Tudo se terá passado numa manhã de nevoeiro. É isso. Façamo-la brumosa e tétrica, para que a acção fique mais tensa e o mistério se adense, para que o antro do torpe crime se pareça com um desses becos mal afamados, poisadoiro de rufias e feculências, palco de raptos e violações, de gritos de prazer e pânico na noite escura, de navalhas enfiadas na liga, afiadas como as línguas de quem as maneja, mágoas e águas podres a inundar valetas, imundície a entupir sarjetas. Eu e mais três ou quatro cúmplices penetrámos