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A mostrar mensagens com a etiqueta teatro

ah, a cultura é para os estúpidos!

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O povo precisa é de trabalhar, não de cultura. Sem instrução, sem cultura, qualquer um se deixa enganar facilmente, se manobra melhor. Este é o governo da nossa vergonha. O pior que Portugal já teve de 1974 até hoje. Quando cair, vou dançar pela noite fora.

mandar a barraca abaixo

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Desde que o Coelho saiu da toca qualquer barraca sossobra, só os palácios resistem prósperos. Desta feita, e mal feita que se farta, é o grupo de teatro A Barraca que está em risco de fechar. Porque a cultura é um perigo e o Coelho sabe disso, por isso abomina tábuas de palco e barracadas teatrais. Assine a petição contra o fecho do teatro. Vamos chateá-los até mais não! http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N71200

no país das rábulas, as fábulas são do coelho

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http://www.nytimes.com Teatro Aberto, Cornucópia, Seiva Trupe, Barraca, eles vão caindo, um por um, porque o teatro é subversivo, o teatro faz pensar, o teatro é inconveniente e os actores - ah, os actores! - veja-se quantos deles estão engajados ao comunismo e a outras ideologias nefastas. É preciso exterminá-los, cortar o mal pela raiz, e fazer com que o cinema, já agora, leve o mesmo descaminho. A cultura não dá de comer a ninguém, a cultura é um luxo de intelectualóides de esquerda, o povo, o povinho, o povoléu quer-se a labutar e a cuidar dos seus, a procriar, a criar mais uns quantos seres calados, escravizados, subservientes, pagadores de impostos, pau para toda a obra, carne para todo o canhão. Actores, cantores, realizadores, escritores, pintores são dores, abcessos de uma Nação doente. Um país deve ser feito de economia, de empresas, de dinheirinho a entrar nos cofres, de mão-de-obra barata. Mas, para ser barata, não pode pensar. Não pode saber pensar. Que não vá nem um ...

de visita aos amigos

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O activismo político e ideológico da Comissão Europeia [CE], que deveria ser a voz imparcial dos Estados e  não a voz dos credores, leva-a a deixar escapar, cirurgicamente, um documento com ameaças e chantagens sobre um órgão de soberania de um Estado soberano e de Direito – Tribunal Constitucional, apodado de activista político. Infelizmente o mote para esta escalada, golpista de Estado, foi dado por um ministro do Governo que não temos – Paulo Portas e o seu "protectorado", o mesmo princípio subjacente ao relatório da CE, ser activista político com o argumento do activismo político/ estar-se borrifando para a Pátria com o argumento do patriotismo. Infelizmente não temos Presidente da República que no mesmo minuto exigisse a demissão do representante de Portugal na CE e um pedido de desculpas do respectico presidente . Infelizmente isto vem dar razão a quem não via nem um avo de vantagem em ter Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia, depois de ter...

do pirolito às pipocas

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Ainda sou do tempo em que, nas salas de cinema, não entravam pipocas e muito menos Coca-Cola (que Salazar proibia). Nas fotografias, o saudoso Monumental onde o cinema e o teatro coabitavam alegremente. Em vez de salões, camarotes, lustres, poltronas no foyer , um nadinha de luxo para encher o olho e acalentar a alma, nos dias de hoje ir ao cinema significa encafuar-mo-nos num cubículo bafiento de um qualquer centro comercial. Em vez do cinema francês ou italiano, o que nos dão agora é cinema americano. Em vez de arte, comércio. Em vez do ritual, a rotina. Em vez de luxo, lixo.  Fotografias recolhidas em:  http://restosdecoleccao.blogspot.pt/

lino à la molière

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Toda a gente sabe que as varejeiras não largam a merda nem por nada, que me seja perdoado o linguajar carrascão. As varejeiras saem dos ministérios e galgam conselhos de administração e presidências que lhes garantam o sustento para muitas vidas. É essa a sua natureza. É assim que tratam da vidinha, da preservação da espécie. Menos Mário Lino. O homem resolveu dedicar-se às teatradas, está em Cascais a representar e, imagine-se, a cantar. E as grandes empresas de construção civil perderam um trunfo, mais um que lhes daria muito dinheiro a ganhar à sombra do Estado. Que desperdício.

compre cenouras e vá ao teatro

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Num bilhete de teatro, o fisco espanhol confisca, passe o quase pleonasmo, 21% de IVA para os seus cofres sôfregos. E o director de um pequeno teatro da província de Girona não foi de modas, agora vende cenouras a quem quiser ver a peça em cena e oferece o bilhete. Ao teatro, são-lhes sonegados uns meros 4% de IVA, em vez dos 21%, as entradas podem assim ficar mais baratas e - ouro sobre azul em tempos de crise - os espectadores ainda levam cenouras para casa.  Para ler aqui: http://www.publico.es/culturas/442245/le-gusta-el-teatro-compre-una-zanahoria

não se ganha? não se paga!

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Esta peça deveria ser reposta em Portugal, e depressa, antes que a gente não consiga sequer amealhar uns tostões para se ir divertir de vez em quando, lá de longe a longe, quando o rei faz anos.