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ou eles, ou nós

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Nuno Ferreira Santos/http://www.publico.pt/ Por Joana Amaral Dias www.cmjornal.xl.pt É lamentável chegar a este ponto, mas é a realidade: o Presidente da República mente. E mente com todos os dentes que tem na boca. Em julho do ano passado, quando afirmou que "os portugueses podem confiar no BES", mentiu. Esta semana, quando jurou que nunca fez declarações sobre esse banco, também mentiu. Já ao recusar ir à Comissão Parlamentar de Inquérito para esclarecer os encontros que teve com Salgado, Cavaco também se coloca do lado da opacidade, dos negócios e da dinastia que manda no país, e não do lado da transparência, da justiça e dos portugueses. Cavaco é, aliás, o máximo representante desta casta que pôs o Estado a servir os grandes interesses privados, nomeadamente, a banca, em vez de servir os cidadãos. Ou seja, o expoente desse arco da corrupção que tem atirado milhares para a pobreza e miséria. E é este grupelho de gente perigosa que tem de ser rapidamente afastado...

eu tenho um pesadelo

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Cavaco Silva está imparável. Por estes dias, quem assista ao que o próprio agora chama de “o ruído dos noticiários”, poderá pensar que está a ver um canal memória. O Presidente acredita que “os portugueses querem curar a doença que os afecta”, que quem vive no interior é um exemplo porque tem um “espírito indomável”, “espírito de sacrifício”, “frugalidade” e que a solução é o regresso à agricultura. Por falar em memória, esse carpir pela lavoura não será uma furtiva lágrima de crocodilo? Mas o melhor regresso ao passado (mais recente) foi o processo que o inquilino de Belém moveu contra o director da revista Sábado porque num editorial constava: “Tal como Fátima Felgueiras e Isaltino Morais, Cavaco Silva acha que uma vitória eleitoral elimina todas as dúvidas sobre negócios que surgem nas campanhas”. Quando se pensava que, finalmente, nos tínhamos visto livre da verve censória de Sócrates, zás. Eis o Presidente a por jornalistas em tribunal, ignorando que quem exerce o poder tem muit...