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A mostrar mensagens com a etiqueta saúde

ao que chegámos!

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A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada vai fazer queixinhas a Bruxelas, ao guardião do capitalismo degenerado. Assim não pode ser. O Estado tem que deixar o negócio da Saúde para eles e só para eles. Passos é que não se pode queixar, nem a Bruxelas nem deles. Quem semeia ventos, colhe tempestades e estas ele até há-de gramar. Fique-se com o dito de Artur Araújo, AA para os amigos, sobre este candente problema de haver saúde em Portugal tendencialmente universal e gratuita: "Não vamos tolerar mais práticas de gestão pública que privilegiem sistematicamente o sector dito social". Ora toma, embrulha e mete na tulha. Onde perecem a Educação com a Saúde, a Segurança Social e o Estado a que isto enfim chegou.

ai que rico cheirinho a fascismo!

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Leal da Costa, aquele senhor com ar de vendedor bem sucedido mas a quem eu não compraria nem um saco de alcagoitas ou um unguento para os calos, veio congratular-se com a reportagem da TVI sobre as urgências nos hospitais públicos, a qual, segundo ele, comprovou a excelência dos serviços sob a sua alçada e do ministro Macedo. A reportagem, essa, pelo contrário, exibiu dezenas de doentes em macas amontoadas no corredor. Para alguns o corredor da morte, para outros um calvário de horas entre dores, gemidos, gritos, jejum. Mas Leal foi mais longe, afirmando que os médicos que apareceram nessa mesma reportagem a denunciar falhas graves nos hospitais são "reputados comunistas ou da oposição". Um argumento muito utilizado, se bem se lembram, nos tempos de Salazar para catalogar o reviralho, tudo comunista, tudo gente vendida à União Soviética, tudo a pedir uns safanões ministrados a tempo e a preceito lá para as bandas da António Maria Cardoso. Só faltou dizer, mas se calh...

quem trava esta gente?

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Para este governo não há limites. Limites para a desvergonha. A desfaçatez. A ilegitimidade. A imoralidade.  Apesar de jurarem a pés juntos que o que querem é um Serviço Nacional de Saúde mais forte e mais sustentável, a gente vê, lê, entende o que se passa, que a finalidade última da acção governamental, antes de serem corridos por triste e má figura, é deixar aos privados a parte lucrativa da Saúde e para o Estado os prejuízos podendo assim sustentar, cada vez mais, a sua querida teoria de que as entidades públicas não sabem gerir, que os portugueses andam a malbaratar os seus impostos com essa gente calaceira e sem tino (por acaso todos eles indicados, em regime de alterne, pelos partidos que costumam "ir ao pote").  Ou seja, mais vale pagar os nossos impostos para que o Estado não nos dê nada em troca, nem pensões que se vejam, nem autoestradas que não sejam pagas por nós dezenas de vezes durante anos a fio, nem muito menos a Saúde. Tendencialmente gratuita ao ...

assim nos tratam da saúde

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  Fila para marcação de exames na clínica de Santo António, na Reboleira. Fotografias de Nuno Coelho.

dolorosa picada

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O SNS vai deixar de ministrar um medicamento, imprescindível no dizer de alguns médicos para tratamento de emergência da esquizofrenia, porque o seu preço aumentou de qualquer coisa como 4 para 20 euros, correspondendo a um acréscimo de despesa anual, por parte do Ministério da Saúde, de 10.000 euros. Leram bem: dez mil. Ao mesmo tempo, outro Ministério, o das Finanças, prepara-se para antecipar o pagamento da dívida ao FMI e desembolsar 14 mil milhões de euros. Leram bem: catorze mil milhões. As pessoas primeiro? Não, nunca para coelhos e coelhas saídos da toca para nos roerem carne e ossos.

no corredor da morte

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Paulo Macedo é considerado por muitos, até por alguns de esquerda, como o melhor ministro do governo de Coelho. Um gestor que tanto tinha feito à frente do fisco e que, agora, estava a levar avante (t'arrenego, satanás!) uma verdadeira revolução na Saúde. Vê-se. Longas filas de espera, mortes desnecessárias nas Urgências, encerramento de Centros de Saúde, médicos e enfermeiros a reformarem-se ou a emigrar e, sempre foi esse o objectivo final, a passagem das responsabilidades do Estado para empresas privadas. As que derem lucro, bem entendido. E não se pode processá-los, a ele e aos outros? Pelo homicídio premeditado de cidadãos que tiveram o arrojo de adoecer durante a regência de Coelho e Macedo?

vírus ébola: o embuste

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Por Manuel Pinto Coelho http://www.publico.pt Tem tanto de extraordinária como de caricata a histeria que vai por esse mundo por causa da “catástrofe” provocada pelo vírus Ébola. A imprensa internacional fala de 1229 mortos entre Março e Agosto de 2014. Ora bem, se consultarmos a página da OMS sobre este assunto, veremos que na realidade foram 788 os casos de óbito formalmente identificados como causados pelo vírus Ébola, um número bem inferior aos 1,2 milhões de mortes causadas pela malária (paludismo). O número remanescente limitou-se a traduzir os casos “suspeitos” ou “prováveis”. As imagens televisivas com que fomos recentemente presenteados, mostrando-nos técnicos de saúde, quais marcianos envergando complexas máscaras junto de doentes suspeitos, são totalmente insensatas e dignas de um mau filme de ficção científica. É importante saber-se que o vírus Ébola não se transmite com facilidade. Para haver transmissão do vírus, tal como acontece com o vírus da SIDA ...

a ética em código

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O governo, o da saída airosa, quer um Código de Ética para o SNS. Até aqui, tudo bem. Sou pela ética, boas práticas, brio profissional, honestidade e tal. Mas, esmiuçando o papelucho, chega-se ao fundo da questão, à verdadeira razão para que, como se mais nada houvesse para fazer, o governo, o da saída higiénica, se viesse agora preocupar com a ética dos outros (porque, quanto à deles, estamos conversados): todos os funcionários que façam declarações públicas que prejudiquem a imagem dos seus serviços serão punidos. Por outras palavras: um enfermeiro, um médico, um dirigente hospitalar não podem denunciar, nunca mais, quaisquer medidas austeritárias - e autoritárias - que prejudiquem os doentes. Ou que os mandem desta para pior. O governo, o da saída de irrepreensível asseio, e Paulo Macedo, sempre tão gabado por comentadores e afins, vão acabando com o SNS mas implementam, em troca, as primeiras bases de um regresso à censura. Paulatinamente, vamos voltando ao antigamente. Mas, q...

o sonho acabou

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Deu-me para andar a ver o "Breaking Bad". Um retrato fiel da América, a do Norte. Um professor de química, lavador de automóveis ao fim do dia para equilibrar o orçamento familiar, acaba de saber que tem cancro no pulmão mas não pode tratar-se - tentar salvar-se -, porque o seguro de saúde que subscreveu não cobre esse luxo. O resto é ficção, mais ou menos fantasiosa, mais ou menos espelho de uma realidade que não quero ter no meu país. Mas para lá caminhamos, para o pesadelo copiado do American Dream . 

para pouca saúde mais vale nenhuma, não é doutor macedo?

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Não viva em Chaves. Nem em Bragança. Nem em Macedo de Cavaleiros ou Freixo-de-Espada-à-Cinta. Mas também não more no Porto, nem em Coimbra, ou Faro, ou Évora. Venha para Lisboa. Por enquanto, é cá que está mais seguro. Por enquanto. Se sofrer um traumatismo, se tiver uma síncope, se estiver quase, quase a bater a bota, o mais natural é batê-la de vez porque nem em Chaves, nem em Bragança, nem no Porto ou Coimbra e muito menos em Freixo-de-Espada-à-Cinta terá cabidela num hospital. Terá que vir para Lisboa, onde chegará se calhar já cadáver ou, pelo menos, a um passo do traque-mestre, de estirar o pernil. Oiço muitos comentadores gabar Macedo, o ministro dos cortes na Saúde, mas cuidadosos, dizem eles, cirúrgicos, como bisturi habilmente manejado pelas mãos do homem que já foi do fisco, que sabe de dinheiros como ninguém e o dinheiro, como toda a gente sabe, e se não sabe devia sabê-lo, dá saúde, dá vida a um morto, ele, não o morto mas Macedo, é o homem certo no lugar certo, pro...

o sonho de passos coelho para o serviço nacional de saúde

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shutdown

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Por Eduardo Pitta daliteratura.blogspot.pt O braço-de-ferro entre democratas e republicanos por causa do Orçamento para 2014 podia ser um confronto de projectos, natural numa sociedade livre. Mas a chantagem dos representantes do Tea Party faz dele um acto fascista. Causa próxima: o Obamacare. Verdade que parte significativa dos contribuintes americanos não quer subvencionar os cuidados básicos de saúde de 46 milhões de carenciados. Num país com 316 milhões de habitantes, não sabemos que parte da população quer medir o país pela bitola do Zimbábue. Contudo, uma sondagem da CNN garante que 46% dos americanos desaprovam o extremismo dos republicanos, considerando que o Tea Party está a conduzir o país a um suicídio colectivo. Se o assunto não ficar resolvido até ao próximo dia 17, os Estados Unidos declaram bancarrota. Seria pleonástico antecipar as ondas de choque em todo o mundo. Cameron, num acesso de histeria, começou ontem a espernear. A dispensa, efectiva desde...

um estorvo chamado pobreza

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Os organismos de Estado americanos estão fechados. Não todos, claro. Os hospitais, as forças de segurança, as forças armadas e mais alguns, poucos, continuam a funcionar. E tudo isto, resumindo e simplificando, porque os republicanos não querem aprovar um orçamento que desperdice - ai que horror! - dinheiro com a saúde dos mais pobres. Tudo por culpa deles, esse estorvo da grande pátria do deus-dinheiro. In God We Trust , e quanto mais provas tiverem de que Ele existe, em notas chorudas arrebanhadas à pobreza, tanto melhor. À boa maneira americana, 800.000 funcionários públicos foram para casa. Sem vencimento e sem culpa. Por mim, só fechava o Capitólio. Para teatro, já basta a Broadway.

por que luta o brasil?

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Esta é a imagem de um hospital em Fortaleza. Um país com riquezas de primeiro mundo e serviços públicos de terceiro. A corrupção, a monstruosa desigualdade entre ricos e pobres, o desprezo absoluto pela dignidade humana não se erradicam com falinhas mansas.

esperança, esparrelas e demagogia

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Sabem quem é a D. Esperança? Não? Eu digo. É uma ignara deputada do PSD que, cheia de fervor partidário, de paixões láparas, elogia destemidamente a acção governamental em matéria de Saúde. E chegou ao ponto, a, repito, ignara criatura, de elogiar a contratação de 600 novos enfermeiros para o SNS. Só que a notícia dessa contratação não passou de uma mentira de 1 de Abril. A D. Esperança caiu que nem uma patinha. Por amor a Coelho.

paz à sua alma

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Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Para efeitos internos, o governo achou por bem esconder a sua decisão de cortar 4 mil milhões na despesa atrás de um estudo encomendado ao FMI – em que este apresenta um menu completo de medidas radicais de austeridade, que, a pretexto dos mais desfavorecidos, levam ao empobrecimento generalizado da sociedade, nomeadamente dos mais desfavorecidos. O estudo, feito em meia dúzia de dias e assente em dados desactualizados, foi saudado pelo primeiro-ministro com enlevo, que viu nele um ponto de partida “muito bem feito” para um debate, que não vai acontecer, sobre as funções do Estado. Aparentemente, não ocorreu ao governo que a posição negocial do país teria tudo a ganhar se o tal ponto de partida surgisse de Portugal e não de um dos seus credores. Mas como se sabe o Dr. Passos Coelho não tem por hábito preocupar-se com pormenores desta natureza. A sua política externa traduz-se no silêncio e na subserviência e, não por acaso, o ...

venda-se a democracia por 4 mil milhões

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Por Luís Monteiro http://expresso.sapo.pt Baixar indiscriminadamente todas as reformas, despedir 50 mil na educação, aumentar as propinas, diminuir radicalmente o montante e a duração do subsídio de desemprego, baixar os salários de toda a função pública, aumentar ainda mais as taxas moderadoras, tudo isto e muito mais propõe o FMI para baixar a despesa pública em 4 mil milhões de euros. O governo não se pronuncia, alegando cinicamente que esta é uma proposta do FMI e que ainda não reviu o relatório, mas Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade e da Segurança Social, vai balbuciando que o relatório "tem pressupostos errados", mesmo depois do FMI ter afirmado que foi muito útil ter estado reunido o ano passado com membros do governo e que "aprendeu muito". Se este governo alinhar com isto, entregamos as chaves de Portugal aos salteadores, perderemos, de uma vez por todas, a (pouca) soberania que ainda nos resta. Há que rechaçar este novo fas...

sopas de cavalo cansado

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Na era da outra senhora, essa viúva negra, velha e feia que tanto nos azucrinou os dias e acinzentou a alma, as damas da caridade, ao mesmo tempo que oferendavam o pãozinho, o cobertorzinho, a sopinha, davam conselhos para melhor gerir o casebre e a pobreza de cada um: televisão ou frigorífico eram luxos proibidos, por exemplo, o pobre que se atrevesse a ter um deles perdia a esmola e a consideração das damas. Os tempos são outros, mas esses seres são como minhocas que saem finalmente do esterco onde jazeram décadas, e regurgitam, vomitam conselhos: que defendamos o corpinho, dizem-nos, que deixemos de ir ao cinema e de ler livros que fazem mal aos olhos e nos abrem os olhos, que deixemos de fumar que faz mal aos pulmões, de beber álcool que faz mal ao fígado, e que consumamos sopinhas e muito pão, muita água, muita fruta, muito leite.  Larguemos o peixe e a carne, esses caros venenos. O Serviço Nacional de Saúde é só para os sãos. Sai mais barato. Em vez de ver telev...

mais um reajustamento bem sucedido

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Ontem, na Irlanda, contra os cortes na Saúde.

atear o fogo mundo fora

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O mundo está a pegar fogo. O neoliberalismo espalha-se e faz vítimas. O horror não é um filme de ficção, é realidade já dentro de portas. 7/11/2012. Chile Confrontos entre estudantes e a polícia. 8/11/2012. Costa Rica Contra os cortes na saúde. Imagens:  https://www.facebook.com/internationalriot