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por favor, não me obriguem a votar PS!

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Debate-se agora, no Parlamento, o desemprego. Acabo de ouvir Pedro Mota Soares, em mais uma soez acção de propaganda, afirmar alto e bom som que o governo, nestes quatro anos, criou mais e melhores empregos. Para Mota Soares, e demais pandilha, ordenados de 500 ou 600 euros para jovens licenciados (e mesmo que não o fossem) são um maná caído do céu aos trambolhões. Para Mota Soares, estágios gratuitos são opíparo manjar. Para Mota Soares, a perseguição aos desempregados, fazendo com que muitos deles desistam de estar inscritos nos Centros de Emprego depois de passado o período em que têm direito ao subsídio, é uma benesse da generosa maioria que se apoderou do País e que, diariamente, nos massacra. Ah, não me obriguem, a contragosto, a votar PS. Só para me ver livre desta gente. Demasiado asco a fervilhar em nós também faz mal à saúde.

assalto malogrado

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Mota Soares veio em socorro do seu capo de coligação: Passos Coelho não devia nada à Segurança Social, foi "um erro de secretaria", enganaram-se no alvo, imperdoável, crime de lesa-pátria, urge que rolem cabeças, no mínimo o despedimento, a prisão! Pergunto-lhe, Dr. Mota Soares: quantos mais erros de secretaria têm sido perpetrados nos últimos tempos lá pela sua Segurança Social? Quantas mais pessoas, essas sim injustamente, são incomodadas e atormentadas e literalmente assaltadas com pagamentos "em falta", coimas, penhoras, ameaças de processos nos tribunais e o diabo a quatro, a oito, a dez? Diga lá, Dr. Mota Soares: são enganos, são acções propositadas para sacar mais dinheiro ao papalvo ou serão razoáveis e bem intencionadas as investidas da SS? Faça isto, Dr. Mota Soares: além da SS, crie uma Gestapo. Os portugueses andam a pedi-las. Matreiros, caloteiros, calaceiros, chicos-espertos, autênticos gregos paralíticos, diria de nós também o Dan Brown ...

mota soares jura a pés juntos que "o estado social está mais forte"

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Foi ontem na Assembleia da República. Discutia-se a pobreza em Portugal, que os deputados da maioria negaram existir com a veemência de quem ostenta a palavra "mentiroso" escarrapachada na testa. A páginas tantas, páginas negras de um livro maldito, levantou-se o ministro dito do Trabalho e da Solidariedade Social, só dito porque ninguém acredita, e subiu ao púlpito para afirmar, com a veemência de quem ostenta a palavra "mentiroso" escarrapachada na testa, que o Estado Social nunca esteve tão forte como sob o seu reinado. Estava a reinar. Só pode. A não ser que o Estado Social dele seja o da caridadezinha, das sopas do Sidónio de há 100 anos atrás, dos abrigos para os sem-abrigo sempre que o rei faz anos e em Portugal já não há rei há anos e anos, dos saraus de beneficência, da esmola para os pobres da Conferência de São Vicente de Paulo, dos chás dançantes onde as Pilitas, as Xaxões e as Blitas vão exibir as suas malitas Chanel e as suas almas caridosas, ...

o monólogo do incensado

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Manuel de Brito Uma das minhas obras mais notáveis, pela mão de um dos meus sequazes, também Pedro, mas esse Mota, mas esse Soares, tem sido a recuperação da caridade como prática institucional. O Estado não tem por dever proteger os seus. Esse é trabalho do empreendedorismo social, seja lá o que isso for. Acabe-se com o RSI, o subsídio de desemprego, as pensões de reforma ou invalidez, deixemo-nos de sustentar chulos e madraços, passemos as nossas responsabilidades para as mãos de terceiros, criemos, num país sem Indústria, uma nova indústria, a da esmola, e Deus nos acolherá no seu esplendoroso seio. Continuemos a subsidiar a Santa Casa da Misericórdia de Santana Lopes e o Pingo Doce que, esses sim, precisam da ajuda do Estado para sobreviver e prosseguir a sua missão em defesa dos pobrezinhos, tanto como eu preciso que Santana Lopes me venha ungir ao Congresso, elogiando a minha obra em prol da produção de mais desvalidos que, por sua vez, irão recorrer à Santa Casa, Santa Casa...

o grau zero da ignomínia

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wehavekaosinthegarden.wordpress.com Por Baptista-Bastos http://www.dn.pt Nas celebrações dos 500 anos das Misericórdias, as televisões filmaram o ministro Pedro Mota Soares, compungido e piedoso, a assistir à liturgia na igreja de Castelo Branco. Um momento de estremecida devoção. Nas orações que acompanhou, afeiçoado de dó e ungido de evidente santidade, o ministro Mota persignou-se, genuflectiu, beijou a mão, tomou a hóstia, certamente pedindo perdão ao Criador pelas malfeitorias infligidas ao mundo dos que trabalham ou que trabalharam. Nós. O ministro Mota denuncia um rosto de santo de altar, atormentado e macerado, como convém à clemência exposta. O ministro Mota não é uma criatura de Deus: é um adjectivo. Diz-se militante do CDS, mas não propende para "democrata-cristão", tendo em conta a violência dos decretos que assina. Será, quando muito, um servente do ideário neoliberal, que tem desgraçado o País e destruído o que de melhor a pátria possui: a históri...

e por falar em desonestidade intelectual

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www.shutterstock.com A direita agora no poder, sempre se soube, não prima pela honestidade. Nem intelectual nem outra. Hoje, foi a vez do ministro Mota Soares mostrar a sua índole. Embandeirou em arco, quase bateu palminhas com os números do desemprego apresentados pelo INE. O desemprego baixou! Isto demonstra que os apóstolos da desgraça nunca tiveram razão, nós estamos no bom caminho! Aqui está a prova! Um indicador de confiança! Um sinal de esperança! O que não dizem, nem convém, é que essa redução de desemprego se deve ao maior emprego, meramente precário, durante o Verão, bem como ao aumento crescente do número de portugueses que procuram, no estrangeiro, a oportunidade de serem gente e não párias, e não simples números numa folha de excel, positivos pelo lado da receita, negativos pelo lado da despesa. Sei que o jogo político leva a que ambas, esquerda e direita, usem tantas vezes, demasiadas vezes, argumentos enviesados para levarem a sua avante. Mas, nesta matéria...

e para quando a última ceia?

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quero ver passos careca

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Depois desta guerra acabar, quero ver Passos, e Portas, e Montenegro, e Amorim, e Albuquerque, e Mota, e Gaspar (não esqueçamos o Gaspar!), e os Macedos, e a Cruz e a Cristas, todos eles e muitos outros, em trajes menores e de calva à vela. Tal como, depois da II Guerra Mundial, se puniram os que colaboraram com os nazis alemães, as putas de serviço, os pulhas ao serviço dos sanguinários. Porque Passos, e Portas, e Montenegro, e todos os outros, mais não são do que colaboracionistas dos alemães nesta guerra intestina onde já há mortos e feridos e doentes recusados nos hospitais. Já aqui o tenho dito, e repito sabendo que não conto um conto nem acrescento um ponto: somos os judeus do século XXI, a raça menor culpada de todos os males. Estamos sob ocupação estrangeira. E temos mais do que um general Pétain, temos um Cavaco que escavaca o prestígio da presidência a cada dia que passa, temos um Mamede que infesta as nossas vidas de terror, de carências, de medo de viver, temos um Portas...

vamos-lhes ensinar a grândola

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Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada esquina, um amigo Em cada rosto, igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada rosto, igualdade O povo é quem mais ordena À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade Jurei ter por companheira Grândola, a tua vontade` Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

santa besta

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Ouvi-o da boca de um senhor de idade, esta manhã, no café: o ministro Mota Soares é boa pessoa, é um dos melhores que a gente já teve nesse ministério, ele coitado não pode é fazer milagres. Não duvido do velhote. Quem aposta tanto na caridadezinha só pode ser boa pessoa. Há-de ir longe o bento Soares. Deus não esquece as boas acções de cada um. Digo eu, militantemente ateu e que, ao ouvir coisas como esta, descreio também nos homens. O mundo está perdido. E o céu, esse, é só para alguns.

façam brioches e atirem-nos à populaça

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No dia 1 de Janeiro do ano da desgraça de 2013, ouvi Mota Soares a elogiar-se a ele e ao seu governo pelo apoio que têm dado às instituições de beneficência. Claro que nem lhe passa pela cabeça desviar esse mesmo dinheiro para apoiar - directamente - as famílias em desespero, a caridade é sempre preferível à solidariedade, é bonito, é cristão e serve para que Deus, lá de cima, perdoe os pecados dos de cá de baixo, e não são poucos, os pecados e as gentes pias.  O Mota ainda deve ser Jonet por parte da mãe. É o que eu acho. Façam brioches. Atirem-nos à plebe e comam bifes para que o colesterol, ou isso, os leve desta para pior. Deus espera-vos. Ou isso. Fotografia: http://revistaquem.globo.com

tome lá, porque é natal (10)

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Imagens de Silvestre Gago https://www.facebook.com/silvestre.gago

gente de fraca constituição

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São gente de primeira classe. Quem quiser ter classe, como eles, que pague. Os pobrezinhos, esses, não precisam de estudos. Quanto mais aprenderem, mais alerta estarão. E, de contestatários, está o governo cheio. Agora, só falta reabilitar a mocidade. Portuguesa. A bem da Nação. Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

prosa bárbara

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Que faz correr estes homens? Que faz com que, contra tudo e contra todos, até contra cada vez mais dignitários da Igreja e muitos dos seus companheiros de partido, apostem na destruição da economia e no empobrecimento dos portugueses? Que faz com que vendam pedaços de Portugal ao desbarato? Que roubem salários? Que esmifrem impostos? Que provoquem falências em catadupa e o assustador aumento do desemprego? E porque é que ninguém os tira de lá? Porque é que a gente decente, que ainda a há em todos os partidos, não age com mais veemência ainda? Até quando os teremos no poder, a arruinar o que resta de Portugal? Até aos limites do insuportável? Até que todos os portugueses, um a um, vivam mais pobres, mais amargurados, sem rumo e sem esperança?  Correr com estes bárbaros é um dever de todos. Um dever do presidente da República que, em vez de fazer discursos pateticamente sem graça, demonstrando total indiferença pelo povo que jurou representar e defender, deveria estar a trav...

este não é o meu país

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Senhas de racionamento de pão do tempo do Estado Novo Estamos a dar Passos atrás. A regredir décadas. O incansável Mota, ministro da caridadezinha, está em todas as frentes, ainda o havemos de ver em chás-canasta e saraus de beneficência, a dançar com condessas, a beijar as mãos de marquesas, encantado com os seus poderes, deslumbrado com os seus feitos, que o comovem até às lágrimas.  Medicamentos em fim do prazo? Dêem-se aos pobrezinhos. Retomem-se e incentivem-se as sopas do Sidónio. Aplique-se o saudável hábito de dar esmola enquanto se retiram subsídios, roubam reformas, taxam salários de miséria e se cria desemprego. Se arruína a Saúde Pública. Se desgraça Portugal. Este não é o meu país.

12 de novembro, a kristallnacht lusitana

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a maldição dos mortos-vivos

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Eles estão ali, para os lados de São Bento, entretidos a defender o orçamento que nos vai levar ao mausoléu dos miseráveis. São os vampiros. São os malditos. São os seres menores de uma nação exangue. Em sangue. Se o povo não continuar a perder a memória, uma fragilidade de que sofre há muito, estas criaturas, estes fantasmas, estas aberrantes criações da natureza humana nunca mais verão a luz do dia. Ficarão pela Buenos Aires, pelo Caldas, na escuridão da longa noite, a lamentar a incompreensão dos seus patrícios a quem nunca mais poderão chupar o sangue, roer os ossos. São mortos em vida. Que a terra lhes seja leve. Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

a puta da caridade

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Desculpem lá o palavreado, mas o caso não é para menos. Vivi a minha infância e adolescência entre a pobreza, sei o que isso é, conheço o significado exacto da palavra caridade, uma bucha, um caldo, um tostãozinho, e eis umas quantas consciências apaziguadas enquanto a miséria grassa, humilha, mata. O governo, pela mão do ministro Mota Soares, tentou baixar o subsídio de desemprego, no entender dessa gente uma esmola, no meu entender um direito. Enquanto isso, promove o desvio de dinheiros públicos para instituições de solidariedade social, anunciando com orgulho que as cantinas (a sopa dos pobres) vão crescer em todo o País, por diligência do seu ministério que, claro, não quer ninguém a passar fome. Embora não renegue a importância e o mérito dessas instituições, e as boas intenções e bom coração dos que nelas trabalham, não perdoo a Mota Soares nem ao seu chefe Coelho a vilania, mais esta entre tantas. Um país que se preze não deveria precisar de cantinas sociais, de ca...

os judas

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Em nome do partido dos desvalidos, dos pagadores de impostos, dos agricultores, dos reformados, Paulo Portas esteve amuado durante uns dias. Pura hipocrisia, já se sabia e aqui temos nova prova: o ministro Mota Soares, dirigente do CDS, veio hoje propor cortes em várias prestações sociais que, a serem aprovadas, atingirão, é claro, os mais desvalidos, os tais que diz defender e pelos quais Paulo sofreu calado tantos dias e noites até à rendição final, sem glória nem vergonha. Tão depressa se apanham pulhas como trafulhas.

pela boca morre o peixe (e o mota soares também)

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