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socialismo engavetado

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Já tive tentações, confesso, de votar no Costa. Para levar Coelho desta para melhor, pelo menos para nós tudo o que não tenha Coelho será sempre melhor, menos indigesto, o ar mais límpido, o horizonte menos velado, a vida mais leve, a verdade mais próxima.  Mas não, não posso votar PS. Decidi, está decidido. O tempo não está para meias tintas nem meias palavras. Não está para namoros à esquerda e casamentos à direita, ora agora governas tu, ora agora governo eu, ora agora governas tu, governas tu mais eu. Não está para hollandices . Não está para palavras dúbias, ideias pouco claras, falta de firmeza, falta de garra, falta de convicções a não ser as do costume, de desmaiada esquerda na oposição, de direita assim que o governo está no papo, isto e o seu contrário se preciso for.  Não se diga que estou a incitar à desunião da esquerda. Sou pela unidade de toda a esquerda, há muito que o desejo, mas o PS dá-se melhor com o PSD e com o CDS, apesar dos arrufos, das que...

limpa, suja ou encardida?

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt/ Uma pessoa de recta consciência não pode deixar de se indignar, com nojo e abominação, ante o cerimonial em que o inexcedível Passos Coelho anunciou a "saída limpa" da nossa subalternidade. A comunicação social e os comentadores estipendiados usaram, como na Idade Média, tubas e atabales de regozijo perante tão fausto acontecimento. E o primeiro-ministro, useiro e vezeiro em manter com a verdade uma relação conflituosa, disse a um país perplexo a seguinte bojarda: "A liberdade de decisão foi reconquistada." A simulação da realidade brada aos céus. Portugal continuará, por mais algumas décadas, sob vigilância apertada, e a gulodice daqueles indicados nossos "credores" não se apaziguará. Os portugueses não sabem a quem devem dinheiro; mas, parafraseando a frase imortal daquele banqueiro impante, agressivo e tolo, lá que devem, devem. Continuamos, pois, imersos na miséria, na fome e no desespero sem esper...

socialismo: procura-se e deseja-se?

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Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt Ao contrário do que dizem línguas bífidas, o conclave de Coimbra, que reuniu distintos socialistas e alguns menos distintos, forneceu certos motivos de reflexão. Exactamente pela circunstância de nada de relevante haver servido de pábulo a uma Imprensa tão deserta de ideias quanto a melancólica vida geral portuguesa. Os jornais desejavam zaragata: o previsível "duelo" entre Seguro e Costa foi água chilra. António Costa saiu apoiando um triste documento de intenções, cujas essas, as intenções, eram alegremente nulas. Apelidado, apressadamente, de Documento de Coimbra, o virtuoso testemunho (diz-se por aí) devorou horas a graves pensadores do PS e nada exprime que suscite um debate, um sobressalto, uma inquietação, uma expectativa. Seguro pode descansar. Costa, muito astuto e politicamente mais preparado, fez umas negaças, recreou correligionários cabisbaixos com o rumo do PS, recuou e aguarda o momento propício para atacar de frent...

são rosas, senhor, mas estão murchas

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Tivéssemos concordado ou não com tudo o que fizeram, o PS deu ao país nomes que honram a nossa História: António Macedo, Tito de Morais, José Magalhães Godinho, Raul Rêgo, Vasco da Gama Fernandes, Cal Brandão, António Arnault, Vasco da Gama Fernandes e tantos, tantos outros. Depois disso, o que tivemos? Vítor Constâncio, José Sócrates, António José Seguro, Francisco Assis, Armando Vara, Ricardo Rodrigues, Paulo Campos, Vitalino Canas, José Lello, símbolos de compadrio alguns, meros verbos de encher outros tantos, que apregoam os valores de esquerda na oposição, que governam à direita sempre que o povo lhes decide confiar o voto. Nem tudo são rosas, muito menos vermelhas. Antes quase laranja. Enquanto isso, os espinhos abundam. E ferem.

que raio de partido socialista é este?

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Por Baptista Bastos http://www.jornaldenegocios.pt O Partido Socialista teve, anteontem, na Assembleia da República , uma excelente ocasião para se redimir das evasivas políticas, das ambiguidades e dos desvios que têm caracterizado a sua trajectória. Porém, ao abster-se de combater a nova lei laboral, acentuou o retrato ideológico e moral da sua triste existência. A ideia de que António José Seguro é um "homem de Esquerda" caiu pela base. Ao claudicar perante um documento daquela natureza, o PS desacreditou-se definitivamente. Fica por saber, mas adivinha-se, as manobras de bastidores encetadas entre as direcções socialista e social-democrata, a fim de se atingir aquele vergonhoso resultado. Aliás, a "concertação" social, tão afamada pelos trompetistas da Direita, foi subscrita por João Proença , figura de relevo do PS. Convém não esquecer, para memória futura. Mas a história do chamado "socialismo democrático" está pejada de traições (porque de traiç...