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traque ser

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Lá terá que ser. Lá terei que falar mais uma vez de futebol, das fortunas ganhas no "desporto-rei" por gente que ou é dotada de pernas ou de cérebro, raramente das duas coisas ao mesmo tempo. E mais uma vez serei, mais até do que quando falo de política, insultado pelos futeboleiros de serviço que me acusarão de inveja em vez de, como é o caso, ter, ao contrário deles, noções rudimentares de justiça social, igualdade, decência mínima. O manager de Ronaldo vai casar. E vai ter tudo de bom, tudo aquilo que o dinheiro pode comprar. A casa e os jardins de Serralves foram alugados pelos noivos para o copo d'água, Estrelas do futebol mundial acorrerão ao Porto para as cerimóninas, muitas delas em avião particular. Se isto não o enoja, a mim sim. A riqueza excessiva de alguns é a miséria de milhões. Não me diga?! Ainda não tinha dado por isso? Pedro Ferreira/http://www.cmjornal.xl.pt/

quem disse que não há dinheiro?

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  O Correio da Manhã, especialista nas traições do marido da Cristina, na bomba de leite para as maminhas da Luciana, no corpo escultural da Pilita Rebelo e Cunha, nas operações plásticas da Xaxão de Menezes e Sá, dedica-se hoje, pelo menos na versão online, a mostrar os bólides dos craques da bola. Para os mirones se consolarem. Para os fãs delirarem. Para os críticos, como eu, se escandalizarem uma vez mais com os milhões que o futebol movimenta e paga, num mundo de desigualdade gritante e ostentação parola.  Fotos: DR/http://www.cmjornal.xl.pt/

o triunfo dos porcos

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Tjeerd Royaards/http://www.cartoonmovement.com/ O meu caro é dos que se calam, que não se manifestam porque isso dá em nada e, além disso, trabalha toda a semana e, aos sábados e domingos, o que quer é sopas e ripanço? Ou, pior, o meu caro é dos que apoiam governos que protegem os ricos e multiplicam os pobres? Mas sabia que o meu caro está cada vez mais pobre para que alguém fique ainda mais, muito mais rico? Sabia que 1% dos mais abonados do planeta detêm 48% da riqueza mundial? Sabia que só reunindo todos os bens de 3,5 mil milhões de pessoas - a metade mais pobre da população terrestre - seria possível juntar tanta riqueza como a que possuem os 80 maiores bilionários? Leu bem: 80 pessoas, oitenta, repartem entre si bens idênticos aos que são divididos por 3.500.000.000 de cidadãos que nascem e morrem sem direito à felicidade, ao lazer, à instrução, tantas vezes a comida e a uma habitação condigna. E isto não o preocupa? Não o indigna? Porque sempre houve pobres e ricos...

os ricos miseráveis

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Leio no DN que, desde a crise financeira de 2008, o dinheiro real ou virtual administrado por gestoras de fortunas e bancos de investimento cresceu 60%, atingindo agora os 152 biliões de dólares. Ou seja, mais 60 biliões de dólares foram desde então parar às mãos de multimilionários enquanto a pobreza cresce, o trabalho escravo aumenta, a Europa é governada por Merkeis, Coelhos e Durões, milhões de crianças morrem de fome todos os dias, as doenças alastram, o planeta sufoca, os políticos se perdem num labirinto de promessas e mentiras, de impotência, de submissão aos senhores do mundo. O horror está cada vez mais próximo. E ninguém, rico ou pobre, escapará incólume.

o maravilhoso mundo novo

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Por Tomás Vasques http://www.ionline.pt/ É cada vez mais evidente que vivemos num mundo totalmente - totalitariamente - comandado pelos poderosos, pelos donos do dinheiro. Um mundo em que, mesmo na Europa, um palco privilegiado de tantas lutas e revoluções pela Liberdade, conceitos como Democracia, Igualdade, Fraternidade ou Solidariedade estão a ser atirados para o sótão das velharias ou para museus de "arte antiga". O relatório da organização humanitária Oxfam, divulgado uns dias antes do conclave de Davos - esse santuário dos "ricaços da neve", para onde, anualmente, o "poder político" se encaminha, como cordeiro, a esmolar atenções e investimentos - dá-nos uma nítida fotografia da tragédia. Os números são tão devastadores como qualquer cenário das piores atrocidades de guerra: oitenta e cinco pessoas detém uma riqueza igual à da metade mais pobre da população mundial - 3,5 mil milhões de pessoas; 1% das pessoas com maior património detém o...

afrontas não há só cá

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Há a Comporta para que as Cristinas, Pilitas e Xaxões, Mello ou Espírito Santo ou Ricciardi ou qualquer outro apelido de encher ouvido, possam ir brincar aos pobrezinhos. E há, na estranja, nos confins da África do Sul, um hotel que imita um bairro da lata para que alguns abonados possam apreciar os doces prazeres da pobreza. Porque não, já agora, um hotel onde se faça regressar o apartheid ou se simulem espancamentos de escravos? É mau de mais. Mas é verdade e diz muito dos tempos que atravessamos: http://www.emoya.co.za/p23/accommodation/shanty-town-for-a-unique-accommodation-experience-in-bloemfontein.html

o apocalipse do trabalhador

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http://jornaldigital.com/ Pobre Amorim. Ele apenas quer ser um humilde trabalhador e obrigam-no a acumular dinheiro. Diz a revista Exame, dirigida por comunas pela certa, que em apenas 1 ano duplicou a sua fortuna, tornando-se outra vez o mais rico de Portugal. Triste traste, que vida apoucada tem. Informa também a mesma fonte que os 25 portugueses mais ricos detiveram este ano o equivalente a 10% do PIB enquanto que, no ano passado, essa percentagem era de 8,4%. Por aqui se vê como o governo está a trabalhar bem, dou uma cabeçada ao primeiro que o acusar de incompetente. Amorim, Soares dos Santos, Belmiro de Azevedo que o digam. Passos merece uma prece, velinhas, incenso e mirra, sobretudo muita mirra na bolsa dos trabalhadores. Menos de Amorim. A esse, o dinheiro medra. Na bolsa de valores. Está-me cá a parecer que o País anda a precisar de uma barrela. Eu entro com o sabão. Macaco.

valha-nos nossa senhora de fátima!

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Depois de Jonet, depois de Ulrich, depois da Espírito Santo, temos agora Fátima Lopes, a estilista. Diz ela, para justificar o uso de peles em confecções de luxo, que envergar raposa é o mesmo que comer um bife. Não vem à colação se nos devíamos tornar todos vegetarianos, muito menos o método de abate dos animais, em tantos casos repugnante e cruel. O que está em causa é a burrice da menina. A Fátima desconhece a diferença entre matar por necessidade e matar por vaidade, por ostentação. A Fátima nunca poderia ter sido um dos pastorinhos. A Fátima nunca poderia ter surgido do céu sem ser por acidente de pára-quedas ou de balão. O santuário da Fátima tem moedas em vez de hóstias, champanhe por água-benta, vestidos de noite por paramentos. Portugal anda bem servido de cabeças de vento, crápulas, ricaços vitimados, coitados, pelo egoísmo, a avidez do lucro, o desprezo pelo, no dizer cristão, seu semelhante. Jesus disse que deles nunca seria o reino dos céus. Esperemos que, ao ...

mundo feio

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Por Rosa Maria Martelo http://www.ionline.pt Não sei dizer “até que ponto” as redes sociais amplificam as “frases menos felizes” das figuras públicas, embora me pareça que fazem ecoar de maneira significativa a irritação e a revolta que essas frases provocam. E também não saberia quantificar a desqualificação a que terá chegado a imagem das “elites” financeiras e políticas, ou o grau de tensão entre as classes sociais. Não sei quantificar, mas sei que tudo isso existe – e acima de tudo sei que as desigualdades aumentam todos os dias em Portugal. E sei que nessas frases, apontadas como “menos felizes” (não serão simplesmente “infelizes”?), ou pelo menos em muitas delas, o que revolta é precisamente a indiferença perante a desigualdade crescente da nossa sociedade. Desse ponto de vista, Fernando Ulrich foi paradigmático quando inquiriu: “Se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos?” Apetecia logo perguntar: “Nós, quem?” É que, gramaticalmente, aquele “nós” incluía...

o ferrari de ronaldo e os vómitos que se me chegam

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Cristiano Aveiro prepara-se para outra grande compra: um LaFerrari. A carripana custa a módica quantia de 1,3 milhões de euros. Um insulto para quem trabalha. E não, não me venham dizer que é inveja, nem sequer tinha unhas para tocar tamanha guitarra (duvido que Ronaldo as tenha também). Indigna-me, isso sim, a falta de sobriedade, de decoro, de respeito pelos que sofrem, pelos que passam fome. Mas Ronaldo Aveiro não pensa nisso. Já não se lembra que foi pobre. Pobre menino rico.

tarde na comporta foi passada a fingir que chegava a conta da luz e não havia dinheiro para pagar

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Por Zé Pedro Silva http://imprensafalsa.com/ «C’orror, c’orror, chegou a conta da luz e não temos dinheiro para pagar. Ricardinho vá buscar as velas, querido, que não tarda anoitece e vamos andar tipo mosquitos a bater nos sobreiros», foi com esta bomba que Cristina Espírito Santo chegou hoje à mesa do almoço, na Comporta. «C’orror, quanto é, tia?», perguntou outra Espírita Santa. «Sei lá, 170 euros, nem vi bem», respondeu Cristina. «Mas isso é uma fortuna», confirmou então a outra Espírita. «São dois meses, mas mesmo assim não sei como é que vamos fazer...», continuou Cristina, enquanto se sentava à mesa. «Calma! Oiçam, se a conta chegou agora, podemos mandar a leitura do contador e eles têm de fazer outra factura, por isso temos mais uns dias para pagar», sugeriu desta feita outro Espírito, enquanto servia o espumante à Cristina. «Ai que génio, oiça, você é bestial, assim temos uns dias para conseguir amealhar», afirmou Cristina, enquanto se servia da salada de lagos...

assim a modos que um mega-piquenique mas mais chunga ainda

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Gosto. É a 10 de Agosto. Uma página do facebook, chamada INVASÃO DOS POBREZINHOS, apela a que toda a gente vá para a praia nesse dia. Não a uma praia qualquer mas à da coqueluche nacional, ali para as bandas da Comporta. Não para brincar aos pobrezinhos - para isso estão lá as boas famílias e nós somos, por exclusão de partes, de más famílias - mas para protestar contra os falsos pobrezinhos, os pobrezinhos de pechisbeque, os pobrezinhos de treta, de fancaria, porque pobrezinho não é quem quer, é quem assim nasce, malfadado e mal pago.  Protesto digno desse nome, se é que me permitem meter o bedelho, seria assar uma catrefada de carapaus e sardinhas em plena praia, mesmo ao lado dos tios e tias, dos espíritos santos e dos maus espíritos, para longe vá o agoiro. E levar uns garrafões de tintol, umas bejecas, umas bagaceiras e ginjinhas. E pataniscas. Ou couratos. Ou torresmos. E fazer muito chinfrim, galar as garinas de mindinho em riste, dançar o malhão e a dança do ventre...

expresso

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Por Pedro Vieira http://irmaolucia.blogs.sapo.pt/ quando era miúdo costumava ir apanhar a camioneta à rua casal ribeiro para ir à terra, leia-se braga, com o propósito de visitar e mimar a minha avó há muito desaparecida, e o uso recorrente da rodoviária nacional tinha a ver sobretudo com a inexistência de uma ligação ferroviária directa, as que existiam implicavam sempre uma mudança em campanhã e quase sempre uma segunda mudança em nine, algures ao largo de famalicão, uma canseira de malas e alterações de agulha, acontece que do nosso pequeno núcleo familiar só o meu pai não ficava mareado com as viagens rodoviárias cujo arranque a partir de uma garagem instalada numa cave inundada de cheiro a gasóleo nunca prenunciava nada de bom, benditos sacos de plástico, bendito comprimido para o enjoo que trouxe a revolução, um milagre em forma de paz e de sono na era pré-auto-estrada, pré-autopullman, um comprimido que respiguei do arquivo mental hoje mesmo, depois de me confrontar...

a insustentável vileza do ser

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Por ordem ascendente, algumas das casas mais caras do mundo. Surrey, Inglaterra. Vendida por 55 milhões de dólares. Ilhas Caimão. Vendida por 59.5 milhões de dólares. Lyons Demesne, Irlanda. Vendida por 65 milhões de dólares. Los Angeles, Estados Unidos. Vendida por 85 milhões de dólares. Nova Iorque, Estados Unidos. Vendida por 90 milhões de dólares. Maison de la Amitié, Estados Unidos. Vendida por 95 milhões de dólares. São Francisco, Estados Unidos. Vendida por 100 milhões de dólares. Fleur de Lys, Estados Unidos. Vendida por 125 milhões de dólares. Montana, Estados Unidos. Vendida por 155 milhões de dólares. Hearst Mansion, Estados Unidos. Vendida por 165 milhões de dólares. Fairfield Pond, Estados Unidos. Vendida por 198 milhões de dólares. Villa Leopolda, Riviera Francesa. Vendida por 736 milhões de dólares. SEM PREÇO .

é tão chique brincar aos pobrezinhos!

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Há uns anos, nem tantos quanto isso, o jet set - ou a fina flor do entulho, no dizer de alguns desbocados que o que devem ter é inveja e dor de corno - ia para o Algarve. As damas e cavalheiros, vestidos ou despidos de acordo com o local, a hora do dia e a sua condição social, exibiam-se pelas praias da moda, pelos restaurantes caros, pelas discotecas exclusivas, posavam para as revistas de mexericos em festas temáticas, em campeonatos de golfe, em cocktails e vernissages , ostentando um croquete numa mão e um uísque na outra, do marado mas em copo de cristal. A feira das vaidades montava-se essencialmente entre a Quinta do Lago e Vale de Lobo. No entanto, o Algarve já era. O Algarve, agora, é para os novos-ricos e os novos-pobres, os papalvos, a arraia-miúda lusitana e a turistagem chula de pé descalço, tudo maralha da pior, a escória de Portugal e da Europa e um ou outro Duarte Lima de apelido angolano, ou chinês, ou colombiano, ou russo com mansão na Quinta do Lago e fortu...

você, aqui, não manda nada!

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Aqui, mandam Cavaco, Passos Coelho, Paulo Portas. Mandam Alexandre Soares dos Santos, Américo Amorim, Belmiro de Azevedo. Manda a Ângela Merkel, a Christine Lagarde, o Mário Draghi. Mandam a JPMorgan, a Goldman Sachs, o Banco da China, o Citigroup, a Shell, a Mobil, a PetroChina, a GazProm, a Pfizer. Manda Carlos Slim e manda Ortega, Murdoch e Li Ka-Shing. Mandam o Mexia e o Nogueira Leite, o Dias Loureiro e o Duarte Lima. Mandam o Francisco van Zeller, o Vasco de Mello, o Ricardo Salgado, o Ulrich. Manda Ferraz da Costa, manda Isabel dos Santos, manda António Borges. E ainda manda Salazar, por obra e graça dos seus seguidores, pequenos e grandes, confessos ou não.  Quem manda aqui são patrões e ladrões, sendo que alguns acumulam. Quem aqui não manda, perdoe-me a brutalidade com que o faço encarar a realidade, é você. Se julga que, lá por ir votar de tantos em tantos anos, tem uma palavra a dizer e que vive em democracia, tire os cavalinhos da chuva. O seu voto, enquanto v...

portas de entrada

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Paulo Portas, que ficará para a história com o cognome de O Irrevogável , criou há uns tempos o Golden Visa , um visto que escancara as portas de Portugal - e, consequentemente, as portas do espaço Schengen -, a todo o tipo de investidores que, de outro modo, teriam mais dificuldade em fazer negócio dentro da Comunidade Europeia. Uma boa notícia para alguma gente de fortuna rápida de questionável origem. Em primeiro lugar no topo da atribuição de Golden Visas  temos até agora os chineses, esses pacíficos representantes do sistema que já alguém chamou, com muito pouca vergonha na cara, de capitalismo socialista (sendo portanto aceitável, para algumas mentes "progressistas", os espaços económicos especiais que mais não são do que campos de trabalho escravo, a multiplicação de uns quantos milionários ao lado de milhões de pessoas a viver na mais absoluta miséria, o pouco respeito pelo ambiente de que todos viremos a sofrer as consequências, a falta de liberdade e por aí a...

os nomes dos pobres

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Por Inês Pedrosa http://www.leituras.eu Há nomes que abrem portas, outros que as fecham. À face da lei somos todos iguais, mas à face da vida, neste pequeno e velhíssimo país, os poderosos estão sempre primeiro. Aliás, a própria lei mantém notas de desigualdade, como essa que declara a honra do Presidente da República superior à de qualquer um de nós. Os neoliberais lusitanos enchem a boca com o mérito mas continuam a vergar a espinha às cunhas e ao cruzamento dos interesses das ‘famílias’, um círculo que se ampliou nos últimos quarenta anos para incluir os novos poderes e algumas novas fortunas, mas que nunca chegou a democratizar-se. No auge da austeridade, as coisas não deixaram de ser assim, pelo contrário: as ‘famílias’ defendem-se e tratam dos seus interesses; se for preciso mesmo alguém que trabalhe, há-de encontrar-se um zé-ninguém com as tais qualidades laborais, ao qual se pagará metade, exigindo-se-lhe o dobro do que aos ‘da família’, e que ocupe o lugar de ...

um imóvel ao príncipe real

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É o palacete que faz esquina com a Calçada da Patriarcal. Diz-se que vai ser transformado, por um "empreendedor" austríaco, num bazar oriental destinado a clientela de luxo. Jóias, mobiliário, roupas de marca, restauração chique, tudo na mão de estrangeiros para gáudio de uma minoria. Antes assim, digo eu, do que ver os mais belos edifícios de Lisboa votados ao abandono ou condenados ao camartelo.

se os ricos não pagam, paguemos nós

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