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negros vão os tempos

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Mohamad Mosa/ http://www.trekearth.com Durão Barroso disse com todos os dentes que tem na boca que "os eventuais chumbos do Tribunal Constitucional podem pôr em risco o regresso aos mercados". Ficamos portanto a saber que o ainda presidente da Comissão Europeia é pela violação da Constituição da República. Os portugueses que o querem em Presidente da República deviam lembrar-se disto antes de fazerem disparates. É só um aviso. José Teófilo Duarte http://www.blogoperatorio.blogspot.pt/ A calinada de Cristas: http://aventar.eu/ Através de meias palavras, ocultações e muita propaganda, o Governo vem dizendo ao que vem, ao que desde sempre veio: a destruição do Estado Social e a substituição deste modelo por uma sociedade, um novo Homem (à maneira das grandes revoluções totalitárias do passado), regido por valores como o materialismo, o individualismo e a caridade. Toda esta transformação beneficia uns poucos - a reforma do IRC, por exemplo, vai ajudar sobr...

de visita aos amigos

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Só quem andar profundamente distraído poderá aceitar que um texto como o deste Relatório  (Orçamento do Estado) – com “medidas de carácter fiscal” e “medidas transversais de caráter fiscal“, “medidas sectoriais” e “medidas setoriais” ou “expectativa de manutenção das taxas de juro” e “expetativa do valor futuro” – foi redigido “ao abrigo” de um instrumento que regula uma ortografia. Apesar de tudo aquilo que tenho visto por aí , confesso a minha perplexidade perante fenómenos como o do “fato de ser intenção da tutela” (sim, na página 163 do Relatório). Só quem sofrer de distracção crónica poderá acreditar que um texto com, apesar de tudo, excelentes exemplos de palavras em ortografia portuguesa europeia, como direcção, acção, protecção, reflectem,activo, subfacturação, Janeiro, electrónica, colecta, respectiva,Junho, colectivos, afectas, Julho, directos, indirectosou efectiva, se encontra “escrito ao abrigo do…”. Esperem, perdi-me. Ao abrigo de quê? Francisco Manuel ...

de visita aos amigos

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Ilustração de Gui Castro Felga http://blog.5dias.net/ Lembram-se quando o Presidente da República falava em limites para os sacrifícios? Não foi há muito tempo. Era outro o governo. E era outra a interpretação de Cavaco. Mas dava-nos jeito que tivesse um pouco de vergonha na cara. Afinal, o homem ainda é o mais alto magistrado da Nação. Infelizmente. Texto de José Teófilo Duarte http://www.blogoperatorio.blogspot.pt/ Hoje lá recebi a cartinha . No remetente, a Segurança Social. No destinatário, o criminoso que precisa de fazer uma apresentação quinzenal ao Estado, eu próprio. Lá dentro, o ISS convida-me encarecidamente a reembolsar 6% do valor dos subsídios de desemprego de Agosto e Setembro. O Estado precisa, eu tenho de devolver. Toma lá que é para não não me armar em desempregado. Quem me mandou sair de uma empresa que já me devia cinco meses de ordenado? Se não encontro trabalho, é porque não quero, sou um parasita. A esmola que o Estado me dá todos os meses é ne...

mãos sujas

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Por Sérgio Lavos http://arrastao.org/ Sim, as coisas podem sempre piorar. Sempre. Hoje, passando os olhos por um jornal nas bancas, vi a notícia: "pai atira-se a um poço com filho de dois anos por causa de dívidas". Nos últimos meses, as notícias, apesar de passarem despercebidas, têm saído a um ritmo regular. Quem é do Porto sabe que os casos de suicidas na ponte da Arrábida têm aumentado. Por todo o país, multiplicam-se as histórias. Nos jornais, são recorrentes as denúncias de especialistas: aumentaram as depressões, o desespero, o suicídio. Neste momento, deverão ser poucos os portugueses que não conhecem de perto casos dramáticos. Patrões que não conseguem pagar aos seus empregados e, não sendo desprovidos de consciência, de humanidade, sofrem mensalmente com o acumular de dívidas e com a impossibilidade de assumirem os seus compromissos; desempregados de longa duração que perderam o subsídio, imersos numa angústia sem fim, sem verem qualquer saída - a maior...

o traste

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Por Sérgio Lavos http://arrastao.org/ O exercício já foi feito por mais pessoas, mas nunca é de mais recordar alguns dos tuítes com que Pedro Passos Coelho nos brindou antes de ir ao pote, um festival de encenação e má fé nunca antes visto em Portugal: Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português . - 2 de Maio de 2011. Temos de apostar na economia, mas na economia que cria emprego, não na economia que cria rendas aos amigos do poder . - 2 de Maio de 2011. Impostos e salários foram sacrificados para pagar juros demasiado altos. Quem assim procedeu não pensou no país mas em salvar a própria pele . - 2 de Maio de 2011. Faremos diferente, trazendo para cima da mesa as contas verdadeiras e pondo o Estado a fazer os sacrifícios que andou a impor aos cidadãos . - 2 de Maio de 2011. A médio e longo prazo, a consolidação orçamental não é suficiente: o crescimento económico é a ún...

josé pacheco pereira e isabel jonet

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É ISTO Por Sérgio Lavos http://arrastao.org/ Isabel Jonet decidiu fazer política. Está no seu direito. Prejudica bastante a meritória obra que dirige, mas está no seu direito. Agora, nem ela nem os seus hipócritas defensores podem esperar que a resposta não seja dada na mesma moeda: através do combate político. Quem vai à guerra, dá e leva. O resto são lamentações do habitual coro de virgens ofendidas, que não gostou de ver alguém com a "educação e estatuto" de Jonet assumir o papel de idiota (útil) da aldeia, desbocado e inconveniente, dizendo aquilo que a maioria de direita pensa, expondo todas as fissuras e teias de aranha de uma visão do mundo ultrapassada e salazarenta, uma visão que tem de ser combatida politicamente com todas as armas, precisamente porque é essa a visão que o Governo abraçou sem pejo nem culpa.  Este texto do Pacheco Pereira resume na perfeição a natureza do combate : CARIDADE E SOLIDARIEDADE  Evitei entrar na primeira polémica resul...

o bem comum

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Por Sérgio Lavos http://arrastao.org/ É uma maravilha ver todos os bancos portugueses a apresentar lucros brutais este ano . Fico feliz por mim, e por todos os portugueses, porque o esforço foi nosso, foi colectivo, em prol do bem comum (dos banqueiros): não só foram vários milhares de milhão de euros directamente para a recapitalização de algumas destas instituições, como estas estão a lucrar com a compra da dívida portuguesa (recebem dinheiro do BCE a 1% e emprestam ao Estado português, a 5, 6 e mais). Ver dois grupos de portugueses satisfeitos - os accionistas que recebem dividendos e os administradores que recebem bónus - deve encher de orgulho o povo português. Nós, os que sofremos na pele as medidas de austeridade, estamos cá para isso mesmo. Não queremos ver os bancos pelas ruas da amargura. E se tudo falhar, se nada sobrar depois de transferidos todos os lucros e dividendos para off-shores, também estaremos cá para vos salvar, como aconteceu com o BPN. Não têm nada de a...