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juncker, esse perigoso homem de esquerda

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Juncker disse ontem que Portugal, a Grécia e a Irlanda foram feridos na sua dignidade sob o domínio da troika - e dos seus serventuários locais, acrescento eu de minha lavra -, e eis que os até agora admiradores de Juncker, apoiantes de Juncker, eleitores de Juncker, vieram classificar de infelizes as suas palavras, ditas num ímpeto de sinceridade de que talvez já se tenha arrependido, tendo sido Marques Guedes - porta-voz do governo e da pouca-vergonha - um dos críticos mais assanhados. Até houve um elemento destacado do CDS de que agora não me ocorre o nome, bota-falador na Quadratura do Círculo da SIC, a insinuar que Juncker se terá excedido depois de um lauto repasto, bem regado subentende-se. Embora o CDS, sempre hipócrita, sempre oportunista, sempre demagogo, sempre calculista, tenha vindo elogiar as palavras de Juncker, que perfilhou como suas. Não, não nos beliscaram a dignidade. Arrasaram-na com os bulldozers da austeridade, trataram-nos como entulho a desterrar num qua...

isto é que é subir na vida!

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Jean-Claude Juncker esquentou-se. O candidato da direita das saídas limpas por meios emporcalhados escreveu no twitter que, para ele, as pessoas são tão importantes como as mercadorias e o capital. E diz isto no tom ufano próprio da campanha eleitoral em que anda metido, para substituir Durão no cargo que, este último, tão honrosamente desempenhou nos últimos longos anos da noite barrosista. Disse-o como se fosse uma concessão, uma dádiva, um privilégio que nos concede do alto da sua arrebatada generosidade. Que bom! Ficamos a saber que nada nos separa - oh alegria!, oh felicidade! - de umas arrobas de batatas, uns quilitos de carne, uns litros de creolina, um Audi alemão. Grandes maganões que somos, sempre, sempre a subir na vida!