O primeiro-ministro deste país é hoje uma espécie de cangalheiro encartado. Na parte traseira da Transit funerária que conduz carrega um executivo defunto, completamente estraçalhado. O que foi um governo é agora pouco mais do que um amontoado de ministros 'cremados' e corpos ministeriais em elevado estado de decomposição política. Carcaças. Uma desgraça. O pendura, Paulo Portas, atirou-se, como sempre faz, borda fora com o frasco do pó de arroz na mão mal se apercebeu que o cemitério democrático estava ali, a pouco mais de uma rotunda de distância. Já o ministro Relvas - o TOM -TOM disto tudo - não passa agora de um GPS atarantado com destino único traçado: cova funda. Continua, curiosamente, a sorrir. Parece não ter percebido que tem uma coroa de flores a dizer "eterna saudade de ser ministro" colocada à volta do pescoço. O incrível disto tudo é que o condutor, apesar de isolado e fragilizado, continua a ...

a piada do ano: "portugal não é um país corrupto"

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt A procuradora Cândida Almeida de vez em quando dá uns ares da sua graça. E desta feita até teria graça, não fosse o assunto sério. A última espécie de declaração que a senhora proferiu foi em plena Universidade de Verão do PSD (apropriado, nos tempos que correm). Afirmou peremptoriamente que "o nosso país não é um país corrupto , os nossos políticos não são políticos corruptos, os nossos dirigentes não são dirigentes corruptos. Portugal não é um país corrupto." Ora bem, a primeira coisa a fazer é procurar num índice de países atualizado se existe por aí mais algum Portugal que não este que habitamos, tirando obviamente a senhora procuradora, que vive claramente noutro território, bem mais recomendável do que o nosso. Não existindo outro país de nome Portugal que possa justificar estas declarações efusivas temos de procurar outra explicação lógica para a coisa. Quanto a mim, a única forma de entender um discurso deste...

acorda e reage, portugal!

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Não sei se é hoje, amanhã ou depois. Não sei se vai ser no dia 15 deste ou do mês que se segue. Não faço ideia se será desta ou daquela forma. Mas sei, sinto, que é inevitável. Mais, é fundamental e historicamente necessário. Sei que vão ser os portugueses a escolhê-lo, fazer deste dia uma data para sempre. Fartos, exaustos que estão de esperar, confiando, acatando, acreditando e finalmente sendo traídos um sem número de vezes. Mas a verdade é que este dia não chega por si nem é carregado em ombros por quem nos mente descaradamente para conseguir o imediato, continuando depois a mentir para garantir o próprio futuro e do protetorado. O dia, esse dia, somos nós e a nossa revolta. Gosto de pensar que os dias são o que fazemos deles e não o contrário. Será o nosso dia, não deles. O Portugal de sonho de que nos falam ao ouvido e de mansinho, o vosso Portugal de sonho, aquele que nos vendem eleição atrás de eleição, tem sido o nosso pesa...

senhor primeiro-ministro, temos cara de palhaços?

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Sem ofensa para os palhaços profissionais, que muito respeito, mas foi o que me ocorreu após ter ouvido o primeiro-ministro no debate do Estado da Nação. Até um "eu não vejo nenhuma razão para que os portugueses se sintam assustados" lhe saiu. Perdão? Falo por mim, mas quando o ouço falar desta forma ponho o nariz vermelho e pego logo na corneta. E se estava assustado, pior fiquei depois da demonstração de optimismo delirante a que assisti. Em que mundo, ou melhor, em que país vive o senhor? Acha sinceramente que existe algum português vivo que ainda acredite nesse fadinho corrido do contentamento de quem está no poder desligado do país real? Os portugueses têm todos uma licenciatura em "igualzinho-ao-anterior-e-igual-ao-próximo" e doutoramento feito com muito bom, louvor e distinção na defesa da tese PSD + PP = PS = estamos lixados outra vez. Tudo feito presencialmente. Apesar de ter a certeza que algumas Universi...

dr. passos coelho: não seria o desemprego uma oportunidade para si?

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt Ao contrário do que a maioria defende, acho que Primeiro-Ministro esteve bem nas declarações sobre o desemprego. Esqueceu-se, porém, de algumas coisas que importa destacar. A primeira é que é o Primeiro-ministro, mas isso já ninguém leva a mal. É recorrente. Apelou ainda aos portugueses para que adotem uma "cultura de risco" ". Ora aqui tenho de discordar. O que é eleger para primeiro ministro alguém com sua experiência se não cultivar uma verdadeira cultura de risco? Risco extremo. Os portugueses estão para a política como a escalada está para os desportos radicais. E a reeleição de Sócrates? Pior só tirar um curso de filosofia em França sem arranhar uma ponta de francês. Considerou ainda vexa que o desemprego não tem de ser encarado como negativo e pode ser "uma oportunidade para mudar de vida". Ora isto é relativo. Se eu for um "jotinha" encartado que foi empurrado da Galp onde ganhava ...