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o fundo dos fundos

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Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt “Quer dizer que estamos a caminho da bancarrota?”, pergunta Ega, numa angústia fingida, a Cohen. “Num galopezinho muito seguro e muito a direito”, responde-lhe este, com a solenidade oca de quem respira os mistérios da pátria. Nos tempos que correm, há algo de inquietante neste diálogo de “Os Maias”. Talvez o galopezinho muito seguro, talvez a certeza de que nos encaminhamos para um poço sem fundo que nos faz ter saudades do melancólico pântano de que o Eng. Guterres quis prudentemente fugir. Entre erros colossais e previsões catastróficas, temos, hoje, um governo cuja política falhou estrondosamente. Do alto da sua impotência, o primeiro-ministro ensaia uma fuga em frente, ameaça com a sua demissão e responsabiliza politicamente o Tribunal Constitucional pelo delírio de um Orçamento do Estado que o próprio ministro das Finanças se encarregou de atirar para o caixote de lixo. Na Assembleia da República, o drama ganhou prop...

o impoluto é filho da impoluta?

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Não se anda a falar muito do Relvas. Será que, tal como tantos outros escândalos, serviu para vender jornais e subir audiências para, agora, tudo ficar na mesma, na mais tranquila das impunidades? Será que, se o senhor primeiro-ministro (que, como se sabe, nunca mente e raramente engana), disse que Relvas é impoluto, Relvas passou automaticamente à condição de impoluto? E será, finalmente, que o impoluto é filho da impoluta? Não fique à espera das cenas dos próximos capítulos. Ou me engano muito ou não haverá. Em Portugal, a culpa não morre solteira. Morre solteira e virgem. Com todos os sacramentos da santa madre igreja porque sempre foi à missa, sempre praticou a caridadezinha, esmoler como poucos e sacana como muitos. Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

então e eu?

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Por Manuel António Pina http://www.jn.pt À medida que vão surgindo na Imprensa notícias de relatórios, encontrados em poder do ex-espião Jorge Silva Carvalho, sobre a vida privada de jornalistas, sinto-me cada vez mais discriminado. Então e eu? Será a minha vida privada tão desinteressante que, jornalista há 40 anos, os espiões do SIED e do SIS não têm nada a relatar sobre, como os velhos informadores da PIDE, o meu "porte moral"? É triste chegar quase aos 70 e ter a esquisita sensação de que a minha vida é, afinal, um livro tão aberto (ou tão fechado) que nenhuma "secreta" quer saber quem são os meus amigos e os meus inimigos; se tenho família, dívidas, pensamentos, conta bancária, colesterol; se continuo a receber pelo correio "folhas de jornais franceses" (arquivadas na Pasta 10/1); se alguma coisa "consta em meu desabono, moral e politicamente"; se serei "desafecto ao regime" ou, até, "adversário do regime", ...

as calhandreiras

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Relvas e Silva Carvalho, que beleza de hortaliças. E entre a economia e a corrupção, o tráfico de influências e uma justiça que não faz nem deixa fazer, não fecunda nem sai de cima, entre um governo de gente sem coração e uma elite de gente sem moral, chafurdamos na lama, atolamo-nos no lodo, afundamos em estrume e desalento, somos, cada português de bem, uma ilha indefesa rodeada de merda por todos os lados. Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/