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pinochet e os milhares de mortos que nunca existiram

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João Paulo II visitou o Chile, abençoando assim o brutal regime de Pinochet. Antes disso, em meados de 70, já o Vaticano tinha menosprezado os relatórios sobre a violência da ditadura chilena e os milhares de mortos que estava a gerar, classificando-os de propaganda comunista.

pinochetadas na populaça

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De vez em quando, lembro-me dele. E não são saudades, que não são. Deve ser por associação de ideias. Sei lá eu.

no ano da ressurreição de augusto pinochet

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Pinochet pode estar morto, mas o seu legado permanece vivo. Vivo e bem vivo. E a augusta criatura deve estar lá na tumba às voltas, não por revoltas póstumas mas de contentamento, a sua obra tem seguidores, dos fiéis, dos ferrenhos. Se não, vejamos: após o derrube de Allende, Pinochet convocou Milton Friedman y sus muchachos, os boys de Chicago, para Santiago, onde puseram em prática medidas de austeridade, aumentos de impostos, desemprego massivo, a derrocada da economia e, helas!, cortes em sectores vitais do Estado - "menos Estado, melhor Estado", lembram-se? - excepção feita, que soem os clarins!, que rufem os tambores!, nas despesas do exército e das polícias, que bem precisos são para desancar nos desavindos. Ontem, Miguel Macedo anunciou o aumento do orçamento da Administração Interna, atirando migalhas aos polícias para que se calem ou, melhor, para que se contentem com despojos e se aticem contra todo e qualquer malandrim que, por aí, ande a manifestar a sua raiv...

de pinochet a passos ou os crimes do neoliberalismo

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Chile, Setembro de 1973 Um bando de fanáticos apoderou-se do poder. Loucos  à solta. Gente perigosa que tem um único objectivo em mente, destruir o país em proveito da alta finança. Baixam-se os salários, aumentam-se os impostos, provoca-se desemprego, privatiza-se tudo (agora, diz-se, até os centros de saúde se querem passar para privados). O plano está bem urdido mas, tão sagazes que são, esqueceram-se que crimes desta gravidade só são possíveis em regimes sanguinários, como no Chile de Pinochet. Por cá, só têm duas alternativas: ou restauram a ditadura ou terão que se defrontar com a ira do povo, todo um povo, de esquerda, do centro, da direita. Poucos já são os que estão com eles. E esses poucos viverão com a vergonha dos os ter defendido até ao fim. Até ao estrebuchar. Nosso ou deles. Não há terceira opção.

faz hoje 39 anos

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Foi a 11 de Setembro de 1973 que este homem derrubou, pelo poder das armas, o presidente do Chile, Salvador Allende, eleito democraticamente. Este golpe assinalou a condenação à morte de milhares de pessoas e marca o início da aventura neoliberal no país: privatizações selvagens, destruição da Saúde e da Educação, empobrecimento brutal das populações, tudo possível graças à feroz ditadura de Pinochet. Em Portugal, não foram precisas armas para Passos Coelho ascender ao poder. E não foi preciso instalar uma ditadura para que um plano neoliberal tão semelhante ao do Chile, e de resultados igualmente desastrosos, esteja a ser implementado. Custe o que custar. Vidas. Carreiras. Esperanças e sonhos. Nada disso importou a Pinochet. Nada disso importa a Passos Coelho. Dê-se-lhe uma arma, uma farda de gala, condecorações, honrarias. E um povo amorfo, ensimesmado, para com ele fazer experiências que vão acabar em tragédia.

maldita democracia!

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O roubo dos povos pela seita neoliberal (e pela "mão amiga" do FMI) não é de agora. Pinochet, por exemplo, tentou-o no Chile pela força da repressão, da tortura, das execuções. Mas Passos Coelho, para quem a democracia é seguramente um estorvo, um obstáculo aos seus anseios de "progresso" e de riqueza, não precisa de chegar a tanto. Os portugueses submetem-se-lhe com uma mansidão (uma paciência, nas palavras de Passos) que irá ficar, para o futuro, como uma mancha na nossa História. Que nos envergonhará a todos durante os anos que estão para vir. Dir-me-ão que um povo não se critica e muito menos se insulta. Eu respondo: a pusilanimidade de um povo paga-se cara. O caminho fica aberto para mais roubos, mais abusos, mais crimes. Resta-nos que outros povos, espanhóis, gregos, italianos e até franceses, derrubem os neofascistas que se apoderaram da Europa. Antes que seja tarde.

a política do medo

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Enquanto somos tratados como autênticos meliantes, calaceiros e esbanjadores que levaram o país à bancarrota, e enquanto somos espoliados do pouco que conquistámos com o nosso trabalho e a luta de décadas, os telejornais bombardeiam-nos, do primeiro ao último minuto, com as más notícias das agências de rating , das empresas que encerram e atiram trabalhadores para o desemprego, dos velhos encontrados mortos nas suas casas, dos assaltos violentos, e com tudo isto geram um clima de medo que tanto jeito dá ao governo que em má hora os portugueses pariram numas eleições de funestos resultados. Um povo amedrontado é um povo melhor manipulado, aquietado, manso como cordeiros a caminho do matadouro. Pinochet seguiu a mesma receita. Do fascismo mascarado em neoliberalismo. Criminoso e apátrida. 

um novo tarrafal vinha a calhar

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Pinochet, a conselho do FMI e dos neoliberal-fascistas liderados por Milton Friedman, que foi na altura conselheiro pessoal do ditador para a área económica, fez exactamente o que Passos Coelho está a fazer: liberalizar a economia, apertar até ao sufoco o cidadão pagante, privatizar as grandes companhias e muitas outras atrocidades económicas, a par das sevícias e assassinatos de milhares e milhares de chilenos. Curioso é o facto de, mais uma vez tal como Passos, Pinochet ter cortado radicalmente no orçamento de todos os ministérios, menos no da Defesa (era ao exército que cabia garantir a "calma", torturando e matando os seus cidadãos). Cá, quem assegura que reina a ordem, a tranquilidade e, se possível, a apatia por todo o País, são as polícias.  Salvo as devidas distâncias (não estou à espera, nem de perto nem de longe, que a polícia se vá pôr para aí a malhar e matar), dá que pensar que também por cá o único ministério que não sofreu qualquer redução no seu orçamento, ...

a doutrina do choque

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Foi o golpe de estado de Augusto Pinochet, e a sangrenta repressão que se lhe seguiu, que permitiu a Milton Friedman e aos seus seguidores, os C hicago  B oys , usar o Chile como laboratório das suas doutrinas de capitalismo do desastre. Aterrorizado, o povo estaria incapaz de reagir à política neoliberal de depauperação de milhões em favorecimento de uns poucos. Esta política foi tentada noutros lugares do mundo, sempre em consequência de um desastre, quer político, económico ou até natural. Não nos iludamos. O que se está a passar em Portugal não é fruto da governação de José Sócrates (embora não a defenda, nem de perto nem de longe). Quem o afirma, quer fazer de nós parvos. Sócrates não governou a Irlanda, a Grécia, Espanha, Itália e, por este andar, França, Holanda ou a Bélgica (sim, a crise vai lá chegar se os pusilânimes dirigentes europeus, com Durão à cabeça, assim o permitirem). O que se está a passar em Portugal faz parte de um monstruoso plano neoliberal, de proporções ...

a morte saiu à rua em dias assim

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11 de Setembro de 1973, 11 de Setembro de 2001.

foram não sei quantos mil que tombaram pelo chile

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Foram não sei quantos mil operários trabalhadores mulheres ardinas pedreiros  jovens poetas cantores camponeses e mineiros  foram não sei quantos mil  que tombaram pelo Chile  morrendo de corpo inteiro. José Carlos Ary dos Santos

foi este sonho que pinochet assassinou junto com milhares de chilenos

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o 11 de setembro de que ninguém fala

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Por Bruno Carvalho Num 11 de Setembro, há 38 anos, os Estados Unidos patrocinaram um episódio trágico que lançou o terror sobre o Chile. Em 1973, o golpe de Estado fascista liderado por Augusto Pinochet esmagou o governo progressista de Salvador Allende. Desse 11 de Setembro cuja memória tantos tentam apagar ficam as imagens de Allende com a kalashnikov oferecida por Fidel Castro e as últimas palavras transmitidas pela Rádio Magallanes: “Continuem a saber que mais cedo que tarde abrir-se-ão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor. Viva o Chile, viva o povo, vivam os trabalhadores”. Enquanto os donos da História forem outros, o que aconteceu à pátria de Violeta Parra continuará sepultado num cemitério de silêncio. Em contraste com a cobertura do aniversário dos ataques, em 2001, aos Estados Unidos, o Chile terá, no máximo, direito a uma nota-de-rodapé nos telejornais nacionais. Mas, cumprindo-se as palavras de Salvador Allende, chegará o...