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paga e não bufes!

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Há uns tempos, aspirava por um governo que, com firmeza, pusesse todos os portugueses a pagar impostos. Entretanto, veio Passos e pôs de facto mais portugueses a pagar impostos. Mas não todos. As grandes empresas continuam com sede na Holanda ou no Luxemburgo, onde a carga fiscal é mais branda. Muitos ricos continuam a fugir aos seus encargos, ou porque não declaram todos os rendimentos ou porque escapam com as suas fortunas para paraísos fiscais. Aos clubes de futebol, que pagam principescamente aos seus astros, são-lhes perdoados calotes. A Fundações oferecem-se benefícios fiscais, assim como a Fundos Imobiliários ou à Igreja, só para citar alguns casos mais conhecidos. Passos, o Grande Disciplinador, fez com que a cabeleireira, o biscateiro, o mecânico, o dono da tasca da esquina entreguem ao Estado uma boa parte dos seus proventos. Mas fez mais, Passos. Fez com que os "devedores", não os mais ricos repete-se, sejam perseguidos como bandidos altamente perigosos para...

tio, sirva-me uma bejeca!

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O Tio Taxinhas voltou a falar hoje das ditas taxas para acusar António Costa e a sua política (socialista, teve o cuidado de acrescentar): a de criar emolumentos em demasia. Esta da taxa tem laracha e o Tio não a tem menos. Esquece-se o bonacheirão do ministro que não foi António Costa quem decretou o maior aumento de impostos de todos os tempos em Portugal, mas o governo a que pertence o próprio Tio Taxinhas. A verdade é só uma: com tanta lata que tem, o ministro pode ir enlatar cerveja a custos reduzidos. Até porque, se eu fosse ao António Costa, mal chegasse ao governo aumentava as taxas e taxinhas relativas ao consumo de álcool, com particular agravamento no caso da cerveja.

não há saco!

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O ministro Moreira - de cónegos acrescento eu, inspirado pelo seu ar de padreca de província acabadinho de largar o seminário - teve a velhaca ideia de fazer pagar imposto pelos sacos de plástico à razão de 10 cêntimos por unidade, 20 utilíssimos escudos na moeda antiga. Nada tenho contra, até aprovaria não fora saber de ginjeira o que se esconde por detrás de tão bem intencionada medida: escarafunchar os nossos bolsos para amealhar mais 20 milhões, os cálculos são dele, não meus. Saiu-lhe, parece, o tiro pela culatra. Ao que dizem os jornais, os hipermercados vendem agora sacos de longa duração, fazendo com isso umas maçarocas adicionais que o Alexandre e o Belmiro não perdem nem a feijões. Eu, por exemplo, ando agora apetrechado de sacos sempre que vou às compras. Não é pelos 10 cêntimos, é pela rematada hipocrisia que nem aos cónegos lembraria. Moral da história: o povinho escapou de mais uma facada nos rendimentos, escafedeu-se. Quanto ao ministro ... lixou-se....

bufaria moderna, com sorteio e tudo

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Eles dizem que oferecem carros a quem se torne bufo. E dizem, prometem o que não é o mesmo que jurar a pés juntos, que pedir facturas também dá benefícios fiscais. Esquecem-se os incautos, ansiosos por uma carreta nova, e de alta cilindrada igualzinha às dos senhores governantes, que as suas contas e deduções ficarão assim rigorosamente vigiadas. Ganha 100 e declara 500 em gastos? Vai ter o Fisco à perna. E quanto ao bólide ... viste-lo! Com um engodo automobilizado a sortear por milhões de portugueses, todos aqueles que caírem na esparrela, a hipótese de lhe caber um em sorte é quase tão difícil como lhe sair um na Farinha Amparo. http://arteandreas.deviantart.com/

oh, amigos meus!

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Tiago Petinga, Lusa/http://www.rtp.pt/ Confesso. Acabo de conciliar-me com Pedro Passos Coelho e a sua inacreditável, insuperável, inquebrantável trupe de malabaristas, saltimbancos, ilusionistas, contorcionistas, trapezistas, domadores e uns quantos palhaços para animar a folia nacional. O primeiro sinal foi dado com os carros, de luxo, alta cilindrada, topo de gama, marca alemã. A maltosa passou a pedir facturas com número de contribuinte, as receitas fiscais aumentaram à custa de todos nós, na fé de nos ver sair um desses bólides na roda da sorte, a roda dos enjeitados. Papalvos. Nós. Há uns dias vieram-nos prometer, em nome do próximo governo , uma putativa devolução de IRS lá para 2016. Uns quantos euros se, claro, todos contribuirmos para combater a fuga ao fisco, actuando como fiscais das finanças. Papalvos. Nós. De seguidinha, e porque as eleições vêm aí, acenaram-nos com mais benefícios fiscais e estes já para o ano que vem: um desconto de uns quantos euros, p...

dizei uma só palavra e a minha bolsa será salva

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Faz parangonas nos jornais d'hoje: Passos Coelho afirma, com firmeza, que não haverá aumentos de impostos este ano. A gente sabe quanto vale a palavra de Coelho, não sabe?

vampirismo fiscal

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Por Fernando Dacosta http://www.ionline.pt/ Cresce o número de pessoas que dizem ter hoje quase tanto medo do fisco como ontem da PIDE. Os que tal afirmam sabem por experiência própria o que significa ter-se sido vítima de uma e ser-se agora de outro. Se a António Maria Cardoso - rua da sede da extinta polícia - se desmemoriou, foi desmemoriada, os departamentos fiscais, esses, consolidam, blindados por tecnologias de pés de barro, implacabilidades e arrogâncias sem medida contra milhões de contribuintes. Os recentes protestos destes (impedidos, por exemplo, de enviar as suas declarações de impostos por deficiências electrónicas) não encontraram qualquer consideração junto dos responsáveis que se atreveram mesmo a negar os constrangimentos informáticos injustamente sofridos pelo público. Isto da parte de um Estado que confisca todo o dinheiro que ganhamos de Janeiro a Junho! Andámos, com efeito, este ano a trabalhar metade dele para o fisco, sem sabermos se tal indig...

pílula de cianeto

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Não há mais aumentos de impostos, juraram-nos, prometeram-nos, acenaram-nos. Mas há. Para já, do IVA. A seguir, dos produtos nocivos para a saúde (o governo não gosta de concorrência, matar é exclusivo dele). A TSU sobe para os trabalhadores, mantém-se para as empresas. Numa palavra: o governo, que em desavergonhada jogada eleitoralista veio dizer que os salários e pensões iam ser repostos, vai fazê-lo a prestações - a primeira seguramente só antes das eleições de 2015 - e, em troca, vai levar-nos o dinheiro de outras formas. Dá com uma mão, pouco, tira com a outra, e muito. O governo tentou dourar a pílula. Não conseguiu. O cianeto ficou à vista. A 15 de Setembro de 2012, os portugueses saíram em massa à rua em protesto contra a TSU. E amanhã? Vão ficar em casa?

"é triste ter que pensar que isto vai a jogar"

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Sou só eu quem acha que "o fantástico sorteio de sensacionais automóveis" pelos contribuintes é uma coisa abjecta, digna da mais tresloucada República das Bananas? Para combater o fisco, e à falta de fiscais ou da vontade de os ter, o Governo não vai de modas: faz de cada português um fiscal, acenando-lhe com a possibilidade de vir a ganhar um belo carrinho, daqueles topo de gama com que tantos portugueses sonham para se pavonearem pela vizinhança. A não ser em certas despesas, para as quais sempre pedi factura, aviso desde já os senhores das Finanças que não dou o meu NIF por dá cá aquela palha, muito menos por um café ou um papo-seco. Mandem-me prender. E metam a viatura, aquela que nunca me vai sair, onde melhor vos aprouver. Eu também estou contra a economia paralela. Frontalmente contra. Até porque são alguns dos mais ricos, dos mais ricos gatunos do País para ser mais preciso, que fogem aos impostos: veja-se o caso das grandes empresas que ganham o carcan...

vá à mercearia do alex!

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Fernando Fontes/http://www.dinheirovivo.pt/ O Estado não é, como se costuma dizer, "pessoa de bem". Nunca o foi, agora ainda menos. O Estado comporta-se como um papão, que ameaça quem deve 5 euros ao fisco. O Estado actua como um ladrão, que rouba as reformas de quem as pagou durante uma vida de trabalho. O Estado despede, o Estado esmifra, o Estado expulsa do País o sangue novo necessário à sua renovação, o Estado corta na Saúde, na Educação, nos apoios aos desempregados e aos doentes. No entanto, o Estado nem sempre é má criatura. E, quando digo Estado, refiro-me ao governo que toma conta do Estado, para o tornar mais pequeno, dizem-nos, para o tornar melhor, matraqueiam-nos aos ouvidos até nós acreditarmos. Veja-se este exemplo, só agora tornado público e é fácil perceber porquê: quem foi bafejado, em 2012, com mais benefícios fiscais, para além da Santa Casa da Misericórdia de Santana Lopes, putativo candidato à presidência da República, foi a sociedade de Alex...

é natal no terreiro do passos

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http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

a alemanha, a islândia e o cromo da burrolândia

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http://espectivas.wordpress.com Aposto que não conhece a figura, bem apessoada por sinal, da fotografia, nem nunca ouviu o seu nome sequer. Chama-se Bruno Maçães e é o até agora escondido (deviam ter vergonha dele) secretário de Estado dos Assuntos Europeus. Se agora ouvimos finalmente falar dele, é pelas piores razões: na Grécia, onde foi em visita oficial, recusou liminarmente a ideia de uma frente comum, do Sul da Europa, contra os interesses e os caprichos hegemónicos alemães. Fez de tal forma a defesa da sua dama que, por lá, ficou conhecido por "o alemão". Por cá ficou conhecido também, mais um a juntar a tantos que nos indignam e repugnam. E porque lhe falta em vergonha o que lhe sobra em subserviência, tendo mais a mais desprezado a sobriedade que se exige a um membro do governo, mesmo que clandestino como o foi até hoje, vem Maçães escrever no twitter, para deleite dos seus comparsas: "A esquerda grega chama-me 'alemão'. Oh não!" ...

repita comigo: não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos não há aumento de impostos

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Que acento tónico, que esdrúxula palavra não percebeu nas declarações de Passos, de Portas, da tia e fria Luís? Todos eles disseram que o próximo orçamento não contempla aumentos de impostos. Se eles disseram, se eles repetem, havemos de duvidar?  Para dar mais força às palavras de Passos, de Portas e da tia e fria Luís, fui bisbilhotar no DN de hoje. Eis o que apurei: Aumento de impostos Sobre o álcool, o tabaco e os automóvel a diesel (um castigo para os poluidores, dizem cinicamente, é preciso salvar o ambiente). Aumento de Impostos que não se chamam impostos Já está anunciado o aumento da electricidade a partir de Janeiro, vamos ser nós a pagar a taxa especial que o governo quer impor às empresas energéticas. E, como habitual em Janeiro, outros aumentos nos torpedearão num país - milagre! - onde não há inflação. Corte nas pensões de sobrevivência. Corte nos salários dos funcionários públicos. Cortes nos orçamentos dos ministérios, ou ...

na roda dos enjeitados, ainda os há afortunados!

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Como sabem de ginjeira até mesmo os (en)direitas da esperança - esperança que a selva tudo cubra -, vivemos em pleno regime de capitalismo de casino. Por isso mesmo, os croupiers que jogam com as nossas vidas como se fossemos fichas de roleta, candidatos à roleta russa somos com certeza, tiveram uma ideia brilhante, mais uma, que as ideias brotam-lhes dos crânios iluminados como merda em cu de elefante diarreico: sortear prémios em dinheiro entre os contribuintes que mais facturas apresentarem ao fisco.  Agora, não há razão nenhuma para perdoar ao jardineiro, ao padeiro, ao marceneiro, ao biscateiro, ao cabeleireiro e até ao "moedinhas" que, com aprumo, o ajuda a arrumar o carro. Peça factura. Peça factura de tudo. Habilita-se a ganhar não um, não dois, não três, mas 10 milhões de euros (claro que, destes 10 milhões, para aí uns 23% vão para impostos mas você, que andou a trabalhar para o fisco durante um ano inteiro a arrebanhar facturas, que por eles foi diligente fi...

qual o melhor preventivo? formitrol! formitrol! formitrol!

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Portas diz que ainda não recebeu mas, ao que parece, recebeu. Uma carta do presidente da Três Gargantas, a empresa chinesa que entrou no mercado europeu pelas portas das traseiras, por Portugal. Ao que parece, embora Portas diga não ter recebido o que deve ter recebido, o importante senhor, Gao Guangjing de seu nome, ou coisa que o valha, mandou um raspanete ao Portas e ao governo que Portas dirige por portas-travessas. Então não é que os malandros dos governantes portugueses, num autêntico insulto à pátria do socialismo-capitalista, vão criar uma contribuição extraordinária a pagar pela riquíssima EDP? Claro que Catroga, para quem os portugueses são pentelhos sem valor, já veio dizer que essa taxa se vai reflectir na factura a pagar pelo consumidor (incluindo ele que, coitado, só ganha para aí uns 45.000 euros por mês, pentelhos). E claro que o governo vai voltar com a palavra atrás. Com os chineses não se brinca. Já com os portugueses, o caso muda de figura. São joguetes d...

os impostos são só para os outros

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    Por José Vítor Malheiros http://versaletes.blogspot.pt/ O relatório tem como título “Avoiding Tax in Times of Austerity” e como pós-título “Energias de Portugal (EDP) and the Role of the Netherlands in Tax Avoidance in Europe”, foi publicado há dias e já deu origem a várias notícias de jornal. O seu autor é a SOMO, uma organização holandesa sem fins lucrativos, dedicada ao estudo do desenvolvimento sustentável e que há quarenta anos monitoriza o funcionamento das multinacionais e o impacto da sua acção no desenvolvimento económico, no ambiente e nos direitos humanos. O que diz o relatório? Explica como é que as grandes empresas portuguesas fogem aos impostos em Portugal criando empresas-fantasma na Holanda (mailbox companies, assim chamadas por terem pouco mais do que uma caixa de correio), fazendo passar por elas os seus fluxos financeiros, beneficiando não só das condições fiscais vantajosas que a Holanda oferece às empresas estrangeiras como c...

os cobradores do saque

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É o que eu tenho dito e redito por aqui: o fisco, essa gigantesca central do confisco, rede de malfeitores, de inquisidores do sacrossanto ofício de sacar o sangue e as vísceras das suas vítimas, não deixa pedra por revirar, fechadura por espiolhar, papel por esquadrinhar, tudo lhe serve para esmifrar a vítima. Foi o IVA, foi o IRS, foi o IMI, são multas, são coimas, são juros de mora, são penhoras, taxas e emolumentos, pagamentos por conta, por alma de quem não sei, são cartas ameaçadoras em linguagem impenetrável, é um susto constante a pairar, qual espectro maligno, sobre a cabeça do contribuinte, esse ser massacrado que tudo paga e consente. Desta vez, porém, a coisa foi ainda mais longe do que é costume: enviaram a missiva acima reproduzida, com o pomposo título, como se escrita por um juiz do Supremo, de NOTIFICAÇÃO PARA AUDIÇÃO PRÉVIA. O dito ofício, alegadamente motivado pela falta de pagamento de um selo de carro, foi remetido a uma menina de 11 anos. Que, pelos vistos, não...

não se paga, não se paga

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Por Fernando Dacosta http://www.ionline.pt Coitados dos subsídios, os que eram, em tempos distantes, recebidos no Natal e nas férias! Coitados deles, vêem-se agora, depois de torpes tentativas de extinção, transformados em armas de arremesso (de vingança, de maldade, de chantagem, de ganguesterismo) por parte de uma pífia parelha que dizem governar Portugal. Ora os tais subsídios, coitaditos, não nos aqueciam, como se sabe, a carteira: voláteis, entravam por um lado e logo saíam por outro, por (imensos) outros. O do Natal ia-se nas compras para ele, Natal; o das férias para as mesmas e, supremo embuste, para os cofres de quem, sob a entusiástica forma de IRS, o entregava. Ou seja, nós apenas servíamos de intermediários tansos; recebíamo-los com uma mão e largavámo-los com a outra. Uma rapidinha monetária. Este ano tudo mudou: depois de no-los terem querido palmar – o rapinanço era tão desavergonhado que o tribunal teve de intervir –, agora só os pagam lá para o O...

à carga, meus piratas!

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Quando o fisco se transforma em confisco eles aguentam? Ai aguentam, aguentam.

as unhas de gel de passos coelho

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt O feitiço virou-se contra o feiticeiro. Em protesto contra a nova legislação que penaliza com multas até 2000 euros quem não pedir facturas, muitos consumidores começaram a pedir facturas com o número de identificação fiscal de Pedro Passos Coelho. Os dados do primeiro-ministro estão a ser divulgados em SMS e emails que se tornaram virais. As redes sociais estão a propagar o protesto. Segundo o Correio da Manhã, deram entrada no sistema e-factura "milhares de facturas" com o número de contribuinte do primeiro-ministro, passadas em restaurantes, cabeleireiros e oficinas de automóveis - totalizando milhões de euros em despesas." Público Pois é, isto de legislar à portuguesa tem quase sempre uma resposta... à portuguesa. A originalidade sempre foi uma das facetas do povo português e isso está a ficar demonstrado nos balcões de pastelaria e nas mesas de restaurante, ao som dos secadores e com um cheiro intenso a óle...