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o mundo que césar chora e o outro que deplora

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Ainda o deboche do César. A Fernanda Câncio, em mais um excelente artigo no DN, jornal onde o abominável Neves também debita a sua conservadoríssima diarreia escrita, veio lembrar-me alguns aspectos que deixei escapar há dias quando me referi, pela primeira vez, à debochada última prosa do arauto da santa madre Igreja, não a do Papa Francisco mas, ah que saudades!, a do Torquemada e dos autos-de-fé a São Domingos e para os lados do Paço Real, à beirinha do Tejo. César, a iluminada luminária, vem condenar a Sodoma e Gomorra em que o mundo se transformou, em que tantos de nós sacrificamos a pureza dos corpos, a virgindade da genitália, no "altar do deboche". A inspirada expressão é dele, não minha, a César o que é de César. Fernanda Câncio veio lembrar-me os tempos em que a pedofilia não só era tolerada como considerada normal; os tempos em que o marido sustentava duas casas, a legítima e a da amante, facto natural e até um ponto de honra porque ostentava a virilidade ...

a crise afinal não nasceu da cobiça de banqueiros desvairados, mas sim do baixo-ventre dos pecadores

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt Na semana passada, uma suposta bruxa de 20 anos foi queimada viva na Papua-Nova Guiné. Acusaram-na de ter causado, por ocultos e maléficos ofícios, a morte de uma criança. Na semana passada, muito se falou da petição dada à luz por Bagão Félix e mais umas quantas forças mais ou menos vivas do nosso burgo, denunciando uma sombria conjura “destruidora dos pilares estruturantes da sociedade”. Nunca se explica o que serão esses “pilares” nem por que mecanismos estão eles a ser corroídos. Interessa saber é que a presente crise também se deve a factores demoníacos como “a reprodução artificial”, o aborto, o divórcio, o casamento gay e as mudanças de sexo. Se algo corre mal nas profundezas da selva, aponta-se o dedo a uma feiticeira. Não é preciso provar coisa alguma; o estigma de um comportamento diferente do nosso basta para selar a sua condenação. Já a Igreja Católica durante três séculos assassinou dezenas de milhares de “bruxas”; não...