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o grande azar de pedro passos coelho

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A sorte de uns é, está-se mesmo a ver, o azar de outros. Nos tempos de Costa, Portugal ganha o Europeu de Futebol e o Festival da Eurovisão. A economia melhora gradualmente. O desemprego desce. O optimismo sobe. Até o presidente sisudo, hirto, tacanho, deu lugar a um outro do mesmo partido, mas não do mesmo carácter. Passos, que tudo fez para salvar o País da hecatombe, teve azar, coitado. Mas não devemos esquecer o que Pedro diria, se lhe dessem agora a palavra: é ao anterior governo que se deve a vitória de Sobral. Porque Salvador só houve um depois do António de Santa Comba. O Pedro e mais nenhum.

defendamos a honra, porra!

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Passos está ofendidinho, coitadinho. Chamou-nos piegas, mandou-nos emigrar, tratou-nos com sobranceria do alto do seu cargo acobertado pela troika, roubou-nos, mas está magoado, o pobre coitado. A geringonça subsiste, persiste, insiste em fazer-nos a vida, ainda que ligeiramente, melhor. E, isso, Passos não perdoa nem que a consciência lhe doa (o que não é, manifestamente, o caso). Passos diz que Costa é torpe, ordinário, vil e o mais que o covil à Buenos Aires inventa com supremo deleite, num orgasmo de atoardas, essas sim, torpes e indignas. Mas as bostas só podem ir para lá. Nunca para cá. Ou Passos chora. E deplora a actuação de Costa, o degenerado que lhe roubou o pouso e a prepotência. Haja clemência para tanta demência. De um ser abaixo de qualquer classificação. Defenda a honra, pois. Será sempre um acto imaginário para quem tal coisa não tem.

tal como salazar, ainda julga governar

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"Passos Coelho escolheu o tema governador do Banco de Portugal para mais um dos seus brilhantes momentos de primeiro-ministro no exílio. Depois do golpe de Estado que obrigou Passos Coelho a exilar-se em Massamá, instalando aí a sua residência oficial de onde prepara guerrilheiros como a Maria Luís ou o Montenegro para reconquistar o poder, que Bruxelas é um importante palco para o nosso artista. Agora, sempre que se realiza uma cimeira europeia lá vai o nosso exilado mais o Zeca Mendonça dar ares de primeiro-ministro sem pasta, o espectáculo é tão divertido que o homem até devia convidar o D. Duarte e o rei do Carnaval da Mealhada para o acompanhar, assim teríamos uma importante delegação constituída por um primeiro-ministro sem governo, um rei tem trono e outro sem Carnaval." Excerto do artigo O Naufrágio do Costa Discórdia, publicado em http://jumento.blogspot.pt/

os deleites de anália

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A Dona Anália é, dizem-me, boa pessoa. Vai à missa, confessa-se, persigna-se por tudo e por nada, por dá cá aquela palha, leva uma vida regrada, foi mulher de um só homem, nunca o encornou nem em pensamento. E a Dona Anália é profundamente do contra, o que só lhe fica bem segundo o marido que Deus tem. Casamento gay? É contra. Interrupção Voluntária da Gravidez? É contra. Eutanásia? É contra. Aumento do salário mínimo? É contra, ela que não tem onde cair morta e cuja pensão tem vindo a diminuir a olhos vistos, os remédios que devia tomar quedam-se pela farmácia, os vegetais que devia comer ficam no supermercado, bebe um chá que a fome passa, a dor vai-se. É que a Dona Anália não pensa só nela, não é egoísta e muito menos invejosa, sabe que um país sem ricos dos mais ricos que pode haver, apaparicados pelo Estado de forma a criarem empregos e pagarem salários, por mínimos que sejam, é um país condenado à fome e a malfeitorias comunistas, um dos horrores deste mundo de Cristo. A Dona ...

propaganda gratuita

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O Coelho comporta-se como um cão raivoso. Atira-se ao Costa e à esquerda de Costa como toiro tresmalhado, diz o que lhe vem à cabeça, totalmente desfasado da verdade e da realidade, diz as mentiras do costume mas agora com desusada veemência. É dor de corno. São as ganas de continuar a ir ao pote. As suas clientelas não ficaram satisfeitas, querem mais. Coelho faz o seu papel, de direitinha desvairado, já não me espanta nem me consegue irritar. O que me indigna é a subserviência da comunicação social, que lhe bebe as palavras e as vem despejar em cima de nós, em cada bloco noticioso, de meia em meia hora. É que já nem faço zapping. Desligo. Não consumo. Não me consumo com os dislates de um ser menor. Passos que lhes pague o tempo de antena. Eu deixei de lhes contribuir nas audiências e na receita publicitária.

e eu sou o bonaparte, juro!

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E eis que António Costa, aquele que ficará para a História com o cognome de O Usurpador , conseguiu, em poucas semanas de governação, arruinar um banco inteirinho, mandá-lo para o galheiro, escafedê-lo para não dizer pior. Isto não se faz ao Pedro. Ele que, como Cavaco, fez tudo, tudo, tudo bem. Ele que, como Cavaco, não tem telhados de vidro. Ele que, nem Cavaco, mente tão bem, tão completamente, que a gente nem o desmente porque já não vale a pena o frete. É um caso irremediável. Patológico. Perdido.

o mao da fita

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Miguel Portas é que tinha razão: o homem é um farsolas. Mente como ninguém, rouba como ninguém e bajula como ninguém, já cá se sabia. Agora confirmamos-lhe a pinta de comediante. De neoliberal, que o foi por pensamentos, palavras e obras, quer passar a ser social-democrata. O homem que se apoderou com gozo do memorando da troika, que quis ir mais longe do que Lagarde, Barroso e Merkel juntos, que nos chamou piegas por reclamarmos do gamanço constante e das condições de vida a andar para trás, vem agora, de mão a bater forte no peito, num acto de contrição mal amanhado, jurar sem corar que é, que sempre foi social-democrata, que foi obrigado a gamar salários e pensões, forçado - sob a ameaça de tiro e queda - a favorecer os ricos e enterrar os pobres. Por este andar, qualquer dia declara-se maoísta. Ou trotskista. Ou monge trapista. Ou malabarista. Não tem sensibilidade. Bom senso também não. Mas ninguém lhe desmente o jeito de farsante. E de meliante. Se por acaso o vir na sua rua...

contra o medo

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Por Baptista-Bastos O medo é a inspiração e o respaldo dos tiranos. Nós, portugueses, temos sofrido, ao longo da História, doses substanciais de medo e é surpreendente que, mesmo assim, subsistimos como cultura e como força moral. O antifascismo é isso mesmo: uma força moral que congregou monárquicos, republicanos, comunistas, católicos, animados pelo singelo desejo de liberdade. A ideologia que os reuniu consistia nesse poder incomparável, talvez possível de sintetizar no verso admirável de Carlos de Oliveira: "Não há machado que corte a raiz ao pensamento". Nestes últimos quarenta anos, o medo tem sido um dos instrumentos daqueles dos nossos governantes que, para se manterem no poder, utilizam toda a utensilagem de que o medo dispõe.  As ‘sondagens’, que pareciam credibilizar o rigor das informações, serviam como viático para a jornada do medo. Caíram por terra, no Reino Unido, e, agora, com fragor idêntico, na Grécia: davam empate técnico ao Syriza e à Nova De...

em plena indignidade

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Por Baptista-Bastos http://www.cmjornal.xl.pt/ Passos Coelho não deixa de me surpreender com a insistência no embuste e no desprezo pela verdade e pela clareza de propósito. Confrontado, no mercado municipal de Braga, por uma multidão de "lesados" do BES (roubados com descaro, diríamos apropriadamente), ofereceu-se para ser o primeiro de um hipotético abaixo-assinado que levasse os prevaricadores a tribunal. Estamos em plena indignidade ou no grau mais desprezível a que a política chegou. Passos sabe que a oferta é falaciosa, impossível de cumprir pela sua própria insustentabilidade: o Governo, todo o Governo, seria acusado, e não haveria cadeiras no tribunal para sentar número tão elevado de indiciados. Mas Pedro Passos Coelho tem este grave defeito de carácter: a verdade dos factos é, para ele, de somenos. Promete; depois, logo se vê.  Agora, arrasta consigo, para os comícios, o pobre Paulo Portas, cada vez mais desamparado e trágico. Um, expõe dois dedos abert...

love is in the air

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Pedrito quer uma campanha eleitoral cheiinha de amor. Foi ele mesmo que disse. Assim mesmo: amor. Não foi cheia de verdade. Nem de realismo. Nem de lealdade para com os adversários políticos. Nem de aversão à demagogia. Foi amor. Pedrito pede, exige dos seus concidadãos o mesmo amor que lhes dedicou ao longo dos últimos quatro anos, aos pensionistas, aos reformados, aos professores, aos médicos, aos enfermeiros, às forças de segurança, aos trabalhadores em geral, aos desempregados, aos emigrados, a todos nós que não estamos na lista dos VIP do País. A Pedrito, chegou-lhe agora a pieguice. Lá bem no fundo, Pedrito tem bom fundo. Tão bom que até quer promover uma vaquinha para ajudar os lesados do BES a livrarem-se dos abrolhos com que o próprio Pedrito os flagelou. Pedrito é afinal uma santa alma. Um esmoler. Um sensível. Canonize-se Pedrito. Faça-se uma outra vaquinha, esta para erguer um santuário em honra e memória de Pedrito. Em Fátima. Em Santa Comba. No Portugal reconhecido a P...

ou anjinhos de todo

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Que, à primeira, as gentes conservadoras tenham votado no Coelho até consigo compreender. O homem apresentava-se com uma aura de integridade de fazer inveja ao Santo Padre, era um ser remediado com tenda humilde montada em Massamá, era um dos nossos, muitos acreditaram que iria limpar o país de maus costumes, combater o clientelismo, erradicar o despesismo, derreter para sempre as gorduras do Estado, as fundações, as PPP, as frotas de luxo, os fretes aos empresários amigos. Ao invés, nada disso aconteceu. As gorduras cresceram - é preciso engordar amigos e apaniguados -, e enquanto o emprego desceu colossalmente, os jobs para os boys aumentaram exponencialmente, As promessas viraram mentiras, as gorduras que disse ir combater transformaram-se na venda dos últimos anéis, os salários foram cortados, as pensões reduzidas, os impostos aumentados, o Estado Social destruído. Assim sendo, palavra de honra que não entendo como as mesmas almas conservadoras, se gente de bem, possam s...

campanha orquestrada ou simples coincidência?

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Vou tentar acreditar que tudo não passa de coincidência, que o recato familiar não se compadece com a visibilidade inerente às funções de Estado, que a Lolita é uma mulher de força e o marido um homem de inesgotável bondade. Vou crer em tudo. Até no Pai Natal, no Gato das Botas, na reencarnação, na Nossa Senhora da Conceição.

arfai, arfai, damas do meu país!

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Coelho foi eleito o sétimo político mais sexy do mundo. Deve ser por nos andar a fornicar a todos desde há quatro anos. Há quem goste. Quem peça mais. Quem vá votar para ter mais. Umas doidivanas. Ou assim. E que dizer de Cavaco Silva que, numa lista de 200, ficou em 72º lugar? Ou a política mundial anda pelas ruas da amargura ou o voto foi pedido a senhoras para cima de 90 anos e com falta de vista. Eu acho. Correio da Manhã

pergunta do dia

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Já encontraram a cadeira onde Passos se vai sentar durante as férias? Ou vão esperar 40 anos em lugar de quatro?

angústia a toda a hora

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Por Baptista-Bastos http://www.cmjornal.xl.pt/ Nada do que foi voltará a ser. E é bom que se entenda esta verificada verdade. Verdade tornada numa expressão nebulosa e equívoca quando pronunciada por certa gente. Para que as coisas mudem e se restitua às palavras a dignidade da sua própria condição, torna-se imperiosa a necessidade de se remover este governo.  Necessidade moral, antes de outra. Mas não vejo no PS uma dinâmica de vitória que seja suficientemente forte para escorraçar este ultraje. O director de campanha afigura-se-me inexistente, e a confusão que se moldou com as presidenciais é um sintoma da baralhada. Idêntica baralhada que conduziu, no passado, à dualidade fratricida de candidaturas semelhantes, e à dolosa ascensão do dr. Cavaco à Presidência.  Ao que ouvi dizer, a agência de publicidade encarregada de promover o PS foi despedida por inércia e incompetência. Depois, os comícios, até agora, tiveram António Costa como protagonista principal. E...

do diabo mais velho

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Vá buscar um chapéu, boné, boina, barrete, cartola ou solidéu. Pespegue-se, com olhinhos de cão fiel, à porta da residência oficial do primeiro-ministro, ali entre a Estrela e São Bento, não tem nada que enganar. Acho que o homem está disposto a dar umas esmolas, agora que estão aí as eleições. Diz, e o que ele diz escreve-se sempre, quanto mais não seja para memória futura, que devolve o IVA e o IRS cobrados acima do previsto. Para mim, até pode prometer um carro a cada português sem ser preciso pedir factura com número de contribuinte. Pode prometer casa aos sem-abrigo. Saúde a quem não a tem. Educação gratuita para todos. Caixões gratuitos para todos. Pensões de reforma nunca abaixo dos 1000 euros. Salário mínimo muito acima dos 1500 euros que a gente não é menos que os franceses. Um Estado Social como nunca houve outro igual. Pode jurar que faz, que manda fazer, que mais isto e mais aquilo porque torna e porque deixa. Por mim, por todos nós, pode ir até à casa do diabo mais velh...

o triste viver

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Por Baptista-Bastos http://www.cmjornal.xl.pt/ Será que deixámos de acreditar em nós próprios? Parece que Garrett escreveu: "O país é pequeno e não maior a gente que o habita." Digo ‘parece’ pois a frase tem sido, também, atribuída a Herculano. Não fica mal nem a um nem a outro, ambos severos e fúnebres com a moleza de espírito e a indolência moral dos nossos concidadãos. A verdade é que poucas vezes tivemos dirigentes à altura das nossas esperanças. Dirigentes que, segundo Saramago, não passam de "salafrários" que se revezam na partilha dos bens e das benesses públicas. Vem agora o dr. Passos, que esteve no Funchal e nos Açores, a dizer coisas, entre as quais: "Vamos dar uma nova alma a Portugal." E "Portugal tem direito a um futuro melhor." Estas frases possuem um nexo entre si, de que sobressai a admissão de culpa do primeiro-ministro. Afinal, nos quatro anos de poder, tirou-nos a alma e extorquiu-nos o direito a um futuro melhor. É uma...

este tipo inaudito e desavergonhado

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt/ Não quero mais este tipo na minha casa, na minha rua, no meu bairro, na minha cidade, na minha pátria. Este tipo vendeu-nos, com um descaramento inacreditável. Este tipo parece um serventuário; parece, não: é um serventuário da alemã, e enxovalha-nos a todos quando, reverente e subalterno, caminha ao lado dela, atento ao que a alemã diz, e toma nota e fixa o que a alemã diz com reverente cerimónia. Este tipo disse que gastávamos demais, nós, os portugueses, que nunca soubemos o que era prosperidade, ter uns tostões a mais no bolso, satisfazermos os pedidos dos nossos filhos, por muito modestos que fossem. Eu, por exemplo, nunca consegui adquirir, nem em segunda mão, uma bicicleta para os meus filhos, embora tivéssemos feito, a minha mulher e eu, sacrifícios inauditos para os educar, sem a ajuda de ninguém.  Já deixei de ouvir este tipo. E desligo logo a televisão, quando o vejo e ouço, sobretudo na SIC, que ...

pedro e o lobo

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Hoje, no Público, um daqueles biscateiros de serviço que ostenta o pomposo título de comentador político, de seu nome João Miguel Tavares, vem insurgir-se contra os malvados neofascistas de esquerda que acham - ou, se não acham, desconfiam - que Pedro Passos Coelho está a usar a doença da mulher para fins eleitorais. Diz ele que o ódio a Passos é mais forte do que a sensibilidade e o bom senso. Ele, o João, que mal Sócrates foi preso veio publicamente confessar a sua total convicção sobre a irremediável culpabilidade do dito! O João está errado. No meu caso, e muitos outros haverá que assim sentem e pensam, não é o ódio que me move. É o conhecimento profundo da envergadura moral do marido da senhora. Pode ser que, desta vez, esteja inocente. Mas quem não conhece a história de Pedro e do lobo? Do pecador que, pecando uma vez, peca sempre? Ou a do incorrigível verdugo? João não tem razão. Mas também, digo-o com a mesma modéstia com que Pedro diz ter resolvido o impasse grego,...

exortação ao meu amigo pedrocas

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Pedrocas, não te preocupes com as sondagens, o PS pode andar no alterne mas não é alternativa. Não te amofines Pedrocas, não empalideças, não esmoreças, ainda tens uns trunfos na manga. A prisão de Sócrates. Um maná caído dos céus aos trambolhões. A situação na Grécia. É preciso fazer cair o Syriza, enterrá-lo, dar uma lição aos europeus, que ainda os há, com manias de liberdade, igualdade e fraternidade, soltam as mesmas palavrotas, gastas, desde os idos de 1789. E que dizer do caos, da bancarrota, do tsunami, do apocalipse a que o PS conduziria de novo o País, agora que meteste as contas e os portugueses na ordem? Força Pedrocas, segue em frente, não pares nem no Samouco para meter água. A Alzira está contigo, tem um retrato teu em cima da peniqueira e outro no psiché junto do bidé para as lavagens de ocasião. O padre Bonifácio apoia-te, reza por ti, está com a fé de que vais ganhar, louva-te na missa, na procissão, na sacristia, ao sacrista, ao massagista, ao calista. O Pancrácio d...