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o grande azar de pedro passos coelho

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A sorte de uns é, está-se mesmo a ver, o azar de outros. Nos tempos de Costa, Portugal ganha o Europeu de Futebol e o Festival da Eurovisão. A economia melhora gradualmente. O desemprego desce. O optimismo sobe. Até o presidente sisudo, hirto, tacanho, deu lugar a um outro do mesmo partido, mas não do mesmo carácter. Passos, que tudo fez para salvar o País da hecatombe, teve azar, coitado. Mas não devemos esquecer o que Pedro diria, se lhe dessem agora a palavra: é ao anterior governo que se deve a vitória de Sobral. Porque Salvador só houve um depois do António de Santa Comba. O Pedro e mais nenhum.

defendamos a honra, porra!

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Passos está ofendidinho, coitadinho. Chamou-nos piegas, mandou-nos emigrar, tratou-nos com sobranceria do alto do seu cargo acobertado pela troika, roubou-nos, mas está magoado, o pobre coitado. A geringonça subsiste, persiste, insiste em fazer-nos a vida, ainda que ligeiramente, melhor. E, isso, Passos não perdoa nem que a consciência lhe doa (o que não é, manifestamente, o caso). Passos diz que Costa é torpe, ordinário, vil e o mais que o covil à Buenos Aires inventa com supremo deleite, num orgasmo de atoardas, essas sim, torpes e indignas. Mas as bostas só podem ir para lá. Nunca para cá. Ou Passos chora. E deplora a actuação de Costa, o degenerado que lhe roubou o pouso e a prepotência. Haja clemência para tanta demência. De um ser abaixo de qualquer classificação. Defenda a honra, pois. Será sempre um acto imaginário para quem tal coisa não tem.

ai fnac, pela vossa rica saúde!

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George Orwell e o Aníbal lado a lado? Heresia! Crime a urgir punição! A gente sabe. A gente sabe que há um factor. um fenómeno, um facto que os une: as escutas. Mas Orwell condenava-as, muito à frente do seu tempo, por isso é génio e não jumento. O Aníbal, pelo contrário, promove-as e culpa outros, muito atrás de qualquer tempo. Parece o Trump. Mas à portuguesa, mais caseiro e comezinho. Deus os fez, deus os juntou, Um já foi para o convento. O outro? Aguardamos o cárcere a qualquer momento.  I magem fanada ao Rui Bebiano, com uma grata vénia.

aquela santa

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Sem sombra de pecado. Sem contras, só prós. Deformando cidadãos, desinformando, manipulando. A imprensa. Aquela santa. Onde os jornalistas são jornaleiros, pagos à jorna. Onde as notícias são "tratadas", como se de doentes se tratassem. Os patrões são de Angola, da China, mais o Belmiro cá do Continente e o Francisco do Bilderberg universal. Quem se quer bem, sempre se encontra. Nas páginas dos jornais, no prime time televisivo. São sempre os mesmos. Jornaleiros. Pagos à jorna. Comentam Trump com bonomia, porque Hitler só houve um e o Donald não é nenhum. Acham Merkel uma pia criatura, canonizada já, já no altar entre Cristo e a Virgem Maria. O capitalismo selvagem é, para eles, o paraíso terreno. A Goldman Sachs, uma parideira de heróis. A União Europeia, uma beata caritativa. Os bancos, múltiplos vaticanozinhos para depósito da dízima. A imprensa. Aquela santa.   Imagem encontrada em http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/

marcelo, catano!

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É-me uma estafa. Uma canseira. Eu até nem desgosto do homem, antes ele do que o Silva de Boliqueime, que me queime se não é verdade, mas, caramba!, um PR (Presidente da República) não é um PR ( Public Relations ). Todo o evento, por mais lingrinhas que seja, faz-se grande com a sua comparência porque as televisões lá vão atrás, em demanda do sound byte ou do bite seja lá em quem for. Fico esfalfado de lhe seguir os passos, em boa hora não segue o Passos quando não a exaustão era maior. Ele são inaugurações, festarolas, feiras disto e daquilo, conferências, colóquios, solilóquios, elóquios e, pumba!, lá está caído, vivinho da costa, com ou sem Costa, sorridente, comunicativo, feliz da vida que agora é que é, agora é que atingiu o corolário da vidinha que não lhe foi madrasta, filho da Nação em berço doirado, menino d'oiro de seu padrinho, um gajo vivaço como o povo gosta. Eu nem desgosto do homem, juro pelas alminhas deste mundo e do outro!, antes ele do que o Cavaco do Poço ou...

vamos indo

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Pedro Coelho, a passos de tartaruga, vai soltando a verrina que lhe enche peito e neurónios enquanto perde fiéis e votos, pedindo ao seu Deus, a Merkel, a Schauble, como prenda de Natal e Ano Novo, o regresso dos reis-magos da Troika, a derrocada económica, a falência do Estado, o apocalipse da geringonça. Teresa Caeiro, oh suprema lata!, insurge-se contra o governo por nada fazer para evitar o encerramento da Cornucópia. Santana Lopes anda por aí em misericordiosa missão, vítima, coitado, de vistorias de mangas de alpaca e visitas de ramonas, sempiterno infante maltratado desde o berço, e até agora não está claro se concorre contra Cristas pela tomada de Lisboa ou se, qual Cristo, se sacrifica pelo bem comum da direita de extrema unção, presunção, água-benta e sebentas ambições. Os patrões, acagaçados com a réplica da arremetida comunista que Eanes e Soares rechaçaram nos idos de 1975, vitupera o PS por se deixar influenciar pela extrema esquerda e querer aumentar o salário míni...

obras de artur loureiro

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crónica de uma morte anunciada

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E se desse um tranglomanglo ao Dr. Passos Coelho que o levasse desta para melhor, verteria uma lágrima? Não. Mas não celebraria. Deixo as comemorações felizes para o passamento de um Pinochet e de outros assassinos de igual calibre. Não aceito, entristece-me, causa-me repulsa que alguns, mesmo aqueles que repudiaram quem, em Miami, se alegrou com o fim de Fidel, venham agora regozijar-se com a morte, que eles esperam iminente, de Mário Soares. Nunca votei nele, a não ser para a presidência da República, os tais sapos que tive o ensejo de engolir com vontade e diligência. Não gostei, é certo, de ver Mário Soares a ser vitoriado pela direita e extrema-direita na Alameda no Verão de 1975, em defesa dos "valores democráticos" que, adivinhámos então e temos agora a certeza, nos conduziram a esta democracia que, ainda jovem, já está anquilosada, maltratada por oportunistas, demagogos, corruptos e fascistas a sair da toca. Ainda estão por explicar as suas ligações e amizades espúri...

outra vez arroja

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Diz-se por aí, entre os trumpistas tugas, que devia ser Pedro Arroja a concorrer a primeiro-ministro. Tal como Trump, também ele cospe alarvidades. Tal como Trump, tem ideias ultraconservadoras sobre o pobre mundo e os seus seres. Só não é milionário. Mas isso arranja-se. Ao que consta, nem Trujillo, nem Fulgencio, nem Pinochet, nem Somoza, nem Papa Doc nem o próprio Eduardo dos Santos e a sua Isabelinha eram ricos antes de subir ao poder. Eis o cenário perfeito para esta Europa de fraca memória: Farage no Reino (Des)Unido, Le Pen em França, "Adolfina" Petry na Alemanha, Wilders na Holanda, Hofer na Áustria, Szydlo na Polónia, Erdogan na Turquia, Orbán na Hungria, o eterno Putin na Rússia, Berlusconi de volta a Itália ou o regresso de Mussolini pela mão da netinha Alessandra, Michaloliakos na Grécia, Soini na Finlândia, um mundo de possibilidades, um mundo de sonho, um sonho desfeito. Até lá, torçamos por Arroja. Com arrojo. Com fúria. Com força. Porque dos fracos não reza a...

foi um ar que lhes deu

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Este senhor tem uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma. Eu explico. Há muito que a terra dos pastorinhos que, segundo parece, viram uma virgem (coisa que, estou em crer, seria fácil de lobrigar naqueles tempos de castos costumes), há muito que é conhecida pelo seu comércio de hereges. Até no terreiro do santuário, vi com estes dois que o fogo há-de queimar, se pede aos fiéis que preitem os seus defuntos ou paguem as suas promessas sob a forma de esmolas e não da queimada de velas que, pelos vistos, não dão tanto lucro e muito menos mecha para o sebo. Soube hoje que os vendilhões do templo, espertalhões, com olho para o negócio, descobriram uma nova forma de extorquir dinheiro aos incautos créus. Agora, vende-se ar enlatado. De Fátima, dizem eles. Abençoado, asseveram. Sempre pensei que fosse Passos o primeiro a cobrar-nos o ar que respiramos. Enganei-me. Entrem na terra universal do reino do deus dinheiro e comprem ... nada. Em troca de 3 euros, uns míse...

de costas para deus

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D. Manuel, o Clemente, e outras figuras gradas da Igreja apostólica e romana, vieram a terreiro para vociferar contra Brandão, Costa e, valha-nos o Senhor, os malvados comunas e demais esquerdalhada que inspiraram a decisão de acabar com a gosma de certas escolas privadas com dinheiros públicos. Trata-se, damas e cavalheiros, da mais rematada demonstração de ingratidão. Sabe-se agora que três colégios católicos, todos de Fátima, foram poupados à sanha deste governo de hereges, apoiado por anti-Cristos. Trata-se de um milagre perpetrado, tal como os crimes, por um governo que não teve a coragem de levar a coerência até às últimas consequências, com receio, talvez, das línguas viperinas de cónegos, cardeais, generais ao serviço de Deus nesta guerra pela cristandade e os seus trinta dinheiros. Cauteloso, temente a Deus talvez, Costa não quis que as sedes do PS, no Norte e no Centro, em Braga ou Rio Maior, tivessem o mesmo destino dos centros de trabalho do PCP e do MDP...

chora, mariquinhas, chora

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Dos jornais: Manuais escolares grátis podem deixar 2000 sem emprego, avisa a Porto Editora. Depois dos colégios privados, faltavam cá estes! O empório Porto Editora construiu-se à conta dos manuais escolares e da bolsa de cada pai e cada mãe deste país. Foi, e ainda é, um negócio da China com contornos, se não obscuros, pelo menos altamente reprováveis. Manuais que mudam todos os anos, por vezes para alterar uma linha ou uma fotografia. Manuais especulativamente caros. Manuais que não podem ser partilhados entre irmãos porque, de um ano para o outro, ou o programa mudou, ou o manual mudou uma vírgula ou a escola mudou de ideias e prefere um manual diferente do canhenho do ano anterior para a mesmíssima matéria depois de receber um delegado de propaganda médica, pelo menos assim parece embora a saúde das nossas carteiras se ressinta após cada uma dessas visitas.  E agora, depois de viverem décadas à tripa-forra, têm o arrojo, o desplante, a desfaçatez, a suprema lata, a falt...

a assunção da canalhice

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Assunção assume: o governo é comandado pela maralha bloquista. Assunção presume: Costa é social-fascista. Assunção enraivece e não esmorece, faz voz grossa, engrossa o coro das carpideiras, ai ricos tenham maneiras qu'isto assim não vai lá, não dá mecha pró sebo, escola pró mancebo, pilim pró director, função pró professor, tudo culpa da geringonça, dos amigos da onça, do Costa que se quer em posta, do soviete supremo que dirige a Nação, do Cunhal e do Brandão, querem mais Venezuelas, agora é que vão ser elas, é a bancarrota, a banca marota, o colapso da economia, o investimento em banho-Maria, a fuga de capitais, capitães e generais, os empresários é que não são otários, vão prá rua se for preciso até que os comunas tenham siso, cada um com a sua moca, um ou outro de bomba, eles vão estar à coca, a agitação vai ser de arromba, alguém há-de levar na tromba, virão doutores, comendadores, suinicultores, agricultores, engraxados e engraxadores, mandados e mandadores, a Alameda vai en...

o arrojo de um troglodita

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São conhecidas as posições de Pedro Arroja. Não as sexuais, dessas deve só conhecer a de missionário que, desconfio, pratica com a parcimónia de um presbítero a quem a mãe não soube fabricar um pénis, mas as políticas e as sociais. Arroja é arrojado nas suas teorias e, a prová-lo, vem agora afirmar que mulheres nas direcções partidárias são um sinal de degenerescência. Culpa tem quem dá tempo de antena a esta excrescência.

resenha da festança do homem que se quis bragança

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Fotografia de Alfredo Cunha, https://www.facebook.com/alfredo.cunha.1291?fref=ts Ei-lo! Vinha a pé pela calçada, guiado pela sua boa estrela. Facto inédito e nunca visto desde os tempos em que o senhor presidente Teófilo, coitadinho que Deus já lá o tem, se deslocava de eléctrico do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Os jornalistas, embevecidos, à beira de um orgasmo, entre eles o Paulo, olá Paulo!, esqueceram-se dos seus deveres, de estabelecerem ligação com a redacção para dar conta da inovação. Ão. Ão. Miau Fru Fru. O Baldaia baldou-se aos seus deveres, e o caso não foi para menos, mas recompensou-nos mais tarde com prosa de um lirismo e fervor tão tocantes que ficará para a História como um exemplo perfeito de preito entre amigos de peito, o presidente eleito e o jornalista rarefeito. A festa durou até às tantas, primeiro no Parlamento engalanado a rosas, que os cravos costumam cair, cheinho de discursos, abarrotadinho de aplausos, prenhe de beija-mão. Olha...

a austeridade acabou!

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Assim mesmo: a austeridade deu de frosques,  deu à sola, finou-se. Isto a crer nos apóstolos dessa mesma austeridade, os deputados do PSD e do CDS, a maralha da direitalha que agora vem pedir tudo e mais alguma coisa: mais uma ponte, uma estrada, um hospital, mais serviços de saúde, mais ajudas à agricultura, mais apoio às empresas, e escolas, e universidades, e cheta para isto, e fundos para aquilo, e subsídios para aqueloutro, e o diabo a quatro. Os mesmos que acusam o Orçamento do Estado de ser expansionista e o governo de gastador e perdulário - e ai credo que lá vem a bancarrota! -, são os que vêm também dizer que o governo é fuinha, uns unhas-de-fome os senhores ministros, que o dinheiro é pouco, que é preciso gastar, gastar muito, gastar tudo. E também são os mesmos, os apóstolos da austeridade e arautos da desgraça, que vêm agora perguntar aos novos membros do governo porque ainda não se fez, em 3 meses, o que Passos, e a sua trupe de valdevinos com futuro garantido no...

tal como salazar, ainda julga governar

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"Passos Coelho escolheu o tema governador do Banco de Portugal para mais um dos seus brilhantes momentos de primeiro-ministro no exílio. Depois do golpe de Estado que obrigou Passos Coelho a exilar-se em Massamá, instalando aí a sua residência oficial de onde prepara guerrilheiros como a Maria Luís ou o Montenegro para reconquistar o poder, que Bruxelas é um importante palco para o nosso artista. Agora, sempre que se realiza uma cimeira europeia lá vai o nosso exilado mais o Zeca Mendonça dar ares de primeiro-ministro sem pasta, o espectáculo é tão divertido que o homem até devia convidar o D. Duarte e o rei do Carnaval da Mealhada para o acompanhar, assim teríamos uma importante delegação constituída por um primeiro-ministro sem governo, um rei tem trono e outro sem Carnaval." Excerto do artigo O Naufrágio do Costa Discórdia, publicado em http://jumento.blogspot.pt/

alternativa aos calmantes

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com as mãos sujas de sangue

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Não é um caso. Nem dois. Nem mil. As empresas despedem como se fosse coisa corriqueira, legalmente permitida, socialmente admirada, um acto de limpeza nas suas fileiras. Chegamos aos quarentas? Aos cinquentas? Somos lixo. Lixo caro, regiamente pago desde o tempo das vacas gordas, um terço, um quarto do que ganham outros europeus mas, ainda assim, um luxo para tanto lixo que somos nós. Agora há alternativas no novo mercado de escravos, estágios grátis e quem é que não gosta da palavra grátis, de pechinchas, de um "good deal"? Entra um rapaz ou rapariga, ansiosos por ganhar currículo por uns generosos quinhentos ou seiscentos euros, tantas vezes nada até, e sai um velhadas com vícios, manhoso e ranhoso porque já aprendeu que, salvo raras e honrosas excepções, patrão à portuguesa é sinónimo de proxeneta, de filho da puta, de artolas endinheirado, de tosco merceeiro sem desprimor para o verdadeiro. O problema português não são os trabalhadores, são os gestores. Que se estão ...

os deleites de anália

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A Dona Anália é, dizem-me, boa pessoa. Vai à missa, confessa-se, persigna-se por tudo e por nada, por dá cá aquela palha, leva uma vida regrada, foi mulher de um só homem, nunca o encornou nem em pensamento. E a Dona Anália é profundamente do contra, o que só lhe fica bem segundo o marido que Deus tem. Casamento gay? É contra. Interrupção Voluntária da Gravidez? É contra. Eutanásia? É contra. Aumento do salário mínimo? É contra, ela que não tem onde cair morta e cuja pensão tem vindo a diminuir a olhos vistos, os remédios que devia tomar quedam-se pela farmácia, os vegetais que devia comer ficam no supermercado, bebe um chá que a fome passa, a dor vai-se. É que a Dona Anália não pensa só nela, não é egoísta e muito menos invejosa, sabe que um país sem ricos dos mais ricos que pode haver, apaparicados pelo Estado de forma a criarem empregos e pagarem salários, por mínimos que sejam, é um país condenado à fome e a malfeitorias comunistas, um dos horrores deste mundo de Cristo. A Dona ...