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a morte assistida da união europeia

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http://eeas.europa.eu Por Ana Sá Lopes http://www.ionline.pt A Europa passou meses em suspenso por causa das eleições alemãs. O sonho de que as "coisas" iriam mudar atravessou as fronteiras do Sul fustigado. Se calhar a senhora Merkel não se mexia porque tinha uma campanha eleitoral para ganhar - e um novo partido eurocéptico para enfrentar. Mas as "coisas" iam mudar, tinham de mudar. Afinal o SPD tinha feito metade da campanha a criticar o excesso de austeridade que Merkel tinha imposto ao Sul. A "grande coligação" ainda não está fechada, mas os dois partidos já estão de acordo sobre a política europeia. E o que nos diz esse acordo? Que vai ficar tudo na mesma. O SPD reduziu-se à sua insignificância: voltará a apoiar a política da bastonada. Não há eurobonds para ninguém nem garantias da união bancária. Depois da falência do socialismo francês - e do desaparecimento de François Hollande do cargo de combatente da austeridade para o qual ...

irmãos de sangue

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Não há dúvida: François Hollande está a dar mais umas golpadas sangrentas na social-democracia. Já quase nada o distingue do Coelho e de outros neoliberais de pacotilha. Depois de tantas promessas, depois de jurar ir fazer voz grossa à Merkel, depois de avisar que a austeridade estava a matar a economia, eis que se anunciam medidas draconianas no novo orçamento de Estado francês. Conhecemos a música e a lírica de cor e salteado. Quem paga são sempre os mesmos. Em salários cortados, em impostos aumentados, em direitos sonegados. Os que andaram pelos países do Sul, os gregos e latinos, seitas bárbaras já se vê, a viver acima, muito acima, demasiado acima das suas possibilidades. Ainda há dias, essa espécie de sociais-democratas que governam a Holanda vieram avisar, pela voz do novo rei, que o Estado Social tinha acabado. Holanda e Hollande em união perfeita, sincronia absoluta, inebriante uníssono. Já nem falo do Seguro que esse, se algum dia for governo, para mal dos nossos pec...

o fim da social-democracia

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O que substituirá a social-democracia? A social-democracia prometeu um futuro melhor para as gerações seguintes, algo como a elevação permanente da renda nacional e das famílias. Chamou-se isso de “estado do bem-estar social”. Era uma ideologia que refletia o ponto de vista segundo o qual o capitalismo poderia ser “reformado” e assumir uma face mais humana. A solução social-democrata tornou-se uma ilusão. A questão é: o que irá tomar o seu lugar? O artigo é de Immanuel Wallerstein. Por Immanuel Wallerstein