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matemática explicada aos calhordas

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Ontem, lá veio Pires de Lima repetir o que o governo, e os seus órgãos de comunicação social, vêm apregoando aos papalvos: que a economia portuguesa foi a que mais cresceu em toda a Europa comunitária. Já o tenho dito por aqui, e volto a dizê-lo para que não restem dúvidas nas mentes mais propensas à generosidade: não entendo nada de economia, de finanças, de contas públicas, de PIB, de défice, de números. Mesmo assim, atrevo-me a fazer umas contas de faz de conta: imagine-se que um cidadão, chamemos-lhe Zé Portugal, tem 3.500 euros no banco e que, num ano, conseguiu aumentar esse valor para, digamos, 7.000 euros. Se as contas não me falham, e perdoem-me se tal acontecer, o Zé viu aumentar as suas economias em 100%. Duplicou os proventos, grande vitória!, embora continue a ter, coitado, que apertar o cinto até cair de fartura de fome.  Por outro lado, temos o caso do Franz Alemão. Este possui no banco a soma de 1.000.000 de euros, a que somou mais 100.000 euros ganhos no...

este país dava um filme

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Portas quer Woody Allen a filmar em Portugal. Até foi ter com ele não sei a que cidade, a nossas expensas, para convidar Allen a fazer um filme no nosso país. Como se vê, Portas leva a sério a sua nobilíssima missão de reerguer a economia portuguesa. O que é certo é que material para Woody se inspirar não falta. Desde o galã Coelho ao sinistro Gaspar, do bufarinheiro Relvas ao irrevogável Portas, da diáfana Albuquerque ao reverendo Machete, do seráfico Moedas ao Maduro tagarela, sem esquecer o esfíngico Silva, quanta matéria para risota, quantas sequelas, quanto pilim a entrar em caixa. Seria assim uma espécie de família Addams mas para adultos, com muito sangue e muitas lágrimas, muito roubo e muita chacina, numa comédia aparentemente romântica. Com jeitinho, Lisboa ainda é capaz de vir a destronar Hollywood como capital do cinema. Os camones que se cuidem. Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt

o fundo do poço

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt Mês sim, mês não, lá vem à tona mais um grande icebergue de porcaria, com o nome de Paulo Portas a reboque. A meses de tudo ficar irrevogável, o bom do Álvaro denunciou mais um acervo de contrapartidas-fantasma, mais uma medalha no peito do maquinador que abomina os "actos de dissimulação". Este, no rescaldo do chilique com que paralisou o país, viu-se promovido, passando agora a vigiar... a aplicação dos "seus" contratos militares. O amigo de sempre, Pires de Lima, tomou conta das torneiras que em breve pingarão dinheiro; a banca e os do costume bateram logo palmas à estatura do novo ministro, mesmo antes da sua primeira carimbadela. Nada que se compare com um estrangeirado com a mania que é outsider e original, claro. Entrar para a pandilha que nos governa implica a conversão imediata aos piores dos hábitos: temos uma recém-ministra que dá entorses à verdade, jogando com palavras para camuflar a manobra em fal...