Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta textículos satânicos

há 75 anos, guernica

Imagem
Vou-te contar a minha história, meu filho, para que percebas porque sou esta velha tonta e triste que aqui vês. Nos finais de Abril de 1937, num conluio entre Hitler e Franco, a aviação nazi sobrevoou a minha terra e arrasou à bomba muitas casas e muitas vidas, entre elas as do meu marido e da minha bebé. No dia em que a mataram, fazia ela um ano, dois meses e nove dias. Se me salvei eu, se é que se pode chamar a isto salvar, foi porque estava no hospital, em Bilbau, a convalescer de uma pneumonia. Por compaixão ou falta de coragem, ninguém me disse no hospital o que se tinha passado. Mas o meu coração não me mentia, só uma desgraça muito grande poderia ter impedido o meu homem de me vir ver, o meu homem e a minha filhinha, tanto mais que eu tinha estado tão doente. No primeiro de Maio disseram-me que estava livre de perigo, que me podia ir embora. Carregada com a bagagem, alcancei a estação de camionetas a tremer de...

toma, passos!

Imagem
Sei que te preparas para ficar por cá, a mandar, por muitos anos. A vida é-te mais difícil do que foi a Salazar. Naqueles tempos, ele não precisava de se mascarar de democrata. Sei que te preparas para ficar. Agora cortas, roubas, espolias, aumentas, despedes, matas qualquer possibilidade de sobrevivência da economia. Daqui a uns tempos, nem de propósito mesmo antes de novas eleições, se chegares até lá, vais-te apresentar ao povo como o novo Salvador da Pátria, conseguiste destruir o Estado Social, as empresas, os portugueses, mas vais ter algum dinheiro de parte para distribuir, para fingir que pensas nos desprotegidos, que sempre te preocupaste com o bom povo português. E os portugueses, tantos deles, alienados por  reality shows , telejornais da aldrabice, propaganda torpe, prenhes em ignorância e temor a Deus, se calhar vão voltar a dar-te o voto. Mas lembra-te de uma coisa, uma só: estás a governar com o voto de pouco mais de 20% dos portugueses. É democracia? É. Aleijada. O...

à dúzia é mais barato!

Imagem
Em conferência de imprensa, porque o que é preciso é fazer a devida publicidade aos penosos sacrifícios dos altos estadistas pátrios, o governo anunciou a redução da composição do gabinete do primeiro-ministro. Assim sendo, os adjuntos passam de 15 para 12, os secretários de 20 para 15, os motoristas de 23 para 12. Os assessores mantêm-se em número de 10. Até dou de barato que o gabinete de um chefe de governo, mesmo de uma República em processo de insolvência, não é uma tasca qualquer. Mas o número de funcionários parece-me, ainda assim, exagerado. Para quê tanto secretário? Para quê tanto motorista? O primeiro-ministro é só um, precisa de uma dúzia para quê? Será que os secretários, os adjuntos e os assessores também têm automóvel e motorista à disposição? Não podem conduzir as suas próprias viaturas, como qualquer cidadão normal? O Estado acreditou, ao longo das últimas décadas, que era rico. Esse sim, viveu e ainda vive acima das suas possibilidades. E é por isso, e só por isso,...

irra, que é demais!

Imagem
Os acontecimentos sucedem-se a um ritmo vertiginoso, sempre maus, mas há uns piores do que outros e, mesmo com atraso, venho falar-vos do Álvaro da Economia e da sua boca de segunda-feira à saída da reunião de Concertação Social. Então não é que a criatura quer impor medidas ainda mais gravosas, autênticos atentados à bolsa e à vida familiar dos trabalhadores e, após a reunião, vem cá para fora "aconselhar" os sindicatos a que se deixem de guerrinhas? Isto depois de ter dito, em jeito de preâmbulo, que achava natural que as pessoas se manifestassem. O homem é um calhordas, imoral e cínico, para quem a miséria e morte que os seus comparsas neoliberais têm espalhado um pouco por todo o mundo devem ser meros danos colaterais, infligidos aliás a gente de pouca valia, não são capitalistas, não são gestores de fortunas, não são especuladores, não são banqueiros, antes carne para canhão, mão-de-obra que se quer barata e escravizada. Como diz, e muito bem, o meu companheiro de luta ...

cáfila de malfeitores

Imagem
Em menos de 4 meses, este governo destruiu mais infraestruturas do país e roubou mais os portugueses do que qualquer outro governo anterior, servindo os interesses e apenas os interesses das grandes fortunas e dos especuladores do capitalismo de casino. De que estamos à espera para correr com eles por indecente e má figura? 

que mais posso dizer para que se convença a vir para a rua?

Imagem
Não fique em casa. Tenha o orgulho e honra de, daqui a uns anos, poder dizer aos seus netos: eu estive lá! Faça história. Sem sombra de exagero, este é um momento decisivo na vida da humanidade, um ponto de viragem, possivelmente muito ténue, nada mudará de um momento para o outro, quem detém o dinheiro e o poder não os largará sem luta, muita luta, mas será um passo gigantesco mesmo assim. Nunca aconteceu nada como o que vai suceder amanhã, provavelmente nunca mais vai acontecer nos anos, nas décadas que se vão seguir. Não fique em casa. Não tenha medo. Vamos ser pacíficos, queremos mudar o mundo, não destruí-lo. Queremos um mundo melhor. Já é tempo. Por si, pelos seus, não finja que não se passa nada. Venha. Com um sorriso. Com muita indignação mas sem ódio, ele é mau conselheiro. Qualquer acto de violência só servirá para lhes dar razão, aos que, desalmadamente, desavergonhadamente, desumanamente, vilmente, cobardemente, lhe anunciam, todas as semanas, mais roubos à sua carteira, ...

a pilhagem

Imagem
Passos Coelho e os seus apaniguados governamentais, que entre ministros, secretários de Estado e assessores são bem mais do que 40 ladrões, são um bom exemplo. Os ricos, os muito ricos, aumentam a pilhagem dos nossos recursos naturais e das suas populações, já nem a água escapa à roubalheira. Em África, morre-se de fome e de sede. No Médio Oriente, multiplicam-se as guerras em nome de um deus, que não é Alá, mas o petróleo. No Ocidente, os governos, serventuários dos ricos, pilham as populações. No México, nas Filipinas, na China, na Índia, um pouco por todo o mundo, o trabalho em regime de escravatura espalha-se como um vírus. Não, o nosso problema não é exclusivamente português. E não, se ainda não sabe, fique a saber que a culpa não é do Sócrates. Sócrates foi mais um apaniguado da situação e gastou demais, deu empregos e benesses a amigalhaços, fez tudo isso e o mais que ainda se virá a apurar, mas com Sócrates ou sem Sócrates teríamos chegado aqui: porque raramente deixám...

chamem a ramona, cadeia com eles!

Imagem
Sim, é verdade. Aumentar os impostos até níveis insuportáveis é fraudulento. Facilitar os despedimentos e deixar os desempregados com uma mão à frente e outra atrás, tantas vezes depois de uma vida de trabalho e de dedicação à mesma empresa, é crime. Fechar escolas e hospitais, dar cabo do ensino e da saúde, são casos de polícia. Privatizar recursos estratégicos do País é um assalto aos bens de todos nós. Estamos a ser roubados, vigarizados, espoliados. Por decreto-lei.  Juntemo-nos aos que gritam a sua indignação. No Cairo, em Tunis, em Madrid, em Atenas, em Roma, em Nova Iorque, em Santiago do Chile, em todo o mundo. É já no sábado, dia 15, que vamos berrar até perder o fôlego, a voz, mas nunca a razão: prisão com eles, chamem a ramona, julguem-nos como a História os julgará. Como ratazanas num esgoto de ganância e iniquidade. 

quem rouba para dar a ladrão tem 100 anos de prisão

Imagem
Deixem que falcatrue o rifão, que se não é verdadeiro devia ser. Está cada vez mais claro para que são todas estas medidas de austeridade extrema que chegam ao ponto, vem hoje no Correio da Manhã, de ter sido criada uma nova taxa para os reformados. Não, não é para pagar a dívida externa de cada um dos países. É para "capitalizar" a banca. Para onde foram os lucros colossais (obrigado Passos Coelho pela palavra que, agora sim, é aplicada com justeza) propalados pelos bancos ano após ano, semestre após semestre, e ainda nem há tanto tempo quanto isso? Então quando têm lucros não dividem connosco e quando têm perdas temos nós que as pagar?  Amigo leitor, acha que ainda não tem razões mais do que suficientes para se indignar e sair à rua a gritar o seu protesto? Se quer ficar em casa, fique. Depois, não se queixe. Eles não vão ficar por aqui, se virem que o povo não reage aos roubos mais descarados, mais nojentos alguma vez perpetrados por um governo português. Duvido que Sala...

o elogio da madrasta

Imagem
Madrasta é a nossa sorte, termos que aturá-la e aos seus dois pimpolhos. Um pela-se por banana mas de banana nada tem, é rezingão e castiço, gasta a semanada toda em porcarias e anda sempre a pedir mais dinheiro, diz palavrões e não há quem lhe ponha pimenta na língua e juízo na cabeça. O outro, coitado, nasceu cleptómano e cobarde, rouba aos meninos mais fracos mas não tem coragem de tocar nos mais fortes, tem medo de levar nas trombas e sonha, ele próprio, em vir a ser assim um dia, poderoso no seu corcel de faz-de-conta, no seu castelinho de fantasia. Lindos meninos. Abençoada madrasta que trata deles como se fossem seus filhos. Se não os pariu, perfilhou-os e acarinha-os. O pai morreu, repousa em Santa Comba, mas os seus ensinamentos estão vivos, não lhes saiem da memória, e só esperam o dia em que os possam pôr em prática. Sagrada família. Fonte da imagem:  http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

marx morreu, a esquerda também, e a direita não se está a sentir nada bem

Imagem
O movimento Occupy Wall Street é um bom exemplo disto. Ali não há gente de direita ou de esquerda, há homens e mulheres, jovens, crianças, velhos e menos velhos, que sabem que quase tudo está mal e que o inimigo é só um: o 1% dos mais ricos, os que estão a apodrecer o mundo, mais os seus lacaios, dos políticos aos banqueiros e aos que comem e calam, agarrados aos cediços conceitos de direita e esquerda com que nos dividem para melhor reinar.

o sexo à luz das velas é romântico e sai barato!

Imagem
Eureka!  O governo encontrou a solução para a quebra de natalidade em Portugal. Agora, com o escandaloso aumento das despesas com electricidade, acabou-se a televisão e, para poupar, os casalinhos passam a recolher mais cedo ao leito conjugal. Daqui a nove meses poderão desmentir-me. Mas, ou me engano muito, ou vai ser um corropio que só visto para as maternidades lá para Junho e Julho de 2012. Isto se Paulo Macedo não as tiver entretanto passado para as mãos de privados, que pagarão a preços de uva-mijona o que nos passará a custar os olhos da cara. A não ser que se chame a parteira e que o parto se faça no aconchego do lar, à luz do petróleo, entre ladainhas e pachos de água quente.  Parece um romance de Dickens mas a realidade, às vezes, bate aos pontos a melhor ficção. E, em matéria de perda de direitos básicos, de escravização dos trabalhadores, de degradação das condições de vida, há quem queira regressar aos tempos da rainha Victoria. Já não falta tudo. Com os seus ...

oh amigos meus!

Imagem
Dirão alguns amigos menos sensíveis aos ideais de justiça social, que também os tenho e respeito-os desde que não orem pela ressurreição de Hitler, para que Pinochet se levante da tumba, para que Trujillo renasça das cinzas ou para que Estaline volte para dizimar mais alguns milhões dos seus, dirão eles que algumas das manifestações, em cidades mais pequenas da América, são ridiculamente diminutas. Eu diria que são enormes e feitas por gente grande. Num país como a América, tanto quanto sei, e com a devida ressalva para os grandes centros urbanos onde há de tudo como na farmácia, não é fácil a revolta nem é fácil o despertar das consciências. Quase me apetece glosar um velho slogan de um partido cá do burgo: hoje são já muitos, amanhã serão milhões. Por isso, amigos com ideias contrárias às minhas, aguentem. O melhor está para vir!

por um portugal bucólico

Imagem
Isto sim era Portugal, pobre mas honrado, pobrete mas alegrete! Depois da liberalização dos despedimentos e dos cortes nas indemnizações, eis que se prepara a flexibilização do horário de trabalho.   Tenho uma ideia: já que estamos a regressar a passos (credo!) rápidos ao século XIX (ou, com muito optimismo, ao Estado Novo), que tal obrigar as mulheres a usar espartilhos e vestidos compridos, de preferência negros? Ou, porque não, uma burka, devidamente adaptada aos nossos mais puros e generosos sentimentos cristãos? Já agora, deveriam ser terminantemente proibidas de sair de casa para trabalhar, o lugar delas é a cozer ovos e a coser meias e, de caminho, resolvia-se de vez o problema do desemprego, que um homem desempregado é um revolucionário em potência e a gente não quer cá disso. Por mim, vou já escrever uma carta a Sua Excelência o Sr. Presidente do Conselho de Ministros (era assim que se escrevia no Estado Novo, o respeitinho era, e continua a ser, muito bonito): a pedi...

sim, volto à carga com o 15 de outubro

Imagem
É o derradeiro teste que vai avaliar se somos cordeiros de um rebanho a caminho da matança ou touros enraivecidos, porque feridos nos seus valores e direitos mais fundamentais. E não, isto não é um apelo à violência, se é isso que está a pensar. Tal como diz o cartaz, passe a palavra. A comunicação social está e vai continuar a ignorar este iniciativa, que já tem repercussões mundiais nunca antes atingidas por qualquer outro evento do género. Paris, Buenos Aires, Rio, Madrid, Lisboa, Paris, Atenas, onde existam cidadãos preocupados com o rumo do mundo, as suas ruas e praças vão encher-se, a 15 de Outubro, de protestos e de esperança. Fonte:  http://oblogouavida.blogspot.com

este não é o futuro que sonhei para os meus filhos

Imagem
Lembra-se dos judeus e da sua passividade no início do descalabro nazi? E nós? À espera que a crise se resolva por si, que a economia melhore, que os políticos ganhem decoro, não estaremos a caminhar para um novo holocausto onde seremos escravizados e aviltados, onde trabalharemos quase sem direitos, dinheiro ou dignidade? Pense nisto e aja enquanto é tempo. É que, acredite, já estivemos mais longe. E os meus filhos, os seus filhos, não merecem este destino.

genocídios

Imagem
Falemos claro: a decapitação do emprego, a depauperização da classe média, a sonegação dos mais elementares direitos, da educação à saúde e à habitação, a propagação da fome em África, a explosão de guerras no médio-oriente com o lucro e só o lucro em mira, tudo isto, só por si, não seriam motivos mais do que suficientes para sentar os senhores do mundo no banco dos réus, políticos, economistas, magnates, banqueiros, ideólogos do neo-liberalismo, com a acusação, mais do que fundamentada, da prática de crimes contra a humanidade?

expliquem-me como se eu fosse muito burro, mas mesmo muito, muito burro

Imagem
Bom, bom, bom, vamos lá ver se eu percebi esta jogada monumental da alta finança luso-angolana, com o alto patrocínio das nossas entidades oficiais: 1. O governo anterior privatizou o BPN e, tanto esse como o actual, enterraram milhões de euros dos contribuintes nessa operação; 2. O BPN foi vendido aos angolanos por uma ínfima parte desse valor; 3. O pobretanas trabalhador, Américo Amorim, que está envolvido na negociata por ligações ao comprador angolano, ficou a dever ao BPN muito mais do que o valor por que o banco foi comprado; 4. Veio-se agora a saber que, com o banco, os angolanos vão levar a respectiva colecção de arte, avaliada em muito mais do que o valor que vão pagar por ele. Tudo isto faz sentido, não faz? Ao mesmo tempo, vão-nos à bolsa e à vida para pagar a dívida e injectar dinheiro nos bancos que ainda não seguiram o descaminho do BPN. É justo, não é?

um bom partido é um partido com dinheiro

Imagem
O PS tem andado por aí a namoriscar a esquerda. Não se deixem enganar. Leviano e trapaceiro, quando é preciso juntar os trapinhos, com quem gosta de se amancebar é com a direita.

não fedemos como eles!

Imagem
Alberto João Jardim. Fede. Duarte Lima. Fede. Armando Vara. Fede. Manuel Dias Loureiro. Fede. Oliveira e Costa. Fede. Fedem a dívidas e a morte, a robalos e a roubos, a impunidade e a má sorte, a nossa. Fede Coelho e fede Cavaco. Um porque está a destruir a existência dos portugueses, a sua saúde, a sua educação, o seu emprego, os seus parcos rendimentos, a sua alegria de viver. O outro porque é a figura decorativa que foi desfear Belém, porque cala e consente na depauperação de Portugal e dos portugueses, porque não dá uma para a caixa, se fala nada diz, se sabe nada fala. Fedem os muito ricos e os seus vassalos, murados nas suas casas de luxo, barricados no seu egoísmo, cagando de alto e de repuxo para a pobreza, o desemprego, a fome, não mais do que danos colaterais da batalha que estão a travar, da guerra que querem ganhar. Apela-se às brigadas de limpeza de todo o país: agarrem em sabão-macaco, escovas de arame, vassouras, esfregonas, lavem estes fedores, levem estes senhores ...