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o benfica revelou-nos grandes profissionais

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José Sena Goulão/Lusa/JN Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt/ O dia da conquista do bicampeonato pelo glorioso Benfica mostrou a todo o Portugal a elevada qualidade de alguns dos profissionais deste país - e não, não estou a falar dos jogadores e dos técnicos da equipa... Tivemos, em primeiro lugar, a elevada qualidade dos profissionais da pancadaria, liderados pelas claques do amor à traficância de bilhetes, de viagens, de álcool, de petardos e de drogas. São acompanhados por trogloditas ocasionais, especializados na destruição de casas de banho públicas, artistas no jogo do lançamento da garrafa e da pedra com que lapidam a frustração de uma pobre existência. Domingo, em três tempos, estes talentosos meliantes arranjaram maneira de demonstrarem a sua arte em Guimarães, Alvalade e, sobretudo, no Marquês de Pombal. Em segundo lugar tivemos profissionais de coboiadas ao fim de semana: pelotões com capacete, bastão e escudo, rotinados em varrer à pancada corredore...

um embaraço chamado papa francisco

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Lusa/ http://www.jornalacores9.net/ Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt Andava desconfiado de que alguns dirigentes da Igreja Portuguesa e uma parte da elite católica estavam embaraçados com o que o Papa Francisco dizia. O mote dessas reações, sempre que do Vaticano saía uma frase para a primeira página dos jornais, foi repetidamente este: "Mas a Igreja sempre disse isto. Não há aqui novidade. O Santo Padre limita-se a sublinhar algo que já há muito faz parte da nossa doutrina." O entusiasmo mediático com Francisco é assim recebido, por estas pessoas, com uma cerebral e analítica contextualização, contrastante com a verve emocional com que os mesmos protagonistas popularizaram e glorificaram as intervenções de João Paulo II. Essa minha desconfiança reforçou-se com a notícia elaborada pela Agência Ecclesia sobre o "Evangelii Gaudium", conhecido na semana passada, escrito pelo Papa. O texto do órgão de informação da Igreja Católica enfatiza que...

paulo portas devia reformar-se

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt Talvez fosse boa altura para Paulo Portas pensar na reforma. Ele trabalha desde os anos 70 e, suponho, a sua precoce visão de estadista (aquela onde levanta ligeiramente o olhar por cima das cabeças da multidão, observando, fascinado, o horizonte...) certamente o impediu de fazer batota nos descontos para a Segurança Social. Sim, Portas só tem 51 anos mas vai pelo menos com 36 de carreira contributiva (dizem que começou a trabalhar aos 15) e um brilhante currículo a identificá-lo como jurista, jornalista, professor universitário, líder de uma empresa de sondagens e político. O grande profissional que conhecemos somou qualquer coisa como uma quinzena de anos de deputado, foi eleito para o Parlamento Europeu e nomeado três vezes ministro. Recebeu, durante quatro anos, senhas de presença nas reuniões do Conselho de Estado. Ainda deu palpites no Conselho Superior de Segurança Interna e no Conselho Superior de Segurança Nacional. Não é para ...

como o governo salvou cláudia e natália

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt/ Cláudia e Natália, 45 e 41 anos, estavam à frente da firma de construção civil herdada do pai quando a crise estalou. Contam que, de repente, deixaram de ter clientes, perderam o crédito bancário e despediram 250 trabalhadores. Ficaram com 150. Isto foi em 2008. Agora gabam-se de ter conseguido expandir o negócio e de a firma viver em prosperidade. Não leram como foi? Eu conto. O Governo, dizia a notícia, abriu uma linha de crédito de 1,1 mil milhões de euros para apoiar as pequenas e médias empresas. Esse apoio foi utilizado pelas irmãs como garantia para obter empréstimos bancários. Compraram uma fábrica de cimento. Passaram a ser a única empresa familiar e as duas únicas mulheres do país donas de uma cimenteira mas, mais do que uma originalidade, procuravam o êxito. Conseguiram. Relatam, contentes: "Hoje, já temos 250 funcionários e calculamos que, indiretamente, criamos quatro vezes mais. Todo o ambiente económico é diferente...

o governo grita "este país não é para velhos!"

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt Trataram de aumentar os impostos de quem trabalha, investe e consome. Levaram patrões à falência ou a despedir milhares de trabalhadores. Cancelaram dezenas de milhares de contratos com funcionários sem vínculo ao Estado. Mudaram as regras do subsídio de desemprego e diminuíram os apoios sociais. Convidaram os jovens, que educámos superiormente com os nossos impostos, a emigrar. O PIB, a riqueza produzida no País, caiu. A sociedade entra em incumprimento crónico: o número dos que não podem pagar os seus empréstimos à banca dispara. Os impostos recolhidos diminuíram, apesar de toda aquela arquitetura, medida pelos génios da finança a quem entregámos os planos da nação, desenhar o efeito contrário. As pazadas de subsídios de desemprego (mesmo diminuídos) agravaram o problema: o Estado não consegue pagar a dívida, nem os respetivos juros. O défice não desce para os níveis pretendidos. Lançaram, entretanto, uma nova palavra de...

a direita discute o quê?

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt A acusação, agora, é esta: a esquerda é desumana porque critica as ideias das pessoas de direita que morreram. Por outro lado, não está disponível para debater política, pelo que não contribui para o progresso do País. Houve uma exceção entre os que se dedicaram à questão da suposta honra ofendida de António Borges: Vasco Pulido Valente repetiu pela enésima vez que todos, à esquerda e à direita, são ignorantes. Sendo essa uma constatável verdade, não nos desempata, porém, o antagonismo. Vamos à primeira questão: querem que cite os textos de pessoas de direita que, reconhecendo as capacidades intelectuais de Álvaro Cunhal, o estraçalharam até ao limite de lhe atribuírem uma objetiva cumplicidade com os crimes hediondos do estalinismo? E isto na semana em que ele morreu? Querem que recorde como Vasco Gonçalves foi, simplesmente, enxovalhado mais aos seus curtos 15 meses de governo, na data da sua morte, 30 anos depois (sim, 30 anos de...

estão mesmo a tentar salvar a nação?

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt O que é um acordo de salvação nacional? O que significa salvar o País? O que se quer salvar? Quem se quer salvar? Os políticos do PSD, PS e CDS que negoceiam umas frases para um papel onde ficará timbrado o percurso para essa dita salvação nacional são os dirigentes dos partidos responsáveis pelo percurso político de Portugal nos últimos 30 anos. São estes os partidos que levaram o Estado, oito vezes secular, à ruína, à perda de independência económica e ao abandono de uma parte da sua soberania política. Os líderes do PSD, PS e CDS, que discutem agora como erguer os três pilares que suportarão o edifício da suposta salvação nacional, são dirigentes dos mesmos partidos que a golpes de incompetência, ganância, corrupção e inconsciência arruinaram a administração central, empurraram milhares e milhares de pessoas para o abismo da miséria e criaram no seu estômago a fome voraz, monstruosa, que só foi saciada com o alimento do crime económi...

portanto, espero não estar a ser mais um totó

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt A lista já pesa: assim, de repente e de memória, sou capaz de citar uma série de casos onde as autoridades e o poder executivo, judicial e legislativo tentam apertar os limites de utilização da liberdade de expressão. O leitor ou leitora não está preocupado com isso? Eu também não mas, já agora, repare nas notícias. Temos Miguel Sousa Tavares,a palavra palhaço usada como possível insulto a Cavaco Silva e um processo levantado pelo Ministério Público, depois de um pedido de intervenção feito pelo Presidente da República. Temos um cidadão em Elvas, totalmente desenquadrado de manifestações autorizadas, que no Dia de Portugal decide verberar o Presidente da República. Acabou detido e, em 24 horas, levado e condenado em tribunal - sentença que, por não poder ser julgada em processo sumário, o Ministério Público pretende agora anular. Temos em Leiria um manifestante acusado de injúrias e ofensas à integridade física de um polícia. Onte...

e se um dia a gazprom comprasse portugal?

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt Então chegámos ao ponto em que uma empresa se propõe comprar um país da União Europeia. Não se trata de comprar uma ilha das Caraíbas pintalgada por palhotas folclóricas. Trata-se da aquisição, a preço de saldo, de um pequeno Estado, é certo, mas que é membro da, ó mito, poderosa Zona Euro... É revolucionário! A russa Gazprom (onde, discretos, florescem seis por cento de capitais alemães) aceita ficar com a dívida de Chipre se, em troca, lhe concederem o direito de explorar livremente o gás natural da região. O negócio pode fazer-se por dez mil milhões de euros, o que, admite-se, para as contas da 15.ª maior companhia do mundo será pouco mais do que uma bagatela. A intenção surge na sequência da decisão dos ministros das Finanças do euro de cobrar uma taxa sobre o dinheiro que está depositado nos bancos de Chipre. Segundo li em vários jornais económicos, nada suspeitos de simpatias coletivistas ou de tendências esquerdistas, "este ...

o pior da manifestação é o dia seguinte

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt O problema das enormes manifestações, como a de sábado passado, é o dia seguinte, quando se exige um pouco mais de nós do que uma pueril discussão sobre o alegado milhão ou os supostos 500 mil que realmente protestaram nas ruas. No dia seguinte, dizem os defensores do Governo, ninguém apresenta alternativas às políticas de Pedro Passos Coelho. Isso não é, simplesmente, verdade. PS, PCP e Bloco, inúmeros economistas (independentes, de esquerda, do "centrão", gente biograficamente ligada ao PSD e ao PP), jornalistas, vários académicos, todos os parceiros sociais e até intelectuais estrangeiros têm listado, com maior ou menor arrojo, com maior ou menor dissonância em relação ao programa vigente, inúmeras ideias diferentes, de pormenor ou de fundo, para tentar melhorar a situação. Só por desonestidade intelectual se pode dizer que todas elas são irrealismo radical impraticável, demagogia populista ou ilusão revolucionária anacrónica. ...

empobrecemos e embrutecemos

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt Esta semana, em Portugal, uma tempestade deixou sem eletricidade um milhão de casas. Dez dias depois, ainda havia aldeias à espera que a luz voltasse a brilhar nas lâmpadas. Porquê? Esta semana, em Portugal, um choque entre dois comboios na Linha do Norte, a mais frequentada e a mais vigiada do País, contabilizou duas dezenas de feridos. O milagre das vidas incrivelmente poupadas, por entre os escombros das composições saídas dos carris, esconde a inquietação de um travão de emergência que não funcionou. Porquê? Esta semana, em Portugal, uma associação de juízes e o Conselho Superior de Magistratura, a nata das natas na Justiça, vieram, sem pudor, em defesa pública da sentença de um colega que mandou retirar filhos a uma mãe. Sob a decisão pende ainda um recurso, em apreciação no Tribunal Constitucional. Houve, portanto, mais um ato de pressão sobre os senhores que trabalham no Palácio Raton. Porquê? Esta semana, uma viatura da PSP ...

e o camarada passos nacionalizou o BANIF

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Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt O Estado vai reforçar o capital do Banif metendo lá 1.100 milhões de euros. Ficarão os contribuintes, através de um empréstimo da troika, detentores de 99,2% do banco. Se toda a gente envolvida nesta negociação se portar bem - coisa que a disputa da herança do antigo líder do banco, Horácio Roque, torna incerta - a percentagem de posse do Estado naquele banco diminuirá para 60.6%, situação que, no entanto, perdurará até 2017. Na melhor das hipóteses. Apesar de responderem pela maior parte do dinheiro que capitalizará esse banco, os contribuintes não terão direito a controlar a administração do Banif, que continuará dominada pelos representantes de alegados "investidores privados" que se comprometem a lá pôr, na empresa que deixaram cair, apenas 250 milhões de euros. Note-se que este banco, de 2000 a 2010, deu aos seus acionistas 216 milhões de euros em dividendos, 41% do total de lucros registados nesse período, dinheirinho ...