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A mostrar mensagens com a etiqueta josé sócrates

os indícios do indício do indício

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Por Estátua de Sal https://rcag1991.wordpress.com Eu olhei para ti e o teu nariz indiciava que estavas constipado. Estava meio para o vermelhusco. Mas, isso sou eu que não percebo nada de indícios. O Juiz Alexandre e o Procurador Rosário, não. Esses são especialistas em indícios. Tiveste azar. O Rosário cruzou contigo, quando foste à farmácia comprar Nasonex, olhou-te para o nariz e viu logo que a constipação era uma grande tanga. Tu eras, sim, um cocainómano inveterado, via-se logo pelo nariz, e lá foste engavetado, por fortes indícios de consumo de drogas. Recorreste da pena, claro, mas como podias continuar a snifar, mantiveram-te em preventiva para o Rosário poder discernir a proveniência do pó. Foram-te ver as contas bancárias. Azar o teu. Tinhas comprado no Ebay, uma mala Louis Vuitton, daquelas caras mas chiquérrimas, que estava ao preço da chuva, e tinhas pago com a conta do Paypal. Quando o Rosário viu a transação compreendeu tudo. Era um forte indício de que ...

o jeitaço que isto dá, não dá?

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fado alexandrino

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Sócrates foi preso quando o PS estava em alta com a eleição de Costa para secretário-geral. Vara é detido no dia em que o PS sobe nas sondagens. Ah! Há coincidências do catano à Lapa! E por aqui me fico que, não votando PS, sou pelo PS neste caso que roça a sordidez. Quer-me cá parecer. Não vou jurar. Ui, que com a Justiça não me meto ou, qualquer dia, quem está na choça sou eu.

só o meu cão não tem um blogue

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Fiquei agora a saber que os prisioneiros, pelo menos alguns, podem ter computador na pildra, acesso à internet e escrever num blogue com total liberdade. É o caso de um inspector da Judiciária preso em Évora. Que veio agora dar uma entrevista à Sábado onde conta, sem ponta de vergonha, alegados pormenores do seu alegado convívio com Sócrates. As suas sensacionais revelações em primeira mão não aquecem nem arrefecem, em nada comprometem Sócrates e, além disso, vindas de quem vêm, de um bufo afinal, pouca credibilidade e respeito merecerão, a não ser dos pasquins do costume.  O homenzinho quis arrear no preso. Mas arreou o preso: ele próprio. Um cagalhão é um cagalhão é um cagalhão. Imundo e grosso, encontra sempre um esgoto por onde escoar os dejectos que vomita. Seja a Sábado, seja o Sol, seja o Correio de manha feito. É até possível que tenha recebido dinheiro para evacuar. Essa sorte não a tenho eu nem o amigo leitor.

a cloaca acabou de encher

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o orgasmo de uns é a desgraça de outro

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Como se pode ver pelos artigos que aqui vos deixo neste blogue, de gente insuspeita de desmesurados afectos por Sócrates, mais e mais vozes se levantam contra a forma como tem decorrido o processo que o mantém em prisão. Preventiva, não vá o homem escapulir-se para um paraíso fiscal onde, dizem as almas crentes na culpabilidade sumária da criatura, terá resguardada uma colossal fortuna ganha de forma obscura, ilegítima, punível com perpétua, que preventiva é mero aperitivo ainda. Para mim, que estou como Daniel Oliveira, Francisco Louçã, Miguel Sousa Tavares, que tal como eles critiquei a governação de Sócrates em devido tempo, que não pude com Sócrates nem pintado, nem com molho de tomate, acho que é mais do que tempo dos seus companheiros de partido, incluindo António Costa pois então, virem a terreiro, contra tudo e contra todos, não para defender a inocência ou a culpabilidade de Sócrates, a cada um as suas suspeitas ou convicções, mas para condenar aquilo que, neste momento, ...

o preso 44 e o estado de direito

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Por Miguel Sousa Tavares http://expresso.sapo.pt/ Refugiados nas afirmações politicamente correctas de circunstância — “à justiça o que é da justiça”, “este é o tempo da justiça”, “todos são iguais perante a lei”, “defendemos a separação de poderes”, etc. e etc. —, assustados uns com as consequências eleitorais de defender Sócrates e avisados outros com a necessidade de não melindrar os “justos” e assim atrair sobre si as atenções, os nossos “agentes políticos”, como diria o dr. Cavaco, podem estar a pactuar com uma situação irreversível e de consequências funestas para a democracia: o momento em que o Estado de direito é substituído pelo Estado da magistratura. Mas que Deus proteja todos e cada um de nós se tal vier a acontecer! Como toda a gente de boa-fé, continuo sem saber se José Sócrates é culpado ou inocente das suspeitas e suposições que contra ele foram levantadas pelo Ministério Público. Tenho uma teoria — que fica muito aquém da teoria da acusação mas também vai...

porque sócrates não verga

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Por Daniel de Oliveira http://expresso.sapo.pt/ Perigo de fuga não há. Disso já falou quem tinha de falar. Continuação da atividade criminosa, não vejo como, quando aquilo de que se fala é de corrupção e José Sócrates não ocupa qualquer cargo que lhe permita ser corrompido. Por fim, não vejo em que é que uma pulseira electrónica pode evitar que perturbe o processo. Assim, a tentativa de pôr Sócrates em prisão domiciliária com pulseira electrónica é difícil de defender. Quando, meio ano depois, continua a não haver qualquer acusação, é difícil manter a prisão preventiva, em casa ou na prisão. Porque Sócrates é inocente? A prisão preventiva, fora ou dentro de casa, não tem nada a ver com a culpabilidade ou inocência. Tem a ver com os três motivos explicitados na lei que muito dificilmente podem continuar a ser sustentados neste caso.  Privado da sua liberdade, Sócrates não pode decidir grande coisa. Mas a lei permite-lhe recusar a pulseira eletrónica. E perante a...

há alguém por aí para enfrentar a triste degradação da justiça?

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Por Francisco Louçã http://blogues.publico.pt/ O caso Sócrates só podia despertar paixões épicas. Foi assim desde o início, será assim até ao fim. O recente episódio da proposta de prisão domiciliária voltou a atiçar essa fogueira, com comentadores a elogiarem ou a invectivarem a atitude do ex-primeiro-ministro e outros a denunciarem a sua máxima culpa . Uns com prudência e outros com concupiscência. Sem prejuízo destas opiniões, não estou de acordo. Todas elas partem de uma posição irredutível e determinada: ou o homem é culpado (e então merece todo o castigo desde sempre) ou é inocente (e a recusa da prisão domiciliária é um assomo de dignidade). Decerto, será uma ou outra. Mas o meu ponto é que não temos meios para saber qual delas é a verdade. Só podemos supor, ou por solidariedade pessoal ou política, ou por um ódio de qualquer estirpe. E supor é insuficiente. Ora, não devemos basear a nossa atitude numa suposição, determinada unicamente por paixões, nem muito menos...

nunca se viu nada assim!

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Muitas vezes, em muitos aspectos, Portugal aproxima-se perigosamente de uma qualquer república das bananas ou de uma ditadura africana. Mas nunca tanto como agora. Este caso Sócrates cheira cada vez pior. As infracções ao segredo de Justiça têm sido uma constante - ou, creio ser mais esse o caso, as invenções destinadas a que o julgamento na praça pública se faça sem delongas e com vigor ao contrário do que, suspeito, vai acontecer nos tribunais. Hoje, foi a vez da revista Sábado trazer a transcrição do último interrogatório a Sócrates. Quem passou as gravações para a imprensa? Com que intuito? E isto não escandaliza ninguém? Não provoca uma investigação? Uma condenação por parte das altas esferas judiciais? Fui opositor de Sócrates. Furiosamente contra a sua acção governativa, em especial nos últimos anos. Contudo, agora e até prova inabalável em contrário, estarei do seu lado. Se estiver inocente, não quero pensar sequer na vergonha que a sua libertação representará para...

o estado do estado de direito

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Por Miguel Sousa Tavares Expresso Uma amiga minha, amiga verdadeira, aconselhou-me, há dois meses, a não escrever mais sobre José Sócrates, porque “fazeres a defesa dele agora arruína toda a credibilidade que conquistaste para ti”. Durante dois meses, de facto, não escrevi — não porque o conselho dela me tenha parecido adequado, mas porque, depois de ter criticado as circunstâncias em que se verificou a sua prisão, os pressupostos em que assentou a decisão de prisão preventiva e a escabrosa campanha de linchamento popular em alguns jornais, entendi que era altura de ficar à espera para ver como evoluía o processo. Passado este tempo, e numa altura em que a lei manda que o juiz de instrução reveja a situação, também eu vou fazer idêntico exercício. Fazendo-o, sou obrigado a reconhecer que a conveniência e a prudência nunca foram virtudes de que me possa gabar. Mas se “fazer a defesa de José Sócrates” (que não é o que eu faço, mas já lá irei) não é conveniente nem prudente e po...

o amigo, o motorista, a mãe, a ex-mulher e o "amante" dela

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AFP/Getty Images/Observador Nas parangonas dos tablóides, nos leads dos noticiários televisivos, raramente se menciona o nome de Carlos Santos Silva. Ele é o amigo de Sócrates. Ou, mais respeitosa, mas não veneradoramente, o empresário amigo de Sócrates. Porque Sócrates é que é notícia, Sócrates é que vende jornais e rende audiências, Silva é nada, Silva é um Zé-Ninguém, não fora Sócrates e à maralha de pouco interessaria a prisão do Silva, a libertação do Silva, as culpas do Silva, a pulseira electrónica do Silva, as posses do Silva, as maroscas do Silva, o destino do Silva. A imprensa já condenou Sócrates, resta à populaça acreditar piamente no que a pia escreve ou diz. Já são demasiadas suspeitas, demasiados indícios, para que alguém possa ainda presumir a inocência de Sócrates, só a meia dúzia de tolos que vai a Évora entoar cantigas à porta da prisão, só os socialistas empedernidos, só papalvos como eu que, nunca tendo sido socialistas, acham que a história está mal co...

vou vomitar!

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Eu, que não sou fanático de Sócrates, nem pouco mais ou menos, já não aguento as notícias sobre o prisioneiro 44 escarrapachadas na imprensa "séria" e menos séria. Vou deixar de ler jornais e de ver telejornais durante uma semana. Nem sequer vou olhar para as parangonas dos tablóides e não tablóides. Preciso de ar, de respirar, de vomitar. O diabo ronda, o inferno esquenta-nos, estamos um cavaco, um coelho no açougue, de portas escancaradas à maledicência, ao ódio, ao ardil. Se Sócrates é culpado, a Justiça que faça o seu trabalho. A Justiça e não os justiceiros de "o tempo da impunidade acabou". Não acabou, não senhora.

chafurdando se vai ao longe

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o livro que aquele senhor escreveu não foi ele, fui eu

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Desta vez não é o Correio da Manhã, é o Sol que vem com nova e sensacionalíssima revelação sobre Sócrates: o livro que escreveu não foi escrito por ele mas por um ghost writer , um professor catedrático. A bem dizer, e melhor escrever, Sócrates não foi só vigarista, foi tolo, tão estúpido que se deixou apanhar, com a maior das facilidades, a exportar malas de dinheiro, a publicar livros que não são dele, a comprar e vender casas em nome de outrém, a contrair empréstimos de milhões, a abrir contas o ff-shore , a viver luxuosamente num bairro chique de Paris. Há fumo sem fogo tal como há fogo sem fumo. E há quem arda na fogueira dos novos Torquemada, não sem antes ser apedrejado pela populaça enlouquecida e por "jornalistas" que, de tanto vasculharem na porcaria, cheiram mal.

eles a dar-lhe, a burra a fugir-lhes

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que obsessão é esta?

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Não há quase nenhum dia em que as parangonas do Correio da Manhã não sejam dedicadas a Sócrates. Não há nenhuma hora, excepto quando estão a transmitir os seus programas de elevado nível cultural e artístico, que a CMTV não traga Sócrates à baila. Que obsessão é esta? O que é que os move? Gostava de saber, mas tudo isto me cheira a esturro.

não terão sido antes 57?

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O Correio da Manhã não muda de tema nem que a bomba nuclear nos caia em cima, encontrou o criminoso do século, quer justiça, exige o presídio, a degolação, as galés. Nunca se viu nada assim, a condenação antes do julgamento, o linchamento público, o auto-de-fé do inquisidor-mor da Nação, o Correio, a Manha, a sanha. Para a fogueira já!

onde se fala, com apreensão, do juízo final, da descida aos infernos e da nata acanalhada da nação perdida

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Digam-me que isto não é verdade! A revista que fez a denúncia não me merece confiança, e não é por ser a VIP, podia ter sido o Correio da Manhã, o Sol, o "i" ou até o Diário de Notícias, o Público ou o Expresso, que não há jornal nem telejornal por que ponha as mãos no lume.  No entanto, a ser verdade, o caso é grave: um penetra qualquer terá entrado num grupo do facebook restrito a gente da magistratura, não a de influência mas a outra, a que devia pautar a sua actuação, mesmo a privada, por sobriedade, contenção, imparcialidade, e lá vai disto que amanhã não há, o nosso penetra amigo despenetrou , salvo seja, e veio cá para fora divulgar as alarvidades que por lá se escrevem sobre Sócrates e sobre quem ousa cometer o acto terrível de, até prova em contrário, condenar o que há de suspeito - e de claramente errado - nesta palpitante novela de ódio, vingança, cobardia, mesquinhez e vontade de se manter no poleiro "custe o que custar". A ser  tudo ist...

a verdadeira oposição está na prisão

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http://henricartoon.pt/