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e eu sou o pai natal

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o preço

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Por Fernanda Mestrinho http://www.ionline.pt Dois irmãos encontraram-se ao fim de 16 anos, num sótão, para venderem o que restou da crise financeira de 1929. O pai ali morreu, abrigado, agarrado aos últimos dólares. Um filho ficou com ele, o outro partiu. A peça "O Preço", de Arthur Miller, no Teatro Aberto é uma reflexão profunda dos custos humanos da implosão dos mercados. O autor pede expressamente que na encenação o público não seja induzido a simpatizar com qualquer das personagens. "A situação do mundo actual", diz, "precisa dos dois irmãos e daquilo que eles representam no plano moral e psicológico. O conflito entre ambos revela o âmago do dilema social." Seremos nós a decidir? Repetimos esses tempos sombrios. A revolta do professor desempregado que faz assaltos, os reformados que ajudam filhos e netos, a pobreza envergonhada e de mão estendida à caridade, ou o salve-se quem puder. Em qualquer caso, o preço...

a culpa é nossa, a culpa é nossa, a culpa é nossa

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Título e imagem do:  http://aventar.eu

finito

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Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Num tom de jubilosa serenidade, o dr. Vítor Gaspar decidiu informar os portugueses que o esplêndido programa congeminado, com desvelo, com a troika ruiu com estrondo, arruinando, pelo caminho, milhares e milhares de portugueses. Ao fim de dois anos, o aluno disciplinado, determinado a ir além do que lhe era exigido, falhou todas as previsões e não conseguiu atingir um único dos seus objectivos. O défice não foi cumprido, o desemprego disparou, as receitas fiscais diminuíram, o consumo interno encolheu drasticamente e as previsões sobre recessão, essa cereja em cima do bolo, sobem sempre que o ministro das Finanças abre a boca sobre tão escaldante matéria. No Orçamento do Estado surgiu o auspicioso número de um por cento. Dois meses depois, o Orçamento foi à vida e o ministro, sem qualquer sobressalto, duplicou o valor da recessão. Agora, já vamos em 2,3 por cento e o dr. Vítor Gaspar, respaldado no seu imenso prestígio externo, ...

quem avalia os avaliadores?

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt Vítor Gaspar nem se esqueceu das piadas antikeynesianas, que são habituais nas aulas de um professor de orientação monetarista. O problema é que Gaspar não falou como professor, mas como ministro. Nessa condição deveria ter pedido desculpa aos portugueses pela falta de rigor e ausência de credibilidade dos seus cálculos. Em outubro, a previsão para a queda do PIB, contida no OE 2013, era de -1%. No início de março, no Parlamento, Gaspar esclareceu que se tinha enganado. Afinal a queda será de -2%. Um académico honesto teria dito que o seu engano era de 100% (a previsão passava de -1% para o dobro, -2%), mas, Gaspar resolveu fazer-se de ingénuo, dizendo que o engano era de 1%. Afinal, a recessão vai ser de -2,3%, se ficar por aqui... Gaspar está bem acompanhado, na incompetência, pelos técnicos da troika. Em agosto de 2011, a troika efetuou uma série de previsões para 2013 que se mostraram totalmente erradas: um crescimento de 1,2%...

à sombra de salazar

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Os dados foram divulgados hoje, mas a gente já os adivinhava há muito: Portugal está a sofrer a maior recessão de décadas. Vítor Gaspar, o homem que não consegue acertar um número, é tido como um crânio das finanças, um gajo que, quando deixar de nos apertar o pescoço e assaltar os bolsos, terá um cargo garantido em qualquer instituição da alta finança internacional. O homem que, em sentido figurado e, acho eu, apenas isso, baixa as calças para os senhores da troika, será votado, daqui a uns 80 ou 90 anos, como o grande português do século. Terá a mesma sorte de Salazar. Fala arrastada. Versados em finanças. Tendência para o autoritarismo. Salazar quis-nos pobres. Gaspar também. É muita coincidência junta. Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

gaspar mete água e o poço tem fundo

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O inenarrável Gaspar, todo-poderoso ministro do Estado e das Finanças, tem aura de génio. Com desprezo pela gentalha que por aqui vegeta, aceitou ainda assim o sacrifício de ser ministro para, tal como Salazar em tempos que já lá vão - vão mas voltam -, pôr as contas em ordem. Mas, genialmente, engana-se. Afinal de contas, contas feitas em excel, que ao menos nisso não é azelha, veio hoje declarar que terá que rever os números da recessão, adiantando que a riqueza a produzir pelo país em 2013 irá reduzir o dobro do que esperava. E ameaça desde já com mais um pacote de austeridade para acertar as contas, solução fácil e eficaz se o poço não tivesse fundo. Sabendo que o ano ainda agora começou, e que a procissão dos devotos neoliberais ainda está a sair do adro, seguramente com a benção embevecida de D. Policarpo, está-se mesmo a ver onde é que isto vai parar. Se quer o meu conselho, esconda a carteira, se ainda tiver dinheiro na carteira. Ou esconda-o no colchão, se ainda t...

são 20:00, vou ver o telejornal, assim como assim nasci para sofrer

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estamo-nos a ver gregos

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Por João Rodrigues Governo assume recessão “à volta” de 2,5% em 2012.  A volta é sempre para baixo: a recessão aprofunda-se devido à intensificação e generalização da austeridade com escala nacional e internacional. Até a direita mais pacóvia já descobriu que não estamos sós, que os nossos problemas não podem ser compreendidos sem ter em atenção o contexto internacional, em geral, e o europeu, em particular. Pergunta para Moedas: onde está a consolidação orçamental expansionista, a tal confiança empresarial gerada pelos cortes na dita gordura e pelas privatizações sem fim? Fonte:  http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/