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que grande prato, oh crato!

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Ainda me lembro - não foi há tanto tempo assim - da semana em que Crato desvalorizou o ensino do inglês para, na semana seguinte, vir dizer que o inglês era essencial na formação dos alunos, estabelecendo metas a atingir e exames a fazer. Agora, nova reviravolta. Fez tanto finca-pé no exame dos professores e, hoje, anunciou um acordo com a UGT onde metade dos professores ficam excluídos do dito exame. Tudo isto, ao que parece, nas costas da CGTP, sem dar cavaco à maior central sindical do País. Claro que a UGT, tal como Crato, não fica bem no retrato. Eu a pensar que o Silva era melhor do que o Proença e, vai-se a ver, é tudo uma questão de tença. Amarelos nos carris. Já não era sem tempo. E o PS de Seguro lá chegará também, a acordos com Coelho numa patuscada de direitas, direitinhas e endireitados. Digo eu, que tenho um dedo que adivinha.

e quanto ganhas tu?

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Por Daniel Oliveira http://arrastao.org/ O líder da JSD, o mesmo que defende o fim da educação e da saúde tendencialmente gratuitas, quer saber quanto custam ao erário público os sindicatos da educação. Ao que sei, os professores que estão nos sindicatos recebem o seu ordenado e os sindicatos são pagos pelos associados. Gostava agora de saber quanto custa a JSD ao Estado. Deixo de lado os salários dos assessores ministriais, dos gestores instantâneos, dos presidentes e vogais de institutos públicos e de todos os boys que, desde o secundário, preparam a sua carreira, onde a convicção política não tem nem nunca terá lugar. Fico-me mesmo pela parte que recebem do bolo de financiamento aos partidos. Que fique claro: defendo que os partidos políticos devem ser financiados pelo Estado, porque a alternativa é serem financiados por empresas e interesses, o que deixaria os que não se querem vender de fora do jogo democrático. O que não suporto é ver quem desde a adolescência olha para ...

com a benção do patrão, eu vou para a união

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A UGT vai ter novo secretário-geral. O Proença vai-se, sem história nem glória, mas o seu substituto, estive quase para escrever prostituto, não promete fazer melhor. Este é um excerto das suas últimas declarações à imprensa. É de temer o pior. "Como sabe, eu sou bancário, do BES, que é quem paga o meu salário – o único que tenho e que faço questão de manter. Por isso, antes de formalizar a candidatura, fiz questão de ter uma reunião com o doutor Ricardo Salgado, a quem transmiti, de forma transparente, a minha intenção. Naturalmente que ele, enquanto presidente da comissão executiva do BES, desejou-me sorte e disse que era também um factor de prestígio para o BES ter um dos seus colaboradores como secretário-geral da UGT." Carlos Silva, candidato único à liderança da UGT.

"segurem-me, se não ..."

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Por Manuel António Pina http://www.jn.pt Três meses depois de ter assinado o chamado Acordo de Concertação Social (o tal que o presidente da República diz que "alguns podem invejar"), e quase um ano depois de o Governo PSD/CDS estar em funções, o secretário-geral da UGT descobriu que o Governo não cumpre. O secretário-geral não terá sabido das promessas com que PSD e CDS alcançaram o Governo nem terá dado conta do modo como tais promessas - do não aumento do IVA nem dos impostos "sobre o rendimento das pessoas" à garantia de que "ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam" - têm sido cumpridas; e muito menos se terá apercebido dos "lapsos" sobre a duração do confisco (que nunca aconteceria) dos subsídios de férias e Natal. Como S. Tomé, quis ver para crer. E como viu que o Governo, afinal, se "esqueceu" de cumprir tudo o que, no Acordo, poderia eventualmente resultar em benefício dos trabalhadores, seja em matéria de c...

partir a espinha é ao carapau

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Por Luís Bernardo Diz este senhor que é preciso partir a espinha aos sindicatos portugueses, repetindo o repto de Maldonado Gonelha. Esqueçamos o contexto. Esqueçamos a história, que é, aparentemente, coisa de esquerdistas. Dou por mim estupefacto com esta crónica. Apesar de todas as críticas que tenho a fazer à acção das confederações e sindicatos - e não são poucas. Diz o referido senhor: "Os sindicatos têm uma esfera de accção perfeitamente definida. Existem para defender os seus associados em matérias muito concretas, como as remunerações e as condições de trabalho." Refere igualmente isto:  "A política de privatizações é uma matéria para a qual os sindicalistas não devem ser chamados." Presumo que o senhor não compreenda a contradição profunda. Talvez não saiba que um processo de privatização (no meu universo, que é bastante diferente do dele, admito) é, entre outras coisas, uma reconfiguração das relações industriais e existem poucos casos em que a estru...